Aulas de Fisioterapia
Eu

      Perece que a minha vida deu uma grande virada. Eu achava que tudo estava tão monótono, que nada aconteceria de extraordinário... aí aconteceu o inesperado. Eu me apaixonei. Bom, não sei quanto tempo durou para eu perceber que ele gostava de mim, mas eu acabei percebendo. Acho que foi tudo no momento certo. Se tivesse acontecido antes, eu não estaria acreditando até agora. O fato é que eu estou apaixonada e não faço a menor questão de esconder isso de ninguém, quero mais é que todo mundo saiba.

      Às vezes fico achando que ainda é cedo, mas eu estou no caminho certo. Ele é maravilhoso. Gostaria de dizer que o amo?? Algumas vezes, mas ainda é um sentimento muito pouco trabalhado. Fico pensando se o que eu sinto é verdadeiro, aí me pego pensando nele, no quanto ele me faz feliz, no quanto eu gosto de estar ao lado dele e no quanto ele é importante para mim. Nessa hora eu percebo que realmente é verdadeiro.

      Espero que não seja o tipo de relacionamento platônico, somente uma das partes demonstra real interesse, somente um lado ama. Eu quero amar e ser amada, quero ser correspondida, quero acordar de manhã e saber que existe alguém, que em poucos minutos, vai me ligar e me desejar bom dia. Quero o compromisso da relação a dois, quero a cumplicidade, quero o respeito, quero um futuro, quero tudo que ele me possa oferecer. E quero oferecer também.

      Penso que essa relação durará bastante tempo, ou melhor, espero que dure. Já passei por muitas coisas ruins. Não quero sofrer, mas se sofrer (observando que isso não quer dizer que eu vá viver uma vida sofrida, mas apenas um momento) significar a felicidade dele, por mim tudo bem. Sou capaz de deixá-lo viver a própria vida... sem mim. Acho que isso é gostar verdadeiramente de alguém.

postado por 23781 em 09:10:33 :
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A Marcha Humana

      Marcha = locomoção; deambulação; caminhada.

      - "A locomoção é o processo pelo qual o animal se move de uma posição geográfica para outra".

      " Marcha é um padrão cíclico de movimentos corporais que se repete indefinidamente a cada passo".

      - A marcha humana é um processo de locomoção.

      A MARCHA HUMANA

      - No ato de caminhar ou correr há um padrão básico caracterizado pelo deslocamento rítmico das partes do corpo que mantém o indivíduo em constante progresso para diante.

      REQUISITOS BÁSICOS DA MARCHA BÍPEDE

      - Forças contínuas de reação do solo apoiando o corpo.

     - Movimento periódico de cada um dos pés de uma posição de apoio para a seguinte, na direção de progerssão.

      Quando o pé toca o solo, até este mesmo pé voltar a tocar o solo, é que se vai medir o ciclo da marcha (passada). Passo é quando um pé apoia-se no chão e o outro sai do solo.

      CINESIOLOGIA DA MARCHA

      Estes dois requisitos originam os movimentos específicos do corpo observados a cada passo:

      - a velocidade corporal aumenta e diminui

      - o corpo se eleva e cai ligeiramente

      - o corpo oscila de um lado para o outro.

      Cinemática: análise descritiva dos movimentos observáveis, ignorando as forças que os produzem; inclui o estudo do ciclo da marcha e os movimentos corporais que ocorrem.

      Cinética: estuda a causa dos movimentos da marcha, incluindo a energética, a relação entre a potência e a eficiência de trabalho, a força transmitida pelas articulações, as interações entre o pé e o solo.

      CINEMÁTICA: CICLO DA MARCHA NORMAL

      - Fases:

          * Apoio: parte do ciclo em que o pé está em contato com o solo. Compreende o período entre o toque do pé e o desprendimento dos dedos.

          * Balanço: parte do ciclo em que o pé está no ar. Ocorre entre o desprendimento dos dedos e o segundo toque do pé.

Obs: O membro que está em balanço está em cadeia cinética aberta.

      - Períodos (subdivisões das fases; descrevem as transições que ocorrem durante os deslocaments do centro de gravidade do corpo sobre os membros oscilantes):

          * duplo apoio inicial - os dois pés estão no solo

          * apoio simples

          * balanço inicial

          * balanço médio

          * balanço terminal

      > Fase de Apoio:

          1. Duplo apoio inicial (12%) - cadeia cinética fechada para os dois membros

              - toque do pé (golpe de calcanhar)

              - desprendimento do pé oposto (médio pé)

              - quadril em flexão, joelho estendido, tornozelo em dorsiflexão

              - dois pés em carga

          2. Apoio simples (38%) - cadeia cinética fechada

              - reversão de cisilhamento ântero-posteirior

         3. Segundo duplo apoio (12%)

              - toque do pé oposto

              - desprendimento do pé

      > Fase de balanço (38%):

         1. Balanço inicial

             - liberação do pé

             - músculos ativos: quadríceps, tensor da fáscia lata e glúteo médio

         2. Balanço médio

             - perna vertical

         3. Balanço terminal

             - toque do pé

             - músculos ativos: tibial anterior e quadríceps (principalmente o reto femoral)

      CINEMÁTICA: PRINCIPAIS DESLOCAMENTOS DO CORPO NO ESPAÇO DURANTE A MARCHA

      - Pelve: se inclina, gira e oscila

      - Membros inferiores: se deslocam nos três planos espaciais fazendo flexão/extensão, adução/abdução e rotação medial e lateral

      - Cintura escapular: rotação

      - Membros superiores: balançam em direção contrária aos deslocamentos pélvicos e dos membros inferiores.

postado por 23781 em 08:10:01 :
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História da Psicomotricidade

      No século XIX, com a dimensão da neurofisiologia, começa a se desenvolver novos estudos sobre o corpo, levando em consideração a possibilidade de identificar transtornos graves sem que pudesse ser constatada uma lesão cerebral localizada (1861 - Broca descobre a lesão localizada da afasia - ausência de fala).

      Em 1906, Sherrington referiu a ação integradora do sistema nervoso, de seu papel na regulação das condutas de um organismo em interação com o meio. Todo movimento tem um significado biológico. A medula espinhal é reconhecida como capaz de analisar os estímulos e responder a eles de modo adaptado.

      Em 1909, Dupré (neurologista francês) rompe com os pressupostos da correspondência entre localização neurológica e as perturbações motoras da infância. Esse momento torna-se um marco na história da psicomotricidade.

      Dupré descreveu a síndrome da debilidade motora através de um conjunto de distúrbios relacionados à motricidade: tiques, cincinesias e paratonias.

                - debilidade motora é diferente de debilidade mental;

                - "um sujeito pode ser torpe sem ser idiota";

                - psico da psicomotricidade ganha sua origem.

      Em 1925, Henri Wallon relaciona o movimento com a construção psíquica. Relaciona afeto, emoções, meio ambiente como fatores influenciadores no movimento, sendo esse outro marco importante para a psicomotricidade.

      Em 1935, Edouard Guilmain determina um novo método de trabalho - a reeducação psicomotora, baseada na psiquiatria infantil e nos estudos de Wallon. Ele cria um manual de reeducação, com exercícios para a atividade tônica e postural, o controle motor e o exame psicomotor (coordenação, ritmo, equilíbrio, etc).

      Em 1947, Ajurriaguerra faz referência aos transtornos psicomotores como oscilantes entre o campo da neurologia e da psiquiatria. Com isso, o objetivo da terapia psicomotora seria modificar o tônus de base e influir na habilidade, na posição e na rapidez do corpo (estruturação espaço-temporal), bem como organizar o sistema corporal no seu conjunto, levando em consideração as aferências emocionais.

      Em 1960, Jean Piaget coloca a idéia de corpo como um instrumento da inteligência. Permite, assim, desenvolver uma técnica, que parte da vivência sensório-motora, para chegar progressivamente à percepção e à conceituação (estruturação espaço-temporal).

      Em 1970, Jean Bergés coloca que o corpo e suas desordens tem a ver com a relação eu-outro.

      Em 1975 começa a existir uma mudança na visão do campo psicomotor com as contribuições de Lydia Coriat, Alfredo Jerusalinsky, Jean Bergés, Samí Alí. A psicomotricidade é centrada na visão do corpo de um sujeito desejante.

1. CAMPO DA MEDICINA

      - Anamnese como acúmulo de dados. Avaliações quantitativas (testes, provas) no sentido de medir o transtorno: medir déficit, quantificar porcentagem, idade cronológica.

      - Se ocupa do transtorno instrumental mais do que do sujeito.

      - Procura normalizar, o mais próximo a uma média ideal, o funcionamento do transtorno.

      - Métodos, técnicas e procedimentos na tentativa de apagar o transtorno e normatizar a criança. Métodos reeducativos que utilizam sequência de atividades a serem rigorosamente aplicadas, com o objetivo de reparação.

      - Determina uma maneira de avaliar colocando um valor e levando em conta os dados cronológicos de desenvolvimento. Não escuta nas entrelinhas de como os pais chegam a esse atendimento (não escuta a novela).

      - A direção da cura está pré-determinada, ao invés de ser vista como uma construção que norteia a intervenção do terapeuta.

      - O terapeuta ocupa o lugar de saber efetivo - ele é quem sabe o que e como fazer.

      - Os pais não estão implicados no trabalho - eles vão ao atendimento com o objetivo de que o terapeuta lhe devolva a criança curada, resolvida enquanto a sua patologia.

      - Várias intervenções/terapias com a intenção de compensar a falha.

2. CAMPO DA PSICOLOGIA (ANOS 60)

      - Tira a criança de uma passividade e começa a se falar do afetivo, do emocional, da motivação, do vínculo.

      - Havia algo que se antecipava com a teoria de Piaget - a criança era o construtor ativo do conhecimento.

      - Do ponto de vista do psicomotor, se fala da globalidade do corpo e da importância da expressão desse corpo.

      - O brincar a serviço do terapeuta.

      - Lugar do saber no lugar do terapeuta.

      - Final dos anos 70, há o início do conceito de interdisciplina - entrecruzamentos no discurso das diversas disciplinas em torno de uma criança com transtorno. Começa a possibilidade de escutar o discurso do outro terapeuta, ou seja, de cada um desponibilizar a sua especificidade e escutar o saber do outro, até para saber o momento de sair de cena.

3. CAMPO DA PSICANÁLISE

      - Abre conceitos sobre o sujeito - história - outro - desejo.

      - O corpo é um receptáculo e reage ao olhar do Outro - o olho levanta a criança e a sustenta no eixo - o olho muda do ponto de vista tônico.

     - O sintoma/transtorno é algo que diz e algo que oculta. assim, a anamnese não é um acúmulo de dados, mas uma escuta da novela.

      - É na escuta da novela que ocorre o desdobramento da demanda - os pais se sentem implicados no transtorno da criança.

      - O lugar do terapeuta não é aquele de permanente saber. Ele às vezespontua e ensina, mas outras vezes se retira para que o sujeito diga na cena.

      - O brincar é espontâneo porque há algo da lógica do consciente e algo da lógica do inconsciente - nesse momento, o inconsciente fala.

      - Na direção da cura não há promessa pois não sabemos por antecipação o que vai acontecer. Na sessão, o terapeuta deve estar atento para a demanda da criança - esperar e acompanhar para que a construção tenha o percurso dado pela criança.

      - É muito mais do que a cura de uma patologia, mas um sujeito que está se estruturando.

       "A Psicomotricidade é a ciência que tem por objeto o estudo do homem, através do seu corpo em movimento, nas relações com o mundo interno e externo, bem como suas possibilidades de perceber, atuar, agir com o outro, com os objetos e consigo mesmo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgâicas". (Sociedade Brasileira de Psicomotricidade)

      O movimento é organizado e integrado de acordo com as experiências vividas pelo sujeito, que são consequência da sua individualidade, linguagem e socialização.

      O psicomotricista é o profissional da área de saúde e educação que pesquisa, ajuda, previne e cuida do homem na aquisição, no desenvolvimento e nos distúrbios da integração somatopsíquica. Atua nas áreas da Educação, Clínica (reeducação, terapia), Consultoria e Supervisão.

      Clientela atendida pelo psicomotricista:

           - crianças em fase de desenvolvimento;

          - crianças, adolescentes e adultos com dificuldade de aprendizagem, distúrbios relacionais, do comportamento (hiperatividade, por exemplo);

          - portadores de necessidades especiais - desoganização emocional, afetiva, motora que se situam, também, no corporal e que acabam por refletir-se na ação do sujeito, nas suas relações consigo e com os outros;

          - 3ª idade.

      Locais de atuação:

          - creches, escolas;

          - clínicas interdisciplinares;

          - consultórios;

          - hospitais;

          - empresas.

postado por 23781 em 12:34:48 :
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