Produçao Açucareira
Produçao Açucareira
quinta, 26 agosto, 2010
Produção Açucareira


Aprodução do açúcar foi resultado de investimentos em máquinas, instalações,animais e mão-de-obra especializada, além das áreas destinadas aoplantio de cana, algumas dessas áreas pertenciam ao próprio engenho, outrasfaziam parte dos proprietários que vendiam ao senhor se engenho a cana que eracultivada ali.

Essesproprietários, chamados Lavradores de cana,não tinham dinheiro para construir seu engenho,pegavam terras do próprio senhor de engenho, assumindo o compromissode abastecê-los de cana, outros eram proprietários de terras. Grandes oupequenos tinham seu próprio plantel de escravos, seu numero<!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:"Cambria Math"; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:1; mso-generic-font-family:roman; mso-font-format:other; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face {font-family:Calibri; panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:swiss; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:10.0pt; margin-left:0cm; line-height:115%; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:Calibri; mso-fareast-theme-font:minor-latin; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault {mso-style-type:export-only; mso-default-props:yes; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:Calibri; mso-fareast-theme-font:minor-latin; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault {mso-style-type:export-only; margin-bottom:10.0pt; line-height:115%;}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--> variava de seis adez escravos cativos.

A tarefados escravos era de cortar a cana e amarrá-las em feixes, eram empilhadas emcarro de boi, que as levava até a casa da moenda, a cana seria esmagada,processada e transformada em açúcar escuro, mascavo. Essa tarefa ficava porconta de outra equipe de escravos e de profissionaisespecializados, muitos livres.

Levada a Moenda, a cana era esmagada, para se retirar ocaldo. Nos grandes engenhos, a moenda era movida a água, já nos outros por meiode juntas de bois, o caldo era colocado em tachos de ferro ou de barro erafervido até se transformar em uma calda grossa e escura chamado melado.

O melado era disposto em moldes de argila seu fundo era vendado porfolhas de bananeira, essas formas era levada para a casa de purgar, onde o açúcar eracristalizado. Tinham blocos endurecidos, os pães de açúcar. Esses pães eramquebrados em torrões, pesados e enviados para a Europa.

Na épocada colheita, os engenhos funcionavam sem parar de dezoito a vinte horas pordia. Os engenhos contavam com sessenta a oitenta escravos. Os maiores com maisde duzentos. O trabalho era cansativo que muitos cativos dormiam durante otrabalho.

No séculoXVII, a colônia portuguesa liderou a produção açucareira mundial entãoproblemas internos surgiram como secas e a destruição de engenhos nordestinos emais tarde externos como a forte concorrência dos produtos holandeses da regiãoda Antilhas provocando a decadência do açúcar.

  Oaçúcar chegou ao continente na idade média por meio de mercadores árabes ecruzados. Além de ser utilizado como adoçante, era empregado para conservaralimentos como as frutas cristalizadas e na fabricação de remédios, eraconsiderado especiaria de luxo: apenas nobres e reis tinham condições de pagaros altíssimos preços pedidos por ele. Seu valor era tão alto, que pessoasindicavam em testamento o açúcar como herança.

No séculoXV, Dom Henrique, importou da Sicília, mudas de cana-de-açúcar para plantá-lasna ilha da Madeira.

NaAmérica portuguesa, a produção do açúcar esteve baseada em grandes fazendas monocultoras, voltadas para a exportaçãoe trabalho escravo.

O negóciodo açúcar se transformou em um mercado global, a produção se fazia no nordesteda colônia, o refino, também na Holanda, os consumidores estavam espalhados naEuropa e a principal fonte de mão-de-obra estava na África.

A chamadazona da mata das capitanias nordestinasse tornaria o principal pólo de expansão econômica nos primeiros séculos dacolonização.

-Os Primeiros engenhos

 Primeiros Engenhos

O primeiro engenho foi instalado em 1532 por Martim Afonso de Sousa nacapitania de São Vicente. Que chamava Engenho do Senhor Governador, MartimAfonso deu inicio ao cultivo de cana Oriunda da ilha da Madeira.

No século XVI mais de uma dúzia de engenhos dos atuais estados de SãoPaulo, Rio de janeiro e Espírito Santos. Seria no Nordeste que a indústria doaçúcar obteria maior êxito, solo argiloso escuro e rico em calcário mostrou serideal para o cultivo de cana e permitiu a rápida expansão da produçãocanavieira.

Em 1542 em operação o primeiro engenho em Pernambuco. Em 1580, eram 115os engenhos distribuídos por todo o litoral brasileiro, colocava no mercado umaprodução anual de 300 mil arrobas de açúcar com o aumento da produção os preçoscaíram. A partir de então, o açúcar deixou de ser considerado especiaria deluxo e se popularizou.

-A Sociedade Patriarcal

Inicialmente, o termo engenho indicava apenas o local de fabrico doaçúcar. Com o tempo passou a indicar todo complexo que envolvia a produçãoaçucareira, os canaviais tornaram parte do engenho, a mata onde se extrainhalenha para as fornalhas, a casa grande (residência do proprietário), a senzala(alojamento dos escravos), a moenda e demais instrumentos de produção, as casasde moradores, etc.

Os Senhores de Engenho desfrutavam de status social semelhante ao danobreza em Portugal. Eles tinham autoridade absoluta sobre as pessoas queviviam dentro dos seus engenhos.

Um dos símbolos do poder do patriarca era a casa grande. De sua varanda,o senhor tudo controlava com o olhar vigilante, junto á casa grande havia quasesempre uma capela, onde se realizava cerimônias religiosas. Próximo á casagrande ficava a casa da moenda, edificação que abrigava a máquina de moer cana,a casa das fornalhas, a caldeira, a casa de purgar e a destilaria, alifabricava ao valioso açúcar.

A partir de 1530, pressões econômicas e políticas forçaram Portugal a modificar a tônica de sua dominação sob as terras brasileiras. Ao mesmo tempo em que se colocava em questão a necessidade de se proteger o território dos invasores, o governo português buscava meios de potencializar a exploração econômica da região. Dessa maneira, Portugal buscou formas para que fosse possível transformar o ambiente colonial em um local economicamente viável.

Ao contrário dos povos orientais e africanos, não havia civilizações no Brasil que tivesse uma economia complexa baseada na exploração de atividades comerciais. De tal forma, os portugueses tinham que enfrentar o desafio preparando os recursos, a mão-de-obra e a tecnologia necessária para se explorar as terras brasileiras. Como o investimento exigido era alto, Portugal optou por investir em um tipo de atividade econômica mais viável.

Percebendo as características do solo brasileiro e a demanda do mercado europeu, Portugal decidiu explorar a cana-de-açúcar no Brasil. Antes disso, os lusitanos já tinham aprimorado algumas técnicas de produção criando algumas plantações de cana-de-açúcar nas ilhas de Cabo Verde e da Madeira. No Brasil, a plantação foi viabilizada por meio de três elementos fundamentais: o trabalho escravo, a monocultura e a grandes propriedades.

O grande número de terras férteis e a necessidade do rápido retorno financeiro possibilitaram a formação de grandes unidades de produção. Além disso, a produção ficou focalizada na produção de um único gênero agrícola trazendo pouca dinamicidade à economia no interior da colônia. No que tange à mão-de-obra, os portugueses não conseguiram submeter as populações indígenas ao sistemático e rigoroso ritmo de trabalho exigido nas plantações de açúcar. Além disso, a Igreja tinha interesse em manter essa população livre para garantir a expansão da fé católica.

Essa questão da mão-de-obra acabou sendo resolvida com a prática do tráfico negreiro. Desde os primeiros anos da expansão marítima portuguesa, os lusitanos começaram a obter escravos para uso doméstico em Portugal, e no trabalho desenvolvido nas Ilhas do Atlântico. Além de possuir essa via de acesso já estabelecida, a exploração do tráfico negreiro na Costa Africana aparecia como uma outra fonte de renda para a metrópole.

Além do espaço dedicado à colheita, a exploração açucareira exigia a instalação de uma fábrica onde o sumo da cana passaria por diferentes processos. Essa fábrica, chamada de engenho, contava com um conjunto de diferentes instalações. A moenda era o local onde era extraído o caldo da cana. Depois disso, esse caldo passava por dois processos de purificação: um primeiro na caldeira e o segundo na casa de purgar. Auxiliando a montagem da unidade produtiva ainda havia a senzala (local de morada dos escravos), a casa grande (habitação do proprietário), as estrebarias e oficinas.

Do processo de produção eram produzidos diferentes tipos de açúcar: o açúcar macho (de coloração branca e pronto para consumo) e o açúcar mascavo (grosso e de coloração escura). Depois disso, o açúcar era encaixotado e enviado diretamente para Lisboa. Os holandeses participavam como parceiros, realizando a distribuição do produto no interior do mercado europeu. Muitas vezes, esses mesmos holandeses financiavam a produção açucareira do Brasil.

Ao longo dos anos, o açúcar se tornou um dos principais componentes da economia colonial. Mesmo passando por diversos períodos de crise, que atingiram principalmente a região nordeste, o açúcar ainda tinha expressiva participação na economia colonial. Além disso, o seu modelo de exploração agrícola fundou uma forma de uso da terra e relações de trabalho que permeou toda a história econômica brasileira.

 Primeiros Engenhos

O primeiro engenho foi instalado em 1532 por Martim Afonso de Sousa nacapitania de São Vicente. Que chamava Engenho do Senhor Governador, MartimAfonso deu inicio ao cultivo de cana Oriunda da ilha da Madeira.

No século XVI mais de uma dúzia de engenhos dos atuais estados de SãoPaulo, Rio de janeiro e Espírito Santos. Seria no Nordeste que a indústria doaçúcar obteria maior êxito, solo argiloso escuro e rico em calcário mostrou serideal para o cultivo de cana e permitiu a rápida expansão da produçãocanavieira.

Em 1542 em operação o primeiro engenho em Pernambuco. Em 1580, eram 115os engenhos distribuídos por todo o litoral brasileiro, colocava no mercado umaprodução anual de 300 mil arrobas de açúcar com o aumento da produção os preçoscaíram. A partir de então, o açúcar deixou de ser considerado especiaria deluxo e se popularizou.

-A Sociedade Patriarcal

Inicialmente, o termo engenho indicava apenas o local de fabrico doaçúcar. Com o tempo passou a indicar todo complexo que envolvia a produçãoaçucareira, os canaviais tornaram parte do engenho, a mata onde se extrainhalenha para as fornalhas, a casa grande (residência do proprietário), a senzala(alojamento dos escravos), a moenda e demais instrumentos de produção, as casasde moradores, etc.

Os Senhores de Engenho desfrutavam de status social semelhante ao danobreza em Portugal. Eles tinham autoridade absoluta sobre as pessoas queviviam dentro dos seus engenhos.

Um dos símbolos do poder do patriarca era a casa grande. De sua varanda,o senhor tudo controlava com o olhar vigilante, junto á casa grande havia quasesempre uma capela, onde se realizava cerimônias religiosas. Próximo á casagrande ficava a casa da moenda, edificação que abrigava a máquina de moer cana,a casa das fornalhas, a caldeira, a casa de purgar e a destilaria, alifabricava ao valioso açúcar.

A partir de 1530, pressões econômicas e políticas forçaram Portugal a modificar a tônica de sua dominação sob as terras brasileiras. Ao mesmo tempo em que se colocava em questão a necessidade de se proteger o território dos invasores, o governo português buscava meios de potencializar a exploração econômica da região. Dessa maneira, Portugal buscou formas para que fosse possível transformar o ambiente colonial em um local economicamente viável.

Ao contrário dos povos orientais e africanos, não havia civilizações no Brasil que tivesse uma economia complexa baseada na exploração de atividades comerciais. De tal forma, os portugueses tinham que enfrentar o desafio preparando os recursos, a mão-de-obra e a tecnologia necessária para se explorar as terras brasileiras. Como o investimento exigido era alto, Portugal optou por investir em um tipo de atividade econômica mais viável.

Percebendo as características do solo brasileiro e a demanda do mercado europeu, Portugal decidiu explorar a cana-de-açúcar no Brasil. Antes disso, os lusitanos já tinham aprimorado algumas técnicas de produção criando algumas plantações de cana-de-açúcar nas ilhas de Cabo Verde e da Madeira. No Brasil, a plantação foi viabilizada por meio de três elementos fundamentais: o trabalho escravo, a monocultura e a grandes propriedades.

O grande número de terras férteis e a necessidade do rápido retorno financeiro possibilitaram a formação de grandes unidades de produção. Além disso, a produção ficou focalizada na produção de um único gênero agrícola trazendo pouca dinamicidade à economia no interior da colônia. No que tange à mão-de-obra, os portugueses não conseguiram submeter as populações indígenas ao sistemático e rigoroso ritmo de trabalho exigido nas plantações de açúcar. Além disso, a Igreja tinha interesse em manter essa população livre para garantir a expansão da fé católica.

Essa questão da mão-de-obra acabou sendo resolvida com a prática do tráfico negreiro. Desde os primeiros anos da expansão marítima portuguesa, os lusitanos começaram a obter escravos para uso doméstico em Portugal, e no trabalho desenvolvido nas Ilhas do Atlântico. Além de possuir essa via de acesso já estabelecida, a exploração do tráfico negreiro na Costa Africana aparecia como uma outra fonte de renda para a metrópole.

Além do espaço dedicado à colheita, a exploração açucareira exigia a instalação de uma fábrica onde o sumo da cana passaria por diferentes processos. Essa fábrica, chamada de engenho, contava com um conjunto de diferentes instalações. A moenda era o local onde era extraído o caldo da cana. Depois disso, esse caldo passava por dois processos de purificação: um primeiro na caldeira e o segundo na casa de purgar. Auxiliando a montagem da unidade produtiva ainda havia a senzala (local de morada dos escravos), a casa grande (habitação do proprietário), as estrebarias e oficinas.

Do processo de produção eram produzidos diferentes tipos de açúcar: o açúcar macho (de coloração branca e pronto para consumo) e o açúcar mascavo (grosso e de coloração escura). Depois disso, o açúcar era encaixotado e enviado diretamente para Lisboa. Os holandeses participavam como parceiros, realizando a distribuição do produto no interior do mercado europeu. Muitas vezes, esses mesmos holandeses financiavam a produção açucareira do Brasil.

Ao longo dos anos, o açúcar se tornou um dos principais componentes da economia colonial. Mesmo passando por diversos períodos de crise, que atingiram principalmente a região nordeste, o açúcar ainda tinha expressiva participação na economia colonial. Além disso, o seu modelo de exploração agrícola fundou uma forma de uso da terra e relações de trabalho que permeou toda a história econômica brasileira.

Na épocada colheita, os engenhos funcionavam sem parar de dezoito a vinte horas pordia. Os engenhos contavam com sessenta a oitenta escravos. Os maiores com maisde duzentos. O trabalho era cansativo que muitos cativos dormiam durante otrabalho.

No séculoXVII, a colônia portuguesa liderou a produção açucareira mundial entãoproblemas internos surgiram como secas e a destruição de engenhos nordestinos emais tarde externos como a forte concorrência dos produtos holandeses da regiãoda Antilhas provocando a decadência do açúcar.

  Oaçúcar chegou ao continente na idade média por meio de mercadores árabes ecruzados. Além de ser utilizado como adoçante, era empregado para conservaralimentos como as frutas cristalizadas e na fabricação de remédios, eraconsiderado especiaria de luxo: apenas nobres e reis tinham condições de pagaros altíssimos preços pedidos por ele. Seu valor era tão alto, que pessoasindicavam em testamento o açúcar como herança.

No séculoXV, Dom Henrique, importou da Sicília, mudas de cana-de-açúcar para plantá-lasna ilha da Madeira.

NaAmérica portuguesa, a produção do açúcar esteve baseada em grandes fazendas monocultoras, voltadas para a exportaçãoe trabalho escravo.

O negóciodo açúcar se transformou em um mercado global, a produção se fazia no nordesteda colônia, o refino, também na Holanda, os consumidores estavam espalhados naEuropa e a principal fonte de mão-de-obra estava na África.

A chamadazona da mata das capitanias nordestinasse tornaria o principal pólo de expansão econômica nos primeiros séculos dacolonização.

-Os Primeiros engenhos

 Primeiros Engenhos

O primeiro engenho foi instalado em 1532 por Martim Afonso de Sousa nacapitania de São Vicente. Que chamava Engenho do Senhor Governador, MartimAfonso deu inicio ao cultivo de cana Oriunda da ilha da Madeira.

No século XVI mais de uma dúzia de engenhos dos atuais estados de SãoPaulo, Rio de janeiro e Espírito Santos. Seria no Nordeste que a indústria doaçúcar obteria maior êxito, solo argiloso escuro e rico em calcário mostrou serideal para o cultivo de cana e permitiu a rápida expansão da produçãocanavieira.

Em 1542 em operação o primeiro engenho em Pernambuco. Em 1580, eram 115os engenhos distribuídos por todo o litoral brasileiro, colocava no mercado umaprodução anual de 300 mil arrobas de açúcar com o aumento da produção os preçoscaíram. A partir de então, o açúcar deixou de ser considerado especiaria deluxo e se popularizou.

-A Sociedade Patriarcal

Inicialmente, o termo engenho indicava apenas o local de fabrico doaçúcar. Com o tempo passou a indicar todo complexo que envolvia a produçãoaçucareira, os canaviais tornaram parte do engenho, a mata onde se extrainhalenha para as fornalhas, a casa grande (residência do proprietário), a senzala(alojamento dos escravos), a moenda e demais instrumentos de produção, as casasde moradores, etc.

Os Senhores de Engenho desfrutavam de status social semelhante ao danobreza em Portugal. Eles tinham autoridade absoluta sobre as pessoas queviviam dentro dos seus engenhos.

Um dos símbolos do poder do patriarca era a casa grande. De sua varanda,o senhor tudo controlava com o olhar vigilante, junto á casa grande havia quasesempre uma capela, onde se realizava cerimônias religiosas. Próximo á casagrande ficava a casa da moenda, edificação que abrigava a máquina de moer cana,a casa das fornalhas, a caldeira, a casa de purgar e a destilaria, alifabricava ao valioso açúcar.

A partir de 1530, pressões econômicas e políticas forçaram Portugal a modificar a tônica de sua dominação sob as terras brasileiras. Ao mesmo tempo em que se colocava em questão a necessidade de se proteger o território dos invasores, o governo português buscava meios de potencializar a exploração econômica da região. Dessa maneira, Portugal buscou formas para que fosse possível transformar o ambiente colonial em um local economicamente viável.

Ao contrário dos povos orientais e africanos, não havia civilizações no Brasil que tivesse uma economia complexa baseada na exploração de atividades comerciais. De tal forma, os portugueses tinham que enfrentar o desafio preparando os recursos, a mão-de-obra e a tecnologia necessária para se explorar as terras brasileiras. Como o investimento exigido era alto, Portugal optou por investir em um tipo de atividade econômica mais viável.

Percebendo as características do solo brasileiro e a demanda do mercado europeu, Portugal decidiu explorar a cana-de-açúcar no Brasil. Antes disso, os lusitanos já tinham aprimorado algumas técnicas de produção criando algumas plantações de cana-de-açúcar nas ilhas de Cabo Verde e da Madeira. No Brasil, a plantação foi viabilizada por meio de três elementos fundamentais: o trabalho escravo, a monocultura e a grandes propriedades.

O grande número de terras férteis e a necessidade do rápido retorno financeiro possibilitaram a formação de grandes unidades de produção. Além disso, a produção ficou focalizada na produção de um único gênero agrícola trazendo pouca dinamicidade à economia no interior da colônia. No que tange à mão-de-obra, os portugueses não conseguiram submeter as populações indígenas ao sistemático e rigoroso ritmo de trabalho exigido nas plantações de açúcar. Além disso, a Igreja tinha interesse em manter essa população livre para garantir a expansão da fé católica.

Essa questão da mão-de-obra acabou sendo resolvida com a prática do tráfico negreiro. Desde os primeiros anos da expansão marítima portuguesa, os lusitanos começaram a obter escravos para uso doméstico em Portugal, e no trabalho desenvolvido nas Ilhas do Atlântico. Além de possuir essa via de acesso já estabelecida, a exploração do tráfico negreiro na Costa Africana aparecia como uma outra fonte de renda para a metrópole.

Além do espaço dedicado à colheita, a exploração açucareira exigia a instalação de uma fábrica onde o sumo da cana passaria por diferentes processos. Essa fábrica, chamada de engenho, contava com um conjunto de diferentes instalações. A moenda era o local onde era extraído o caldo da cana. Depois disso, esse caldo passava por dois processos de purificação: um primeiro na caldeira e o segundo na casa de purgar. Auxiliando a montagem da unidade produtiva ainda havia a senzala (local de morada dos escravos), a casa grande (habitação do proprietário), as estrebarias e oficinas.

Do processo de produção eram produzidos diferentes tipos de açúcar: o açúcar macho (de coloração branca e pronto para consumo) e o açúcar mascavo (grosso e de coloração escura). Depois disso, o açúcar era encaixotado e enviado diretamente para Lisboa. Os holandeses participavam como parceiros, realizando a distribuição do produto no interior do mercado europeu. Muitas vezes, esses mesmos holandeses financiavam a produção açucareira do Brasil.

Ao longo dos anos, o açúcar se tornou um dos principais componentes da economia colonial. Mesmo passando por diversos períodos de crise, que atingiram principalmente a região nordeste, o açúcar ainda tinha expressiva participação na economia colonial. Além disso, o seu modelo de exploração agrícola fundou uma forma de uso da terra e relações de trabalho que permeou toda a história econômica brasileira.

 Primeiros Engenhos

O primeiro engenho foi instalado em 1532 por Martim Afonso de Sousa nacapitania de São Vicente. Que chamava Engenho do Senhor Governador, MartimAfonso deu inicio ao cultivo de cana Oriunda da ilha da Madeira.

No século XVI mais de uma dúzia de engenhos dos atuais estados de SãoPaulo, Rio de janeiro e Espírito Santos. Seria no Nordeste que a indústria doaçúcar obteria maior êxito, solo argiloso escuro e rico em calcário mostrou serideal para o cultivo de cana e permitiu a rápida expansão da produçãocanavieira.

Em 1542 em operação o primeiro engenho em Pernambuco. Em 1580, eram 115os engenhos distribuídos por todo o litoral brasileiro, colocava no mercado umaprodução anual de 300 mil arrobas de açúcar com o aumento da produção os preçoscaíram. A partir de então, o açúcar deixou de ser considerado especiaria deluxo e se popularizou.

-A Sociedade Patriarcal

Inicialmente, o termo engenho indicava apenas o local de fabrico doaçúcar. Com o tempo passou a indicar todo complexo que envolvia a produçãoaçucareira, os canaviais tornaram parte do engenho, a mata onde se extrainhalenha para as fornalhas, a casa grande (residência do proprietário), a senzala(alojamento dos escravos), a moenda e demais instrumentos de produção, as casasde moradores, etc.

Os Senhores de Engenho desfrutavam de status social semelhante ao danobreza em Portugal. Eles tinham autoridade absoluta sobre as pessoas queviviam dentro dos seus engenhos.

Um dos símbolos do poder do patriarca era a casa grande. De sua varanda,o senhor tudo controlava com o olhar vigilante, junto á casa grande havia quasesempre uma capela, onde se realizava cerimônias religiosas. Próximo á casagrande ficava a casa da moenda, edificação que abrigava a máquina de moer cana,a casa das fornalhas, a caldeira, a casa de purgar e a destilaria, alifabricava ao valioso açúcar.

A partir de 1530, pressões econômicas e políticas forçaram Portugal a modificar a tônica de sua dominação sob as terras brasileiras. Ao mesmo tempo em que se colocava em questão a necessidade de se proteger o território dos invasores, o governo português buscava meios de potencializar a exploração econômica da região. Dessa maneira, Portugal buscou formas para que fosse possível transformar o ambiente colonial em um local economicamente viável.

Ao contrário dos povos orientais e africanos, não havia civilizações no Brasil que tivesse uma economia complexa baseada na exploração de atividades comerciais. De tal forma, os portugueses tinham que enfrentar o desafio preparando os recursos, a mão-de-obra e a tecnologia necessária para se explorar as terras brasileiras. Como o investimento exigido era alto, Portugal optou por investir em um tipo de atividade econômica mais viável.

Percebendo as características do solo brasileiro e a demanda do mercado europeu, Portugal decidiu explorar a cana-de-açúcar no Brasil. Antes disso, os lusitanos já tinham aprimorado algumas técnicas de produção criando algumas plantações de cana-de-açúcar nas ilhas de Cabo Verde e da Madeira. No Brasil, a plantação foi viabilizada por meio de três elementos fundamentais: o trabalho escravo, a monocultura e a grandes propriedades.

O grande número de terras férteis e a necessidade do rápido retorno financeiro possibilitaram a formação de grandes unidades de produção. Além disso, a produção ficou focalizada na produção de um único gênero agrícola trazendo pouca dinamicidade à economia no interior da colônia. No que tange à mão-de-obra, os portugueses não conseguiram submeter as populações indígenas ao sistemático e rigoroso ritmo de trabalho exigido nas plantações de açúcar. Além disso, a Igreja tinha interesse em manter essa população livre para garantir a expansão da fé católica.

Essa questão da mão-de-obra acabou sendo resolvida com a prática do tráfico negreiro. Desde os primeiros anos da expansão marítima portuguesa, os lusitanos começaram a obter escravos para uso doméstico em Portugal, e no trabalho desenvolvido nas Ilhas do Atlântico. Além de possuir essa via de acesso já estabelecida, a exploração do tráfico negreiro na Costa Africana aparecia como uma outra fonte de renda para a metrópole.

Além do espaço dedicado à colheita, a exploração açucareira exigia a instalação de uma fábrica onde o sumo da cana passaria por diferentes processos. Essa fábrica, chamada de engenho, contava com um conjunto de diferentes instalações. A moenda era o local onde era extraído o caldo da cana. Depois disso, esse caldo passava por dois processos de purificação: um primeiro na caldeira e o segundo na casa de purgar. Auxiliando a montagem da unidade produtiva ainda havia a senzala (local de morada dos escravos), a casa grande (habitação do proprietário), as estrebarias e oficinas.

Do processo de produção eram produzidos diferentes tipos de açúcar: o açúcar macho (de coloração branca e pronto para consumo) e o açúcar mascavo (grosso e de coloração escura). Depois disso, o açúcar era encaixotado e enviado diretamente para Lisboa. Os holandeses participavam como parceiros, realizando a distribuição do produto no interior do mercado europeu. Muitas vezes, esses mesmos holandeses financiavam a produção açucareira do Brasil.

Ao longo dos anos, o açúcar se tornou um dos principais componentes da economia colonial. Mesmo passando por diversos períodos de crise, que atingiram principalmente a região nordeste, o açúcar ainda tinha expressiva participação na economia colonial. Além disso, o seu modelo de exploração agrícola fundou uma forma de uso da terra e relações de trabalho que permeou toda a história econômica brasileira.

A tarefados escravos era de cortar a cana e amarrá-las em feixes, eram empilhadas emcarro de boi, que as levava até a casa da moenda, a cana seria esmagada,processada e transformada em açúcar escuro, mascavo. Essa tarefa ficava porconta de outra equipe de escravos e de profissionaisespecializados, muitos livres.

Levada a Moenda, a cana era esmagada, para se retirar ocaldo. Nos grandes engenhos, a moenda era movida a água, já nos outros por meiode juntas de bois, o caldo era colocado em tachos de ferro ou de barro erafervido até se transformar em uma calda grossa e escura chamado melado.

O melado era disposto em moldes de argila seu fundo era vendado porfolhas de bananeira, essas formas era levada para a casa de purgar, onde o açúcar eracristalizado. Tinham blocos endurecidos, os pães de açúcar. Esses pães eramquebrados em torrões, pesados e enviados para a Europa.

Na épocada colheita, os engenhos funcionavam sem parar de dezoito a vinte horas pordia. Os engenhos contavam com sessenta a oitenta escravos. Os maiores com maisde duzentos. O trabalho era cansativo que muitos cativos dormiam durante otrabalho.

No séculoXVII, a colônia portuguesa liderou a produção açucareira mundial entãoproblemas internos surgiram como secas e a destruição de engenhos nordestinos emais tarde externos como a forte concorrência dos produtos holandeses da regiãoda Antilhas provocando a decadência do açúcar.

  Oaçúcar chegou ao continente na idade média por meio de mercadores árabes ecruzados. Além de ser utilizado como adoçante, era empregado para conservaralimentos como as frutas cristalizadas e na fabricação de remédios, eraconsiderado especiaria de luxo: apenas nobres e reis tinham condições de pagaros altíssimos preços pedidos por ele. Seu valor era tão alto, que pessoasindicavam em testamento o açúcar como herança.

No séculoXV, Dom Henrique, importou da Sicília, mudas de cana-de-açúcar para plantá-lasna ilha da Madeira.

NaAmérica portuguesa, a produção do açúcar esteve baseada em grandes fazendas monocultoras, voltadas para a exportaçãoe trabalho escravo.

O negóciodo açúcar se transformou em um mercado global, a produção se fazia no nordesteda colônia, o refino, também na Holanda, os consumidores estavam espalhados naEuropa e a principal fonte de mão-de-obra estava na África.

A chamadazona da mata das capitanias nordestinasse tornaria o principal pólo de expansão econômica nos primeiros séculos dacolonização.

-Os Primeiros engenhos

 Primeiros Engenhos

O primeiro engenho foi instalado em 1532 por Martim Afonso de Sousa nacapitania de São Vicente. Que chamava Engenho do Senhor Governador, MartimAfonso deu inicio ao cultivo de cana Oriunda da ilha da Madeira.

No século XVI mais de uma dúzia de engenhos dos atuais estados de SãoPaulo, Rio de janeiro e Espírito Santos. Seria no Nordeste que a indústria doaçúcar obteria maior êxito, solo argiloso escuro e rico em calcário mostrou serideal para o cultivo de cana e permitiu a rápida expansão da produçãocanavieira.

Em 1542 em operação o primeiro engenho em Pernambuco. Em 1580, eram 115os engenhos distribuídos por todo o litoral brasileiro, colocava no mercado umaprodução anual de 300 mil arrobas de açúcar com o aumento da produção os preçoscaíram. A partir de então, o açúcar deixou de ser considerado especiaria deluxo e se popularizou.

-A Sociedade Patriarcal

Inicialmente, o termo engenho indicava apenas o local de fabrico doaçúcar. Com o tempo passou a indicar todo complexo que envolvia a produçãoaçucareira, os canaviais tornaram parte do engenho, a mata onde se extrainhalenha para as fornalhas, a casa grande (residência do proprietário), a senzala(alojamento dos escravos), a moenda e demais instrumentos de produção, as casasde moradores, etc.

Os Senhores de Engenho desfrutavam de status social semelhante ao danobreza em Portugal. Eles tinham autoridade absoluta sobre as pessoas queviviam dentro dos seus engenhos.

Um dos símbolos do poder do patriarca era a casa grande. De sua varanda,o senhor tudo controlava com o olhar vigilante, junto á casa grande havia quasesempre uma capela, onde se realizava cerimônias religiosas. Próximo á casagrande ficava a casa da moenda, edificação que abrigava a máquina de moer cana,a casa das fornalhas, a caldeira, a casa de purgar e a destilaria, alifabricava ao valioso açúcar.

A partir de 1530, pressões econômicas e políticas forçaram Portugal a modificar a tônica de sua dominação sob as terras brasileiras. Ao mesmo tempo em que se colocava em questão a necessidade de se proteger o território dos invasores, o governo

postado por 145782 as 07:23:09 # 3 comentários
 
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