O LIVRO DE RENESMEE ou LUA CHEIA
O LIVRO DE RENESMEE ou LUA CHEIA

quarta, 09 setembro, 2009
Capítulo 6

JACOB... 

6. DESCONSIDERANDO NESSIE, EU MATARIA A DROGA DE TODOS OS VAMPIROS!

Domingo de manhã! Antes de abrir os olhos o cheiro de panquecas me fez levantar. Olhei em volta, para as paredes cinza do meu apertado quarto que minha irmã me cedeu depois de Paul implicar muito. Procurei uma camisa em algum lugar por ali, mas a pilha que estava junto à porta só havia roupa suja, então desisti.

Resolvi tomar café sem camisa, mesmo sabendo o ódio que isso despertava em Rachel. Passei pela porta e cheguei no apertado corredor onde ficam a porta do banheiro e do quarto principal, o do casal. Entrei no banheiro, descalço, sentindo o frio piso de madeira nos meus pés.

Enquanto escovava lentamente os dentes, olhando para as enormes olheiras abaixo dos meus olhos, o cheiro das panquecas foi ficando mais forte. Acelerei a escovação e saí correndo do banheiro. Meu estômago deva cambalhotas e meu nariz me conduzia quase que ipnoticamente a cozinha.

Lá não havia ninguém, estranho para um domingo de manhã, e com panquecas. Hum, melhor que sobra mais pra mim. Sentei na mesa e estendi meu braço até o balcão do armário para pegar um prato e um garfo, a pilha de panquecas estava na minha frente e parecia bastante apelativa.

Mas quando a primeira garfada na pilha foi feita, um rosnado alto me fez parar. Paul estava da porta me olhando de cara feia, apenas passei um olhar rápido para ele e me voltei as panquecas.

-Bom dia, Paul.-atirei.

-Essas panquecas são minhas!-ele falou, vindo agarrar a travessa com a refeição.

Como por um impulso, agarrei também, rosnando pra ele.

-Não seja egoísta, Paul! Eu também estou com fome!-falei quando ele puxou atravessa para si.

Eu estava de costas para a porta da cozinha, que dava para a sala e não percebi quando Paul parou de me olhar para observar algo lá.

-Mas essas panquecas são especialmente para mim, não é amor?-melosamente Paul disse olhando para trás de mim, no que eu imaginei que fosse Rachel, entrando na cozinha.

-Fiz pra todos. -ela entrou e sentou-se na minha frente – Bom dia, Jake. -ela sorriu.

-Hum! Pode ficar, Paul. Depois desse melodrama todo, perdi a fome.-falei cruzando os braços sobre o estômago, que me dedurou com um barulho incrível.

-Ou não... – Rachel falou rindo – Coma, Jacob, não seja tolo. Paul nem vai comer isso tudo sozinho. Nem se ele ainda fosse lobo.

Não precisei de outra ordem. A travessa que antes estava nos braços de Paul, agora repousava sobre a mesa, ainda pela metade. Virei a travessa e comecei a comer rapidamente, sem notar Paul e Rachel me observando.

-O que foi?-falei de boca cheia.

-É que eu já tinha até me esquecido como é que um garoto lobo come. Paul pelo menos era mais educado. -Rachel disse, suspirando.

-E menos porco. -Paul acrescentou, parando de comer.

-Ok! Se pararem de me olhar, eu prometo que vocês não vão me ver comendo assim... –falei o obvio, rindo.

Os dois ficaram quietos enquanto eu devorava minha suculenta refeição. Para essa manhã eu teria trabalho a fazer. Ir até a casa de Sue e falar com Sarah.

Desde o ataque não conversei nada a esse respeito com ela, porque, sei lá, ela ficava sempre com Leah, muito reservada e perdida em pensamentos. Muito estranho.

Quando meu prato não continha nenhuma migalha (e como minhas panquecas evaporaram rápido!), me levantei de supetão.

-Onde o senhor alfa vai essa manhã?-Paul falou, enfatizando com uma ironia irritante a palavra alfa.

-Não é de sua conta. –por entre os dentes, eu rosnei pra ele, já saindo da sala.

-Hum... Nossa, é tão secreto assim?-Rachel perguntou em um tom de desleixe.

-Oh, na verdade não. Estou a procura de pistas sobre o vampiro que atacou Sarah.-respondi com educação e um pouco detido entre a sala e o lado de fora da casa.

-Então está virando Sherlock Holmes agora?-Paul zombou, mas só com a porta. Bati com toda força, pensei ter quebrado, mas não, só balançou um pouco o telhado, mais nada de risco.

Dois passos e eu já estava na rua da vila, que agora podia ser considerado um povoado de tão grande e populoso que estava. O turismo rendeu, mesmo em uma cidade tão chuvosa, lendas atraíram os curiosos e turistas, fazendo os moradores locais abrirem lojas de conveniência e lembrancinhas de La Push, o santuário Quileute.

A casa de Sue não era muito longe, do outro lado da rua praticamente. Um pouco pequena, cinza e de madeira, nada muito obvio... Pra não dizer o contrário. As casas em La Push eram quase todas iguais, só mudavam de rua e de dono, fora isso, as pessoas viviam se confundindo.

Agora de manhã não havia muitas pessoas na rua, só quem tinha comercio, então ninguém iria reparar em um enorme garoto sem camisa, mesmo com o céu nublado e a temperatura baixa que o dia estava. Ninguém na porta da casa, ótimo. Eu teria que bater. Parei em frente a porta e dei apenas duas batidas de leve e Leah apareceu na porta rindo.Nossa.

-Hei! Jake, bom dia! Entra.-ela parecia mais contente do que nunca e isso me deixou assustado.

-Oi, eu acho. Bem, Sarah está aí?-falei entrando e reparando nas caras sorridentes sentadas no sofá. Os Clearwaters estavam mais feliz do que criança em véspera de natal.

-E aí, Jake! Já sabe da novidade?-Seth se levantou e veio me cumprimentar.

-Hum, não. Temos novidades?-perguntei indo para perto do sofá.

-Bom dia Jacob. Sente-se, temos uma boa notícia pra dar a você.-Sue falou emocionadamente, o que me deixou assustado e curioso.

-Ok, estou sentado.-falei, assim que me encostei na poltrona do finado Harry.

-Leah não é mais lobo. Quer dizer, ela não se transforma mais.-na maior calma, Seth falou, um enorme sorriso iluminou sua cara e Leah ficou vermelha. Sarah, que estava sentada do lado de Leah, a abraçou. Ela já devia estar sabendo.

-Como assim? Leah não pode parar de se transformar, só se ela encontrasse uma outra garota pra ficar no seu lugar...-eu disse, incrédulo e Sarah sorriu pra mim.-Não! Isso não é possível.-eu aspirei.

-É sim. Ontem quando eu estava em casa, chorei e pedi para não ser mais lobo e Sarah me ouviu, acho que o ritual se completou. Hoje de manhã, tentei me transformar e não consegui.

-Um momento, Leah. Isso não quer dizer nada. Pode ser algo estranho com você... qual a relação de Sarah com nossa tribo? Nenhuma? Então. Ela não pode simplesmente te substituir.-isso era claro, pelo menos pra mim, por que eles me olharam como se eu fosse louco.

-Mas, Jake, Embry também não é da nossa tribo e é lobo...-Seth tentou rebater a falta de lógica daquilo.

-Nada disso, Seth. A mãe de Embry não é da nossa tribo. O pai dele era um de nós, então isso faz dele parte da tribo também.-falei olhando para a expressão do garoto, que apenas balançou a cabeça.

-Olha, o fato não é bem assim sem provas não, Jacob. Leah não se transformará mais em lobo, sua desistência está completa.-Sue falou com voz firme.

-E o que dá tanta certeza a vocês?

-Lembra, Jacob, que eu te falei que já estava na menopausa...-Leah começou a falar, suas bochechas ficando vermelhas.

-É, acho que sim... mas eu não entendi muito bem. O que isso tem a ver com o agora?

-Por causa da transformação, Jacob, Leah não menstruava mais e essa manhã aconteceu de novo. Isso quer dizer que ela vai envelhecer e que a desistência realmente aconteceu.-Sue falou e todos olharam para o chão, menos eu. Agora dava pra entender.

Outro fato que confirmava isso era a impressão. Só podiam ter impressão os lobos saudáveis, para perpetuar a espécie, e Leah não, depois que s e transformou, ficava fértil e isso talvez a tirasse o direito de ter a impressão. Mas ela teve, então era porque ainda daria pra ela ter filhos e seguir sua vida quando ela desistisse.

Todos esperavam em silêncio minha conclusão. Eu agora olhava para o nada, não ia mais a sala, só a imagem de Leah e Kall.

Finalmente os dois poderiam casar. A única coisa que não fazia sentido era Sarah entrar no bando.

-Então Leah desistiu e não vira mais lobo? Ok! Compreendi. Só na entendo uma coisa... Onde Sarah entra na história?-perguntei vendo todos os rostos se voltarem pra mim.

-Não sei. Só sei que eu estou livre. E graças a chegada da Sarah.-Leah falou, sorrindo para a garota ao seu lado.

De repente, não mais que de repente, Sarah bate na testa.

-É isso, gente! Só Poe ser isso!-ela disse se levantando.

-Isso o quê?-perguntei e todos queriam saber o mesmo.

-A troca de vitalidade. Você deve ter me passado algo Quileute, uma aura, um DNA, não sei. Mas deve ter sido isso. Só pode ser isso.

Sim, sim! Fazia sentido. Afinal agora corria algo Quileute em seu corpo. Graças à transfusão, que ótimo! Então teríamos mais uma no bando, e novos constrangimentos, isso, essa era a palavra.

-Oh, sim, tá. Acho que isso justifica essa loucura toda. Afinal, nada disso é pra entender, só pra acontecer, certo?-falei rindo e perturbado. Todos na sala confirmaram com a cabeça.

-Então acho que você merece parabéns, Leah. Parabéns!-falei me levantando e olhando para o sorriso no seu rosto.

-Obrigada! Eu acho... -ela falou, revirando os olhos.

-É, sim, Sarah. Preciso falar com você. E é importante. -mudei de assunto.

Sarah acenou com a cabeça e fomos para fora da casa, sentamos no degrau do piso de madeira do rol da frente da casa de Sue. Virados para onde podia sentir o vento frio que vinha do mar que ficava naquela direção.

-E então?-Sarah perguntou depois de um silêncio curto.

-Oh, sim. Eu queria fazer algumas perguntas sobre você, seu bando, essas coisas.

Ela me encarou, séria, mas não fez cara de quem era contra me contar algo.

-Você quer saber sobre a luta ou sobre tudo, desde o Alaska?

-Acho que tudo seria bom. Comece do começo.-falei assim que a vi querer recuar.

-Certo. Como você sabe, vim do Alaska. Lá, nossa tribo de Snow Wolves cuida de uma área, da nossa tribo também, que tem alguma coisa a ver com esquimós, meu pai era esquimó e essas coisas que todo mundo sabe do Alaska. Pois é. Tendo nossa área demarcada em todo território da cidade de Icecrystal, perto de Denali, uns quarenta quilômetros, eu acho.-ela olhou para longe, percebi que ela ia começar a narrar a história e procurei aguçar minha audição para não fazer perguntas ou atrapalhar o retorno dela a essa história tão dramática.

 -Bem, certo dia, eu e meu bando estávamos fazendo uma ronda quando de repente achamos um cadáver humano enterrado no gelo. A causa da você pode imaginar.-rapidamente ela olhou pra mim e encarou o chão- O alfa do meu bando, Abraham, pediu que fossemos cautelosos ao fazer rondas e tronou-se quase impossível esconder as mortes provocadas pelo monstro. Mais de vinte cadáveres em apenas um mês. Era insultante. Mas a gota d’água foi quando o vampiro atacou a irmã de Abraham, Catherine. Ele não perdoou, quis perseguir o vampiro até onde ele fosse. Foi então que viemos parar aqui.

Sarah respirou, olhou para as marcas nos braços, cicatrizes ainda recentes. No pescoço havia uma marca circular de dentes, impossível ninguém reparar.

-Foi difícil achá-lo. Não havia, no começo, sinais nem pistas. O desgraçado não deixava cheiro, simplesmente evaporava no ar. Abraham logo deduziu que esse devia ser o poder do vampiro. Mas chegou um ponto, perto já da fronteira com o Canadá, onde conseguimos farejar alguma coisa, começaram então a trilha de pistas. O vampiro de alguma forma queria nos trazer até aqui, por que não daria pra aparecer o cheiro dele de repente. Ele devia estar deixando de propósito, mas Abraham nem se deu conta disso, estava cego de ódio, queria vingança.

Sua voz ficou alta de repente, seus dentes travaram, e ela parou de falar, apertou os olhos e alguma coisa caiu na terra molhada, uma lágrima, Sarah estava chorando.

-Me desculpe. É doloroso lembrar. Eu era muito amiga de Abraham. Ele foi o que mais me deu forças quando eu me transformei. Lá tem poucos meninos, sabe, então sobrou pra mim.-ela enxugou o rosto molhado e passou os braços em volta dos joelhos e continuou.

-Quando estávamos perto daqui, tentamos convencer Abraham a desistir, não valia a pena. Nos já tínhamos afastado o monstro do nosso território. Ele devia estar com medo, afinal éramos quinze lobos fortes, não tão grandes como vocês, mas fortes. Mas ele estava incontrolável, disse que continuaria sozinho, pediu que voltássemos, mas sem uma ordem do alfa, não há acordo. Continuamos a acompanhá-lo até que nessa floresta, em Forks, descobri que havia lobisomens também, toda a floresta está impregnada com o cheiro do seu bando. Tentei procurar algum de vocês, mas era tarde. O vampiro parou de fugir e apareceu. Naquela noite todos nós estávamos reunidos em uma clareira, só Abraham estava transformado, o resto de nós estava descansando, foi quando o desgraçado surgiu.

O soco que Sarah deu no piso do rol de Sue fez a madeira rachar, mas ela não ligou muito, e com um fogo no olhar, começou a narrar como se eu nem estivesse ali.

-Primeiro ele atacou Abraham, só ouvimos o grunhido dele dentro da floresta, depois todos nós nos transformamos e ficamos tentando farejar algo, mas ele atacou de novo, simplesmente aparecia e do nada, em uma fração de segundos, sumia com alguém do bando. Foi quando Álephe gritou para que eu corresse, fugisse e pedisse ajuda. Desnorteada no meio da floresta, corri sem direção. Mas o vampiro me acompanhou e me atacou, me jogou no chão com uma força terrível, eu não pude me levantar. Fiquei indefesa, presa fácil para ele, que não pensou duas vezes e me mordeu. O veneno era cruel, queimava todo o meu corpo, desejei morrer. Foi então que surgiram os tiros, alguns me acertaram, mas nenhum me livrou daquela dor terrível. O monstro sumiu na minha frente, na escuridão, como num vulto falho. Pensei que iria ser encontrada, mas as samambaias me cobriram e os caçadores se foram, me deixando lá, agonizando.

Como queimava o veneno. Eu... eu... me senti tão... tão... só. Tão desamparada...queria morrer, mas nem... nem isso acontecia.

Esganiçada pelo choro, sua frase ficou melancólica, suas lágrimas rolavam aos montes, parecia uma cachoeira. Quando ela limpou com violência os olhos e colocou a cabeça entre os braços, a dor dela passou a ser minha também, senti um aperto no peito, como quando eu brigava com Nessie. Mil facas estavam em meu coração.

Desejei matar todos os malditos vampiros, desconsiderando Renesmee naquele instante, eu mataria, exterminaria a droga daqueles vampiros, um por um. Malditos.

-Foi então que você e seu bando apareceram. Acho que eu não duraria nem mais um minuto se não fosse por seu bando.-ela disse erguendo a cabeça para me olhar, seu sorriso parecia sincero, livre de qualquer dor, agora.

-Era o mínimo que poderíamos fazer. Não sei como, a presença do vampiro não foi sentida. Acho que temos alguns lobos aqui em La Push com defeito.-falei girando o dedo indicador perto da orelha, e ela riu.

-Obrigado, obrigado mesmo. Agora estou aqui, na casa dos outros que nem me conhecem direito. Minha sorte é que onde eu morava não tinha responsabilidades. Não estudava, não trabalhava, não tinha pai nem mãe. Só meus tios, que devem estar preocupados. Mas logo, logo vou voltar. O pior, Jake, é ter que dizer a... aos parentes dos lobos mortos do meu bando, o que aconteceu... dizer pra eles que... que eu fugi, isso é o que mais me dói...

-Não chore, Sarah. Não vale a pena chorar por causa daquele vampiro desgraçado. Fique tranquila que aqui em La Push os lobos são bem preparados para matar esses sanguessugas nojentos!-falei, muito empolgado, pra dizer a verdade, empolgado e confiante demais.

Faltava ainda constatar algo pros Cullens, como era o vampiro. Será que seria demais pra Sarah? Eu só ficaria sabendo depois que perguntasse.

-Sarah, é... Enquanto você lutava ou até mesmo quando o vampiro te atacou, você pôde ver como ele era, alguma coisa, qualquer coisa para achar ele mais rápido...

Ela hesitou, me olhou um pouco confusa, depois encarou o chão.

-Não, eu não me lembro.-duramente ela falou. Minha pergunta não tinha nada demais, então porque ela respondeu de modo tão estranho? Será que... não. Ela apenas não queria se lembrar, era só isso. Devia ser muito ruim pra ela.

-Me desculpe. É que voltar a cena da mordida doeu de novo. Só isso. Mas não pude ver a cara dele não. Estava escuro, no meio da floresta, ele era muito rápido...-rapidamente ela disparou a falar, com a mão no pescoço, em cima da mordida.

-Ok! Ok. Não precisa forçar. Relaxe, deixe isso com a gente. Vamos encontrar aquele maldito e acabar com ele.-de novo falei muito empolgado, mas agora eu não estava tão convencido disso. Minhas palavras pareciam só palavras. O vampiro parecia arredio demais, impossível demais. E o dom dele então? Se fosse como Sarah disse, ele sumisse no ar, isso não seria bom. Nós não voamos muito, bem, na verdade lobos não voam.

Essa é a grande vantagem dos sugadores de sangue, seus poderes extras. Nós tínhamos que matá-los, mas a natureza não nos reservou nada além de garras e dentes afiados. Tá bom que a rápida regeneração era uma vantagem, mas também, se não fosse isso, não existiria lobisomens, seria até uma vergonha lutar contra os vampiros.

Sarah me olhou nos olhos e baixou a cabeça envergonhada. Acho que eu deveria sentir o mesmo, mas não. Sei lá, era só estranho, mas nada embaraçoso. Devia ser a impressão. Como Quil um dia me disse “Não reparo mais nas garotas, não vejo os rostos delas” e eu estava passando por tudo isso agora. Era difícil admitir que um dia falei pra ele arranjar uma garota, mesmo sendo o guardião da Claire. Eu estava pagando minha língua, e quanto ele tinha falado. Merda! Se eu fosse pagar tudo o que eu falei, bem, eu estaria em apuros. Ahãm, eu estaria.

Em La Push, do bando dos mais velhos, só Seth e Embry que não tinham sofrido o lixo da impressão. Fora eles e os mais novos, como Collin, Brady e os outros, bem, até Leah tinha tido impressão. Recapitulando, acho que ficou assim...  Sam e Emily, que foram os primeiros a se casar. Depois Paul e Rachel, se casaram e tanto Sam como a peste do Paul desistiram, afinal Sam ia ser pai e Paul, bem ele por ser folgado e preguiçoso mesmo.

Dos que estavam casados nesses últimos seis anos e que não saiu do bando só Jared, que casou por ultimo, com Kim, mas não desistiu. Agora, até Leah, que em breve estará virando senhora Leah, (nossa!) desistiu.

Ah, ainda tem Quil e Claire, que já está com seus nove anos. Um bom avanço, agora ele é o irmão mais velho dela. É lindo e irritante ver ele de babá, ainda bem que Renesmee cresceu rápido, mas mesmo assim ainda paguei por ter zoado o Quil uns belos três anos. Ou foram quatro? Acho que é por aí. Só sei que eu paguei e Quil diz que vou pagar ainda mais.

-Jake?

Sarah passou a mão em frente dos meus olhos. Eu tinha viajado legal, nem percebi que estava estátua.

-Oh, bem, me desculpe. Acho que entrei em curto. -sorri para ela que pareceu sem graça de novo.

Será que eu estava fazendo algo de errado? Parecia tudo muito estranho, agora. Estar perto de uma garota. Ela podia gostar de mim, mas eu nunca iria poder retribuir. Renesmee era minha vida agora e ela, bem, ela era apenas um lobo pra mim. Um novo membro do bando, nada mais. Como qualquer um dos outros caras.

-Certo. Está perdoado.

-Ei, galera!-Embry vinha surgindo num dos becos da rua. Estava de calção, eu já imaginava pra quê.

-E aí? Vai onde a essa hora?-perguntei olhando ele se aproximar.

-O que você acha? Mergulhar do penhasco, ué! Oi Sarah!-ele cumprimentou assim que chegou onde estávamos.

-Oi, Embry.-ela respondeu timidamente –Ei! Você disse que vai mergulhar de penhascos?-Sarah parecia mais empolgada agora.

-Sim.-Embry falou vibrando.

-Que altura?-com um tom duvidoso Sarah quis saber.

-Hum... tá vendo aquela montanha ali?-Embry apontou para uma montanha na direção do mar.

-Sei. Tô vendo.-Sarah afirmou olhando na direção do dedo indicador de Embry.

-Mais ou menos da metade daquela montanha. É um pouco alto, mas você consegue, quer ir?-ele olhou apelativo para a cara indecisa de Sarah.

Ela olhou pra mim e mordeu o lábio inferior.

-Posso dizer que é legal, mesmo quando eu tive algumas experiências traumáticas com algumas pessoas pulando de lá.-falei lembrando de Bella há muitos anos atrás.

-Tá, eu vou. Me deixe por uma roupa adequada. Vou pedir um short a Leah.

Muito interessada, Sarah saiu dali quase pulando.

-E você, Jake, vai superar seus traumas e mergulhar com a gente? Já faz anos, cara!-Embry sentou do meu lado e me deu um soco no braço.

-Acho que não. Vou ter que ir na casa dos Cullens passar umas informações. Talvez eu pareça mais tarde, não sei. Meu trauma é velho. Mas sem a Bella por lá, quem sabe eu não me recupero?-falei e Embry riu.

-Hum, então vamos a casa dos sogros hoje a tarde... que programão. Ainda bem que não tenho esse tipo de parente, ainda mais vampiros. Se não bastasse todos o mitos sobre sogra, agora você bate as barreiras do sobrenatural e prova uma relação ainda mais restrita entre as sogras e os genros... uma sogra vampira e um genro lobisomem! Cara, você é o homem das experiências paranormais!

-É, acho que sim.-foi o melhor que pude responder, além de rir um pouco da piada.

-Mas é sério. Aparece lá depois.

-Se der... quem vai?

-Bem, acho que o Quil, o Jared e a Kim, Collin e Brady, eu e agora a Sarah.-ele falou contando nos dedos.

-E porque você não chama o Seth. Ele tá muito feliz hoje, quem sabe isso não completa o dia dele.

-Hum, feliz é? Ele teve a impressão?-Embry caçoou do desejo do pobre Seth.

-Não, melhor que isso... Leah, ela desistiu.

Ele levantou e me encarou com uma cara suspeita e de boca aberta.

-Como assim desistiu? Ela pode desistir?

-Oh, se não podia agora pode. Parece que umas coisas de menina andaram acontecendo com ela e ela não se transforma mais.-falei meio por cima, vendo a cara dele se contorcer em um bico de curiosidade.

-Que coisas?-ele perguntou se sentando e agarrando em meu braço.

-Ei, coisas de menina. Eu sou menina por acaso? Tenho cara de menina por algum motivo?-falei revoltado com a curiosidade absurda dele.

-Hum, não sei. Sempre te achei estranho...-ele falou colocando a mão no queixo.

-Ah, vai te catar, Embry!-empurrei ele que bateu na viga de sustentação do telhado do rol de Sue.

-Mas, é sério isso da Leah?

-Claro que é, mané! Não teremos mais tia Leah no bando, ela vai casar e nos deixar...-falei, lamentando falsamente.

-Oh, nem me lembre, cara! Vou ter que comprar presente, droga! Vou falir. Além de tudo tenho que explicar pra minha mãe por que o dinheiro da oficina do Sam não tá rendendo.-Embry colocou a mão na testa e balançou a cabeça.

-Não tá rendendo... sei. Não por causa de presente pra casamento e sim por causa de presente pras garotas. Sei conquistador barato! Você devia ter sabe o quê?

-O quê?

-Uma impressão. É. Só aí você vai se amarrar e parar de paranóia e de gastar dinheiro, afinal Sam não te paga tanto assim.-quando terminei de falar, encarei o rosto do garoto e ele estava com cara de ofendido.

-Não me joga praga não, tá! Tô muito bem assim. Mas me diz uma coisa... será que a Sarah tá dando mole pra mim?-ele olhou para trás, em direção a porta e virou de novo pra me olhar.

-Hum... Acho que não. Ela só está sendo educada. Como você é otário! A garota mal chegou e você já quer dar uns pegas nela. Tenha pelo menos um pouco de cérebro, ô seu animal! Ela acabou de sofrer um trauma, perdeu todo o bando, e você quer se aproveitar!

-Calma, Jake. Não se irrite!-ele disse, imitando chaves, um homenzinho mexicano dos programas infantis que eu odeio.

-Eu tô calmo, só estou te dando um toque pra...

-E aí pessoal, quem vai?-era Sarah que apareceu na porta junto com Seth.

-Uma galera aí.-Embry mirou a garota de cima a baixo.

-Eu também vou. Tenho que aproveitar meu domingo!-Seth disse esfregando as mãos.

-E quem te chamou?-Embry flou se levantando.

-Não preciso de convite pra pular dos penhascos da minha reserva, seu lixo!-Seth disse, empurrando Embry.

-Ah, Seth! A cesta com o almoço. Não podemos esquecer!-Sarah entrou na casa.

-E você Jake, não vem?

-Não, Seth. Hoje é dia de trabalhar pros Cullens.

-Ei, diga a Nessie que mandei um abraço. E a Bella e Edward que eles estão me devendo uma visita e um presente... pelo meu aniversário de vinte e um. Diga que foi um barato e eles perderam.

-Tá, chega de recados, não sou lobo correio.

-Vamos?-Sarah disse já ficando no meio da rua de terra.

-Oh, sim. Vamos lá, pessoal.

-Valeu, Jake. Até mais.-Embry bateu em meu ombro.

-Tchau, Jake!-Sarah gritou de longe.

-Tchau, cara.-Seth aper



postado por 121594 as 10:52:19
11 comentários:

Regina:
Nossa!!! concordo, parece a Nessie crescendo!! você escreve muito bem! Tem um enredo muito bom e a velocidade da trama faz com que a nossa ansiedade busque sempre por mais... continue escrevendo, achei ótima a ídeia da impressão da Leah e a nova loba no grupo... com certeza essa pontada de ciúme que a Nessie sente da Sarah vai dar o que falar nos próximos capítulos... Um grande abraço...
06/05/2011 15:01:06
gaby:
amoooooooooo você! a continuação tá demais ! eu te amo de verdade gueirnan! twilight forever
26/03/2011 08:06:41
euma garcez:
oii Güeirnan
err sou dii novo gostaria que mandasse pra meu email tambem
e aproposito continue escevendo a historia da nessie escreva varios capitulos para saciar a nossa cede de historia
ja fikei hras so lendo
adoro mto esse seu dom de criatividade meu email e euma.tdb@hotmail.com





att: euma
14/12/2010 16:22:51
euma garcez:
oii Güeirnan amo muinto a saga e goataria de saber se vc pretende fazer o filme pq seria mto perfeito se continuasse pra sempre...
ps: ja ia esquecendo que tal se NESSIE, sonhasse com a sua primeira noite c/ jacob e a noite acontecesse dia depois
e desta noiite fosse gerado um filho dos dois antes que nessie se tranformasse uma vampira totalmente. eu gostaria que o nome de su filho fosse phillip swan cullen black

att: euma
14/12/2010 15:31:44
euma garcez:
oii Güeirnan amo muinto a saga e goataria de saber se vc pretende fazer o filme pq seria mto perfeito se continuasse pra sempre...
ps: ja ia esquecendo que tal se NESSIE, sonhasse com a sua primeira noite c/ jacob e a noite acontecesse dia depois
e desta noiite fosse gerado um filho dos dois antes que nessie se tranformasse uma vampira totalmente. eu gostaria que o nome de su filho fosse phillip swan cullen black

att: euma
14/12/2010 15:31:05
PAULA CIBELLY:
peeeeeeeerfeito tô amando muuuuito!

já sou sua fã!!!
cantinue escrevendo, tô muito viciada em ler seus posts!!!
07/07/2010 11:35:16
GÜEIRNAN:
gente me desculpem, mais o capítulo 8 só vai ser postado domingo à noite.
desculpem-me...
05/02/2010 19:49:23
drica:
HAHAHAHA muito bom, também estou apaixonada pelo jacob ♥
14/12/2009 19:21:04
aninha:
OI!!EU adorei esses capitulos sao demais eu concordo com todo mundo vc deve continuar escrevendo e postando os capitulos no seu blog. JA SOU SUA FÃ.
BJS
04/12/2009 16:29:51
Fernanda:
OI DE NOVO!!!
Por favor manda o que você já escreveu além do capítulo 5 pro meu email???
Eu tô amando,por favor manda.

Fernandamunz@yahoo.com
10/11/2009 14:49:07
Tijolinha Cullen:
Meu Deus...... O Romance ta evoluindo rapido demais.... Parece até a Nessie crescendo... rsrsrsrrsrs.... mas tá demais
06/10/2009 15:41:42
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