Mediunidade Hoje
Mediunidade Hoje
segunda, 31 outubro, 2011
Informações Necessárias


Esse Blog é destinado a todos que desejam conhecer e aprender um pouco mais sobre a Mediunidade, que como diz o Codificador da Doutrina Espírita Allan Kardec, é uma faculdade da alma inerente a todos, independentemente de raça, credo, condição social.

Por isso nesse trabalho de pesquisa ao longo dos anos, procuramos em diversos sites e blogs dessa incrível rede que chamamos de internet colher os melhores artigos e pensamentos das mais diversas personalidade do Movimento Espírita de nosso pais, acerca desse empolgante e necessário assunto, para facilitar e vida de todos nós num só lugar.

Que todos aqui possam colher as informações que desejarem e com o espírito livre possamos dar a nossa opinião e ao mesmo tempo aprender um pouco mais sobre essa incrível faculdade.

Muita Paz

Adriano Costa


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 31.10.11 # 1 comentários
quinta, 02 junho, 2011
Ajudar para não Atrapalhar


Durante a manifestação dos chamados Espíritos sofredores, nas sessões práticas de Espiritismo, observam-se, em boa parte dos presentes, três freqüentes reações:

Alguns, achando que a comunicação é sem interesse ou se prolonga em demasia, limita-se ao alheamento, voltando sua atenção para assuntos estranhos ao desenrolar dos trabalhos. Outros, imbuídos de curiosidade, procuram identificar o Espírito através dos elementos fornecidos pela psicofonia mediúnica, imaginando tratar-se do senhor fulano ou do senhor beltrano, pessoas de suas relações. E há aqueles que se irritam porque o dirigente da sessão não esclarece logo ao comunicante a sua condição de desencarnado, se este demonstra inconsciência de seu estado, ou não age energicamente, induzindo-o a penitenciar-se de seus erros, se parece alguém comprometido no vicio ou acostumado a utilizar os processos da mistificação e da obsessão.

Identificamos, portanto, três reações: desinteresse, curiosidade e irritação. Todavia, os que assim procedem, revelam, inegavelmente, ausência do sentimento de responsabilidade, nascido de melhor conhecimento do mecanismo de intercâmbio com o Além, o que os torna elementos que prejudicam o bom andamento das tarefas de auxílio.

Para que semelhante prejuízo seja evitado é preciso considerar que os Espíritos que se manifestam, para receber ajuda, estão, geralmente, mergulhados em profunda perturbação, o que não lhes permite raciocinar com lógica. A incapacidade, quase sempre evidenciada, em reconhecer o próprio estado, confirma este fato.

Por isso, aquele que conversa com o Espírito não pode ter pressa em vê-lo afastar-se, antes de lhe haver proporcionado alguns recursos de equilíbrio. Não pode deter-se em questões pessoais, tendentes a identificá-lo, não só porque na maioria das vezes ele não estaria em condições de responder satisfatoriamente, como seria falta de caridade. Que dizer do médico preocupado em interrogar o acidentado ao invés de medicá-lo com presteza? E haverá desastre mais trágico que a desencarnação sem preparo? Finalmente, não pode, como muitos desejam, adotar a atitude de impor princípios, advertir o manifestante, mostrar-lhe o que é certo ou errado, fazê-lo sentir que terá que pagar por seus crimes, porque, principalmente quando se trata de alguém desejoso de mistificar ou exercer vingança, está de tal forma dominado por idéias cristalizadas em longos processos de fixação mental, que simples palavras não modificarão suas disposições.

O principal esforço do dirigente dos trabalhos é o de procurar conquistar a sua simpatia, para em seguida convidá-lo à oração, sem preocupar-se em verberar ou desmascarar, atitude favorita de alguns espíritas, que julgam estar prestando um grande serviço, esquecidos de que com semelhante atitude podem impressionar, mas nunca converter ao Bem.

A oração em benefício da entidade manifestante, prática que, infelizmente, raros adotam, é o grande recurso de esclarecimento e ajuda. Quando proferida sob orientação da mais pura fraternidade, sem fórmulas verbalistas e secundada pelas vibrações de carinho, compreensão e amizade, por parte de uma assistência consciente e esclarecida, ela proporciona inestimáveis recursos de auxílio. Sob seu fluxo poderoso, o Espírito revive situações passadas, identifica parentes e amigos desencarnados, sente-se aliviado nas suas dores e preocupações e descortina horizontes mais amplos e que lhe permitem deixar o cárcere da fixação mental. Após a aplicação dessa incomparável terapêutica, o mistificador sentir-se-á envergonhado e o confessará; o obsessor perceberá seu erro e se afastará de livre vontade, fator indispensável para que sua vítima ma se recupere sem transtornos; o Espírito inconsciente estará mais lúcido e em condições para reconhecer, por si mesmo, sua nova condição.

Se, enquanto o dirigente dos trabalhos se esforça por cativar a simpatia da entidade, alguns dos presentes se sentem contrariados por julgar que deveria ser mais objetivo, minucioso ou enérgico, estarão vibrando de forma perniciosa, o que comprometerá o bom êxito do serviço. Haverá maior dificuldade para o doutrinador concatenar suas idéias e maior perturbação para o comunicante. E não podemos, naturalmente, esquecer o médium, que, sem apoio vibracional, experimentará inesperadas limitações.

Fácil, pois, é concluir que, nas tarefas de intercâmbio destinadas a estender conforto e esclarecimento àqueles que se encontram na craticidade, quem não ajuda atrapalha. Por isso, forçoso é admitir que a sessão espírita não é um tribunal, nem repartição especializada em identificar desencarnados e muito menos local de recreação, onde as criaturas se portem com displicência, e sim um templo divino, onde o contacto com a espiritualidade superior deve inspirar respeito e atenção.

E se nos é lícito considerar a sessão espírita como recurso de socorro para nossos males físicos e psíquicos, é preciso reconhecer que a condição indispensável para sermos atendidos é a disposição em socorrer aqueles que sofrem mais.

Reformador – Março de 1964.

Por Richard Simonetti


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 02.06.11 # 0 comentários
Critérios Mediúnicos


Uma constante dentro da realidade das casas espíritas é o interesse desenfreado de seus freqüentadores pelas práticas mediúnicas. Aliás, depois dos problemas obsessivos, são elas as grandes molas que impulsionam as pessoas a adentrarem as instituições, seja por terem uma visão distorcida dos fenômenos (adquirida através das especulações feias pela a mídia), seja pela necessidade de buscarem notícias de parentes e entes queridos que já transpuseram a fronteira entre a vida e a morte.

Dessa forma, tão logo chegam à casa espírita, querem participar dos grupos mediúnicos, na tentativa de satisfazer aos seus interesses imediatos. E, diante da negação, muitos não a compreendem e desistem de permanecer na instituição, buscando outros centros, acreditando-se injustiçados.

Algumas casas, tão logo a pessoa demonstra interesse pelas reuniões mediúnicas, tratam de apressar a sua freqüência em tais ocasiões, sob alegação de que precisam "segurar" o indivíduo na instituição, para que ele não enverede por "outros caminhos".

Primeiramente, centro espírita algum tem a função de segurar as pessoas: se procuram sedimentar um corpo de trabalhadores, deve buscá-los entre todos os que, de boa vontade, se predispõem às atividades gerais e se interessam pelo estudo da Doutrina.

Em segundo lugar, instituições que agem de tal forma é que incorrem em caminho incorreto, desvirtuando todo o caráter sério do Espiritismo e coibindo a liberdade das pessoas, visto quererem "amarrá-las" aos trabalhos da casa. Há quem diga que é uma questão de segregação por parte daqueles que estão à frente das tarefas; mas não, é questão de responsabilidade, pois toda atividade em setor específico reclama dos seus executores conhecimentos também específicos e relativos à respectiva área a que se destinam, e da mesma forma é com a Doutrina Espírita.

Principalmente as reuniões mediúnicas, ponto delicado do estudo espírita, onde se lida diretamente com o psiquismo humano, tanto de encarnados quanto de desencarnados, solicitando um mínimo de equilíbrio e conhecimentos, em benefício próprio e do grupo em si.

As reuniões mediúnicas não são restritas porque é preciso algum tipo de iniciação ritualística ou porque envolvem "mistérios do desconhecido". Nelas são trabalhadas energias muito sutis, onde os espíritos infelizes são levados para que sejam tratados de suas chagas morais, e a menor fuga a este objetivo, por parte de um único componente do grupo que esteja despreparado, pode levar todo o trabalho à ruína.

Assim, para dedicar-se à atividade mediúnica, é preciso, antes, dedicar-se ao estudo dos fenômenos, buscando compreender as suas peculiaridades, bem como as suas implicações, obedecendo aos devidos critérios exigidos pelo bom senso e observando a recomendação do Espírito de Verdade: "Espíritas! (...) instruí-vos..." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.VI, item 5).

Por Joana Paes Leme e Cunha


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 02.06.11 # 0 comentários
quarta, 27 janeiro, 2010
Efeitos Físicos - O que são e como acontecem


A questão sobre se os Espíritos podem ou não interferir no mundo material sempre levantou muita polêmica nos meios religiosos. Para opinar favorável a essa interferência, o Espiritismo reuniu em seus postulados uma série de estudos e comprovações que apóiam essa tese.

Como demonstra a Doutrina Espírita, os Espíritos nada mais são do que pessoas como nós (chamadas de encarnadas, por estarem durante a encarnação), que, depois de passarem pela morte do corpo físico, continuam vivas no plano espiritual (passando a serem chamadas de desencarnadas, pois seus espíritos vivem agora sem o corpo físico). Encontram-se, então, na verdadeira vida, como disse Jesus. É um lugar muito parecido com o lado material, no entanto, com características próprias, que perfazem regiões piores ou muito melhores do que as existentes na Terra.

Embora vivam num mundo semelhante ao material, os Espíritos, encontrando-se no lado espiritual, não têm acesso direto na matéria. Falta-lhes a parte física. Sem ela, é impossível que os Espíritos consigam se manifestar visivelmente entre nós. Para que isso possa acontecer, é necessário haver uma ligação entre os dois planos. É então que aparece a figura do médium, ou seja, a pessoa que tem condições de sentir ostensivamente a presença dos Espíritos e transmiti-la.

Ressalta-se que o bom médium é aquele que permite ou não a manifestação do Espírito através de sua faculdade mediúnica, tendo total controle sobre ela. Existem vários tipos de médiuns. Entre eles, os escreventes ou psicógrafos, como é o caso do mineiro Chico Xavier. Podemos dizer que sob a influência mental dos Espíritos, o médium "empresta" sua mão para a entidade, que então passa a escrever mensagens, livros e outros. Há também os chamados médiuns falantes, como o orador espírita, Divaldo Pereira Franco. Influenciado pelos Bons Espíritos, empresta a sua condição de falar para que o mundo espiritual possa deixar sua mensagem de orientação, conforto e paz. Outro tipo de mediunidade é a chamada de efeitos físicos. É a que mais diz respeito ao tema aqui tratado. São médiuns que, dotados de uma condição especial, doam um certo tipo de fluido aos Espíritos (denominado fluido magnético). Esse tipo de fluido somente as pessoas encarnadas possuem.

Diferentemente das outras categorias de médiuns, que têm controle sobre suas faculdades, o médium de efeitos físicos não têm como controlar sua doação de fluidos para o mundo espiritual. A transmissão fluídica acontece instantaneamente e, na maioria das vezes, o médium não percebe que está doando o fluido magnético. Através deste fluido, que tem dupla natureza, ou seja, atua tanto no plano espiritual como no material, o Espírito tem condições de manifestar-se diretamente na matéria. Alguns cientistas chamam este fluido de ectoplasma. Os espíritos só conseguem mover objetos, provocar ruídos ou ficarem visíveis aos encarnados quando estão de posse desse fluido magnético. Para tanto, é necessário que haja por perto da manifestação algum médium de efeitos físicos. Ele não precisa estar no local exato em que ocorra o fenômeno, mas precisamente estará nas redondezas. Os Espíritos podem perceber aqueles que têm essa condição de doadores, aproveitando-se disso.

 Porém, esses médiuns são raros, o que dificulta a ocorrência dos efeitos físicos. Além dessa raridade, toda interferência espiritual no mundo físico é controlada pelos Espíritos Superiores. Geralmente, salvo casos excepcionais, são Espíritos atrasados que se utilizam dos efeitos físicos, visando assustar as pessoas que querem atormentar.

A Espiritualidade Superior permite a atuação dessas entidades ignorantes somente até certo ponto. Nunca deixam que os efeitos físicos venham a atentar contra a vida de alguém. Se assim não o fosse, os Espíritos maus teriam livre acesso a substâncias venenosas, podendo prejudicar a todos. O mundo, na verdade, iria se transformar em uma verdadeira balburdia. Baseando-se nisso, as manifestações físicas que se vêem na novela "A Viagem" devem ser encaradas com certa precaução. Há muita fantasia que jamais deve ser entendida como Espiritismo, ou Doutrina Espírita. Já na sua vida diária, não pense que qualquer barulho ou ruído aparentemente inexplicável seja obra de Espíritos.

O Espiritismo ensina que devemos primeiro procurar exaustivamente uma causa física, para só depois supormos que haja um fenômeno de ordem espiritual. Nunca deixe a ilusão tomar conta de você.

Por Carlos César Barro


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 27.01.10 # 0 comentários
quarta, 23 setembro, 2009
DICA DE LIVRO


“O Livro dos Médiuns” é uma das cinco obras que constituem a Codificação da Doutrina Espírita. Reúne “o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo”. Apresenta ainda, na parte final, precioso vocabulário básico espírita. De leitura e consulta indispensável para os espíritas, será sempre uma preciosa fonte de conhecimento também para qualquer pessoa indagadora e atenta ao fenômeno mediúnico, que se manifesta crescentemente no mundo inteiro, dentro ou fora das atividades espíritas. Sendo os homens parte integrante do intercâmbio entre os dois planos da vida o material e o espiritual, o melhor é que conheçamos, e bem, os mecanismos desse relacionamento. “O Livro dos Médiuns” é o manual mais seguro para todos os que se dedicam às atividades de comunicação com o Mundo Espiritual.

Autor: Allan Kardec
Páginas: 488
Tamanho: 12,5x17,5 (cm)

postado por MEDIUNIDADE HOJE as 23.09.09 # 0 comentários
segunda, 21 setembro, 2009
A Influência dos Seres Invisíveis na vida humana


A crença na influência de seres invisíveis na vida dos homens existe desde os princípios da história. Os povos antigos, como os romanos, gregos e egípcios acreditavam em deuses de forma humana, que interferiam diretamente em suas ações. Com o passar dos tempos, outras crenças foram se difundindo, como as figuras dos anjos e santos, capazes de promoverem os milagres e protegerem as pessoas, e o chamado diabo, feitor das tentações e do sofrimento da humanidade. Com a chegada da Doutrina Espírita, uma nova interpretação sobre os seres invisíveis foi colocada.

Ensina o Espiritismo que os homens que viveram na Terra, ao deixarem o corpo físico através da morte, continuam a viver em um outro plano, chamado mundo espiritual, onde habitam as almas. Jesus sustenta esta tese quando afirma ser a verdadeira morada do espírito a vida espiritual.

Naquele lado invisível, as almas, ou espíritos, levam o que tiverem acumulado de virtudes ou defeitos adquiridos durante a existência material, ou encarnação. Os homens bons trazem consigo a caridade que praticavam, a paz de espírito e a benevolência. Vivem em um lugar feliz e trabalham constantemente pelo progresso de nosso planeta. Podem ajudar as pessoas encarnadas que lhes pedem auxílio. São o que o povo chama de anjos, santos ou simplesmente Espíritos bons ou superiores. Quando dirigimos preces a Deus, Ele nos atende através desses seres bondosos, inspirando-nos coragem na vida, fortalecendo-nos nos bons propósitos e, às vezes, trazendo-nos a cura para uma doença ou desequilíbrio psíquico.

Já os homens que quando encarnados se detiveram na prática do mal, levam para o plano espiritual suas más tendências. Continuam sua atividade perniciosa, inspirando nos que continuam na vida material, todos os vícios e defeitos que ainda estão apegados. São os chamados diabos, demônios ou simplesmente maus Espíritos. Podem, com sua maldade e ódio, atrapalhar a vida dos homens, perturbando o sono, a vida familiar, profissional e até causar doenças. Entre a classe dos bons e dos maus Espíritos está a categoria de Espíritos comuns. São seres que quando encarnados não se detinham nem muito no bem, nem tanto no mal. São em maior quantidade, já que assim age a maioria dos homens. Esta classe de Espíritos quase que não tem influência sobre os encarnados. Todo homem sofre constantemente as influências dos bons ou dos maus Espíritos. Porém, cada um tem a liberdade de ceder ou não às boas ou más inspirações. Depende do indivíduo, com seu livre-arbítrio, dar vazão à interferência dos Espíritos na sua vida. Aqueles que procuram fazer o bem, evitar o vício, praticar a caridade e, principalmente, cultivar bons pensamentos estão mais facilmente ligados aos bons Espíritos. Vivendo dessa forma, dificilmente um Espírito maldoso poderá prejudicá-lo. No entanto, aqueles que convivem normalmente em ambientes viciosos, com o excesso de bebida, cigarro, drogas, sexo desregrado, que se satisfazem na ociosidade terão mais afinidade com seres espirituais atrasados, apropriados a esses vícios materiais. Essas entidades poderão, inclusive, influenciá-los em defeitos mais graves, como o crime, a desonestidade, o adultério, a mentira, enfim, tudo o que leva o homem ao caminho da ruína. Palavras e pensamentos perniciosos, falta de apego a uma religião, o desinteresse pelos problemas alheios, o pessimismo, o orgulho são formas mentais que atraem interferências negativas. Com elas, o desequilíbrio espiritual e material não tardará a acontecer.

Quando temos esse posicionamento incorreto frente a vida, dificilmente os anjos, ou bons Espíritos, conseguem nos ajudar, por mais que tentem. Tudo é uma questão de afinidade. Se insistirmos em manter nossos pensamentos voltados para os vícios e prazeres exagerados estaremos impedindo que as boas influências cheguem até nossas mentes. Diante deste mecanismo de intercâmbio entre o visível e o invisível, onde cada um recebe de acordo com sua conduta diária, precisamos buscar a mudança de nosso comportamento, caso queiramos receber as boas inspirações do mais alto. Não precisamos, nem conseguiremos, transformarmo-nos em "santos" do dia para a noite. Imperfeições todos temos. Deus conhece nosso íntimo e sabe o quanto é difícil livrarmo-nos delas. Porém, para que estejamos aptos a ter a companhia dos bondosos amigos espirituais devemos nos pautar pelas orientações do Evangelho de Jesus Cristo, cultivar amizades sadias, sermos úteis à comunidade da qual fazemos parte e lutarmos contra os maus pensamentos que às vezes tentam nos levar a atitudes incorretas. Agindo assim, com certeza não deixaremos que influências espirituais perniciosas possam prejudicar nossas vidas.

Por Carlos Alexandre Fett


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 21.09.09 # 0 comentários
As Obsessões nos Evangelhos


"E quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares secos, buscando repouso; e, não o encontrando, diz: Tornarei para minha casa, aonde sai.

E chegando, acha-a varrida e adornada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele entrando, habitam ali, e o último estado desse homem é pior do que o primeiro."
Lucas,11:24-26"

As páginas dos Evangelhos estão repletas de passagens as obsessões espirituais, sobejamente abordadas nas obras básicas do espiritismo.

Os versículos evangélicos que ensinam esta página, são decisivos da convocação dessa assertiva, representando uma ilustração típica feita por Jesus-Cristo sobre os casos de obsessão: Um espírito obsessor foi afastado de um homem e levado para o umbral ou para um plano espiritual compatível com seu estado vibratório. Andando por lá e não achando consolo, decidiu-se a voltar para as proximidades da criatura de quem foi afastado. Ali chegando, notou com surpresa, que o antigo perseguido não havia se moralizado, não havia tomado nova diretriz e permanecia distanciado do Bem, deixando, como decorrência, a porta aberta para a volta do perseguidor. Este, por sua vez, não contentou em voltar sozinho; foi e arranjou sete espíritos piores do que ele. Sob a influência dessa legião do mal, o estado do antigo perseguido se agravou, tornando-se muito pior do que antes.

É questão pacífica que todos os seres humanos, quando encarnam, assumem encargos para com a justiça Divina e, para que tenham sucesso no novo aprendizado torna-se imperioso que levem uma vida pautada nos moldes rígidos da moral e do equilíbrio desincumbindo-se, pelo menos parcialmente, daquilo que se comprometeram realizar.

A falta de satisfação dos compromissos assumidos, acarreta enfermidades que são autênticos avisos salutares para o espírito encarnado. De um modo geral, essas advertências se traduzem em perseguições espirituais sob a forma de obsessão, que persiste, diminui de intensidade ou cessa completamente, dependendo do rumo que o obsediado emprestar à sua vida.

Se o antigo perseguido decide-se a persistir na senda do erro, mergulhando-se na imoralidade, estará abrindo de par em par, as portas para a volta do obsessor, que retorna com fúria desdobrada, trazendo em sua companhia outros espíritos inferiores que passam a formar uma "legião", cuja ação nefasta faz com que a situação do obsediado se torne muito pior do que antes.

O homem, assoberbado por cogitações de ordem puramente material, esquece-se dos seus deveres mais fundamentais no campo da espiritualização, enveredando por caminhos dúbios que levam ao descalabro moral e fazem com que se torne dócil instrumento de espíritos que brilham pela falta de escrúpulo, não trepidando em contribuir decididamente para que seu perseguido se chafurde no lamaçal do erro e dos vícios.

Nos Evangelhos deparamos com a narração de vários casos de obsessões espirituais:

Em Lucas, 8:2, observamos que "algumas mulheres foram curadas de espíritos malignos e enfermidades, dentre elas Maria Madalena, de quem o Mestre expeliu sete espíritos imundos";

Marcos, 5:7-9, relata que um homem gadareno vivia assediado por espíritos obsessores. Quando Jesus se aproximou dele, passou a clamar com grande voz: "que tenho eu contigo, Jesus, Filho de Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes." O Mestre, após ordenar que o espírito imundo saísse do homem, perguntou-lhe: "Qual é o teu nome? E ele respondeu, dizendo: Legião é o meu nome; porque somos muitos.

Segundo a descrição de Lucas, 9:38-42, um homem que tinha um filho atormentado por espírito maligno, dirigindo-se ao Messias, pediu: "Mestre, peço-te que olhes para meu filho, porque é o único que tenho. Eis que um espírito o toma, e de repente clama, e o despedaça, até espumar; e só o larga depois de o ter quebrantado. E roguei aos teus discípulos que o expulsassem, e não o puderam. E Jesus, respondendo, disse: ö geração incrédula e perversa! até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei? Traze-me cá o teu filho. E quando vinha chegando, o espírito o derribou e convulsionou; porém Jesus repreendeu o espírito imundo, e curou o menino."

Existem muitos outros casos nos Evangelhos, tais como o do servo do centurião, da filha da mulher cananéia, da mulher paralítica, descrita em Lucas 13:10-17, sem falar no assedio dos espíritos inferiores no sentido de que os apóstolos Pedro e Paulo fossem frustrados em suas missões, conforme narrações contidas em Lucas, 22:31-34:

Disse Jesus a Pedro: "Simão, Simão, os espíritos das trevas vos pediram para vos cirandar como trigo; Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos."

E na II Epístola aos Coríntios, 12:7-8, quando Paulo afirma: "E para que me não exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de "satanás" para me esbofetear, a fim de me não exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim."

Os casos de Maria Madalena e do Possesso Gadareno se enquadram melhor no ensinamento que serve de tópico para está página. é obvio que Madalena para ter chegado ao ponto de ter sete espíritos obsessores atormentando-a como autêntica legião, deve ter passado pelas fases mais brandas da obsessão, quando o obsediado recebe toda a sorte de advertências e amparo espirituais ( É a fase quando o espírito imundo tem saído, anda por lugares secos, buscando repouso). Dando de ombros a esses avisos salutares, o obsediado entra na fase mais aguda (quando o espírito achando a casa varrida e adornada, vai e leva consigo outros espíritos piores do que ele).

O Clarim Nº 15 de novembro de 1971

Por Paulo Alves de Godoy


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 21.09.09 # 0 comentários
terça, 02 setembro, 2008
O Papel do Médium no Centro Espírita


"Conhece-se a árvore pelos seus frutos. O homem de bem retira boas coisas do bom tesouro do seu coração; o mau as tira do mau tesouro do seu coração, porque a boca fala daquilo de que está cheio o seu coração."
(Lucas, VI, 43/45)

No capítulo XXIX, de "O Livro dos Médiuns" de Allan Kardec, encontramos uma análise das reuniões em geral. As reuniões espíritas, diz Kardec, podem oferecer grandes vantagens, pois permitem o esclarecimento pela permuta de pensamentos, pelas perguntas e observações feitas por qualquer um, de que todos podem aproveitar-se. As reuniões diferem muito quanto às suas características, segundo os seus propósitos e estas segundo sua natureza podem ser frívolas, experimentais ou instrutivas.

As reuniões frívolas constituem-se de pessoas que só se interessam pelo aspecto de passatempo, que elas podem oferecer através da manifestação de Espíritos levianos, que gostam de se divertir nessas espécies de reunião, pois nelas encontram plena liberdade. Nessas reuniões é costume pedir as coisas mais banais, como por exemplo, revelação do futuro, adivinhações, aquisição de bens materiais, etc. Já as reuniões experimentais têm mais particularmente por finalidade a produção de manifestações físicas e estas levaram a descobertas de leis que regem o mundo espiritual e as reuniões instrutivas têm características inteiramente diversas, e é nelas que podemos obter o verdadeiro ensinamento. A instrução espírita compreende não somente o ensino moral dado pelos Espíritos, mas também o estudo dos fatos. Abrange a teoria dos fenômenos, a pesquisa das causas, e como conseqüência, a constatação do que é possível e do que não o é. As reuniões de estudo são de grande utilidade para os médiuns de manifestações inteligentes, sobretudo para os que desejam seriamente aperfeiçoar-se e, por isso mesmo, não comparecem a elas com a presunção da infalibilidade.

A concentração e a comunhão de pensamentos sendo como as condições necessárias de toda reunião séria, compreende-se que o grande número de assistentes é uma das causas mais contrárias à homogeneidade. Outra exigência não menos necessária é a de regularidade das sessões, em dias e horários fixos, pois sempre encontram-se Espíritos que comparecem com habitualidade e se colocam à disposição nesses momentos.

São condições para angariar a simpatia dos Espíritos superiores e obter boas comunicações, a perfeita comunhão de idéias e sentimentos; benevolência recíproca entre todos os membros; renúncia de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã; desejo uníssono de se instruir e de melhorar pelo ensinamento dos bons Espíritos, com renúncia ao orgulho, amor próprio e de supremacia.

Kardec, no capítulo XVII, sobre a formação dos médiuns, onde trata do desenvolvimento da mediunidade, especialmente, de médiuns escreventes, mais conhecidos na atualidade, como médiuns de psicografia, afirma que este o gênero de mediunidade que mais se expandiu e também porque é, a um tempo, o mais simples, o mais cômodo, o que proporciona resultados mais satisfatórios e mais completos.

A dificuldade encontrada pela maioria dos médiuns iniciantes é a de ter que lidar com os Espíritos inferiores, daí a necessidade de dominar as suas más inclinações, para não sofrer as obsessões e as fascinações.

André Luiz, em "Missionários da Luz", no capítulo 5, a respeito do desenvolvimento mediúnico, pondera que antes de iniciá-lo, deve-se procurar a elevação de ideais e pensamentos, pois, o intercâmbio do pensamento é movimento livre no universo; cada mente é um verdadeiro mundo de emissão e recepção e cada qual atrai os que se lhe assemelham.

No livro "Mecanismos da Mediunidade", no capítulo Jesus e a Mediunidade, André Luiz narra que para recepcionar o influxo mental de Jesus, por ocasião do Seu nascimento na Terra, um grupo de médiuns preparados sustentou o circuito de forças a que se ajustou a onda mental do Cristo, para daí expandir-se na renovação do mundo.

Zacarias e Isabel, pais de João eram justos perante Deus. Maria de Nazaré estava em posição de louvor diante do Pai e José de Galiléia era justo. Simeão que aguardou em prece era também justo e obediente a Deus. Ana, a viúva que esperou em oração, no templo de Jerusalém, vivia servindo a Deus.

Da mesma forma, os médiuns das casas espíritas são o sustentáculo do circuito de forças a que se ajustam as ondas mentais do Cristo e de seus prepostos, Espíritos elevados, que atuam sobre a face da Terra. Se os médiuns que compõem uma casa espírita não forem justos, obedientes, servidores do Cristo, como o foram Maria, José, Simeão e outros, as forças inferiores dominarão o ambiente das Casas Espíritas e não poderá haver a sintonia com o Cristo...

A Casa Espírita que possuir médiuns bem preparados – todos , genericamente, são médiuns – onde reinarem a paz e o entendimento fraterno entre todos os trabalhadores, sustentará o circuito de forças a que se ajusta a onda mental do Cristo, para daí expandir-se na renovação mundo.

(Dirigente Espírita Nº 53 - Junho/Julho de 1999)

Por Júlia Nezu


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 02.09.08 # 0 comentários
sexta, 29 agosto, 2008
DICA DE LIVRO


Obra clássica do eminente sábio russo, em resposta às idéias antiespíritas do famoso filósofo alemão Dr. Eduardo von Hartmann. Aksakof rebate com argumentos insofismáveis as hipóteses da “força nervosa“, da “alucinação” e do “inconsciente” tão manipulados e repisados pelos contestadores dos nossos dias. Disseca a realidade dos fatos anímicos, atribuíveis inegavelmente à força da mente, distinguindo-a da realística ação dos Espíritos nas atividades essencialmente mediúnicas. Em dois volumes esta obra encerra inúmeros fatos recolhidos em todo o mundo, de vários sábios da época, e na qual bom número é também devido às observações e experiências do próprio autor. Foi por muitos estudiosos considerada “a obra mais importante e mais completa que se escreveu acerca do Espiritismo do ponto de vista científico e filosófico”.


Autor: Alexandre Aksakof
Páginas: 320
Tamanho: 12,5x17,5 (cm)


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 29.08.08 # 0 comentários
Todo Médium é Anímico


"Como distinguir se o Espírito que responde é o do médium ou se é outro Espírito?
- Pela natureza das comunicações. Estuda as circunstâncias e a linguagem e distinguirás. "
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec (Cap. XIX, questão 223. § 3)

Em se definindo animismo como a narrativa de fatos atuais ou passados que repontam do inconsciente do médium para o consciente, podemos dizer que, a princípio, quando não educados, os candidatos ao exercício da mediunidade são anímicos, em sua grande maioria.

Como somos Espíritos imortais em longa excursão pelos cenários terrestres, alternando a vestimenta carnal entre o feminino e o masculino, assimilando diversos hábitos regionais e lingüísticos, vivendo tempos de paz c de discórdia, é natural que muitos eventos nos marquem emocionalmente, registrando-se de maneira férrea nos arquivos do inconsciente. Sob a influência de um indutor, um estímulo que se assemelha ao que foi gravado, gera-se uma ponte inconsciente/consciente, podendo, através dessa evocação, ser externado com aparência de realidade atual, aquilo que foi vivido mas não esquecido ou superado.

Conheci um médium que, havendo praticado o suicídio por duas encarnações seguidas, passou anos na mesa mediúnica a transmitir psicofonicamente as comunicações de dezenas de suicidas. –Apenas animismo- diziam-nos em segredo os mentores espirituais. O companheiro praticava a catarse dos longos sofrimentos que lhe cristalizaram na mente os esgares, a sufocação, o fogo na pele, a dor superlativa dos dois gêneros de suicídios pelos quais passara. A doutrinação era exercida como se realmente ali estivéssemos em cantata com um comunicante desencarnado trazido para o atendimento fraterno. No entanto, sabíamos estar falando diretamente ao Espírito do médium, que, portando cristalizações de difícil neutralização, sofria, através das reminiscências afloradas, o drama a que estava vinculado.

Esse período de animismo varia de aprendiz para aprendiz, conforme sejam as marcas emocionais que transporta. O gênero não influi muito. Um estigma é sempre um estigma. Doloroso ou terno, depende do indutor que o faça aflorar, sendo justo que os sofrimentos, pela ulceração que imprimem na alma, sejam evocados com freqüência, pelo caráter peculiar do mundo de provas e expiações em que vivemos, onde a dor é o inquilino pontual e assíduo na convivência com os terrícolas. Acontecimentos ditosos, mas que deixaram saudade, nostalgia, ansiedade, misto de ternura e tristeza, também são arrancados do inconsciente pela idéia indutora que estabeleça uma sintonia com o que foi vivenciado. Até mesmo uma emoção mais fome cultivada na atual encarnação, tal como a admiração profunda por santos e heróis a traduzir-se em fanatismo, pode gerar idéias obsidentes ou cristalizações duradouras, que, nesta ou em outras encarnações, retornam à cena via catarse, para que o médium possa produzir favoravelmente, desobstruindo o canal mediúnico para mensagens dos Espíritos e não de suas mensagens próprias ou espirituais ainda mescladas de personalismo.

Saliente-se que, se o médium, ao receber a mensagem do comunicante, a traduz em linguajar mais culto ou menos intelectual, sem prejuízo da sua essência, não é anímico.

Há de se analisar o nível cultural, o estudo, a fluência, o

grau de evolução enfim, de cada indivíduo, encarnado ou desencarnado.

Concluímos afirmando que nem todos os médiuns são anímicos. Alguns o são por idéias e emoções cristalizadas no passado, enquanto outros o serão por idéias e emoções cristalizadas no presente.

Será assim, enquanto o amor não constar como regra de convivência e remédio salutar para os dramas do mundo.

Retirado de "Mediunidade. Tire suas dúvidas" – Editora EME

Por Luis Gonzaga Pinheiro


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 29.08.08 # 0 comentários
domingo, 06 julho, 2008
A Vidência


Allan Kardec recomenda provas positivas aos médiuns videntes.

Segundo Allan Kardec, os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Há os que gozam dessa faculdade em estado normal, perfeitamente acordados, guardando lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico ou aproximado ao sonambulismo. Incluem-se na categoria de médiuns videntes todas as pessoas dotadas de dupla vista. A possibilidade de ver os Espíritos em sonho é também uma espécie de mediunidade, mas não constitui propriamente a mediunidade de vidência.

O médium vidente acredita ver pelos olhos, como os que têm dupla vista, mas na realidade é a alma que vê, e por essa razão eles tanto vêem com os olhos abertos ou fechados.

Devemos distinguir as aparições acidentais e espontâneas da faculdade propriamente dita de ver Espíritos. As primeiras ocorrem com mais freqüência no momento da morte de pessoas amadas ou conhecidas que vêm advertir-nos de sua passagem para o outro mundo. Há numerosos exemplos de casos dessa espécie, sem falar das ocorrências de visões durante o sono. De outras vezes são parentes ou amigos que, embora mortos há muito tempo, aparecem para nos avisar de um perigo, dar um conselho ou pedir ajuda - é sempre a execução de um serviço que ele não pôde fazer em vida ou o socorro das preces.

Essas aparições constituem fatos isolados, tendo um caráter individual e pessoal. Não constituem, pois, uma faculdade propriamente dita. A faculdade consiste na possibilidade, senão permanente, pelo menos freqüente, de ver os Espíritos que se aproximam, mesmo que estranhos. É esta faculdade que define o médium vidente.

Entre os médiuns videntes há os que vêem somente os Espíritos evocados, podendo descrevê-los com minuciosa exatidão. Conseguem descrevê-los nos menores detalhes dos seus gestos, da expressão fisionômica, os traços característicos do rosto, as roupas e até mesmo os sentimentos que revelam. Há outros que possuem a faculdade em sentido mais geral, vendo toda a população espírita do ambiente ir e, poder-se-ia dizer, entregue a seus afazeres.

Kardec, ainda em "O LIVRO DOS MÉDIUNS", relata o seguinte e singular episódio:

Assistimos, certa noite, à representação da ópera Óberon ao lado de um excelente médium vidente. Havia no salão grande número de lugares vazios, mas muitos estavam ocupados por Espíritos que pareciam escutar as suas conversas. No palco se passava outra cena; por trás dos atores muitos Espíritos joviais se divertiam em contracená-los, imitando-lhes os gestos de maneira grotesca. Outros, mais sérios, pareciam inspirar os cantores, esforçando-se por lhes dar mais energia. Um desses mantinha-se junto a uma das principais cantoras. Julgamos as suas intenções um tanto levianas e o evocamos após o baixar das cortinas. Atendeu-nos e reprovou o nosso julgamento temerário. - Não sou o que pensas - disse -sou o seu guia protetor; cabe-me dirigi-la. Após alguns minutos de conversação bastante séria, deixou-nos dizendo: -Adeus. Ela está no seu camarim e preciso velar por ela;

Evocamos depois o Espírito de Weber, autor da peça, e lhe perguntamos o que achava da representação. - Não foi muito má - respondeu -, mas fraca. Os atores cantam, eis tudo. Faltou inspiração. Espera - acrescentou - vou tentar insuflar-lhes um pouco do fogo sagrado! Vimo-lo, então, sobre o palco, palrando acima dos atores. Um eflúvio parecia se derramar dele para os intérpretes, espalhando-se sobre eles. Nesse momento verificou-se entre eles uma visível recrudescência da energia.

Kardec conta, em seguida, outro caso:

Assistíamos a uma representação teatral com outro médium vidente. Conversando com um Espírito espectador, disse-nos ele: - Estás vendo aquelas duas senhoras sozinhas num camarote de primeira? Pois bem, vou me esforçar para tirá-las do salão. Dito isso, dirigiu-se ao camarote das senhoras e começou a falar-lhes. Súbito as duas, que estavam muito atentas ao espetáculo, se entreolharam, parecendo consultar-se, e a seguir se foram, não voltando mais. O Espírito nos fez, então, um gesto gaiato, significando que cumprira a palavra. Mas não o pudemos rever para pedir-lhe maiores explicações.

Muitas vezes somos assim testemunhas (visuais) do papel que os Espíritos exercem entre os vivos. Observamo-los em diversos lugares de reunião: em bailes, concertos, sermões, funerais, núpcias etc., e em toda parte os encontramos atiçando as más paixões, insuflando a discórdia, excitando as rixas, motivando os apetites sexuais e rejubilando-se com suas proezas. Outros, pelo contrário, combatem essa influência perniciosa, mas só raramente são ouvidos... A faculdade de ver os Espíritos é uma dessas faculdades cujo desenvolvimento deve processar-se naturalmente, sem que se provoque.

Os médiuns videntes, finaliza Kardec, são raros e deve-se ter muitas razões para submetê-los ao crivo da observação. E prudente não lhes dar fé senão mediante provas positivas. Não nos referimos - sentencia Kardec - aos que alimentam a ridícula ilusão dos Espíritos-glóbulos.

A vidência propriamente dita independe dos olhos material, porque é uma visão anímica, a alma vê fora do corpo. É o que a Parapsicologia chama de percepção extrasensorial'. A dupla vista se manifesta sempre como um desdobramento da visão norma.
O exame de alguns efeitos óticos deram origem ao estranho sistema dos Espíritos-glóbulos. Esses efeitos óticos são considerados, por algumas pessoas, Espíritos. Afirmam que eles as acompanham: vão para a direita e para a esquerda, para cima e para baixo, conforme elas movem a cabeça.


Por Carlos Bernardo Oliveira

Salvador, BA - Publicado na Revista Internacional de Espiritismo - O Clarim - Junho 1998


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sábado, 20 outubro, 2007
Jesus e a Obsessão


A obsessão é um dos flagelos da Humanidade.

No entanto, Jesus, o Divino Mestre, enfrentou-a com dignidade e combateu-a, apesar de alguns “famosos” dirigentes de escolas espiritualistas afirmarem que a mesma surgiu por ocasião do aparecimento, na Terra, da Doutrina Espírita, quando, em realidade, o Espiritismo, afirma Emmanuel, “é o recurso para a supressão do flagelo”.1

Em seguida, damos alguns relatos, existentes nos Evangelhos, da posição correta de Jesus diante do ataque, quase constante, de ferrenhos obsessores, e a sua vitória moral sobre eles.

A sua primeira luta contra tais foi quando Herodes decretou a matança de criancinhas, visando a exterminar a sua presença no Planeta, pois sabiam os obsessores que, assim o fazendo, estariam matando, no nascedouro, a Luz do mundo.

Não o conseguiram.

Numa outra ocasião, Espíritos das trevas obsediavam um jovem lunático, do qual saíram, após jogar ao chão o doente, em convulsões epiléticas.

Em nossos dias, a obsessão continua a fazer suas vítimas. E para nos libertar dela é necessário estarmos sempre “vigiando e orando”, estudando e praticando a Doutrina dos Espíritos; educando a mediunidade, como nos ensina o Espírito Emmanuel:

“(...) eduquemos a mediunidade na Doutrina Espírita, por que só a Doutrina Espírita é luz bastante forte em nome de Jesus.”2

E este mesmo Espírito, prefaciando o livro de André Luiz, Nos Domínios da Mediunidade (ed. FEB), psicografado por Francisco Cândido Xavier, afirma acerca da necessidade de nos aprimorarmos para o bom êxito da mediunidade, já que todos nós somos médiuns: “Sem noção de responsabilidade, sem devoção à prática do bem, sem amor ao estudo e sem esforço perseverante em nosso próprio burilamento moral, é impraticável a peregrinação libertadora para os Cimos da Vida.”

1 Reformador, fevereiro de 1961, p. 48.

2 Idem, Ibidem.

 

Fonte: Rvista Reformador nov/2001

Por Rildo G. Mouta


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Sintomas da Mediunidade


A mediunidade é faculdade inerente a todos os seres humanos, que um dia se apresentará ostensiva mais do que ocorre no presente momento histórico.

À medida que se aprimoram os sentidos sensoriais, favorecendo com mais amplo cabedal de apreensão do mundo objetivo, amplia-se a embrionária percepção extrafísica, ensejando o surgimento natural da mediunidade.

Não poucas vezes, é detectada por características especiais que podem ser confundidas com síndromes de algumas psicopatologias que, no passado, eram utilizadas para combater a sua existência.

Não obstante, graças aos notáveis esforços e estudos de Allan Kardec, bem como de uma plêiade de investigadores dos fenômenos paranormais, a mediunidade vem podendo ser observada e perfeitamente aceita com respeito, face aos abençoados contributos que faculta ao pensamento e ao comportamento moral, social e espiritual das criaturas.

Sutis ou vigorosos, alguns desses sintomas permanecem em determinadas ocasiões gerando mal-estar e dissabor, inquietação e transtorno depressivo, enquanto que, em outros momentos, surgem em forma de exaltação da personalidade, sensações desagradáveis no organismo, ou antipatias injustificáveis, animosidades mal disfarçadas, decorrência da assistência espiritual de que se é objeto.

Muitas enfermidades de diagnose difícil, pela variedade da sintomatologia, têm suas raízes em distúrbios da mediunidade de prova, isto é, aquela que se manifesta com a finalidade de convidar o Espírito a resgates aflitivos de comportamentos perversos ou doentios mantidos em existências passadas. Por exemplo, na área física: dores no corpo, sem causa orgânica; cefalalgia periódica, sem razão biológica; problemas do sono _ insônia, pesadelos, pavores noturnos com sudorese -; taquicardias, sem motivo justo; colapso periférico sem nenhuma disfunção circulatória, constituindo todos eles ou apenas alguns, perturbações defluentes de mediunidade em surgimento e com sintonia desequilibrada. No comportamento psicológico, ainda apresentam-se: ansiedade, fobias variadas, perturbações emocionais, inquietação íntima, pessimismo, desconfianças generalizadas, sensações de presenças imateriais _ sombras e vultos, vozes e toques _ que surgem inesperadamente, tanto quanto desaparecem sem qualquer medicação, representando distúrbios mediúnicos inconscientes, que decorrem da captação de ondas mentais e vibrações que sincronizam com o perispírito do enfermo, procedentes de Entidades sofredoras ou vingadoras, atraídas pela necessidade de refazimento dos conflitos em que ambos _ encarnado e desencarnado _ se viram envolvidos.

Esses sintomas, geralmente pertencentes ao capítulo das obsessões simples, revelam presença de faculdade mediúnica em desdobramento, requerendo os cuidados pertinentes à sua educação e prática.

Nem todos os indivíduos, no entanto, que se apresentam com sintomas de tal porte, necessitam de exercer a faculdade de que são portadores. Após a conveniente terapia que é ensejada pelo estudo do Espiritismo e pela transformação moral do paciente, que se fazem indispensáveis ao equilíbrio pessoal, recuperam a harmonia física, emocional e psíquica, prosseguindo, no entanto, com outra visão da vida e diferente comportamento, para que não lhe aconteça nada pior, conforme elucidava Jesus após o atendimento e a recuperação daqueles que O buscavam e tinham o quadro de sofrimentos revertido.

Grande número, porém, de portadores de mediunidade, tem compromisso com a tarefa específica, que lhe exige conhecimento, exercício, abnegação, sentimento de amor e caridade, a fim de atrair os Espíritos Nobres, que se encarregarão de auxiliar a cada um na desincumbência do mister iluminativo.

Trabalhadores da última hora, novos profetas, transformando-se nos modernos obreiros do Senhor, estão comprometidos com o programa espiritual da modificação pessoal, assim como da sociedade, com vistas à Era do Espírito imortal que já se encontra com os seus alicerces fincados na consciência terrestre.

Quando, porém, os distúrbios permanecerem durante o tratamento espiritual, convém que seja levada em conta a psicoterapia consciente, através de especialistas próprios, com o fim de auxiliar o paciente-médium a realizar o autodescobrimento, liberando-se de conflitos e complexos perturbadores, que são decorrentes das experiências infelizes de ontem como de hoje.

O esforço pelo aprimoramento interior aliado à prática do bem, abre os espaços mentais à renovação psíquica, que se enriquece de valores otimistas e positivos que se encontram no bojo do Espiritismo, favorecendo a criatura humana com alegria de viver e de servir, ao tempo que a mesma adquire segurança pessoal e confiança irrestrita em Deus, avançando sem qualquer impedimento no rumo da própria harmonia.

Naturalmente, enquanto se está encarnado, o processo de crescimento espiritual ocorre por meio dos fatores que constituem a argamassa celular, sempre passível de enfermidades, de desconsertos, de problemas que fazem parte da psicosfera terrestre, face à condição evolutiva de cada qual.

A mediunidade, porém, exercida nobremente se torna uma bandeira cristã e humanitária, conduzindo mentes e corações ao porto de segurança e de paz.

A mediunidade, portanto, não é um transtorno do organismo. O seu desconhecimento, a falta de atendimento aos seus impositivos, geram distúrbios que podem ser evitados ou, quando se apresentam, receberem a conveniente orientação para que sejam corrigidos.

Tratando-se de uma faculdade que permite o intercâmbio entre os dois mundos _ o físico e o espiritual _ proporciona a captação de energias cujo teor vibratório corresponde à qualidade moral daqueles que as emitem, assim como daqueloutros que as captam e as transformam em mensagens significativas.

Nesse capítulo, não poucas enfermidades se originam desse intercâmbio, quando procedem as vibrações de Entidades doentias ou perversas, que perturbam o sistema nervoso dos médiuns incipientes, produzindo distúrbios no sistema glandular e até mesmo afetando o imunológico, facultando campo para a instalação de bactérias e vírus destrutivos.

A correta educação das forças mediúnicas proporciona equilíbrio emocional e fisiológico, ensejando saúde integral ao seu portador.

É óbvio que não impedirá a manifestação dos fenômenos decorrentes da Lei de Causa e Efeito, de que necessita o Espírito no seu processo evolutivo, mas facultará a tranqüila condução dos mesmos sem danos para a existência, que prosseguirá em clima de harmonia e saudável, embora os acontecimentos impostos pela necessidade da evolução pessoal.

Cuidadosamente atendida, a mediunidade proporciona bem-estar físico e emocional, contribuindo para maior captação de energias revigorantes, que alçam a mente a regiões felizes e nobres, de onde se podem haurir conhecimentos e sentimentos inabituais, que aformoseiam o Espírito e o enriquecem de beleza e de paz.

Superados, portanto, os sintomas de apresentação da mediunidade, surgem as responsabilidades diante dos novos deveres que irão constituir o clima psíquico ditoso do indivíduo que, compreendendo a magnitude da ocorrência, crescerá interiormente no rumo do Bem e de Deus.

(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 10 de julho de 2000, em Paramirim, Bahia)

Fonte: Jornal Mundo Espírita – março/2001

Por Manuel Philomeno de Miranda ( Espirito )


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sexta, 05 outubro, 2007
Ética Mediúnica


Na lida com os desencarnados, o médium necessita saber que está lidando com espíritos fora do corpo, homens sem o seu veículo físico de manifestação a quem a morte não santificou e nem alterou, de imediato, a natureza de seus pensamentos.

Entre encarnados e desencarnados deve se estabelecer uma parceria consciente com objetivos que transcendem todo e qualquer interesse material.

Os Espíritos, habitando as dimensões do Invisível, continuam interessados no progresso do planeta - não se trata apenas do propósito de cooperar com Jesus na evolução da Humanidade; trata-se igualmente de melhorar a psicosfera do orbe terrestre e as condições de vida nele existentes, posto que, com raras exceções, todos haverão de tomar o caminho da reencarnação.

Os médiuns afeitos ao serviço do Bem, estão trabalhando sobre a Terra para continuarem trabalhando no Mundo Espiritual, porquanto a vida de Além-Túmulo, para todos os homens, é a seqüência natural do que estejam fazendo. Médiuns apenas com a aparência de devotamento, movidos por interesses estritamente pessoais, haverão de se decepcionar profundamente, quando a liberação do corpo de carne os colocar em confronto com a própria consciência.

Ser médium não é uma condição especial para a criatura encarnada, no entanto pode tornar-se pelo modo com que encare a tarefa que está sendo chamada a desempenhar - sem dúvida, trata-se para o homem de uma das melhores oportunidades de crescimento espiritual que a Lei está lhe conferindo, ao longo de suas múltiplas experiências reencarnatórias.

O médium, portanto, deveria encarar com maior responsabilidade o compromisso, lutando por um melhor aproveitamento do tempo.

Condição mediúnica desprezada assemelha-se ao talento enterrado da parábola de Jesus... Os que se revela indiferentes diante de seus dons medianímicos, sejam eles expressivos ou não, anularão em si mesmos excelente oportunidade de trabalho; quem faz questão de cultivar-se mediunicamente, estabelece importantes vínculos mentais dom a Espiritualidade, e a idéia de sua própria sobrevivência constantemente o influência em suas decisões.

Em ser médium, o médium só tem a lucrar, desde, é claro, que mão utilize as suas faculdades espirituais para a sua satisfação material - sim, porquanto existem medianeiros que subordinam os interesses da mediunidade que são eternos, aos de natureza temporária. Companheiros que, por desconhecerem a ética que impera na mediunidade, permitam uma companhia espiritual saudável por espíritos interesseiros e levianos.

A mediunidade, por assim dizer, é um terreno que será ocupado - no espaço psíquico do medianeiro - por espíritos que lhe reclamarão a posse para o Bem ou para o Mal.

A proteção espiritual destinada aos médiuns, na supervisão de suas atividades, atua com base na sinceridade dos seus propósitos; medianeiros que atraiam a influência dos espíritos ignorantes, não oferecerão sintonia aos que, por seu intermédio, desejam desenvolver um trabalho sério e de conseqüências benéficas para a Humanidade.

Sem o que chamaríamos de moral mediúnica, a mediunidade jamais será exercida de modo responsável.

(Carlos Baccelli pelo Espírito Odilon Fernandes no livro "Conversando com os Médiuns")


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A Fonte Inesgotável


Definitivamente, contra os fatos não há argumentos. A história registra, a ciência fornece as provas. Desde a origem dos tempos, ocorrem fenômenos mediúnicos. É da lei maior, está na natureza humana e das coisas. O próprio fato de Moisés proibir a invocação dos espíritos, conforme podemos ler em Êxodo, Levítico e Deuteronômio, é uma prova da prática comum, corriqueira, de intercâmbio com os mortos, já naqueles idos tempos, entre o hebreus. Ademais, todos os registros sagrados das grandes religiões da antigüidade, como o Zend-avesta, dos persas, o livro dos Mortos, dos egípcios, e o livro dos Vedas, dos velhos povos da Índia, transcrevem ritos e procedimentos relativos à prática medianímica.

Por outro lado, se examinarmos as tribos indígenas, primitivas, isoladas, que não tiveram nenhum contato com a humanidade dita civilizada, veremos que professam crenças e praticam rituais em que o mediunismo ocupa grande espaço. (De que outra maneira teriam desenvolvido, p. ex., conhecimentos fitoterápicos tão profundos e tão diversificados, a ponto da moderna indústria de fármacos ter grande dificuldade em aprender para reproduzir?)

A Bíblia é dita um livro profético, o que de fato é, considerando-se que profeta à luz do esclarecimento espírita é o mesmo que dizer médium, e, que, não há outro livro igual, que registre tantas narrativas de tantos e tão diversificados fenômenos mediúnicos! No Velho Testamento, temos toda sorte de fenômenos, de materialização à levitação, e, no Novo Testamento, os chamados milagres do meigo Rabi da Galiléia e seus Apóstolos, nos enchem os olhos e o coração, com exemplos do exercício mediúnico sem mácula. E como sabemos, a primitiva igreja, até o terceiro século de nossa era, utilizava livremente os recursos mediúnicos para a prática da caridade e da evangelização cristãs.

Infelizmente, no Concílio de Nicéia (325 d.C.), ante a pressão dos ensinos emanados do Mais Além, para a necessária correção de curso no movimento cristão, especialmente, nas questões do comércio com as coisas sagradas e da reintrodução de práticas e costumes pagãos, a facção dominante do clero decidiu por adotar a proibição de Moisés e calar as Vozes dos Céus !

Mais de 1.600 anos passados, afinal, ouvem-se agora certas manifestações a favor do retorno à invocação dos espíritos, mesmo que condicionadas à certas limitações, em que transparecem a intolerância e o preconceito de sempre. Na revista Presença Espírita, de maio/junho deste ano, o artigo O Teólogo, traduzido do italiano para o francês e deste para o português, traz-nos uma novidade tragicômica: o padre Gino Concetti, comentador do Osservatore Romano, resumindo, afirma que, agora sim, para a Igreja Católica, os contatos com o Mais Além são possíveis e aquele que dialoga com o mundo dos defuntos não comete pecado se o faz sob inspiração da fé.

Ah! Que alívio! Que bom saber disto! Não é mais uma coisa demoníaca... Satanás, por um passe de mágica, após dezesseis séculos, se retira, se aposenta de sua obra milenar – de conquista de adeptos através da prática mediúnica!

Allan Kardec, em sua sabedoria e bom senso, esclarece-nos e dá-nos o rumo, como sempre: Livro dos Médiuns, Cap. I, "Há Espíritos ?", Item 1 - "A dúvida, no que concerne à existência dos Espíritos, tem como causa primária a ignorância acerca da verdadeira natureza deles. Geralmente, são figurados como seres à parte na criação e de cuja existência não está demonstrada a necessidade. (...)" Cap. XIV, "Dos Médiuns", Item 159 – "Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por este fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. (...)" Revista Espírita, janeiro de 1858, Introdução – Nada poderá barrar o progresso do Espiritismo - "... pela simples razão de que esses fenômenos estão ao alcance de todos, ou de quase todos, e nenhum poder humano impedir-lhe-á a manifestação." O Livro dos Espíritos, Questão 798: "Certamente que (o Espiritismo) se tornará crença geral e marcará nova era na história da humanidade, porque está na natureza e chegou o tempo em que ocupará lugar entre os conhecimentos humanos." Gênese, Cap. XVIII, nº 20: "Hoje, a Humanidade está madura para lançar o olhar a alturas que nunca tentou divisar, a fim de nutrir-se de idéias mais amplas e compreender o que antes não compreendia." Evangelho Segundo o Espiritismo, Introdução, Objetivo: "As instruções que promanam dos Espíritos são verdadeiramente as vozes do céu que vêm esclarecer os homens e convidá-los à prática do Evangelho. (...) Graças às relações estabelecidas, doravante e permanentemente, entre os homens e o mundo invisível, a lei evangélica, que os próprios Espíritos ensinaram a todas as nações, já não será letra morta, porque cada um a compreenderá e se verá incessantemente compelido a pô-la em prática, a conselho de seus guias espirituais."

A Mediunidade, considerada em seu aspecto cristão, fonte inesgotável de bênçãos para a Humanidade, agora, além de sancionada pela fé raciocinada, pela filosofia e pela ciência, já não é mais alvo da virulência dogmática e da intolerância religiosa. Nos mais diversos arraiais, de movimentos e crenças, começam a manifestar-se as anunciadas Vozes dos Céus. Desta tímida abertura das nuvens da ignorância, brilhará um portentoso sol no amanhã. E não haverá mais choro e nem ranger de dentes, pois que as trevas exteriores terão se dissipado. E o Cristo Cósmico reinará absoluto nos corações de todos os povos!

Por Ayrton Figueiredo Martins


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quinta, 20 setembro, 2007
O Médium e o Estudo


Que o médium que não sinta com forças de perseverar no ensino espírita se abstenha, pois, não tornando proveitosa a luz que o esclareceis, será mais culpado e  terá de expiar a sita cegueira."
Pascal - "O Livro dos Médiuns ", Allan Kardec, cap. XXXI - Dissertação nº 13

 

Toda empresa humana responsável exige de seu operário que seja esforçado e atencioso, que estude sempre e aprenda continuadamente para se desenvolver, adquirindo competência e eficiência. Da mesma forma, o Espiritismo isto espera de seus profitentes

A Doutrina Espírita não alimenta ilusões nem fantasias de menor esforço para nenhum adepto, muito menos para aqueles que pertencem ao quadro de trabalhadores efetivos. No trecho em referência, o espírito Pascal em outras palavras quer nos dizer: ao médium que não se interessar pelo conhecimento da Doutrina Espírita, melhor será para ele abster-se da prática medianímica, ou seja, que paralise suas atividades, porque assim estará se isentando de cometer absurdos doutrinários, por permanecerem voluntária cegueira espiritual.

Não se justifica nenhum médium ficar longo período da vida em estado de ignorância doutrinária e estagnação moral, pois necessita alcançar a posição respeitável de bom instrumento psíquico afinado com as notas divinas da Doutrina dos Espíritos, para agir proveitosamente, tirando o máximo de crédito e lucros espirituais.

O médium espírita não poderá contar somente com a luz de seus guias espirituais. Indispensável conquistar sua própria luz interior, porque o guia nem sempre estará de sentinela, protegendo-o e livrando-o das dificuldades e tentações. Como manter o médium a sintonia mental elevada, a inspiração superior e a intuição construtiva, se pouco se interessa pelo estudo sério e aprofundado do Espiritismo, muito especialmente as obras de Allan Kardec? Como amar uma doutrina que muito mal conhece? O espírito Emmanuel no livro "O Consolador", na questão n° 392, afirma, quanto ao dever de todo medianeiro espírita:

"O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalharem todos os instantes pela sua própria iluminação".

Quem serão esses médiuns? Obviamente, são todos aqueles engajados na casa espírita, principalmente das equipes de desobsessão, trabalho de passes, tratamento e cura espirituais.

Aqueles que se destacam pela sua força mediúnica e faculdades psíquicas avantajadas deveriam, com maior devotamento, se entregar à sagrada obrigação de estudar com mais seriedade e disciplina as obras espíritas, pois estão se posicionando como orientadores da multidão e aglutinadores das atenções para o Espiritismo.

No contato com dirigentes de centros espíritas, conversando sobre grupos mediúnicos, chegamos à conclusão de que diminuta é a percentagem de medianeiros que verdadeiramente gostam de estudar e aprender manuseando, principalmente, as obras básicas do Espiritismo.

Na atualidade, o médium espírita precisa estudar Kardec com método e perseverança, seja em particular - em sua residência - ou em equipe, principalmente na casa espírita, na forma de "Círculo de Estudos", onde encontrará a luminosa oportunidade de dialogar, debater, opinar, ouvir diversas interpretações e dar também o seu entendimento, tudo dentro de um ambiente fraterno e familiar, promovendo luzes de verdade para todos.

Os médiuns que não gostam de estudar a Doutrina estão numa posição muito estranha, porque desejam servir com os espíritos da luz para consolar e esclarecer multidões de criaturas ignorantes, sendo que, por sua vez, permanecem com o cérebro embotado ao discernimento kardequiano. Os médiuns levianos fogem do esclarecimento espírita, alegando:

"Eu gosto mesmo é de trabalhar na mediunidade e ajudar os que mais sofrem, enfim fazer a caridade que Jesus nos ensinou. Não gosto da teoria! É muita falação! Eu prefiro a prática!

O que conheço de Espiritismo, somado à minha experiência, já é o bastante. Não preciso de mais estudo. Estudar muito a Doutrina perturba minha mente e o meu trabalho".

Quanto de presunção e de vaidade encontramos nestas palavras saídas da boca de médiuns orgulhosos!

Devido aos médiuns, em grande maioria, não buscarem a pureza dos ensinos kardecistas, encontramos com facilidade por toda parte, centros espíritas realizando trabalhos mediúnicos os mais absurdos e exóticos, com absoluta ausência de disciplina, discernimento e prudência tão apregoados por Allan Kardec.

Alguém poderá indagar: Por que o bom médium precisa estudar, se ele sempre está com os mentores espirituais? Responderemos: Naturalmente, porque ele não é uma criatura infalível e nem possui privilégios e proteção especial dos Espíritos Superiores. O médium espírita é um aprendiz como qualquer outro companheiro de fé; um aluno necessitado de se iluminar constantemente; um discípulo chamado a conquistar as virtudes cristãs; um canal mediúnico sujeito a receber e aceitar tanto a inspiração de entidades benfazejas como das inteligências perversas e mistificadoras, dependendo sempre da direção e uso que dê à sua força mediúnica.

O estudo sério nunca perturbou ou fez adoecer pessoa alguma. Sendo assim, o médium precisa amar mais a Doutrina Espírita, estudando-a com prazer e disciplina, aplicação e perseverança.

 

"Mediunidade e Discernimento", Ed. Didier e Aliança Espírita - Julho/2000

Por Walter Barcelos


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segunda, 17 setembro, 2007
Influênciações Sutis


Tudo se irradia em a Natureza, produzindo vibrações específicas que se identificam umas com as outras, estabelecendo vínculos que se transformam em harmonia do conjunto.

No que tange ao ser humano, esse processo é mais expressivo em razão das ondas de simpatia ou de antipatia que decorrem da presença ou ausência de afinidade entre os mesmos.

Há, no entanto, uma influenciação sutil, que passa despercebida e merece consideração.

Referimo-nos à identificação de idéias e propósitos, que certos indivíduos recebem noutros, passando a receber-lhes o magnetismo e deixando-se impregnar.

Quando essa força se exterioriza de pessoa boa, nobre e generosa, produz salutar efeito sobre aquele que se deixa arrastar, assimilando-lhe as vibrações e os exemplos edificantes de que passam a dar mostras após o convívio estabelecido.

Quando, porém, se trata de criatura enferma do caráter, portadora de imperfeições morais danosas, a sua subjugação se transforma em efeito nefasto para quem lhe padece a injunção.

Sentindo-se atraído pela influenciação daquele com quem convive, cabe a cada um desidentificar-se desse arrastamento e sintonizar com Jesus, que é o único modelo para a humanidade terrestre.

Assimilar as boas impressões é muito importante, mantendo, porém, a própria individualidade, desde que, cada Espírito possui específico patrimônio, e tem por meta, em razão dos seus atos passados, a renovação interior e a auto-recuperação conforme as forças de que disponha.

O tarefeiro possui compromisso pessoal intransferível com a realização que deve operar. Os estímulos que recebe constituem-lhe valiosa contribuição que o não deve afastar do dever sob fascínio diferente.

Outrossim, deixando-se conduzir pelas interferências negativas, quando é portador de discernimento e razão, torna-se-lhe o fato um gravame perturbador.

Nesse panorama, todavia, ocorre uma influenciação que merece ser examinada com cuidado.

Quando se exterioriza de uma pessoa saudável, os Bons Espíritos a utilizam discretamente, a fim de auxiliar os seus pupilos e aprendizes, influenciando-lhes ânimo e orientações com que os auxiliam ao fortalecimento e à coragem para a luta de crescimento interior e de auto-iluminação.

Velando por eles, quando não os conseguem alcançar diretamente, os induzem às boas companhias, aos convívios edificantes.

Por outro lado, aqueles que se afinam com os maus, igualmente passam a receber influenciações perturbadoras dos Espíritos perversos, que se comprazem em perseguir e infelicitar por prazer, por inveja ou por desforço injustificado.

Iniciam-se, nesse caso, obsessões de uns encarnados por outros, por sua vez vítimas também de sutis interferências espirituais perniciosas.

Conforme a condição moral e mental de cada indivíduo, a sintonia é feita na mesma faixa vibratória.

Eis porque a todos cumpre manter-se em atitude vigilante para bem discernir e em freqüência de oração, de modo a elevar-se vibratoriamente, ascendendo em aspirações e idéias, portanto, em campos vibratórios de influenciações felizes.

Simão Pedro, interrogado por Jesus, a respeito da Sua procedência, respondeu emocionado, em sintonia com o psiquismo superior, que Ele era o Messias aguardado.

Logo depois, porque o Benfeitor Celeste informasse que deveria descer a Jerusalém para sofrer e dar o testemunho, ficou atemorizado, e disse, intempestivo: - Nós não o deixaremos...

Advertindo-o, e aos demais companheiros, o Mestre exprobou-lhe a conduta: - Afasta-te de mim, satanás, e não tentes o teu Senhor, referindo-se, naturalmente, ao Espírito insensato e leviano que tomara o pescador invigilante.

Procura, desse modo, também tu, identificar a onda de influenciação que te envolve e descobrir-lhe a procedência, a fim de elegeres aquela que te beneficie, sem que interfira ou perturbe a tua individualidade ou a tua tarefa.

(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, em 31-03-1997, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador-BA).

"Assimilar as boas impressões é muito importante, mantendo, porém, a própria individualidade"

(Jornal Mundo Espírita de Junho de 1997)

Por Joanna de Ângelis (  Espírito )


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 17.09.07 # 0 comentários
As Equipes Mediúnicas


As atividades das equipes mediúnicas nos Centros espíritas são de fundamental importância para o tratamento de problemas psíquicos, desenvolvimento da mediunidade e desobsessão dos seus integrantes com uma perspectiva para o atendimento aos Espíritos sofredores e perturbadores que renteiam na esfera de ação dos encarnados.

Todas as Casas espíritas precisam destas atividades para manterem, inclusive, a coesão de pensamento nos ideais de enobrecimento das criaturas humanas, que se propõem a trabalhar pela causa do amor ao próximo e sofrem investidas de entidades malévolas, empenhadas em criar desentendimentos e dissensões entre as hostes espíritas.

Por esta razão, o bom senso demonstra que a prioridade na escolha dos componentes das equipes mediúnicas, de qualquer instituição espírita, deve recair sobre aqueles que fazem parte da Casa, em todos os setores, presumindo-se que possuam conhecimento doutrinário razoável, vida moral regular, e estejam incorporados às tarefas de promoção humana que a Casa realiza.

Sem convites precipitados, os dirigentes dos Centros espíritas aguardam as solicitações dos freqüentadores das reuniões doutrinárias, para se incorporarem às equipes das sessões mediúnicas, analisando cada caso cuidadosamente, com base nas diretrizes traçadas por Allan Kardec em O Livro dos Médiuns, antes de conceder a necessária permissão para trabalhar.

O dirigente encarnado de cada equipe deve ser um elemento que esteja ligado à diretoria ou faça parte da mesma, devendo preencher os mínimos requisitos para o desempenho da tarefa, notadamente o conhecimento teórico sobre a mediunidade, traços de liderança, e ascendência moral na convivência com encarnados e desencarnados.

No seu impedimento, não havendo substituto devidamente credenciado pelo titular, não é recomendável que se processe a parte prática das sessões.

Nesses casos as leituras preparatórias serão realizadas normalmente, com posterior conversação edificante sobre as questões lidas, finalizando-se as sessões com vibrações salutares e prece de encerramento.

No transcorrer destas atividades, os Instrutores Espirituais farão o atendimento aos Espíritos sofredores, programados, no campo de sua atuação, com os recursos energéticos simultâneos, do mundo físico e extra-físico.

Na hipótese de ser um grupo iniciante, sem médiuns atuantes, as reuniões devem tomar um caráter de estudo sistemático da doutrina, com leituras diversificadas das obras básicas e clássicas do Espiritismo, desdobradas através de comentários objetivos e resumidos, devendo-se evitar a dinâmica das palestras discursivas próprias das reuniões doutrinárias ou as polêmicas apaixonadas.

No final destas sessões de estudos reservam-se alguns minutos para a aclimatação daqueles possuidores da faculdade em afloramento, através de uma convivência mais estreita com os Espíritos sofredores trazidos pelos Instrutores Espirituais, para o atendimento de enfermagem espiritual.

Sobre o número máximo de pessoas que devem compor a equipe mediúnica há variadas opiniões.Na literatura mediúnica consta quinze elementos, todavia caberá ao dirigente encarnado dimensionar a quantidade ideal para a formação de um grupo bem afinado.

Seria conveniente adotarem-se algumas normas disciplinares para o bom andamento dos trabalhos de intercâmbio espiritual, dando-se conhecimento antecipado aos integrantes das equipes.

Aliás, os Instrutores Espirituais recomendam a todos os freqüentadores das reuniões mediúnicas manterem as seguintes normativas: freqüência regular, tanto as reuniões mediúnicas quanto doutrinárias, faltando somente por razões graves; três faltas consecutivas sem justa causa são motivo para o afastar o freqüentador temporariamente, ficando submetido a um novo pedido de permissão para voltar a se integrar na equipe;não deve ser permitido o ingresso na sala mediúnica de nenhum dos participantes, depois de iniciada a parte prática; a duração dos trabalhos não deve ultrapassar noventa minutos, incluída a parte preparatória;evitar a todo custo conversações vulgares ou rotineiras no ambiente mediúnico, antes ou depois das atividades.

Importante frisar que o êxito das atividades com o mundo espiritual vai depender exclusivamente da postura pessoal dos seus integrantes.Devem, portanto, fazer uma preparação individual antecipada, principalmente no campo mental, não excluindo a necessidade de um repouso físico para relaxar as tensões físicas e psicológicas, oriundas das atividades cotidianas.

Revista "Presença Espírita", março/abril de 1990.

Por José Ferraz


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sexta, 14 setembro, 2007
Aos Olhos do Senhor


“Pois que ele será grande aos olhos do Senhor; não beberá vinho nem bebida alguma inebriante.” — Anjo Gabriel.
Lucas, 1:15.

Em todas as épocas, sempre que se interessa pela vida religiosa, o homem tem sido inspirado a evitar paixões e vícios humanos, simbolizados no vinho do prazer.

Esse empenho, considerado fanatismo intransigente pela multidão, é pura e simplesmente uma imposição de serviço, da qual não podem furtar-se aqueles que desejam servir.

As Forças do Bem pedem instrumentos equilibrados e puros, para que possam manifestar-se em toda a sua plenitude na Terra, derramando bênçãos de conforto e progresso para a civilização.

Todavia, aqueles que procuram os templos raramente se sentem dispostos ao esforço necessário para eliminar hábitos e tendências, cuja satisfação consideram indispensável ao seu bem-estar.

Daí sua preferência pelo culto exterior, renunciando a qualquer atividade religiosa que implique em responsabilidade individual. Desejam o Céu, mas não pretendem tirar os pés do chão; Anulam, assim, qualquer possibilidade de sintonia com os amigos invisíveis e reclamam que foram abandonados quando seus excessos geram a perturbação.

Pelas mesmas razões, surgem no seio de todas as religiões tarefeiros dotados de grandes possibilidades espirituais, mas que fracassam desastradamente. Preparados para marchar na vanguarda, esquecem a exemplificação e acabam estacionados nas trevas da retaguarda.

Para que tão lamentáveis enganos sejam evitados, encontramos nos postulados da Doutrina dos Espíritos as mais severas advertências, dirigidas principalmente aos médiuns — instrumentos da revelação —, no sentido de que tomem todo o cuidado em preservar a condição de servir, evitando comprometerem-se em desvios que fatalmente lamentarão mais tarde.

Médiuns que descuidam da higiene mental e física;

que perseguem o conforto e o comodismo;

que rendem culto ao álcool, ao fumo e à mesa farta;

que estimam a lascívia;

que cultivam a maledicência;

que sentem prazer em desprezar e humilhar;

que não vigiam as suas atitudes e reações, nem buscam a oração contrita de quem reconhece a própria fraqueza e luta por vencê-la, jamais serão instrumentos eficientes nem úteis.

Se médiuns passistas, comprometerão o serviço de ajuda, associando suas vibrações desajustadas aos fluidos reconfortantes emitidos pelos benfeitores espirituais.

Se médiuns psicofônicos ou psicógrafos, nunca lograrão captar, com a desejada exatidão, o pensamento dos instrutores do espaço, transmitindo manifestações em que prevalecerão, sem proveito, fantasias anímicas.

Se médiuns intuitivos ou inspirados, lutarão com tremendas dificuldades para concatenar idéias, repetindo comentários sem originalidade e conceitos sem lógica.

Muitos abandonarão a tarefa, arrastados para o desequilíbrio pelas influências inferiores que insistiram em prestigiar.

Gostariam de ser “grandes aos olhos do Senhor”, como João, o Batista. Esquecem-se, entretanto, de que sua grandeza não foi mero fruto da graça divina, pois, como filhos de Deus, todos a usufruímos, e sim porque o precursor, revelando disciplina e perseverança, jamais sorveu a taça dos enganos terrestres.

Reformador – fevereiro, 1965

Por Richard Simonetti


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quarta, 12 setembro, 2007
Comunicações Prematuras


Hoje, porém, com a mediunidade esclarecida,
é fácil aliviá-los e socorrê-los." Emmanuel

O primeiro desejo de quem perde, no plano material, um ente querido, é, naturalmente, no sentido de ouvir-lhe a palavra amiga, pela via mediúnica.

Saber onde está, como se encontra.

Conhecer-lhe as notícias, sentir-lhe as emoções.

Amenizar a saudade pungente.

Entendemos justo e compreensível o anseio de quem ficou, imerso em lágrimas, vendo partir para outra dimensão da vida o ser amado.

A mensagem de quem se foi representa esperança e conforto.

Os Amigos Esclarecidos conhecem, no entanto, as dificuldades e inconvenientes de uma comunicação prematura, com o desencarnado amparado no processo de refazimento psíquico e de recomposição emocional.

Em fase de transição, não tem o novo habitante do Espaço, na maioria dos casos, condições de retornar, de pronto, ao convívio dos seus.

Só a alma renovada pode enfrentar, além da desencarnação, as vibrações e a emocionalidade dos que lhe pranteiam a partida.

Os Benfeitores conhecem as causas que desaconselham o comunicado com a urgência desejada, às vezes, até pelo próprio desencarnado.

A intranqüilidade dos familiares, vergastados pela saudade cruciante, projeta dardos mentais de angústia e desespero que atingem, em consecutivo bombardeio, a organização perispiritual do recém-desencarnado, ferindo-lhe as fibras sensíveis do coração.

É por isso que, geralmente, retardam-se as comunicações dos novatos da Espiritualidade.

Há grande diferença entre as leis vibratórias do Plano Espiritual e as do Plano Material.

Em decorrência dessa diversidade, ou distonia, a comunicação prematura, causando no recém-desencarnado choques vibratórios violentos, é sempre protelada pelos Amigos Espirituais.

Poderia, o encontro precipitado, prejudicar o esforço de recuperação empreendido pelos samaritanos do bem.

Liberada do corpo físico, torna-se a alma mais sensível às emoções, a pensamentos. A emoção causada pela volta ao convívio familiar, a visão das almas querida poderá perturbar aquele que ainda não adquiriu, ausente da roupagem física, clareza de raciocínio, coordenação perfeita das idéias, segurança íntima.

Outro detalhe: a posição mental do médium pode transtornar o comunicante ainda não suficientemente adestrado no mister do intercâmbio.

A instabilidade do medianeiro pode, assim, desajudá-lo, ao invés de ajudá-lo.

Eles, os Benfeitores Espirituais, sabem o que fazem.

Retardam, quando preciso, por algum tempo, ou apressam o comparecimento do desencarnado aos trabalhos mediúnicos.

O médium educado, sereno, de campo psíquico harmonioso, manterá o comunicante, dominado pela emoção, em razoável nível de serenidade e equilíbrio.

Conscientizados de que nem sempre nossos desejos compatibilizam-se com a programação da Espiritualidade, auxiliemos os entes que partiram com as nossas preces, até que a Sabedoria de Deus os ponha em contacto conosco pela bênção da mediunidade esclarecida.

Por Martins Peralva


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segunda, 10 setembro, 2007
Doutrinadores - 10 Princípios para o Diálogo com os Espíritos


Seja objetivo - não fale mais que o comunicante!

Identifique o "ponto de bloqueio emocional" do espírito sofredor, e trabalhe exclusivamente sobre ele - não é hora de pregar a Doutrina e as verdades do Evangelho.

Converse naturalmente, de pessoa para pessoa, dispensando o estilo afetado de pregação e as figuras de retórica - você não estará se exibindo para um auditório; ganhando uma alma todos sentir-se-ão edificados!

Use, mas não abuse, do recurso da prece, percebendo os casos e os momentos em que ele se faça indicado - a "ladainha" aborrece a todos, inclusive o Alto!...

Nunca polemize com os Espíritos: entenda-os e convide-os a observarem o andamento dos trabalhos e o desfilar de casos humanos que por eles passam, tirando suas próprias conclusões. Reconheça-se desprovido de recursos intelectuais para discutir e demonstre seu respeito e apreço pelo comunicante - nossa missão é encontrá-lo, jamais vencê-lo!

Não repreenda o irmão em dor - compreenda! Entenda as suas razões, identificando-se com a sua realidade psíquica e encontre uma saída lógica ( doutrinária) para o companheiro - " Os tribunais inquisitoriais" são privilégios exclusivos das trevas!

Jamais aceite a condição de modelo ou orientador - somos apenas companheiros de infelicidade em momento favorável para estender as mãos!

Seja amoroso, fraterno, sem contudo ser meloso. Diante do desequilíbrio nervoso, sarcasmo ou ironia do Espírito comunicante, use de energia com doses precisas. Doutrinar é uma tarefa de amor, amor não dispensa a convocação à razão.

Dispense a impaciência de encurtar a conversa apelando para o "Você já morreu"!... Não há porque acrescentar-lhe novos fatores de desajustes! O Espírito em perturbação precisa apenas de equilíbrio emocional e esperança.

Molde clichês-mentais positivos, recorrendo ao sentimento de confiança em Deus e na vida, que a Doutrina Espírita oferece àquele que erra nas trevas; a luz se chama Caminho!

Eis aí, amigo doutrinador algumas idéias diretrizes para a sua reflexão, lembrando ainda que nossa tarefa requer sempre: Muito estudo; Meditação; Renovação constante sob a luz do Evangelho.

Revista Espírita Allan Kardec, ano VII, nº 27.

Por Fred Azze


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sábado, 08 setembro, 2007
A Mediunidade no Espiritismo


"Três períodos distintos apresenta o desenvolvimento dessas idéias: primeiro, o da curiosidade, que a singularidade dos fenômenos produzidos desperta; segundo, o do raciocínio e da filosofia; terceiro, o da aplicação e das conseqüências. O período da curiosidade passou... começou o segundo período, o terceiro virá inevitavelmente" (Kardec, O Livro dos Espíritos, Conclusão, item V).

Na leitura atenta da citação acima, principalmente tendo-se em mãos o texto completo, vemos facilmente que Kardec não quis se referir a períodos excludentes, mas, sim, superpostos em seu desenvolvimento. Estaríamos sofismando se retirássemos do texto uma reprimenda, um desestímulo que fosse, ao amplo e livre exercício da mediunidade nos centros espíritas.

Ainda no Livro dos Espíritos, Conclusão, item VI, Kardec afirma que a força do Espiritismo está no apelo que faz à razão e ao bom senso, mais do que nas manifestações materiais. Mas, logo adiante, ele demonstra a impossibilidade e o ridículo de se oferecer entraves à liberdade das manifestações.

No mesmo capítulo, item VII, ele classifica o grau de seus adeptos: "1o.) os que crêem nas manifestações e se limitam a constatá-las: para eles, é uma ciência de experimentação; 2o.) os que compreendem as suas conseqüências morais; 3o.) os que praticam ou se esforçam por praticar essa moral." O termo usado é "grau", portanto, está claro a superposição e não a exclusão de aspectos. Mesmo porque, seria absurdo supor alguém praticando uma moral que não compreendesse.

Portanto, proibir, combater, restringir ou, simplesmente, inibir a mediunidade, eqüivale a pensar que a mediunidade teve como única função permitir o surgimento da filosofia espírita, para depois calcificar-se como uma "pineal coletiva"; e, isto, é miopia filosófica.

O fenômeno mediúnico é a origem do Espiritismo. Mas, também, sua sustentação e continuidade. É a própria vacina para que o Espiritismo não venha a se tornar uma religião dogmática, cadaverizada, com conceitos e interpretações impostos por intelectuais, grupos, associações, federações, ou seja lá o que venha a surgir como substitutivo da escolástica e suas conseqüências.

O momento principal, a "esquina de pedra" quando o cristianismo nascente transformou-se num movimento uniformizado e repressor foi quando, por força de decretos retirados em concílios, conseguiram proibir o contato com os espíritos. A democracia permitida pela mediunidade que, sendo fenômeno inerente ao ser humano, ocorre no barraco ou na cobertura, na universidade ou no templo evangélico, foi, na época citada, substituída pelo autoritarismo.

A mediunidade, como todas as faculdades naturais do ser humano, é inalienável, irreprimível. Todas as leis e forças da natureza devem ser conhecidas, estudadas e, não, negadas. (Ou então, cuidemos para não retroceder ao período pré-cartesiano!). A grande contribuição da ciência espírita para o conjunto do conhecimento humano é justamente o domínio do fenômeno mediúnico em todas as suas formas de manifestação. E a grande contribuição da filosofia espírita é a abordagem e utilização ética desse grande canal de comunicação entre diferentes dimensões da realidade, de maneira que ele cumpra sua função natural de impulsionar a evolução do indivíduo e da civilização.

Nos últimos anos temos visto um crescente, avassalador mesmo, interesse pelos fatos mediúnicos, parapsicológicos ou psicobiofísicos, abordados, geralmente, sob um enfoque místico e supersticioso. Ora, a obra iniciada por Kardec e corajosamente continuada por inúmeros pesquisadores e divulgadores é uma pedra de toque, um porto seguro, um farol iluminando uma prática tão difícil e ardilosa. Daí a responsabilidade dos espíritas em contribuir para o momento histórico com a abordagem e prática racional e lúcida da mediunidade.

A prática mediúnica é complicada, cheia de percalços e escolhos? Existem muitas pessoas que se dizem médiuns e, produzindo fenômenos esdrúxulos expõem a doutrina espírita ao ridículo? Outros exploram o fenômeno mediúnico, autêntico ou fraudulento, em benefício da autopromoção e até do enriquecimento ilícito? As respostas a todas estas perguntas e a muitas outras que podem ser feitas, é afirmativa. Por isso vamos então reprimir ou coibir a mediunidade nos centros espíritas? Ora, isto eqüivaleria ao "retirar o sofá da sala" da velha anedota popular. Vamos continuar o trabalho kardequiano de educar a faculdade mediúnica, pois, tal tarefa implica em contribuir na grande obra de educação do próprio homem, condição indispensável de progresso, como afirma com veemência a filosofia espírita.

Na verdade, não estaríamos aqui tratando de tais assuntos ou lembrando, ainda que sutilmente, certos editoriais da imprensa espírita, se não fosse o prazer de escrever. Pois, não há motivo de preocupação quanto a certas decisões ou modismos recorrentes no movimento espírita. As organizações, por mais que se julguem iluminadas, não conseguiriam nunca implementar atitudes como a inibição ou eliminação do fenômeno mediúnico dos centros. Ele, o movimento, é livre, multiforme, suficientemente anárquico, para vir a ser uniformizado sob um dogmatismo qualquer.

Por João Alberto Vendrani Donha


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 08.09.07 # 0 comentários
quinta, 06 setembro, 2007
Cristianismo, Espiritismo e Mediunidade


“Procuremos, acima de tudo, em favor de nós mesmos, o privilégio de aprender e o lugar de servir”. - Emmanuel

Jesus consolidou no Monte Tabor, juntamente com Elias e Moisés, sob os olhares perplexos de três discípulos, a Era do Espírito, na qual a mediunidade tem papel preponderante... De fato, nas primeiras e singelas comunidades cristãs, o intercâmbio entre encarnados e desencarnados se fazia intenso e proveitoso para ambos os lados.

Na falta de “O Livro dos Médiuns” que só chegaria neste Orbe quase dois milênios depois da vinda de Jesus, os cristãos primitivos recebiam orientações precisas de Paulo de Tarso, que, certa vez, escreveu aos coríntios, antecipando-se àquela excelente obra básica do Espiritismo: (I Cor., 12:1 a 11.)

“Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados. Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor senão pelo Espírito Santo.

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, a fé; e a outro, os dons de curar; e a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os Espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas...

No entanto, o mesmo poder espiritual realiza todas essas coisas, repartindo os seus recursos particularmente a cada um, como julgue necessário”.

Sem, embargo, conhecendo, o superlativo potencial da labilidade humana, Jesus previu o que os pretensos líderes religiosos fariam com a mediunidade. Por isso Ele prometeu o advento do “Consolador” [Espiritismo] para mais tarde. Ele sabia que as fogueiras e torturas da nada “Santa Inquisição” tentariam silenciar as vozes dos Céus.

Mas, como dizia o sábio fariseu Gamaliel: (Atos, 5:35 a 40.)

“O que é obra dos homens se desfará, mas nada pode desfazer o que é obra de Deus”.

Já dizia Kardec: “Contra a vontade de Deus não poderá prevalecer a má vontade dos homens”.

E a mediunidade permaneceu como ponte viva entre os dois mundos.

É fácil comprovar a ressonância dos ecos mediúnicos do Tabor nos arraiais espiritistas, afinal “O Livro dos Espíritos” foi todo composto com as vozes dos Imortais.

Os dons mediúnicos são preciosíssimas oportunidades de serviço, e o único privilégio que sancionam é o de servir e aprender.

Portanto, são injustificáveis as atitudes de endeusamento de médiuns e mais ainda o envaidecimento dos que são portadores dos dons mediúnicos.

Parafraseando Paulo de Tarso, diz Emmanuel,

(...) Cada médium é mobilizado na obra do bem, conforme as possibilidades de que dispõe: esse orienta, outro esclarece; esse fala, outro escreve; esse ora, outro alivia...

E aduz, com sabedoria, o nobre Mentor de Francisco C. Xavier:

De toda ocorrência, observa o préstimo.

Certos de que o pensamento é onda viva que nos coloca em sintonia com os múltiplos reinos do Universo, busquemos a inspiração do bem para o trabalho do bem que nos compete, conscientes de que as maravilhas mediúnicas, sem atividade no bem de todos, podem ser admiráveis motivos a preciosas conversações entre os esbanjadores da palavra, mas, no fundo, são sempre o exclusivismo de alguém, sem utilidade para ninguém.

Recurso psíquico sem função no bem é igual à inteligência isolada ou ao dinheiro morto: excelentes aglutinantes da vaidade e da sovinice!...

Em mediunidade, portanto, não te dês à preocupação de admirar ou provocar admiração. Procuremos, acima de tudo, em favor de nós mesmos, o privilégio de aprender e o lugar de servir”.

(Publicado no Boletim GEAE Número 379 de 11 de janeiro de 2000)

Por Rogério Coelho 


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Carne e Sessão Mediúnica


Os amigos espirituais nos falam que é bom evitar carne vermelha nos dias de sessão mediúnica.

Dizem eles que: a carne dos mamíferos possui energia vital de densidade muito semelhante a nossa o que leva a uma aderência maior desta energia ("fluido vital ") ao nosso campo de energia vital. Vamos raciocinar:

1) Lembramos que o mamífero foi morto precocemente, portanto cheio de vida ou seja de energia vital em seus tecidos para uma encarnação de muitos anos ainda.

Sua carne , portanto, encontrava-se plena de energia vital ("fluido vital "). Parte deste fluido vital permanece nos matadouros e costuma ser vampirizada pelos espíritos enfermos e desequilibrados que tenham o corpo astral (perispírito ) muito denso. Outra parte desta energia vital não sendo vampirizada, e não retornando a massa de energia do universo, como ocorre nas mortes naturais fica impregnando a carne.

2) AO INGERIRMOS A CARNE ( nos referimos em especial aos mamíferos ) há uma decomposição ou fragmentação de seus subcomponentes (aminoácidos etc...) os quais serão absorvidos pelo nosso sangue. A energia vital por sua vez é absorvida também se encaminhando para o nosso corpo vital (denominação de kardec ) ou corpo etérico que é o campo de energia fixadora do perispírito ao corpo biologico. Este corpo vital (corpo etérico ) ao absorver esta energia vital do mamífero, torna-se mais denso mais "oleoso " dificultando o trânsito das energias do corpo biológico para o corpo espiritual (perispirito ).

3) esta dificuldade acarretaria:

3.1 maior dificuldade do desdobramento mediúníco.

3.2 maior dificuldade na captação de energias espirituais

3.3 maior dificuldade na doação de energias pelo passe.

3.4. maior dificuldade em receber o passe.

3.5 com o passar dos anos crescente dificuldade nos serntidos mencionados.

Conclusão 1: os mentores espirituais pedem para não comer carne vermelha nos dias de sessão por uma razão cientifica( ciência deles ) e não por qualquer motivo piegas.

Conclusão 2: quando disse Jesus: "atirai vossas redes ao mar. " poderíamos entender : é claro o peixinho é tão limitado (burrinho) , nem pineal desenvolvida tem, é quase como um sincício espiritual ou alma-grupo como um conjunto de mudas de grama que são centenas de princípios espirituais que se fundem em um gramado sem individualidade. ( alma- grupo é uma denominação esotérica mas o raciocínio é o mesmo nosso de espíritas ). A individualidade, conforme Jorge Andréa e outros autores encarnados e desencarnados, só se atinge a nível dos lacertídeos e os peixes, pela pineal quase inexistente, ainda não tem esta organização.

Por Dr. Ricardo Di Bernardi


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Desenvolvimento da Mediunidade


Os ensinamentos contidos nos códigos espíritas, a advertência dos elevados Espíritos que os organizaram e a prática do espiritismo demonstram que nenhum indivíduo deverá provocar, forçando-o, o desenvolvimento das suas faculdades mediúnicas, porque tal princípio será contraproducente, ocasionando novos fenômenos psíquicos e não propriamente espíritas, tais como a auto-sugestão ou a sugestão exercida por pessoas presentes no recinto das experimentações, a hipnose, o animismo, ou personismo, tal como o sábio dr. Alexandre Aksakof classifica o fenômeno, distinguindo-o daqueles denominados " efeitos físicos". A mediunidade deverá ser espontânea por excelência, a fim de frutescer com segurança e brilhantismo, e será em vão que o pretendente se esforçará por atraí-la antes da ocasião propícia.Tal insofridez redundará, inapelavelmente, repetimos, em fenômenos de auto-sugestão ou o chamado animismo, isto é, a mente do próprio médium criando aquilo que se faz passar por uma comunicação de Espíritos desencarnados.

Existem mediunidades que do berço se revelam no seu portador, e estas são as mais seguras, porque as mais positivas, frutos de longas etapas reencarnatórias, durante as quais os seus possuidores exerceram atividades marcantes, assim desenvolvendo forças do Perispírito, sede da mediunidade, vibrando intensamente num e noutro setor da existência e assim adquirindo vibratilidades acomodatícias do fenômeno.

Outras existem ainda em formação ( forças vibratórias frágeis, incompletas, os chamados "agentes negativos"), que jamais chegarão a se adestrar satisfatoriamente numa só existência, e que se mesclarão de enxertos mentais do próprio médium em qualquer operosidade tentada, dando-se também a possibilidade até mesmo da pseudo-perturbação mental, ocorrendo então a necessidade dos estágios em casas de saúde e hospitais psiquiátricos se se tratar de indivíduos desconhecedores das ciências psíquicas.Por outro lado, esse tratamento será balsamizante e até necessário, na maioria dos casos, visto que tais impasses comumente sobrecarregam as células nervosas do paciente, consumindo ainda grande percentagem de fluidos vitais, etc..

Possuindo na minha clinica espiritual fatos interessantes cabíveis nos temas em apreço, patrocinarei aqui a exposição de alguns fatos espíritas, convidando o leitor à meditação sobre eles, pois o espírita necessita profundamente de instrução geral em torno dos fenômenos e ensinamentos apresentados pela ciência transcendente de que se fez adepto, ciência imortal que não poderá sofrer o abandono das verdadeiras atenções da do senso e da razão.

Recordações da Mediunidade, palavras do dr. Bezerra de Menezes através da psicografia de Ivone A. Pereira.

Por Bezerra de Menezes ( Espírito)


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 06.09.07 # 0 comentários
segunda, 03 setembro, 2007
Intuição e Mediunidade


O amplo espectro e a sutilidade dos fenômenos anímicos e mediúnicos podem nos levar a confundir alguns princípios.

Vamos entender o que é mediunidade no seu sentido mais amplo:

Mediunidade é um compromisso concedido ao espírito reencarnante, para que através desta faculdade possa reconstruir seu pretérito. Outro beneficio ainda é um chamamento para o despertar da melhora das qualidades que são inerentes ao ser humano.

O fenômeno mediúnico acontece quando um encarnado se coloca na posição de colaborador de um espírito desencarnado, cedendo-lhe, nem sempre voluntariamente o comando temporário do seu corpo físico, via perispírito, afim de que o ser desencarnado que não dispõe de corpo físico possa comunicar-se com os encarnados. Os fenômenos anímicos são produzidos pelo espírito do próprio encarnado, ainda que com a contribuição ou ainda suporte dos espíritos desencarnados.

Para melhor entendimento desses fenômenos, embora vivamos em uma só realidade, a vida, e suas leis físicas e morais que a regem, vamos dividir essa realidade em dois aspectos, para mais clara exposição desse fenômeno, em Realidade Física e Realidade Espiritual.

Tomamos a Realidade Física, o equivalente aos nossos hábitos, visão, tato, olfato e paladar. Hoje não podemos ignorar a existência da Realidade Espiritual e que transcendem à Realidade Física, ficando fora dos limites habituais dos nossos sentidos.

Fica claro para mim, que os encarnados vivem dentro das limitações de um espírito ligado a um corpo físico. Então a Realidade Espiritual é uma compacta soma de vibrações; imagens, sons, movimentos, emoções, sensações e vida paralela à realidade física sem jamais se confundirem ou se misturarem.

Vamos chamar de sensitivos, os que têm uma percepção da realidade espiritual, pois possuem mesmo que momentaneamente sensibilidades mais apuradas, entendendo que não serão nem melhores e nem piores e sim momentaneamente diferentes.

O fenômeno anímico é a visão ou percepção da Realidade Espiritual para quem está condicionado a Realidade Física. O fenômeno mediúnico só existe quando o sensitivo funciona como intermediário entre espíritos e seres humanos, nos demais casos é ele apenas uma pessoa dotada de certas sensibilidades para perceber o que se passa na Realidade Espiritual, que aos demais encarnados é imperceptível.

Vamos seguir com este entendimento passeando pelas definições que Kardec nos deixou:

Médiuns Intuitivos: a transmissão do pensamento ocorre também por intermédio do espírito do médium, ou melhor, de sua alma, uma vez que designaremos sob esse nome, o espírito encarnado O espírito estranho, nesse caso não atua sobre a mão para fazê-la escrever; não a toma, não a guia, ele age sobre a alma com a qual se identifica. A alma sobre este impulso dirige a mão e a mão dirige o lápis.

Denotamos que aqui uma coisa importante a se saber; é que o espírito estranho não substitui à alma, porque não poderia deslocá-la; domina sem que saiba, e lhe imprime sua vontade....(Livro dos Médiuns cap XV item 180)

Médiuns Inspirados: Toda a pessoa que recebe, seja no estado normal, seja no estado de êxtase, pelo pensamento, comunicações estranhas a suas idéias pré-concebidas, pode ser incluído na categoria dos médiuns inspirados, como se vê uma variedade da mediunidade intuitiva com a diferença de que a intervenção de uma força oculta é aí muito menos sensível, por isso que, ao inspirado, ainda é mais fácil distinguir o pensamento próprio do que lhe é sugerido....(Livro dos Médiuns cap XV item 182)

Podemos perceber que a definição colocada por Kardec sempre nos dá um sentido de continuidade e que a mediunidade pré-estabelecida está ligada à preparação do Espírito a reencarnar com a condição de levar o conhecimento e melhorias aos demais encarnados, atentemos para isso no exemplo abaixo:

Os homens de gênio em todos os gêneros, artistas, sábios, literatos, são sem duvida espíritos avançados capazes por si mesmos compreenderem e ou conceber grandes coisas. Ora, precisamente porque são julgados capazes, que os Espíritos que querem o cumprimento de certos trabalhos, lhe surgiram as idéias necessárias, é assim que eles, as mais das vezes, são médiuns sem saberem. ... (Livro dos Médiuns cap XV item 183). Neste mesmo item podemos ver outros questionamentos como se segue: Qual é a causa da inspiração?

O Espírito que se comunica pelo pensamento.

A inspiração não tem por objeto se não a revelação das grandes coisas?

Não, a inspiração se verifica, muitas vezes, com relação às mais comuns circunstâncias da vida. Por exemplo, queres ir a alguma parte: uma voz secreta te diz que não o faças, porque correrá perigo; ou, então, te diz que faças uma coisa em que não pensavas. É a inspiração.

Nesse mesmo item ainda, temos um questionamento se os pintores e músicos poderiam nesses momentos de inspiração (lembrando serem capazes de compreenderem por si só ou conceberem grandes coisas) podem ser considerados médiuns devido o desprendimento do Espírito tornando-se mais livre da matéria tendo assim a oportunidade de recobrar uma faculdade e receber as impressões ou comunicações de outros Espíritos que o inspiram. Novamente vemos nos exemplos que Kardec cita, a continuidade e a relação de serviço ao próximo e não com benefícios próprios, quando diz médium.

Com essas apreciações e cuidados ao entendermos as sutilezas das definições, devemos recordar que a Espiritualidade nos fala sobre a mediunidade como uma forma de prestarmos a caridade, facultando a sublimação das provas e pela renuncia das paixões e "Dar de graça, o que de graça recebemos".

Por Roberto Mumme


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 03.09.07 # 0 comentários
quinta, 30 agosto, 2007
Mediunidade Infantil


Mais interessante ainda se torna o estudo da mediunidade, quando as faculdades se evidenciam nos primeiros anos de nossas vidas.

A elucidação de tão interessante tema começaria a se esboçar na segunda obra da Codificação, publicada pela primeira vez em 1861, o Livro dos Médiuns, quando, no cap. XVIII, item 221, 6ª questão, Kardec indagava se haveria algum inconveniente em se desenvolver a mediunidade nas crianças; ao que obteve a seguinte resposta:

"Certamente e sustento mesmo que é muito perigoso, pois que esses organismos débeis e delicados sofreriam por essa forma grandes abalos, e as respectivas imaginações excessiva sobreexcitação. Assim, os pais prudentes devem afastá-las dessas idéias, ou, quando nada, não lhes falar do assunto, senão do ponto de vista das conseqüências morais."

Na questão seguinte, o Codificador alegava, no que pesasse a opinião acima, que havia crianças naturalmente médiuns, em suas diversas modalidades, questionando se residiria, nesse caso, o mesmo inconveniente; ao que responderia o mentor:

"Não; quando numa criança a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso. O mesmo não acontece quando é provocada e sobreexcitada. Nota que a criança, que tem visões, geralmente não se impressiona com estas que lhe parecem coisa naturalíssima, a que dá muito pouca atenção e quase sempre esquece. Mais tarde, o fato lhe volta à memória e ela o explica facilmente, se conhece o Espiritismo."

Assim aconteceu, a propósito, com a inesquecível médium Yvonne Amaral Pereira, que, em sua obra Recordações da Mediunidade, pg. 27, nos afirmava que já aos quatro anos de idade comunicava-se com Espíritos desencarnados, através da visão e da audição, supondo estar dialogando com encarnados, por lhe parecerem absolutamente concretos, a ponto de tomá-los muito freqüentemente por seus familiares, razão pela qual jamais se surpreendera com suas presenças.

Conclui-se, com clareza, das informações acima, que não se deve forçar o desenvolvimento das faculdades mediúnicas nas crianças, quando essas não se apresentem de maneira natural, sob a prudência de abster-se, em todos os casos, de excitá-las.

Todavia, quando os traços da faculdade mediúnica se mostrem espontaneamente, ainda que precocemente, tratemos de aguçar a nossa capacidade de observação, sobretudo para que tenhamos subsídios que nos permitam diferenciar as situações desencadeadas pela imaginação fértil das crianças, das efetivas ocorrências a cargo do intercâmbio mediúnico, em suas mais variadas vertentes e graus. Observações essas que poderão se dar, tanto no lar, em relação aos nossos filhos, como nas escolas de evangelização da infância e da juventude, onde, certamente, poderemos contribuir para a elucidação de tão fascinante temática, embalados pelos sublimes ensinamentos que nos traz a Doutrina Espírita.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns, 50ª edição, Rio de Janeiro (RJ): Federação Espírita Brasileira - Departamento Editorial, 1984. 477 pp., Cap. XVIII, pp. 255/258.

PEREIRA, Yvonne Amaral. Recordações da Mediunidade, 5ª edição, Rio de Janeiro (RJ): Federação Espírita Brasileira - Departamento Editorial, 1987. 212 pp., p. 27.

Por José Marcelo Gonçalves Coelho


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 30.08.07 # 0 comentários
quarta, 29 agosto, 2007
A Questão do Animismo


Antes de começarmos esta despretenciosa crônica, façamos nossa profissão de fé: procuramos ser Espíritas e simplesmente Espíritas sem qualquer adjetivação e, como tal, aceitamos plenamente as obras da codificação. Muitos expositores de temas mediúnicos, apoiados em autores espíritas ou não, ou ainda em concepções próprias que atribuem a orientação intuitiva, costumam minimizar o animismo nas reuniões mediúnicas. Justificando que não há nesse fenômeno mais que  a exteriorização da própria alma do médium, aconselham doutrinadores ou esclarecedores a tratarem a questão  da mesma forma que tratam a manifestação mediúnica normal. Dizem uns que, mesmo percebendo o fenômeno anímico, o doutrinador deve continuar agindo em relação ao médium como quem doutrina um espírito que estivesse se manifestando através do equipamento mediúnico.

Estudando e pesquisando esse aspecto considerado de algum modo polêmico, não vemos também nada de mais no fenômeno anímico. Escritores como Ernesto Bozzano, Alexandre Aksakof, Gabriel Delane, Hartmann e outros debruçaram-se sobre o assunto, uns mostrando a sutil separação dos dois fenômenos e outros apresentando o animismo como único fenômeno mediúnico. Hermínio Miranda, com sua autoridade e prestígio de pesquisador e escritor espírita, chega a sugerir que existem mensagens anímicas exteriorizadas pela alma do médium, como se estivesse em transe mediúnico, que exibem conteúdos tão sérios e de interesse geral tais como os ditados que vemos de entidades venerandas. E conclui que há produção anímica que proporciona mais benefícios que muitas mensagens mediúnicas. Por isso, defende sua divulgação e distribuição como a de qualquer mensagem mediúnica que encerre orientação, educação, consolação e esclarecimento.

Ocorre, porém, que na manifestação mediúnica propriamente dita o que se pretende é a orientação do espírito comunicante e não do médium na exteriorização anímica, como bem justifica o espírito Camilo, pela mediunidade de Raul Teixeira, em “Desafios da Mediunidade”. Vejamos como Camilo responde à indagação sobre se o animismo deve ser fator de preocupação na prática mediúnica: “O animismo não é um crime em si mesmo, quando considerada a sua presença no fenômeno mediúnico. É importante, contudo, que o médium não se permita acomodação ao ter ciência  da influência anímica em seu trabalho. Deverá atirar-se ao estudo de si mesmo, de suas tendências, seus hábitos ou vícios psicológicos, esforçando-se por atenuar as suas imposições mentais sobre as comunicações que venha a dar. Quando se trata de fenômeno mediúnico, o que se quer é conhecer o pensamento do desencarnado comunicante e não do médium que lhe serve de veículo.” Atentemos agora para o fecho dessa resposta do espírito Camilo: “Daí ser desprestigiosa, inoportuna e, muitas vezes, perturbadora a ação anímica, devendo-se trabalhar por minorar a sua influência.”

É importante que o doutrinador não se perturbe nem falte com a caridade repreendendo publicamente o médium. O espírito Joanna de Ângelis explica que fixações mentais, conflitos e hábitos psicológicos do médium, emergindo do seu inconsciente, durante o transe, assumem os controles da mediunidade, originando animismos. O cultivo de idéias desordenadas, as aspirações mal contidas desequilibram e promovem falsas informações. Também a excitação da imaginação geram impressões e idéias, criando a falsa suposição de que procedem de intercâmbio mediúnico. Por isso sugere Joanna em “Celeiro de Bênçãos” que  “se não deves recear em excesso o animismo, não convém descurar cuidados”. E lembra ainda a inspiração de entidades levianas que cooperam com eficiência para os exageros e distonias.  Daí a necessidade de se combater o animismo nos esforços de melhoria da qualidade mediúnica.

Por Wanderley Pereira


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 29.08.07 # 0 comentários
terça, 28 agosto, 2007
O Médium


Fácil é ser simplesmente médium, portador de faculdades mediúnicas inquestionáveis; difícil é ser médium com Jesus..."

(Da obra "No Mundo da Mediunidade" pelo espírito Odilon Fernandes, psicografia de Carlos A. Baccelli)

A palavra médium, que vem do latim, significa medianeiro, que está no meio, intermediário, no caso em questão, o médium é o intermediário entre os planos físico e espiritual. Por este conceito entende-se que todas as pessoas possuem mediunidade, visto que todos, mesmo de forma inconsciente, influenciam e são influenciados pelos espíritos. Ramatís no livro Mediunísmo nos diz que: " Todos os homens, como espíritos encarnados na matéria, são intermediários das boas ou más inspirações do Além-Túmulo." Entretanto convencionou-se usar esta denominação apenas para aqueles nos quais os fenômenos mediúnicos se manifestam de forma mais explícita. São os chamados médiuns ostensivos.

A mediunidade é um talento dado por Deus e como nos diz Kardek, no livro Obras Póstumas, independe de raça, idade, sexo, nacionalidade ou religião. Ao contrário do que pensam alguns, é um fenômeno muito antigo. Na própria Bíblia, vemos várias referências a fenômenos mediúnicos, como quando Saul consulta, através de uma médium, o espírito de Samuel, em I Samuel, 28: 7-19, ou quando Pedro é ajudado por um anjo em Atos 12: 7-9, entre outros. O que observamos daquele tempo para cá é que a mediunidade está evoluindo, assim como a civilização, e os fenômenos físicos do passado tem dado lugar a manifestações mais intelectuais.

Os estudos mais recentes sobre mediunidade e as informações trazidas do plano espiritual trouxeram uma série de esclarecimentos sobre o assunto. André Luiz esclarece que todos os fenômenos ligados à mediunidade, tem por base a mente, de onde partem as ondas psíquicas que, de acordo com a sua qualidade, irá estabelecer uma sintonia equivalente com o mundo espiritual.

O professor C. Torres Pastorino na sua obra Técnicas de Mediunidade, compara o médium a um capacitor ou condensador elétrico, ou seja, ele é capaz de emitir e receber ondas eletromagnéticas que podem ser de diferentes comprimentos, o que permite o contato com diferentes espíritos. Quanto maior a capacidade do médium em variar o campo de suas emissões mentais maior será a sua capacidade de comunicar-se com diferentes categorias de espíritos. Numa reunião mediúnica cada médium é uma linha de força, a interação dessas linhas irá formar um campo elétrico que será mais forte na medida que as emissões dos médiuns forem mais elevadas. Pastorino diz ainda: "Ora, as linhas de força dependem da intensidade de pensamentos bons e amoráveis. Quanto mais numerosas e fortes essas linhas de força, tanto mais propício o campo elétrico para as comunicações eletromagnéticas entre desencarnados e encarnados. Não se trata de religião nem de pieguismo: é um fenômeno puramente físico, de natureza elétrica. Quem pretende fazer reuniões espíritas (eletromagnéticas) sem preparar antes o "campo elétricomagnético", sujeita-se a decepções de toda ordem, a interferências, a fracassos."

Assim como qualquer talento, a mediunidade é neutra, cabe ao médium escolher que uso fará dela, se optar por um caminho positivo, de auxílio ao próximo, encontrará ampla assistência da espiritualidade superior, caso contrário, estará sujeito a tornar-se vítima de obsessões dos mais diferentes tipos. Por isto é importante a evangelização e o esforço do médium. O nosso querido Chico Xavier, no seu primeiro encontro com Emmanuel, descrito no livro Lindos Casos de Chico Xavier, de Ramiro Gama, entabula o seguinte diálogo com o seu mentor:

- Está você realmente disposto a trabalhar na mediunidade com o Evangelho de Jesus?

- Sim, se os bons Espíritos não me abandonarem ... respondeu o Médium.

- Não será você desamparado – disse-lhe Emmanuel, mas para isso é preciso que você trabalhe, estude e se esforce no bem.

- E o senhor acha que eu estou em condições de aceitar o compromisso? – tornou o Chico.

- Perfeitamente, desde que você procure respeitar os três pontos básicos para o Serviço. . .

Porque o protetor se calasse, o rapaz perguntou:

- Qual é o primeiro? A resposta veio firme:

- Disciplina.

- E o segundo?

- Disciplina.

- E o terceiro?

- Disciplina.

Portanto, estejam certos os médiuns que, a eles, cabe a tarefa de enobrecer o seu mediunato, através da dedicação sincera ao serviço do bem, controlando o personalismo, o orgulho, o egoísmo e a vaidade, pois "Todo homem pode tornar-se médium; mas a questão não é ser médium; é ser bom médium, o que depende das qualidades morais."(1)

Fontes: A Bíblia Sagrada

Técnicas de Mediunidade – C. Torres Pastorino

Mediunismo – Ramatís, psicografado por Hercílio Mães

Nos Domínios da Mediunidade – André Luiz, psicografado por Chico Xavier

Mecanismos da Mediunidade – André Luiz, psicografado por Chico Xavier

Lindos Casos de Chico Xavier – Ramiro Gama

O Livro dos Médiuns – Allan Kardek

Obras Póstumas – Allan Kardek

Revista Espírita (1) de julho de 1.863, pag. 213.


postado por MEDIUNIDADE HOJE as 28.08.07 # 0 comentários
 
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