Moacir Soares
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quinta, 24 novembro, 2011
Novo Blog de Moacir Soares

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terça, 22 novembro, 2011
Artigo de Canindé de França, sobre Zumbi de Palmares


Zumbi dos Palmares e o sentimento imaterial da liberdade!

 O nosso rei continua vivo

Estudar a história é antes de tudo conviver com fatos e opiniões diversas e de regra divergentes, assim não poderia deixar de ser o exame da contribuição de Zumbi dos Palmares e a sua existência enquanto personagem de um período de nossa construção histórica pouco registrada pela historiografia oficial do poder de Estado, seja em qualquer uma de suas fases: Colônia, Império e República.


Pacto ofensivo a dignidade humana

Na construção de nosso país, notadamente após a posse violenta dos portugueses do solo pátrio, aqui se estabeleceu um parâmetro ditado pelas regras dos interesses econômicos e da afirmação de um grupo étnico sobre outro, uma minoria branca pelas vias da força, da opressão e da complacência dos reinados e religiões  estabeleceram um  pacto ofensivo a dignidade humana, mas de natureza bastante lucrativa. A escravidão era assim fonte de renda e também de deleite. Tudo legitimado pela ordem institucionalizada pela minoria e aceita  sem maiores resistências dos detentores do poder, notadamente político e religioso.

Assim foi também no Brasil, a saída para colocar o país em movimento de consolidação do espaço territorial ocupado passava necessariamente pela presença humana, não só dos "conquistadores", mas também dos conquistados e oprimidos desterrados de outro continente, no caso o escolhido foi o africano. Considerando que naquele espaço territorial do continente era grande a população negra, de clima assemelhado e relativamente próximo ao calvário da exploração: O Brasil, que assim também seria explorada pelas elites portuguesas, decorrentes todos de um continente civilizado e branco, nada mais, nada menos que o referenciado Velho Mundo-a Europa, conhecida pela sua "culta e próspera" civilização.

A consolidação do domínio territorial já contou também com a participação efetiva dos negros e negras aqui aportados, que além do trabalho, produziram outros seres capazes de cimentar uma nação com características bem definidas e próprias de algo que seria e que passa a ser cobiça de um outro tipo, no limiar do século XXI.

A riqueza que foi sendo produzida, também criou sentimento aguçado de revoltas e desejos ardentes de liberdade. Não só as cicatrizes da violência física produzidas pelos chicotes dos feitores, mas a busca por espaço e vida em liberdade, moveu os negros na esperança de encontrar uma saída, mesmo que em forma de fuga capaz de demonstrar a insatisfação e a revolta com o modelo adotado pelas elites e abençoado pelas divindades imperantes do catolicismo romano.


Os negros no calvário da escravidão

Os negros na sua resistência, enfrentavam duas poderosas estruturas, o poder econômico da força política colonial, expressa nos senhores de engenho e a presença da igreja católica como braço da espiritualidade escravista das almas que penavam por liberdade.

O Deus dos Brancos, nesta circunstâncias não poderia ser o Deus dos Negros, uma minoria branca caminhava no sentido de legitimar o purgatório a que os negros estavam submetidos, sem Deus esta tarefa não tinha como se completar, só a divindade era capaz de apacentar almas tão sofridas pela exclusão e pela exploração física e mental.

Não é preciso nenhum laboratório para aquilatar a dor física dos negros açoitados, é perfeitamente compreensivo o seu retorcer e gemidos ao se encontrarem pendurados ao tronco, e solenemente violentados pela chibata do feitor no seu melhor estilo de truculência.


A dor da saudade

É possível, que não se tenha noção da dor da saudade, das lembranças e dos sonhos de viver em liberdade em sua terra natal, ao som do canto dos pássaros, dos ventos entrecortantes das matas e das águas que em forma de cachoeira desenhavam um véu branco  e comprido, como o vestido da noiva desejada que desliza nos paços longos e firmes do encontro da felicidade propiciada pelo encantamento do amor. Os negros tiveram a sua alma ferida, sem nenhuma possibilidade de cura. Por assim dizer, uma dor insuperável, sem qualquer possibilidade de saramento.

Macacos foi a cidade, o espaço rural em que aflorou a resistência e uma nova oportunidade de vida, aos que foram expatriados e subjugados, criteriosamente escolhida pelos seus idealizadores, considerando a sua geografia, o seu potencial hídrico e a fertilidade de suas terras. Com tais atributos, logo o novo espaço se transformou numa comunidade de novo tipo, integrada, produtiva e fundamentalmente cheia de vida e de esperança. Onde a taxa de natalidade, sempre crescente refletia o bem estar de sua população.


Um legado de Palmares: a agricultura familiar.

Foi neste ambiente em que a agricultura familiar pela primeira vez floresceu e apresentou resultados satisfatórios e condizentes com uma modalidade de vida em sociedade ainda não experimentada pelo regime colonial monocultor e concentrador de terras, originador da concentração da propriedade da terra e do latifúndio moderno, berço da violência campesina, ainda manifesta na República proclamada por Deodoro.

O Poder Colonial era demasiado arrogante e autoritário, não podia conviver com resquícios de liberdade, ou mesmo com qualquer iniciativa que enfrentasse ou contestasse a sua supremacia. Macacos era uma forma defensiva de se viver em paz, mas mesmo assim não seria tolerada, por ser considerado um mau exemplo, e acima de tudo um espaço de fuga e de acolhimento de objetos(negros) pertencentes aos poderosos de então.

Historicamente as classes dominantes só aceitam ou toleram conviver com situações que não lhes colocam em perigo, ou não oferecem qualquer perigo. Ao constatarem que podem perder o controle da situação e o poder de mando, qualquer método poderá ser utilizado como instrumento de enfrentamento dos desafios que os põe em ameaça.

A época de Palmares, o Poder Colonial contratou em regime de Parceria Público Privado(alguns pensam que é coisa da modernidade, coitados!) o competente carniceiro domingos Jorge Velho, para comandar uma  força armada e recrutada ao estilo das milícias da favela da Rocinha. A única diferença é que as forças de Domingos não obedeciam ao calendário da civilidade, pouco praticada naquela oportunidade de confronto.

Hoje, não teria dúvidas que o Poder Colonial contrataria e teria amplo apoio dos meios de comunicação dominantes, todos estariam a favor da escravidão e apresentado os mais diferentes argumentos que convergiam no sentido da manutenção da ordem repressora, assim como fizeram em outros momentos de nossa história.


Na Serra da Barriga, gestou-se a liberdade.

Temperados na luta, os negros da Serra da Barriga, fizeram de Palmares um referencial de resistência as atrocidades do Poder Colonial, tendo em Zumbi não somente um combatente, mas um líder preparado na escola do combate ao escravismo e do enfrentamento a continuidade da escravidão como instituição permanente da Colônia.

Em 1695, Zumbi contava apenas 40 anos, mas já era Rei, líder de um povo ansioso por liberdade, que enfrentava a escravidão e o seu regime com os meios e instrumentos da época, nas suas diversas formas de luta.

Quase dois séculos depois(193 anos), apenas em 1888, o instituto da escravidão sepultado, mas a putrefação decorrente de sua existência não. A escravidão fora derrotada, mas os detentores do poder não. Logo se transmutaram em republicanos, não por convicção, mas por repreensão ao Império, que julgaram benevolente com a edição da prefalada Lei Áurea. Tudo parece ser uma forma de vingança destinada ao Imperador enfermo e a uma princesa desavisada da consequência do ato que praticara sem mérito e sem convicção.


Uma luta antiga, mas atual.

A Consciência Negra consagrada neste 20 de novembro, nada mais é do que uma homenagem, um reconhecimento do papel protagonista de uma etnia negra comprometida com a liberdade, o direito de viver em paz, de produzir, de amar, de sonhar e de construir caminhos diferentes da opressão, firmados na dignidade humana e na prevalência do trabalho como meio vivente da espécie humana em interação com a natureza viva e em permanente mutação.

Por tudo, é possível e até mesmo previsível afirmar que Zumbi e seus guerreiros estariam todos postados e em pleno movimento pela construção de um novo país, uma nova pátria socialista, de plena liberdade e abundância, inclusive de vidas e de sonhos.

O Brasil que buscamos construir com Reforma Agrária, casa própria/cidades mais humanas, geração de emprego e renda, escola pública de qualidade, saúde universalizada e pública, soberania, integração colaborativa, sustentabilidade ambiental, segurança alimentar, respeito as individualidades em um mundo coletivo, prosperidade cultural e material, valorização da espiritualidade e do bem querer.


Nossas homenagens as mulheres e homens, negros e negras, brancos, taiocas, pardos amarelos, ruivos, gazos, furta cor e tantos outros inominados, incolores e invisíveis que com o trabalho, a luta, a generosidade, o suor e o sangue derramado construíram esta beleza de nação chamada Brasil.


Zumbi está presente. Continuará vivo em nossas memórias!


Á luta!
Fonte: Blog de Canindé de França

postado por 107684 as 10:24:32 # 0 comentários
Navegantes foi reconduzida a direção do SINDCOFECÇÕES-RN

Chapa 1 CTBista vence as eleições do Sindconfecções/RN 
 Autor: Direção do Sindconfecções/RN

O dia 11 de novembro de 2011 ficou marcado na história de lutas e de conquistas do Sindconfecções/RN. A Chapa 1 “Continuando a luta”, apoiada pela militância CTBista, vence as eleições sindicais com quase o dobro dos votos válidos destinados a Chapa 2.

A Chapa 1 venceu em quase a totalidade das urnas. Ao final da contagem dos votos a Chapa 1 conquistou 65,41% dos votos válidos, ou seja 331 votos, enquanto que a Chapa 2 obteve 34,58%, ou175 votos (veja mapa geral de apuração).

Com o resultado a atual presidente do Sindcconfeções/RN, Maria dos Navegantes, foi reeleita para o quadriênio 2012/2016. “A grande maioria do eleitorado entendeu pela continuidade de nossa gestão que tem avançado nas lutas e nas conquistas da categoria", afirmou Navegantes ressaltando que “a vitória é de todos os trabalhadores”.

Foi uma vitória consagradora para a militância CTBista que esteve presente em todas mobilizações eleitorais da Chapa 1. Todas as categorias ligadas a CTB e Nova Central estiveram presentes, junto com os trabalhadores da indústria da confecção, nas fábricas em uma frente ampla de apoio pela continuidade da atual gestão do Sindconfecções/RN.

De acordo com Navegantes a nova gestão continuará pautada para todos os trabalhadores independente de como tenha destinado o votado ou orientação político partidária. “Passada a festa da vitória, agora é a hora do consenso, união de todos em torno de nossa luta coletiva”, afirmou a presente reeleita.

 Veja aqui as fotos da apuração e da vitória da Chapa 1

Fonte: Direção do Sindconfecções/RN


postado por 107684 as 10:17:59 # 0 comentários
Vitória da CTB, nas Confecções-RN

Militância CTBista fez a festa da vitória
Autor: Direção do Sindconfecções/RN

Logo após a divulgação do último boletim de apuração das urnas que revelou a vitória da Chapa 1, a militância CTBista fez a festa dentro e fora da sede do Sindconfecções/RN. Foi o fim de uma espera angustiante e extravasada em alegria e alívio pelos trabalhadores.


    Desde o fim da votação, a militância CTBista esteve concentrada nas imediações do Sindicato assim como os simpatizantes da Chapa 2 da CUT. Com bandeiras e cartazes, os grupos aguardavam os resultados das urnas.


    Ao final, apenas a militância CTBista permaneceu em festa. Um trio elétrico foi posicionado em frente ao Sindicato de onde as lideranças sindicais puderam realizar seus discursos.

    O presidente da CTB/RN, Moacir Soares, destacou a importância da vitória. “Os trabalhadores votaram por continuar os avançando na luta. Não é possível retroceder nos benefícios conquistados com tanta luta pelos trabalhadores através da atual gestão do Sindicato dos Alfaiates e das Costureiras”, disse Moacir.

    Em seguida discursou o presidente do SINTRO/RN, Nastagnan Batista. Para ele, a vitória da Chapa 1 é “a certeza da continuidade de um Sindicato que corresponda aos interesses da classe trabalhadora. Avançar na luta é dar continuidade a esta gestão na busca por melhores condições de trabalho e de salário à categoria”, falou Nastagnan.

    Depois o diretor da União da Juventude Socialista (UJS), Wesley Lima (Geléia), colocou a importância da militância CTBista para a vitória nas urnas. “O movimento esteve nas fábricas dialogando junto aos trabalhadores mostrando o melhor caminho a categoria. O resultado final da eleição mostra a importância da força e da união da classe trabalhadora”, finalizou Geléia.

    Para o presidente da Sindas/RN, José Salustino, a vitória foi um reconhecimento ao trabalho feito pela atual gestão do Sindconfecções/RN em benefício a categoria. “Se fez justiça com o trabalho sério e competente da diretoria do Sindicato das confecções”, falou o Salustiano.

    Por último discursou a presidente reeleita do Sindconfecções/RN, Maria dos Navegantes. Ela primeiramente agradeceu ao apoio da militância CTBista e de todos que colaboraram para a vitória nas urnas.


“Tentaram de todas as formas prejudicar o processo eleitoral no Ministério Público, o direito ao voto dos autônomos e desrespeitar a vontade da categoria em assembléia, mas, ao final, os trabalhadores souberam dar a resposta no voto com a nossa vitória. A verdade prevaleceu sobre a mentira, enganação e difamação” disse Maria dos Navegantes ressaltando que “sabiamente, os trabalhadores resolveram não trocar o certo pelo duvidoso”.


    Maria dos Navegantes acumula quatro grandes vitórias em eleições sindicais. A primeira foi conquistada no ano 2000 no Sindtêxtil/RN. A segunda, em 2004, a terceira, em 2007 e agora a quarta, em 2011, aconteceram no Sindconfecções/RN.
    A festa se estendeu pela noite. Foi realmente histórico para o Sindconfecções/RN e para a militância CTBista do estado.

Fonte: Direção do Sindconfecções/RN


postado por 107684 as 10:14:43 # 0 comentários
Eleições do Sindiconfecções-RN

Eleições Sindconfecções/RN

Publicado por Adriano Medeiros

Os trabalhadores da indústria de confecções deram no dia 11 de novembro de 2011 mais uma demonstração de civilidade e democracia ao realizar de forma pacífica, transparente e democrática as eleições para a direção, conselho fiscal e representantes junto a Federação. Isto prova a maturidade política da categoria que sobe expressar sua vontade pelo voto.

Foi uma campanha rápida, mas em poucas semanas os trabalhadores puderam analisar e discutir as propostas dos candidatos. Enquanto isso, a Comissão Eleitoral realizava todos os preparativos para a realização do pleito eleitoral.

Após a contabilidade dos votos, prevaleceu a vontade da maioria com a reeleição de Maria dos Navegantes para a presidência do Sindconfecções/RN. Todos ao final estão de parabéns!!!


postado por 107684 as 10:12:20 # 0 comentários
sexta, 18 novembro, 2011
Artigo do camarada Canindé de França



 
República de Trabalhadores: anseio da construção democrática!
Por Canindé de França*
" A obra renovadora da Abolição foi completada em 1889 pela República, um antigo anseio da construção democrática do Brasil. A República ficou, depois de muita luta, sob o domínio das forças conservadoras, frustando o programa republicano mais avançado, que concebia o Estado como instrumento para promover a democracia, a integração nacional, o desenvolvimento, a distribuição de terras e a afirmação da soberania nacional ." Este é literalmente o item 07 do Programa Socialista para o Brasil apresentado pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB),  duante a realização do seu 12º Congresso, em novembro de 2009, na cidade de São Paulo/SP.


Mesmo sendo mais avançada que a Monarquia, a República se fez instrumento de mudanças significativas na estrutura da jovem nação brasileira, trouxe consigo as mazelas de séculos do poder colonial e imperial, mas também ensejou esperanças, abrindo perspectivas inovadoras na forma de ocupação dos espaços políticos e da representação daquilo que deveria ser o poder de Estado.

Com o advento da República, não caiu somente a Monarquia imperial, mas também a incestuosidade da Igreja Católica e sua influência romana de ocupação direta de espaços materiais e espirituais na sociedade, dando lugar a um laicidade ainda violentada com as repartições públicas impestiadas de símbolos e referências que não tem nada a ver com a natureza republicana e laica do poder proclamado por Deodoro e consolidado pelo Grande brasileiro das Alagoas, o Marechal Floriano Peixoto.

Em pouco mais de 120 anos de República, a nossa pátria por diversas vezes foi violentada, sem no entanto, perder a esperança de erigir uma nação livre e soberana, o que se constitui num resgate de sua luta original. Em nome da república, e pela República muitos patriotas tombaram sem ter se quer um minuto de silêncio reconhecido pelo poder que ainda se encontra concentrado nas mãos e sob o controle de uma minoria quantitativa expropriadora.

As ditaduras cumpriram seus papeis em diversos momento de nossa história, de regra estiveram a serviço das classes dominantes, conservando o poder da minoria e estigmatizando os que se propõem a alterar a ordem do poder republicano. Tudo pode, menos atentar contra a ordem capitalista e dominante estabelecida pelos valores da república.

Zumbi dos Palmares (Colônia), Antonio Conselheiro (Canudos) e Osvaldão (Guerrilha do Araguaia), são momentos diversos de uma natureza repressora de uma mesma elite que se manifesta em períodos diferentes de nossa trajetória histórica. De uma coisa fiquemos certos: as elites são impiedosas, e até o momento bastante competentes na manutenção do poder de Estado, inclusive ostentando um forte viés democrático, tudo em nome da democracia. Legitimados pelos seus instrumentos e serviçais da obra do capital.

Um poder que não serve

O poder republicano tal qual existe serve, mas apenas para resolver e solucionar os interesses e a vida de poucos. A maioria construtora vive sem abrigo, inclusive, com a esperança comprometida e corroída pelas crises sistêmicas do capitalismo, base de sustentação e molde de nossa república.

Ainda temos mais de 16 milhões de miseráveis em solo pátrio, enfermos, analfabetos e sem terras, pois a Reforma Agrária não se se converteu em realidade, e foi confundida com projetos de assentamentos e colonização, que distribui terras, mas não alterou a estrutura fundiária do país. Registre-se, que algumas alterações foram observadas em quase todos os sentidos de nossa existência ao longo destes 500 anos, mas a única coisa que não se mexeu, foi exatamente a terra, permanece concentrada e intacta como aqui encontrou Cabral e sua nau aportada na terra de todos os santos.

Modelo de República

O grande Rui Barbosa, natural da Terra de Todos os Santos, jurista de reconhecido saber, mesmo não tendo os instrumentos da informática tão comuns e ainda restritivos na atualidade, que lhe possibilitasse um control "V" e um control "C", copiou dos Estados Unidos da América de forma talentosa o modelo de Federação que amoldou a nossa república como instituição, diria: tão boa que ainda resiste.

Mas não foi fácil consolidá-la (República), dentre os esforços despendidos por tantos ilustres, coube ao Marechal Floriano Peixoto torna-la irreversível, inclusive para chegar ao posto de Presidente teve até uma mãozinha de um influente jurista potiguar, de Jardim de Piranhas, a época pertencente a Caicó - Amaro Cavalcante, que de dentro da Corte fez valer a sua influência com o peso da Toga que invergava. Ainda hoje, tal influência se faz sentir em nossas decisões e Cortes de Justiça.

A atitude de Amaro Cavalcante se justifica pelo espírito republicano despreendido.

Uma outra República é possível

A sociedade brasileira é dividida e em luta de classes permanente, na dúvida ou discordância consulte a história, mesmo os manuais conservadores não negam a sua realidade construída ao longo dos tempos e das refregas motivadas por interesses diversos, diferentes e fundamentalmente contraditórios.

Não há dúvidas de que já obtivemos muitas conquistas e avanços em relação ao ambiente de atraso da Colônia, do Império, da própria República e até mesmo nas suas manifestações mais nocivas como as ditaduras, sejam do tipo civil ou militar, que foram recheadas de períodos de excessão. Foi politicamente oportuno e justo todo tipo de enfrentamento para reverter e afastar os entulhos autoritários contrários aos interesses da maioria.

Acumular forças nesta trajetória é o desafio maior e mais qualificado, buscar uma República de Trabalhadores, que tenha outro modelo de sociedade é um desafio da contemporaneidade. Construir um novo poder, de caráter e natureza Socialista, pois o poder desta República é de natureza capitalista, e como tal não serve aos propósitos de emancipação social do nosso povo. Deve ser considerada apenas como uma ponte, portanto, de passagem efêmera.

Até o momento por mais conquistas que obtivemos, não conseguimos e nem estamos perto de conseguir qualquer alteração nas estruturas de Poder da República. As Forças Armadas, Os Tribunais, os Meios de Comunicação e o próprio sistema de representação do povo. Tudo é feito e existe para que a República continue respeitando e preservando a essência da república nascida aos 15 de novembro de 1889.

Não queremos somente superar os entraves desta república, que aliás são muitos, queremos sim, substituí-la, instaurar um novo modelo de vida em sociedade, sem control "V" e sem control "C", pensada, construída e desenvolvida em conformidade com a nossa experiência e nosso talento, e que seja fruto da nossa cultura, do trabalho coletivo e da apropriação social dos frutos e das riquezas construídas pelo povo.

Mas isso não é fácil, nem tampouco tarefa a ser realizada por qualquer um de forma isolada, é preciso elaboração e construção coletiva, acumulação de forças, preparo e conhecimento da realidade. Conjugando-se com paciência e firmeza.

Penso que tal objetivo deve ser pensamento cotidiano da ação e da prática do Partido Comunista do Brasil, que em breve contará com 90 anos de luta em defesa de um Brasil Livre, Soberano, integrado, Solidário, Próspero, Desenvolvido e Ambientalmente Sustentável.

Este é um objetivo possível de ser alcançado, inclusive com sucesso, resta saber o tempo que levaremos.

Que viva uma nova República!

*Canindé de França é professor, advogado e vice-presidete estadual do PCdoB/RN

postado por 107684 as 12:12:51 # 0 comentários
terça, 15 novembro, 2011
Silinhas e Moacir em Currais Novos


ENCONTRO DE PRÉ-CANDIDATOS



            O presidente da CTB, o amigo Moacir Soares esteve em nossa cidade visitando parentes e amigos no último fim de semana. Moacir veio assistir a missa de sétimo dia da sua sogra Maria José e aproveitou o ensejo para rever os amigos.

            Em visita ao pré-candidato a vereador, Silinhas Araújo, a conversa girou especialmente em torno das eleições para o próximo pleito em nosso Estado. Moacir como pré-candidato uma vaga na Câmara de vereadores de Natal e aproveitou a visita ao amigo Silinhas para socializar estratégias para o trabalho que se aproxima.  

Fonte: Blog de Inácio de Colombita


postado por 107684 as 09:27:42 # 0 comentários
segunda, 14 novembro, 2011
Enteveista no Calangotango com Sávio Hackradt


Entrevista 10 x 140 com Moacir Soares


Perfil de Moacir Soares – Cerro Corá/RN, 46 anos, casado, 3 filhos, carteiro, professor, formado em pedagogia, presidente do SINTECT/RN e da CTB/RN.

P- Recentemente você liderou a greve dos Correios no RN. Qual o resultado da greve?

Moacir Soares – Nós entramos numa greve, praticamente sem perspectivas, e saímos razoavelmente vitoriosos, com aumento salarial de até 16%.

P- Há quantos anos você é funcionário dos Correios e o que mudou nesse anos na empresa?

Moacir Soares – Sou funcionário dos Correios há 24 anos, e posso afirmar que muita coisa mudou nessas 2 décadas e meia do ponto de vista tecnológico.

P- Há quanto tempo você preside o SINTECT/RN e o que faz esse sindicato pelos funcionários dos Correios?

Moacir Soares – Dirijo o  SINTECT desde 2007, o Sindicato é um instrumento de luta dos trabalhadores na garantia dos seus direitos e conquistas coletivas.

P- O que é a CTB/RN e como funciona?

Moacir Soares – CTB-RN, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, funciona como associação de entidades classistas, lutando com objetivos comuns.

P- Muita gente tem reclamado dos serviços dos Correios que outrora era considerado como excelente. O que mudou?

Moacir Soares – Os Correios têm sido vítima de uma política de sucateamento, com efetivo insuficiente para atender a sociedade com excelência e respeito.

P- Quando e como você entrou na luta política sindical?

Moacir Soares – A  minha atuação sindical, nasceu no Movimento Estudantil, ainda na ditadura militar, militando na UMES, Uneso-Currais Novos, UFRN e PCdoB.

P- Você tem formação acadêmica em Pedagogia e já foi professor. Fale dessa experiência.

Moacir Soares – Fui professor da Escola Cenecista Pedro II, em Cerro Corá por 10 anos,  onde com muito orgulho exerci a função de diretor por 8 anos.

P- Você nasceu em Cerro Corá mas, faz questão de destacar que é cidadão curraisnovense. Por que?

Moacir Soares – Sou orgulhoso de ser cerro-coraense, sou grato demais de ser curraisnovense por adoção, um titulo é um reconhecimento publico de uma pessoa

P – O que é o Twitter para você?

Moacir Soares – Descrevo o twitter como um instrumento de comunicação extraordinária, que vem proporcionando uma verdadeira revolução na juventude do mundo.

P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?

Moacir Soares – Fazer uma boa leitura, acessar a internet (redes sociais), me divertir bem e tomar uns aperitivos numa boa companhia para um bom papo.


*Se você quer conhecer um pouco mais o Moacir Soares converse com ele no Twitter @moacirsoaresCTB


postado por 107684 as 01:15:33 # 0 comentários
sexta, 04 novembro, 2011
Trabalhadores do judiciário entram em greve dia 09 (quarta-feira)

Judiciário Federal do Rio Grande do Norte para na próxima semana

sexta-feira, 4 de novembro de 2011.

Os servidores do Judiciário Federal do Rio Grande do Norte decidiram em assembleia, no final da manhã desta sexta-feira (04), entrar em greve a partir da próxima quarta-feira (09). A categoria, que engloba os servidores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e Justiça Federal (JF), reivindica reposição salarial estagnada há cinco anos. 

O Plano de cargos e Salários (PCS) da classe faz parte do Projeto de Lei 6613/09 que se encontra na Comissão de Finanças e Tributação [CFT] da Câmara Federal para votação. O PL já esteve na pauta de votação várias vezes, mas foi adiada devido a manobra da bancada governista. A próxima votação deve acontecer justamente na quarta-feira (09) quando a categoria, no Rio Grande do Norte, entra em greve aumentando para 17 o número de estados paralisados. 

Atualmente estão em greve os servidores da Bahia, Mato Grosso, São Paulo, Amazonas, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Justiça do Trabalho da 15ª Região, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Piauí, Alagoas, Justiça Federal do Ceará, Justiça do Trabalho de Rondônia e do Acre e Minas Gerais.

Os servidores do TRT e JF do estado, que já estão em estado de greve desde o dia 26 de outubro passado, a partir da próxima semana cruzam os braços, junto com os servidores do TRE, garantindo 30% dos setores essenciais para receber as urgências como garante a lei de greve.

A categoria definiu pela aprovação da greve após uma mobilização ocorrida durante toda manhã desta sexta-feira (04), em frente à sede do TRT 21ª região, onde os servidores receberam a presença de um dos diretores da Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União) Marcos Santos. Ele abriu os debates falando sobre a importância destes momentos de mobilizações. “Nenhuma categoria sobrevive sem aumento e já que há cinco anos não temos reajuste a saída é a paralisação. Fazer greve não é bom pra gente, nem para a sociedade, mas é o instrumento de força que temos e não há outra saída”, disse Marcos.

O presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Moacir Soares, que também é Presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, se mostrou favorável a causa do judiciário federal e elogiou a categoria. “A CTB parabeniza a participação dos servidores aqui presentes reivindicando seus direitos. Se unirmos força, os trabalhadores de todo o país, independente da categoria, é o caminho, pois só assim teremos dignidade como profissional”, disse ele.

A mobilização desta manhã na luta pelo PCS teve participação efetiva dos servidores do judiciário federal que mostraram sua indignação em torno da resistência do governo Dilma. “O Rio Grande do Norte vai mostrar que também pode fazer greve. A crise que existe no momento é do Executivo com o Judiciário”, disse o sindicalizado Dennis Eliezer, um dos defensores de uma paralisação como forma de pressão.

Ainda durante a Explanações, o Presidente da Assojaf, Levi Medeiros, mostrou a insatisfação com a situação ao relatar: “Vestimos a camisa de nossa instituição todos os dias, mas devido a incoerência do governo federal eu vou tirar a camisa do meu trabalho e vestir a do movimento de luta em prol da reposição salarial”, enfatizou.

O servidor Deodoro Silva de Araújo, lotado na 6ª vara do TRT, resumiu o sentimento da classe “Eu vou parar e convencer meus outros colegas também. Quem sente no bolso os anos sem reposição somos nós no final de cada mês
.”

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postado por 107684 as 08:57:46 # 0 comentários
Matéria do JH


Matéria do JH sobre os impasses pós greve dos Correios no RN.

postado por 107684 as 12:41:39 # 0 comentários
 
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