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quinta, 28 agosto, 2008
Congresso estuda prevenção da cegueira no Brasil

 

Dados de pesquisa inédita realizada em todo o país serão apresentados no XVIII Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação, que acontecerá na capital catarinense

 

No Brasil existem mais de 1 milhão de cegos e 4 milhões de deficientes visuais, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), que estima ainda que 90% das vítimas de cegueira no país são de baixa renda. É para tentar encontrar políticas públicas que resolvam esse problema que o XVIII Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação visual quer discutir estudos e avanços nos tratamentos e cirurgias das doenças oculares que levam à cegueira em todo o país. No evento será apresentado o resultado de pesquisa multicêntrica que pretende traçar o perfil da cegueira no país, relacionando-a com a expectativa de vida apresentada em cada região. Os dados, segundo os presidentes do congresso, doutores João Luiz Lobo Ferreira e Ayrton Ramos devem servir para alertar governantes e estudiosos para o problema que se alastra no Brasil e, principalmente tentar reverter esses dados.

 

Expectativa - A Prevenção de anos de vida com cegueira é o tema da pesquisa e segundo os presidentes do congresso, o levantamento dos agravos oculares na população é o primeiro passo para se identificar as prioridades e estratégias dos gestores de saúde, políticos, pesquisadores e médicos no combate à cegueira.

 

Para a pesquisa, estão sendo utilizados dados de pacientes avaliados nos cursos de Residência Médica em Oftalmologia credenciados pelo CBO ou pelo MEC em todo o país. "Cada região do Brasil tem uma característica diferente. A análise estatística considera a idade e a causa de cegueira dos pacientes, que serão correlacionadas com a expectativa de vida de acordo com levantamento do IBGE. A definição de anos de cegueira, que é a estimativa do número de indivíduos cegos multiplicado pela expectativa de vida da região de procedência destes pacientes, nos mostra o cenário do impacto destes agravos oculares", explicam.

 

Premio "amigos da visão"

 

Oftalmologistas e autoridades receberão uma homenagem durante o XVIII Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual, na Assembléia Legislativa de Santa Catarina. O evento, que acontece no dia 02 de setembro, às 19 horas, tem como tema a Proteção da Saúde Ocular do Brasileiro. Uma placa será entregue para autoridades públicas e da área oftalmológica que se destacaram e contribuíram de alguma forma para a proteção da saúde ocular no país. A luta para a regulamentação do Ato Médico, iniciada com o apoio do atual deputado federal Geraldo Althoff, hoje continua e está nas mãos do deputado federal Edinho Bez, ambos homenageados na noite. "É gratificante saber que as autoridades estão envolvidas e buscando melhorar a saúde da população. O Ato Médico não regulamenta apenas a profissão, como também garante que o paciente seja bem atendido, por profissionais qualificados", destacam os presidentes do congresso doutores João Luiz Lobo Ferreira e Ayrton Ramos.

A sessão solene precede o início do evento, que será realizado no Centrosul, de 03 a 06 de setembro. Serão quatro dias de palestras com profissionais de renome nacional e internacional, apresentação de trabalhos científicos, simpósios e mesas redondas que irão discutir e abordar assuntos de interesse dos oftalmologistas. Levantar as causas de cegueira no Brasil e correlacioná-las com a expectativa de vida dos pacientes em todas as regiões do país é a maior das propostas do evento, que terá 364 horas divididas em aproximadamente 1270 palestras de 15 minutos, que tratarão dos principais temas relacionados à oftalmologia, além de vídeos, temas livres e a apresentação de pôsteres. Durante o evento, a prevenção está incluída em todos os 81 simpósios, além de ser mais profundamente discutida em cinco mesas redondas com carga horária total de 10 horas.

 

Sessão Solene: Proteção da Saúde Ocular do Brasileiro

Data: 02/09/08

Hora: 19 horas

Local: Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina


postado por 35548 as 10:11:49 # 31 comentários
"Decodificador" ajuda deficientes visuais a ler mensagens SMS

Por Gislaine Ceregatti"if(window.yzq_d==null)window.yzq_d=new Object();window.yzq_d['FW2PX8iYoJo-']='&U=13f8qph0f%2fN%3dFW2PX8iYoJo-%2fC%3d679105.12838851.13110302.4451747%2fD%3dLREC%2fB%3d5422204%2fV%3d1';

Designet cria gadget para deficientes visuais, que ajudaria em sua inclusão digital. O aparelho converte as palavras das mensagens em alfabeto braile e as apresenta ao usuário.

O dispositivo, criado pela designer Okada Noriaki, apresenta não só uma solução para as pessoas com visão limitada ou nula, mas também para aqueles com deficiência auditiva. O aparelhinho é barato e fácil de carregar. De um dos lados é capaz de produzir relevo para representar o código baile e do outro possui um visor LCD e um teclado numérico convencional. A solução deve atender a milhares de pessoas desabilitadas que não conseguem fazer uso dos serviços de mensagem, conta o Gizmodo.

O custo do B&D, nome dado à invenção, pode ser reduzido graças à utilização de papelão para sua confecção e a montagem é tão simples que qualquer pessoa consegue fazê-lo, como afirma o ImpactLab. A utilização, porém, exige um computador e a instalação de um software, livre, que acompanha o pacote.

Segundo o site Tuvie as mensagens podem ser tanto "traduzidas" para o braile tanto quanto lidas em voz alta. Já no caso dos deficientes auditivos o aparelho se comporta como um dispositivo qualquer outro para entrada de dados e envio de mensagens.

Obviamente a invenção ainda é um protótipo e nem sequer há informação sobre a disponibilização do equipamento à população, mas esse com certeza terá um grande impacto nas vidas das pessoas com restrições de visão ou audição.


postado por 35548 as 09:43:51 # 14 comentários
domingo, 11 maio, 2008
Luz na escuridão


Luz na escuridão
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Um dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e selas.  Quando crescesse, queria ser igual ao pai.

Tentando imitá-lo, tomou um instrumento pontudo e começou a bater numa tira de couro.  O instrumento escapou da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo.

Logo mais, uma infecção atingiu o olho direito e o menino ficou totalmente cego.

Com o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e ele não se lembrava mais das cores.  Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro.

Ia para a escola e todos se admiravam da sua memória.
De verdade, ele não estava feliz com seus estudos.  Queria ler livros.  Escrever cartas, como os seus colegas.
Um dia, ouviu falar de uma escola para cegos.  Aos dez anos, Louis chegou a Paris, levado pelo pai e se matriculou no instituto nacional para crianças cegas Ali havia livros com letras grandes em relevo.  Os estudantes sentiam, pelo tato, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases.  Logo o jovem Louis descobriu que era um método limitado.  As letras eram muito grandes.  Uma história curta enchia muitas páginas.
O processo de leitura era muito demorado.  A impressão de tais volumes era muito cara.  Em pouco tempo o menino tinha lido tudo que havia na biblioteca.  Queria mais.  Como adorava música, tornou-se estudante de piano e violoncelo.
O amor à música aguçou seu desejo pela leitura.  Queria ler também notas musicais.

Passava noites acordado, pensando em como resolver o problema.  Ouviu falar de um capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler mensagens no escuro.
A escrita noturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel.  Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos, ler sem precisar de luz.

Ora, se os soldados podiam, os cegos também podiam, pensou o garoto.  Procurou o capitão Barbier que lhe mostrou como funcionava o método.  Fez uma série de furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o pequeno.

Noite após noite e dia após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoando-o.
Suportou muita resistência.  Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão dos livros com as letras em relevo.  Não queriam que tudo fosse por água abaixo.

Com persistência, Louis Braille foi mostrando seu método.  Os meninos do instituto se interessavam.
À noite, às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender.  Finalmente, aos 20 anos de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a seis pontos.

O método Braille estava pronto.

O sistema permitia também ler e escrever música.  A idéia acabou por encontrar aceitação.  Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo: "Tenho certeza de que minha missão na Terra terminou."

Dois dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu.  Nos anos seguintes à sua morte, o método se espalhou por vários países.  Finalmente, foi aceito como o método oficial de leitura e escrita para aqueles que não enxergam.

Assim, os livros puderam fazer parte da vida dos cegos.  Tudo graças a um menino imerso em trevas, que dedicou sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da visão física.

Há quem use suas limitações como desculpa para não agir nem produzir.  No entanto, como tudo deve nos trazer aprendizado, a sabedoria está, justamente, em superar as piores condições e realizar o melhor para si e para os outros.


postado por 35548 as 05:04:33 # 0 comentários
sexta, 28 março, 2008
Deficientes visuais podem ter acesso a revista em mp3




Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, o Brasil possui, aproximadamente, 1 milhão de pessoas com cegueira total no país e 4 milhões com algum tipo de deficiência que afeta parcialmente a visão, o que ocasiona uma série de limitações para essas pessoas, como por exemplo, a leitura, já que os veículos geralmente não disponibilizam braile ou um outro mecanismo para que o deficiente visual consiga ler.

Pensando nisso, a Revista Foco Social, lançada no início desse ano, disponibilizou todo o seu conteúdo em formato MP3 em parceria com o Instituto Paranaense de Cegos, para que eles tenham acesso à leitura. O presidente da instituição, Manoel Cardoso dos Passos, aprovou a iniciativa. “Isso possibilita um acesso maior, conseguimos nos informar sobre vários assuntos de uma maneira rápida e fácil”.

Além de ajudar os deficientes visuais, o formato em mp3 foi pensado pela equipe da revista para atender também àqueles com alguma limitação na hora de ler. “Buscamos ampliar cada vez mais o acesso às informações”, ressalta Raphael Salgueiro, responsável pela elaboração do formato em mp3 da Foco Social.

A diretora da escola do Instituto Paranaense dos Cegos, professora Idamaris Costa, irá utilizar o mecanismo em suas aulas. ““Nós já utilizamos DVD´s e músicas nas aulas, então o conteúdo da revista será bem válido”.

Qualquer pessoa pode ter acesso ao conteúdo da revista Foco Social em mp3 acessando o site www.revistafocosocial.com.br .

Serviço: A Revista Foco Social – Responsabilidade Social e Empresarial – é distribuída realiza no dia 28 de março o seu 1º encontro com o tema “Direito e Contabilidade do Terceiro Setor”. Os palestrantes serão: Cristina Luiza Surek, socióloga, Tarso Cabral Violin, professor da Universidade Positivo e Narciso Doro, presidente do Sindicato dos Contabilistas de Curitiba.

O encontro começa às 8h30, no Estação Embratel Convention Center, e a entrada é franca. Interessados podem entrar em contato pelo telefone 41-3079-1414 e pelo email contato@revistafocosocial.com.br .




postado por 35548 as 05:55:16 # 0 comentários
sábado, 01 março, 2008
Homem-macaco

autor: lamentavelmente, ignoro.
  ============

Eu estava de passagem pela Universidade de Fordhan, Nova York.
Meu colega, Jesuíta americano, ao saber que eu gostava de escrever
estorinhas leves para jovens, propôs um passeio a Long Island, onde veria
alguma coisa sensacional, inesperada e até nunca sonhada por ninguém...
Fez-me entrar no carro e saímos...

De fato, o que vi neste passeio é um caso único.  Uma fábrica de
sapatos projetada só para deficientes físicos.  Todas as máquinas
foram desenvolvidas pelo proprietário da empresa, Mister Henry
Viscardi.  Lá se viam máquinas acionadas só por um toco de braço,
outras só pelos pés ou alguma perna atrofiada.  Havia uma, a que
mais me comoveu, manipulada pela boca de um operário tetraplégico!

Henry Viscardi, o dono e criador dessa maravilha de amor, era também
deficiente físico.  Nascera com as pernas atrofiadas do joelho para
baixo e tinha apenas um esboço de pés.

Quando criança, andava com as mãos, segurando dois tocos de madeira,
calçados com borracha de pneu.  Esse seu modo de andar lhe valeu o
apelido de "homem-macaco", dado pelos meninos da escola.  Cada vez
que o chamavam assim, ele saía, pulando com seus tocos de madeira,
para ir chorar junto da professora.

Um dia, esta resolveu dar-lhe uma sacudidela moral, dizendo:

-- Você pode pôr um fim a tudo isso se quiser!  É um garoto muito
inteligente e pode ser o primeiro da classe.  Quando tal acontecer,
todos irão respeitá-lo.

Foi dito e feito.  Passou a enfrentar aquela situação (ver-se
chamado de "homem- macaco") sem lágrimas nem agressividade.  Mas,
sobretudo, começou a caprichar nos estudos, em pouco tempo estava
em primeiro lugar!  Acabou-se a zombaria.  Ele terminou o primário
e o colegial.  Entrou para a faculdade e formou-se em engenharia.
Casou-se e teve quatro filhas! Abriu uma indústria de sapatos e,
em poucos anos, acumulou uma imensa fortuna!

Um dia, no seu carrão milionário, adaptado por ele próprio  para
ser controlado inteiramente com as mãos, viu um deficiente físico
arrastando-se pelas ruas de Nova York.  Aquilo doeu-lhe e lhe
sugeriu uma grande idéia.  Começou a planejar máquinas especiais
para deficientes.  Foram meses e meses de trabalho, debruçado sobre
as pranchetas. ..

E a fábrica saiu do papel.

Lá estava eu percorrendo seus pavilhões, saudado por dezenas e
dezenas de sorrisos de deficientes... mas não havia deficiência
alguma naqueles sorrisos, porque vinham de homens e mulheres muito
felizes.

Henry Viscardi é um grande católico, mas sua fábrica, que leva o
nome tão bem empregado de "Abilities" (Habilidade), tem emprego
para toda s as religiões e todos se amam com o mesmo sorriso de
felicidade! "Eu que conheci bem o sofrimento aprendi a socorrer
os que sofrem.", diz Henry.

Há muitas pessoas sofredoras que, talvez, encontrassem paz
e felicidade se procurassem ajudar alguém que sofre tanto ou
mais do que elas.  Esta é a lição maravilhosa, inesquecível,
do milionário deficiente físico que, do alto dos seus milhões
de dólares, debruçou-se sobre  outros deficientes e os ajudou a
encontrar o seu lugar na vida.  A Lição do " Homem-macaco"!

postado por 35548 as 10:53:14 # 0 comentários
Dente implantado em olho ajuda cego a voltar a enxergar

http://www.bbcbrasil.com

Um irlandês que ficou cego após uma explosão recuperou parte da visão depois de ter um dente de seu filho implantado na cavidade ocular durante uma cirurgia em Brighton, na Inglaterra.

Robert McNichol tinha perdido a visão há dois anos, quando uma explosão de alumínio líquido o atingiu no centro de reciclagem onde trabalhava.

Os médicos que o trataram afirmaram que nada poderia ser feito sobre sua cegueira, mas um professor da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, sugeriu a McNichol que visitasse o cirurgião Christopher Liu, do Hospital do Olho de Sussex, em Brighton.

Liu realizou a cirurgia conhecida como Osteo Odonto Kerato Prosthesis (OKPP, na sigla em inglês), que consiste em implantar na cavidade ocular uma prótese criada com a raiz viva do dente acoplada a um cilindro ótico. Esta prótese funciona como uma nova "ponte", capaz de sustentar a lente intra-ocular, que substitui a córnea danificada do paciente.

Para realizar a prótese, Liu usou um dos dentes caninos e parte da gengiva do filho do paciente, considerado o melhor doador depois de vários exames.

Desde a cirurgia, que durou 16 horas e foi realizada em dezembro de 2007, ele já recuperou parte da visão direita. Segundo os médicos, a visão esquerda não poderá ser recuperada pois foi muito danificada.

"Eu saí da escuridão para a luz", disse o paciente. "Eu posso ver televisão, andar na rua sozinho, ver meus filhos e minha esposa. É inacreditável", afirmou McNichol ao jornal britânico The Independent.

Olho por dente

Realizada pela primeira vez na década de 60 na Itália, a OKPP é indicada em casos nos quais o transplante de córnea convencional não soluciona o problema de visão do paciente.

A porta-voz do Hospital do Olho de Sussex disse à BBC Brasil que apesar de rara, a cirurgia já foi realizada pelo médico várias vezes e que ele é um especialista neste tipo de implante.

De acordo com o Independent, estima-se que o custo do procedimento cirúrgico na Grã-Bretanha seja de aproximadamente 40 mil euros (R$100 mil).

Antes da operação, McNichol foi alertado pelos médicos que ele teria 65% de chances de voltar a enxergar depois da cirurgia.

"A aparência não é muito boa, na verdade. Eu pareço o 'Exterminador do Futuro', mas não me importo", afirmou o paciente ao jornal.


postado por 35548 as 09:57:10 # 0 comentários
sexta, 28 dezembro, 2007
Cuidando dos seus olhos


M. Elizabeth Mota

Oftalmologista pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP. Membro Titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Atende em seu consultório, em Itu.



teste do Olhinho

O teste do reflexo vermelho, ou simplesmente “teste do olhinho”, é desde março obrigatório em todos os recém-nascidos nos hospitais do estado de São Paulo.
Assim como o teste do pezinho é capaz de detectar precocemente e evitar doenças mentais nos bebês, o teste do olhinho também promete proteger muitas crianças da cegueira ou do desenvolvimento de doenças oculares como a catarata, o glaucoma e o retinoblastoma.
Aproximadamente uma criança fica cega a cada minuto no planeta. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), 80% da cegueira mundial poderiam ser evitadas – sendo 60% curáveis e 20% previsíveis – se medidas como esse simples teste fossem tomadas. Estima-se que existam 400 mil crianças cegas no mundo – e 94% delas encontram-se nos países em desenvolvimento. Só no Brasil, acredita-se que existam entre 25 mil e 30 mil crianças cegas.
Essa estatística é assustadora porque na maioria dos serviços de neonatologia do país os olhos dos recém-nascidos não são adequadamente examinados. Como resultado, mais de 50% dos recém-nascidos só têm a alteração descoberta quando estão cegos ou quase cegos para o resto da vida. Tais seqüelas seriam prevenidas em grande parte se o problema fosse tratado no tempo certo.
O que é o teste
Trata-se de um exame muito simples, indolor e rápido, e que pode ser feito pelo próprio pediatra do hospital ou da maternidade. O único equipamento necessário é um oftalmoscópio direto.
O “teste do reflexo vermelho” recebe esse nome porque, quando a luz é projetada no olho do bebê sadio, um reflexo vermelho ou amarelo-avermelhado proveniente da retina se apresenta. Tanto a intensidade como a coloração do reflexo devem ser semelhantes em ambos os olhos, ou seja, simétricos. A reflexão da coloração avermelhada normal da retina ocorre porque os meios oculares (córnea, cristalino, vítreo) encontram-se transparentes. A ausência do reflexo ou a presença de reflexos diferentes em um e outro olho podem significar alguma alteração congênita. Neste caso, a criança deve ser encaminhada ao oftalmologista com urgência.
A Sociedade de Pediatria de São Paulo e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, em documento conjunto, sugerem sua realização em todo recém-nascido na primeira semana de vida.
O teste também pode ser realizado nas consultas rotineiras em crianças maiores, de qualquer idade, e não só no berçário, pois muitas doenças passíveis de diagnóstico pelo método podem aparecer mais tardiamente.
Doenças detectáveis
Estima-se que atualmente 0,4% dos recém-nascidos seja portador de catarata congênita. Esse número é decorrente da alta incidência de infecções congênitas, como a rubéola. Já nos países desenvolvidos, sua maior causa é genética. A catarata congênita é detectada pelo teste do olhinho, quando apresenta um reflexo vermelho que não é visto de maneira clara ou uniforme.
O diagnóstico precoce desse tipo de catarata é de extrema importância para o bom desenvolvimento da criança, pois quanto mais precoce o diagnóstico e o subseqüente procedimento cirúrgico, nos casos positivos, menor será o dano à acuidade visual provocado pela doença. Assim, um caso de catarata total, eliminada no primeiro mês de vida, provavelmente não deixará seqüelas. Já a espera de sete ou oito anos para a cirurgia da catarata possivelmente criará danos irreversíveis.
O glaucoma congênito é observado em um em cada 10 mil recém-nascidos vivos, aproximadamente, e é decorrente do aumento de pressão intra-ocular que provoca rupturas no endotélio corneano, levando a edema de córnea. O edema de córnea impede a entrada normal de luz para dentro do olho.
Essas doenças, quando detectadas precocemente e tratadas antes do período crítico, isto é, nos primeiros três meses de vida, têm resultados muito melhores. O ideal é que as cirurgias sejam realizadas na quinta semana de vida do bebê, entre o segundo e o terceiro mês.
Quanto aos tumores malignos intra-oculares, o retinoblastoma é o mais freqüente na infância. Se não tratado com urgência, pode levar a criança ao óbito. Segundo dados do SBOP, no Brasil 60% dos retinoblastomas são diagnosticados tardiamente, quando já não é possível salvar o olho e, às vezes, nem a vida da criança.
Existem dois tipos de retinoblastoma: o resultante de uma mutação somática, em que um fotorreceptor da retina sofreu uma mutação e desenvolveu o tumor; e outro resultante de uma mutação germinativa, em que todas as células do indivíduo carregam a mutação responsável pelo tumor. O retinoblastoma resultante de mutação somática é esporádico, sempre unilateral e raramente congênito. O retinoblastoma decorrente de uma mutação germinativa é transmitido de forma autossômica dominante, é bilateral em 30% dos casos e pode ser congênito.
Visão saudável para um desenvolvimento melhor
Felizmente, o estado de São Paulo não é o único que está empenhando em detectar e tratar precocemente as doenças oculares nos recém-nascidos.
O governo municipal de São Paulo já havia decretado a obrigatoriedade do teste do olhinho em 2003. E antes disso, em 2001, a capital carioca também já havia instituído o teste, a exemplo de outras cidades do Brasil.
No Planalto já há estudos e projetos para tornar o teste do olhinho uma obrigação nacional. Uma coisa é certa: a participação conjunta de pediatras e oftalmologistas nessa luta para a prevenção da cegueira infantil é fundamental, pois todo o processo de desenvolvimento da visão está na dependência do estímulo visual. A criança necessita “ver” para desenvolver a sua visão. Até que a acuidade visual esteja totalmente estabelecida, qualquer obstáculo à formação de imagens nítidas em cada olho pode levar a um mau desenvolvimento visual, que se tornará irreversível se não tratado em tempo hábil. E uma boa acuidade visual é importante no desenvolvimento físico e cognitivo normal da criança.
Uma criança com visão subnormal tem seu desenvolvimento motor e sua capacidade de comunicação prejudicados, porque gestos e condutas sociais são aprendidos, também, através da visão.

postado por 35548 as 06:48:22 # 0 comentários
quarta, 26 dezembro, 2007
FELIZ ANO VELHO 2.0

Após acidente, Cid Torquato fala sobre tecnologias que lhe permitem voltar a usar o computador.

“Subi numa pedra e gritei:
- Aí, Gregor, vou descobrir o tesouro que você escondeu aqui embaixo, seu milionário disfarçado.
Pulei com a pose do Tio Patinhas, bati a cabeça no chão e foi aí que ouvi a melodia: biiiiiiin.
Estava debaixo d’água, não mexia os braços nem as pernas, somente via a água barrenta e ouvia: biiiiiiin.”

Assim começa o livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva, quando ele descreve os segundos fatídicos que o separaram da normalidade para a tetraplegia. Não muito diferente do que aconteceu comigo, cerca de 30 anos depois, em uma noite de maré baixa, acompanhado de outros personagens, em um cenário bem diferente, o arquipélago de Brijuni, na Croácia, que tem um litoral conhecido por suas praias de águas cristalinas, com fundo de calcário, cujo reflexo do sol pode ser visto pelos astronautas no espaço.

Errei no cálculo e o resultado foi uma lesão raquimedular da quinta vértebra, a famosa C5, que me deixou tetraplégico, mudando radicalmente o curso da minha história, que recomeçou com a colocação de uma placa de titânio em Zagreb e continuará com intermináveis sessões de fisioterapia pelo resto da minha vida.

Hoje, pouco mais de dois meses depois da tragédia, estou clinicamente em ótimas condições, mas a sensação é de claustrofobia, por estar preso dentro de um corpo que conheço, mas que não mais me pertence por completo, pelo menos por enquanto, até que eu vá recobrando, aos poucos, os movimentos, comandos e controles, que, na verdade, já começam a voltar, ainda que lentamente.

De certa forma, o ponto mais surpreendentemente negativo de um processo como este, que envolve médicos, hospitais, terapeutas e centros de reabilitação, é enfrentar a empresa de seguro de saúde, no meu caso, uma das maiores do país, que sonega direitos aos seus segurados e se nega a pagar por intervenções e procedimentos fundamentais para os tratamentos necessários. Tais direitos, contudo, são facilmente reconquistados através de mandados de segurança e de ações judiciais diversas, aos quais – as empresas sabem e jogam com isso – nem todos os prejudicados recorrem.

Por outro lado, é comovente receber a corrente espontânea de solidariedade que se forma ao nosso redor, desde as centenas de manifestações de apoio, até contribuições concretas, que podem ir da oferta de equipamentos e novas tecnologias, passando pela dedicação de tempo, carinho e companhia, chegando, mesmo, a doações e presentes, às vezes de onde menos se espera.

Quanto às questões tecnológicas, que já me permitem retomar parte de minhas atividades profissionais, é interessante descobrir o que existe de disponível para facilitar o uso do computador.

Hoje, apesar da dificuldade de encontrarmos informações, há um sem-número de recursos incríveis, que facilitam a vida de descapacitados dos mais diversos matizes e patologias.

Vale a pena conhecer os sistemas de reconhecimento de voz, como o Motrix, o SpeechMagic da Philips e o famoso Dragon NaturallySpeaking, ou mesmo o Reconhecimento Síntese de Voz no GNU/Linux, para os amantes de open source, entre vários outros.

Embora com poucos dados no mercado, a Digibrás, do grupo CCE, lançou, no Brasil, um mouse ocular, em linha com o que há de mais avançado no mundo, produtos que podem ser encontrados em sites internacionais como o espanhol Ceapat, o Abledata e o Assistive Technologies, cujo acervo é simplesmente impressionante, bem como os brasileiros Tecnologia Assistiva, Clik e Home Control, sobre automação residencial.

No mesmo contexto, é importante familiarizar-nos com as normas do World Wide Web Consortium, mais conhecido como W3C, que estabelece padrões de acessibilidade e inclusão de deficientes para navegação na Internet em geral.

Com estas e outras informações, além da experiência que venho acumulando, quem sabe não seja o caso de criarmos, no Ano Novo, apesar da ironia e do trocadilho, o C.I.D., ou melhor, o Centro de Informática para Deficientes. O que acha?

*Cid Torquato é advogado e consultor especializado em Economia Digital. E-mail: cid@torquato.org

fonte: http://idgnow.uol.com.br/internet/brasil20/idgcoluna.2007-11-23.7244683372/


postado por 35548 as 10:08:47 # 0 comentários
domingo, 23 dezembro, 2007
Cães-guia custam caro e enfrentam resistência

Deficientes visuais e seus cachorros são barrados em diversos estabelecimentos.
Existem pouco mais de 50 cães-guia no Brasil, e o treinamento pode chegar a R$15 mil.
Foto: Alice Assumpção / G1
Divulgação
Marcio e sua  cadela Raissa. Eles foram impedidos de embarcar num ônibus. (Foto: Divulgação / George Thomaz Harrison)

Há um mês, a vida do portador de deficiência visual Antonio Marcio da Silva, de 19 anos, mudou. Graças à companhia de sua cadela, Raissa, ele ganhou independência e passou a circular sozinho por São Gonçalo, cidade onde mora, na Região Metropolitana do Rio.

O treinamento de Raissa levou dois anos e custou R$15 mil, dinheiro doado por empresas de artigos para cães, que patrocinaram o trabalho do treinador da cadela, George Thomaz Harrison.

Na última quinta-feira (13), no entanto, Marcio teve a liberdade recém-conquistada ameaçada. Ele foi impedido de entrar num ônibus acompanhado de seu cão-guia. O motorista afirmou que era proibida a presença de animais no interior do veículo e insinuou que Marcio estaria fingindo não enxergar. Foi preciso a presença de um policial militar para que o estudante pudesse seguir sua viagem até a ONG onde trabalha.

O episódio é um exemplo da cruzada que os deficientes visuais enfrentam diariamente para poder se locomover. Apesar de haver lei federal garantindo a permanência de cães-guia em lugares públicos, esses animais, populares em vários países do exterior, ainda são pouco conhecidos entre os brasileiros, que costumam não entender por que esses cachorros podem entrar em elevadores sociais e freqüentar sessões de teatro e cinema.

 Caros e raros

O adestramento de cães-guia é uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos deficientes visuais. Segundo o adestrador George Thomaz Harrison, 31 anos, o treinamento de um cão de acompanhamento pode custar de R$2 mil a R$15 mil.

  

Foto: Alice Assumpção / G1
Divulgação
A advogada Thays Martinez entrou na Justiça para assegurar seu "direito de ir e vir" (Foto: Divulgação / Fernando Bagnola)

“As pessoas não sabem, mas o adestramento de cães-guia é muito diferente do convencional. Ele leva cerca de 2 anos e envolve muitos comandos específicos como, por exemplo, encontrar objetos do cotidiano, como cadeiras, portas e escadas. O trabalho que faço, no entanto, é sempre patrocinado, de modo que os portadores de deficiência não tenham de pagar nada”, explica ele. De acordo com George, existem cerca de dez adestradores no Brasil e apenas duas entidades especializadas.

 A advogada deficiente visual Thays Martinez, 33 anos, é presidente do Íris (http://www.iris.com.br/), instituição sem fins lucrativos destinada a formar adestradores e treinar cachorros acompanhantes, de onde já saíram 18 cães-guia.

“O número é significativo, já que estimamos que haja pouco mais de 50 cães treinados em todo o país”, explica a advogada. “Para termos uma base de comparação, nos Estados Unidos, a escola Leader Dogs, que é apenas uma entre as dezenas existentes, forma cerca de 200 cães por ano”.

 Barrada no metrô

Thays foi a primeira brasileira portadora de deficiência visual a ganhar um processo judicial por ter sido impedida de transitar com seu cão. “Em 2000, não me deixaram embarcar com meu cachorro, Boris, no metrô da capital paulista. Entrei com uma ação na Justiça e, depois de seis anos de tramitação, saiu o resultado do processo, em meu favor”, relata Thays. Atualmente a advogada defende dois clientes que passaram por situações semelhantes, também contra empresas do setor de transporte.

 Novela ajudou
Reprodução
TV Globo
Personagem Jatobá, da novela América, sendo barrado ao tentar entrar em ônibus com seu cão. (Foto:TV Globo)

A funcionária pública aposentada, Ethel Rosenfeld, 62 anos, foi a primeira deficiente visual do Rio de Janeiro a adquirir um cão-guia e serviu de inspiração para a criação dos personagens Jatobá e Flor, vividos por Marcos Frota e Bruna Marquezine na novela América da TV Globo.


“A novela foi um marco, pois ajudou muito na conscientização da população a respeito das nossas necessidades. Depois dela, a situação melhorou bastante”, diz Ethel que, por ter sido pioneira no uso de cães acompanhantes, passou por muitos constrangimentos.


“Assim que passei a andar com Gem, em 97, não conseguia ir a lugar algum. Era barrada em restaurantes, ônibus e táxis. Uma vez não me deixaram entrar com o Gem no Teatro Municipal. Fui até impedida de levá-lo ao escritório em que trabalhava, na Secretaria municipal de Saúde. O pior episódio aconteceu quando não pude pernoitar em Brasília, por não achar hotel que nos aceitasse. Gem e eu voltamos para o Rio, os dois, com o rabinho entre as pernas. Nessa época, cheguei a entrar em depressão, pois, apesar de ter meu cão-guia, não saía de casa”, completa ela.


Apesar das dificuldades, Ethel conta suas histórias com bom humor e guarda vitórias importantes em sua jornada. Em 2006, a aposentada esteve no grupo de cerca dd dez deficientes visuais que ajudou no processo de regulamentação da lei federal 11.126, de 2005, que permite o acesso de cães-guia a todos os lugares públicos.

http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL233456-5606,00-CAESGUIA+CUSTAM+CARO+E+ENFRENTAM+RESISTENCIA.html

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postado por 35548 as 01:37:31 # 0 comentários
quarta, 12 dezembro, 2007
Site oferece leitor de telas gratuito para cegos

 
O software leitor de telas criado pelo CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) dirigido a pessoas com deficiência visual já está disponível na página do Ministério das Comunicações para download. A ferramenta, desenvolvida com recursos do Funtell (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) pode ser baixada gratuitamente.

"Prestar esse serviço aos portadores de deficiência é um grande orgulho para o Ministério das Comunicações. Os recursos do Funttell e do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) devem ser direcionados a projetos nobres como esse", destacou o ministro, em comunicado à imprensa.

O programa leitor de telas possibilita a narração automática de textos e das ações dos usuários, tornando mais fácil a execução de tarefas no micro para cegos ou pessoas com baixa visão.

Ele pode ser usado em computadores simples, com chip de 500 MHz, Windows 2000 ou XP, memória de 256 MB e mínimo de 30 MB livre para a instalação.

Para baixar o programa, basta acessar o site do Ministério das Comunicações (http://www.mc.gov.br) e clicar no banner que aparece na coluna da direita, logo abaixo da "Previsão do Tempo".

postado por 35548 as 09:32:15 # 0 comentários
quarta, 17 outubro, 2007
Alagoas terá internet em braille

Um projeto inédito será lançado dia 17/10/2007 em Alagoas para beneficiar os portadores de deficiência visual com a possibilidade de acesso à Internet (rede mundial de computadores). Fruto de parceria entre a Universidade Federal de Alagoas e o Banco do Nordeste, o projeto realizará a construção de um site em braille (por meio de sonorização e de outros instrumentos específicos), além da publicação de um livro em tinta e em braille orientando sobre o uso da Internet para deficientes visuais. A assinatura do convênio entre as duas instituições acontece amanhã, a partir das 9h30, no auditório da Superintendência Estadual do BNB em Alagoas (Rua da Alegria, 407, Centro).

”O objetivo é a inclusão digital e cultural de pessoas portadoras de necessidades especiais e visa à elaboração de ações inclusivas e diretrizes traçadas como prioridades da atual gestão. Está subdividido em três etapas: tornar o site www.edufal.ufal.br/braile acessível a portadores de necessidades especiais, publicação de um livro (em tinta) inédito orientando a construção de sites acessíveis e a publicação de um manual, em Braille, de navegação na Web”, esclarece a diretora da Edufal, Sheila Maluf.

”O Banco do Nordeste, além de ter como uma das diretrizes de ação, o apoio à cultura, também está focado em projetos de responsabilidade social. Dessa forma, não poderíamos ficar de fora dessa importante iniciativa de inclusão digital dos deficientes visuais, o que propiciará ainda a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. O BNB está apoiando financeiramente o projeto, com recursos não-reembolsáveis do Fundo de Apoio às Atividades Socioeconômicas do Nordeste (Fase)”, ressalta o superintendente estadual do BNB em Alagoas, José Expedito Neiva Santos.

Considerado pioneiro no âmbito das editoras de universidades federais, o projeto Edufal em Braille, está voltado para a publicação de livros na linguagem utilizada pelos deficientes visuais e já conta com 14 títulos desde seu lançamento, em 2004, tendo mais seis títulos que serão lançados na III Bienal do Livro de Alagoas, além da novidade de acessibilidade à Web.

fonte: http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/index.asp?vEditoria=Macei%C3%B3&vCod=36273


postado por 35548 as 07:40:54 # 0 comentários
quarta, 10 outubro, 2007
Lions Internacional comemora 90 anos de prestação de serviços

Sua mais agressiva campanha é para a conservação da visão por meio do Programa SightFirst

A Associação Internacional de Lions Clubes, organização não-governamental, comemorou no dia 5 de outubro, seus 90 anos de fundação.

O Lions realiza ações de voluntariado em todo o planeta. Sua principal função é ajudar aos necessitados, encerrando no nome as palavras Liberdade, Igualdade, Ordem, Nacionalismo e Serviço.

O Lions foi fundado em 1917, tornando-se o primeiro e o maior clube de serviço.

Entre os programas do Lions, se destaca, especialmente, a campanha de saúde visual, o Programa SightFirst, que procura livrar o mundo da cegueira evitável e reversível, assistindo aos serviços de cuidados da saúde.

Este serviço começou quando, durante a convenção de Lions Clubs International de 1925, Helen Keller desafiou os Leões a se tornarem os “paladinos dos cegos na cruzada contra a escuridão”.

O programa inclui coleta e reciclagem de óculos, atendimento oftalmológico em escolas carentes, cirurgias gratuitas de catarata, transplantes de córnea e fornecimento de cães-guia para cegos.

Além dos programas em prol da visão, os Lions Clubs International também se empenham na melhoria das condições do meio ambiente, construção de habitações para deficientes, conscientização acerca da diabetes, programas para o deficiente auditivo e, através da sua fundação, prestam ajuda às vítimas de catástrofes em todo o mundo.

Desde a sua fundação, a associação tem crescido, contando hoje com cerca de 1,3 milhão de homens e mulheres em 45.000 clubes localizados em 200 países e áreas geográficas.

A Associação Internacional de Lions Clubes nasceu com o sonho de um empresário de Chicago chamado Melvin Jones. Ele acreditava que os clubes comerciais locais deveriam expandir seus horizontes de preocupações puramente profissionais para o bem-estar das comunidades e do mundo como um todo.

Tem como missão “Criar e fomentar um espírito de compreensão entre todos os povos para atender às necessidades humanitárias oferecendo serviço voluntário por meio do envolvimento na comunidade e da cooperação internacional”.


postado por 35548 as 11:42:49 # 0 comentários
sexta, 05 outubro, 2007
Correios transcrevem carta em braille de graça



Um novo serviço dos Correios entra em operação nesta sexta-feira: a transcrição gratuita de correspondências em braille (sistema de leitura com o tato para cegos). Através dele, pessoas com problemas visuais podem enviar e receber cartas na linguagem desenvolvida especialmente para elas: o código braille.

Para usar o serviço de transcrição, os interessados, cegos ou não, devem postar as correspondências em qualquer agência dos Correios do país para a Central Braille, que funcionará em Belo Horizonte. O serviço é de graça: apenas a tarifa normal de postagem para carta comercial ou não-comercial será cobrada.


postado por 35548 as 11:08:11 # 2 comentários
quarta, 19 setembro, 2007
Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência alerta para situação dos deficientes no país



           Apesar de Curitiba ter se antecipado às outras cidades brasileiras no cumprimento da Lei Federal 10.098/00 e no Decreto Federal 5296/04, regulamentando as novas edificações e definindo prazos para a adaptação de antigas construções, criando normas para as edificações particulares e públicas, desde prédios, parques e praças, a realidade dos portadores de necessidades especiais de Curitiba e RMC ainda não é a desejada por eles. Deficientes físicos dessa região ainda encontram dificuldades em transitar nas ruas e locais públicos. Outro problema apontado pelas entidades é a falta de pessoas capacitadas a assumir os cargos de trabalho nas empresas. Essa é a realidade apontada pela Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP) e pela Associação de Pessoas Deficientes de Colombo (APDEC). Apenas em Curitiba, cerca de 15% da população possui algum tipo de deficiência física, mental, visual ou auditiva. De acordo com Mauro Nardini, presidente da ADFP, apesar de o número de deficientes inseridos no mercado de trabalho ter quase duplicado no Paraná no período de 2003 a 2006 (6.023) em relação ao período de 1999 a 2003 (3.184), principalmente por causa da Lei de Cotas, falta capacitação para essas pessoas. “Há muitas empresas dispostas a contratar até mais do que a lei exige, porém, falta algum programa que capacite essa população”, explica.

            Para discutir a alertar a população e o poder público da importância da inclusão social, haverá no próximo dia 21 de setembro uma série de manifestações pacíficas em Curitiba e Região Metropolitana para marcar o Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência. Na capital, a concentração ocorre na Praça Santos Andrade, a partir das 9 horas, com a participação de associações e mais de 30 escolas especiais. Na ocasião, o coral Meninos de Angola, grupo composto por crianças africanas portadoras de deficiência visual, fará uma apresentação. Outros grupos também farão demonstrações de teatro e dança.

             Na tarde do dia 21/9, todos os municípios da Região Metropolitana, incluindo Curitiba, farão um encontro em Colombo, no auditório da Regional Maracanã, a partir das 14 horas. A intenção dos organizadores é fazer um protesto pacífico para sensibilizar a sociedade. Haverá a participação de alguns palestrantes, entre eles, Ricardo Mesquita, consultor em acessibilidade do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Paraná (Crea-PR).  

            Segundo Nardini, ainda há muito o que se fazer, mas é inegável que as pessoas estão cada vez mais conscientes que a inclusão de deficientes deve ser uma rotina, e não mais um privilégio de poucos. “A Prefeitura de Curitiba já está reformando as calçadas, como o exemplo da Rua Marechal Deodoro, onde foram colocados 1.670 metros de pista tátil para deficientes visuais e 70 rampas de acesso a portadores de deficiências físicas.

            Significado

            O Dia Nacional da Luta das Pessoas deficientes surgiu em 1982, durante um encontro nacional das entidades. O dia foi escolhido pela proximidade com a primavera e o Dia da Árvore, para representar o nascimento das reivindicações de cidadania e participação pela igualdade de condições.


postado por 35548 as 08:23:50 # 0 comentários
terça, 18 setembro, 2007
IBM desenvolve 'mundo virtual' para internautas cegos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/09/070918_mundosvirtuaiscegos_pu.shtml


Prédio virtual da IBM
IBM quer estabelecer presença no nicho de mundos virtuais
A filial irlandesa do fabricante de computadores IBM anunciou que está trabalhando em um projeto que auxiliará a navegação de internautas cegos pelos chamados "mundos virtuais".

Um projeto realizado por estudantes com ajuda da empresa criou um sistema de áudio que utiliza sons para dar sensação de espaço no Active Worlds – um programa que recria na internet o mundo real.

Estimativas indicam que, em apenas quatro anos, 80% dos usuários de internet utilizarão aplicações que simulam a realidade, como o Second Life, que já tem quase 9,5 milhões de membros.

Para a IBM, é preciso garantir que pessoas com deficiência visual também tenham acesso a este ambiente.

"Quando o usuário entrar no mundo virtual, será informado dos objetos e suas posições", explicou Colm O'Brien, um dos quatro pesquisadores que trabalham no projeto.

"Haverá também sons. Por exemplo, se o usuário passar ao lado de uma árvore, escutará o farfalhar das folhas."

Evolução

A pesquisa desenvolveu softwares de conversão de texto em voz, para que os usuários cegos possam conhecer as inscrições de uma caixa de mensagens, por exemplo, ou conversar virtualmente com outro usuário.

"Pessoas" virtuais também poderiam emitir sons, para avisar usuários cegos de que estão se aproximando e a que distância se encontram.

O projeto faz parte da iniciativa de pesquisas Extreme Blue, na qual a IBM reúne grupos de estudantes que buscam resolver, em 12 semanas, problemas colocados por pesquisadores avançados.

Uma equipe de consultores cegos em Dublin e nos Estados Unidos está aconselhando e avaliando a iniciativa.

A experiência será depois desenvolvida pelo Centro de Habilidade e Acessibilidade Humana da IBM, no Texas.

"A IBM acredita que os mundos virtuais serão a próxima grande evolução da internet, e se isso acontecer não é justo que as pessoas cegas deixem de aproveitar aquilo que está disponível para o resto de nós", disse O'Brien.


postado por 35548 as 01:28:03 # 0 comentários
sexta, 31 agosto, 2007
Chip implantado no olho devolve visão a cegos

Médicos alemães desenvolveram o que por muito tempo foi tema apenas da ficção-científica: um chip capaz de devolver a visão a pessoas cegas. De acordo com a edição desta quinta-feira do Jornal Nacional, o equipamento leva esperança a mais de 45 milhões de deficientes visuais no mundo.

O "olho biônico", como ficou conhecido, é formado por um pequeno chip que é implantado na retina do paciente. Ele recebe a luz que entra pelo olho e a transforma em impulsos elétricos. Esses sinais são enviados a um pequeno transformador que fica atrás da orelha e emite os impulsos ao cérebro.

Por enquanto, o "olho biônico" beneficia apenas pacientes que perderam a visão por causa de doenças degenerativas nas células da retina. Mas os médico alemães acreditam que é apenas questão de tempo até que ele se aplique a outros problemas de visão.

O oftalmologista brasileiro André Messias faz parte da equipe que desenvolveu e apresentou o "olho biônico". Ele conta que o chip consegue melhorar em até 30% a visão dos pacientes e estima que em breve a descoberta pode chegar aos hospitais brasileiros e deverá custar cerca de R$ 50 mil.

Terra

postado por 35548 as 10:44:41 # 1 comentários
quinta, 23 agosto, 2007
Site cria biblioteca online só com audiobooks

SÃO PAULO - Estréia esta semana o portal Universidade Falada, site dedicado exclusivamente à distribuição de audiobooks. Felipe Zmoginski, do Plantão INFO


postado por 35548 as 10:14:11 # 93 comentários
segunda, 06 agosto, 2007
Game para deficientes visuais valoriza a audição


"Onae, a aventura de Zoe" é um jogo de aventura criado em cinco idiomas: castelhano, catalão, galego, basco e inglês - produzido pela Vector Animado.

Em relação aos outros jogos desenvolvidos para portadores de deficiência, este é o primeiro em que qualquer pessoa, possuindo ou não o sentido da visão, pode competir, graças à tecnologia tridimensional utilizada, disse Eugenio Pérez, diretor do departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Cidat-ONCE (Organização Nacional de Cegos Espanhóis). A Cidat-ONCE já expôs o jogo em caráter experimental e deve começar a comercializá-lo no segundo semestre.

"O jogo permite que vários irmãos, com ou sem visão, joguem", diz Paco Vázquez, um dos criadores do game e que destaca o elemento integrador como uma vantagem para romper o isolamento de portadores de deficiências visuais.

Segundo Vázquez, até agora havia muitos jogos para estes usuários em duas dimensões. No game, a personagem Zoe é uma jovem estudante de geologia que trabalha em uma mina recolhendo amostras e que, no meio de um terremoto, vai parar em um mundo povoado por uma civilização desconhecida.

Ela, então, é obrigada a cumprir várias provas para sair desse outro mundo. Para isso, os efeitos sonoros são potencializados ao máximo, diz o diretor do Cidat-ONCE.

"Com o sistema, um deficiente, através da audição, tem mais informação do que um jogador comum, já que o elemento sonoro o ajuda a ter certas vantagens e a avançar dentro do jogo. O jogo se passa em um formigueiro praticamente às escuras, no qual é preciso se movimentar superando obstáculos como paredes e portas e resolvendo situações", diz Pérez.

Nesse mundo de galerias com pouca luz, "a pessoa que enxerga tem dificuldade de se movimentar com agilidade", e por isso, os sons são a pista fundamental.

"Trata-se de implantar rotas de som. Os jogadores com deficiência visual ouvem um apiyo e, pela freqüência e a velocidade, sabem onde um objeto está", afirma o criador.

Além disso, existem teclas de apoio que dão pistas para saber onde o jogador se encontra, e, muitas vezes, o cenário "não representa vantagem alguma".

"Pelo contrário, há situações nas quais enxergar atrapalha - acrescenta. - Há situações nas quais é preciso escolher um som e, se o jogador se guia pela visão, vai se enganar", diz o diretor da Vector Animado.

Da Agência EFE
fonte: http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=200786085112&assunto=194&onde=1

postado por 35548 as 10:40:57 # 0 comentários
quarta, 01 agosto, 2007
Não é propaganda, é acessibilidade

Aos colegas DV´s



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postado por 35548 as 08:59:56 # 0 comentários
sexta, 27 julho, 2007
Miolo lança vinho com rótulo em braile

A Miolo Wine Group lançou o primeiro vinho brasileiro com rótulo em braile. A comunicação destinada a deficientes visuais estará estampada nas garrafas do Gran Lovara, novo vinho do grupo que chega ao mercado classificado entre os melhores da Miolo, equiparando-se ao RAR, à linha Quinta do Seival e ao Cuvée Giuseppe. É o primeiro vinho da categoria superpremium produzido em parceria com a Lovara, sócia da Miolo no projeto Terranova e na produção da linha Lovara.

Produzido na Serra Gaúcha com a safra 2005, o Gran Lovara tem um corte de carbernet sauvignon, merlot e tannat. O lançamento está à venda no site da Miolo e em lojas especializadasl no total de seis mil garrafas.

A empresa decidiu inovar os rótulos para atrair a atenção de um consumidor carente de produtos dirigidos. "Há uma grande demanda reprimida, embora já existam diversas empresas no Brasil que valorizam esses portadores como clientes especiais", afirma diretora da Zorzo Design Estratégico, Luciane Zorzo, responsável pelo desenvolvimento do rótulo. "Implementar as informações em relevo é mais um passo em direção ao respeito pelo consumidor", diz o diretor técnico da Miolo Wine Group, Adriano Miolo .

Os últimos dados levantados pelo Censo revelam que 24,5 milhões de brasileiros são portadores de necessidades especiais. Do total, 11,8 milhões (48,1%), têm problemas visuais, e 159.824 (0,65%) são cegos.

fonte: http://jbonline.terra.com.br/extra/2007/07/25/e250712750.html

postado por 35548 as 08:33:56 # 0 comentários
quarta, 25 julho, 2007
Breve história do Goalball

Esta modalidade foi criada especialmente para os deficientes visuais, ao contrário de outras, que foram adaptadas. Em 1946 o austríaco Hanz Lorenzen e o alemão Sepp Reindle desenvolveram uma atividade para ajudar na reabilitação de soldados veteranos que haviam adquirido a deficiência visual durante a Segunda Guerra Mundial. Era o goalball. Nos Jogos Paraolímpicos de Toronto, em 1976, o esporte foi disputado em caráter de exibição e a partir dos Jogos de Arnhem 1980, na Holanda, entrou para o programa da competição. As mulheres fizeram sua primeira participação nos Jogos de Nova York 1984. Em 1978, na Áustria, foi realizado o primeiro Campeonato Mundial da modalidade. Atualmente é praticado nos cinco continentes do mundo.


Mais informações sobre esportes para cegos podem ser obtidas no www.cbdc.org.br e www.ibsabrasil2007.org.br.


postado por 35548 as 10:37:02 # 0 comentários
sábado, 21 julho, 2007
Empresas descobrem força do consumidor deficiente



http://www.correiodabahia.com.br/negocios/noticia.asp?codigo=132489



Além de responsabilidade social, investir em acessibilidade e produtos diferenciados pode ser um ótimo negócio.
Ao contrário de um tratamento tipo "coitadinhas", as pessoas com
deficiência, que a cada dia conquistam mais espaços no mercado de
trabalho, querem ser vistas e tratadas como cidadãs plenas. E isto
inclui o direito de escolher as próprias roupas, o restaurante e o
barzinho que querem freqüentar, o hotel onde se hospedar, o supermercado onde fazer as compras ou mesmo o transporte ideal para ir ao trabalho ou passear. As iniciativas de inclusão econômica desse contingente, estimado em quase 25 milhões de brasileiros (dois milhões na Bahia) com um potencial de consumo que chega a R$5 bilhões, ainda são tímidas. Mas já revelam sinais de cura dessa cegueira empresarial, permitindo distinguir pelo menos uma luz no fim do túnel.

Cardápios e embalagens de produtos em braille (McDonald's, Sadia,
Natura); rampas, portas largas e sanitários adaptados para cadeirantes (Baby Beef, shoppings); carrinhos de compra motorizados e espaços amplos entre as gôndolas dos supermercados (Extra e G. Barbosa); elevadores com sensores de voz e painel de comando em braille; terminal eletrônico de bancos e telefones públicos rebaixados para cadeirantes ou pessoas de baixa estatura; funcionários intérpretes de sinais (Libras); e sites com softwares que permitem o acesso por deficientes visuais. Estes são alguns recursos disponíveis no mercado e que podem ser adotados, sem grandes custos, por empresas públicas e privadas para permitir que as
pessoas com deficiência possam se sentir, de fato, incluídas na
sociedade, sem precisar depender, sempre, de uma "bengala humana" para acompanhá-las em todos os espaços públicos.

... continua no link http://www.correiodabahia.com.br/negocios/noticia.asp?codigo=132489


postado por 35548 as 10:33:08 # 0 comentários
sábado, 07 julho, 2007
FRANCÊS INVENTA SENSOR QUE CONVERTE LIVROS EM BRAILE

 O engenheiro francês Raoul Parienti, de Nice, inventou o primeiro sensor portátil que converte o texto dos livros em linguagem braile. A tecnologia, chamada "Top Braille", demorou dez anos para ser aperfeiçoada.
    O aparelho tem o tamanho de um mouse, pesa 120 gramas e pode ser levado no bolso. Passando o sensor no texto, uma micro-câmera digital lê os caracteres, que são transmitidos a um processador. O texto é instantaneamente traduzido na linguagem para cegos e pode ser impresso ou ser ouvido com um fone.
    Até hoje, os cegos só tinham acesso às obras com edições especiais em braile.
    "Graças a esse dispositivo poderemos permitir a 42 milhões de cegos de todo o mundo de ler normalmente", explica Pariente que criou a sociedade Vision junto com Marc Lassus, ex-presidente da Gemplus, líder mundial do chip.
    Uma primeira série de 50 aparelhos, ao custo de 3 mil euros, já foi encomendada por uma associação.
    As línguas disponíveis até o momento são o francês, o italiano e o inglês. Parienti anunciou que em três meses estarão prontas as versões em alemão e espanhol. (ANSA)


postado por 35548 as 05:42:39 # 1 comentários
sexta, 06 julho, 2007
Brasil - Acompanhante de deficiente terá desconto em passagem aérea

Anac determinou que empresas ofereçam redução de pelos menos 80% no valor. Outras medidas devem mellhorar condição dos viajantes com necessidades especiais.

Uma norma publicada no Diário Oficial da União pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) restringe o preço que as companhias aéreas podem cobrar dos acompanhantes de passageiros com necessidades especiais. Segundo informações da Agência Brasil, as empresas que exigirem a presença de um acompanhante devem oferecer um desconto de pelo menos 80% do valor da passagem.

Além da resolução sobre os acompanhantes, a Anac publicou outras normas que estabelecem assistência diferenciada por parte das companhias aéreas e da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) nesta quinta-feira (14). Os passageiros com necessidades especiais deverão ter auxílio durante todo o trajeto da viagem, desde o momento da reserva até o destino final.

As pessoas que necessitam de assistência especial deverão informar a empresa quando fizerem a reserva ou com antecedência mínima de 48 horas. Equipamento de oxigênio deverá ser solicitado no mínimo 72 horas antes do vôo.

Os passageiros que utilizam cadeira de rodas ficarão acomodados em assentos especiais, junto aos corredores, localizados nas três primeiras fileiras. Além disso, a primeira fileira deverá ser utilizada prioritariamente por crianças desacompanhadas e passageiros com cão-guia que tenha vacinação comprovada.

A Infraero e as empresas aéreas deverão criar programas de treinamento para os funcionários de terra e de bordo. Os aeroportos deverão ter balcões de atendimento adaptados com móveis compatíveis à altura e à condição física de pessoas em cadeiras de rodas e as informações devem ser fornecidas em braile para os portadores de deficiência visual e na língua brasileira de sinas (Libras) em caso de deficiência auditiva.

As medidas impostas pela Anac devem ser implementadas até dezembro deste ano. O prazo vale também para que a Infraero disponibilize, nas áreas comuns dos aeroportos, telefones adaptados a deficientes auditivos, e para que as companhias façam o mesmo nas centrais de atendimento. Os cartões de informações de emergência em braile devem ser disponibilizados em um prazo mais curto, de quatro meses.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL52342-5598,00.html


postado por 35548 as 06:11:09 # 0 comentários
XI CBDEV, Tradicional Congresso Brasileiro em Educação Especial Acontece em Novembro

Com o tema:

A cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba, será a sede do XI Conbresso Brasileiro de Educação de Deficientes Visuais, XI CBEDEV, promovido pela Associação brasileira de Educadores de Deficientes visuais, Abedev, no período de 31 de outubro a 4 de novembro. O evento, realizado de quatro em quatro anos, constitui-se numa das mais importantes iniciativas visando o debate e a atualização de temáticas fundamentais para o avanço da educação especial no Brasil e em âmbito internacional.

Tendo como temática geral "Educação, Formação e Práticas pedagógicas: compromisso com a Inclusão”, o XI CBDEV contará com a participação de cerca de setecentos profissionais, estudantes e educadores brasileiros, prevendo-se ainda, a presença do presidente da União Latino americana de Cegos, Josè Monteagudo González, e de representantes da Organização Nacional dos Cegos Espanhóis, além de representação do movimento de cegos e amblíopes de Portugal.

A conferência de abertura do evento, no dia 31 de outubro, a partir das 20 hs, versando sobre o tema” “ EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: COMPROMISSO COM A INCLUSÃO ””, será proferida pela secretária de Educação Especial do Ministério da Educação, a professora Cláudia Pereira Dutra.

O evento conta com uma programação rica e diversificada, organizada em seis painéis, diversas oficinas e mini-cursos, contando ainda, com uma programação noturna onde são previstas dezenas de comunicações orais e apresentação de posteres.

De acordo com informações do professor Edivaldo Ramos, presidente da ABedev, e também Coordenador Geral do XI CBDEV, As comissões de organização e divulgação do evento já produziram inúmeros documentos, a exemplo das normas de apresentação e ficha de inscrições dos trabalhos, que podem ser encaminhados à sede da entidade até o dia 30 de junho; planos de adesão e hospedagem; ficha de inscrição ao congresso, além da programação preliminar, os quais podem ser acessados na homepage da entidade, através do link
http://intervox.nce.ufrj.br/abedev.

Como ocorre tradicionalmente, o XI CBDEV encerrar-se-á com a realização da assembléia geral ordinária da Abedev, em conformidade com edital de convocação a ser distribuído oportunamente, a qual prevê direito de voz e voto para aqueles associados quites com a tesouraria da entidade.

Segundo informações do professor Edivaldo Ramos, a escolha da cidade de João pessoa para a realização do XI CBDEV deu-se em razão da necessidade de descentralização do evento, cuja realização sempre esteve circunscrita às regiões sul, sudeste e centro-oeste. Para ele, o Nordeste, comparativamente com as outras regiões do país, possui índices razoáveis de pessoas com deficiência visual, sobretudo na primeira infância, além do que a região carece de políticas consistentes de consolidação de programas especiais voltados à educação, à reabilitação, à prevenção, ao desporto e outras iniciativas que visem a autonomia e independência desse contingente social.


postado por 35548 as 06:08:45 # 0 comentários
HSBC firma compromisso para capacitar deficientes físicos

Marina Diana

Um termo de compromisso firmado no dia 6 de junho entre o HSBC Bank Brasil S/A e o Ministério Público do Trabalho no Paraná tem como objetivo capacitar, até 2010, cerca de 900 deficientes físicos para o mercado de trabalho.

Todos terão contrato de trabalho assinado por prazo determinado de até oito meses (tempo de duração do curso), bem como suas carteiras de trabalho e Previdência Social anotadas e outros benefícios.

O HSBC informa que a idéia é encontrar profissionais capacitados para atuar na empresa, independentemente de limitações físicas. Assim, seria mais que apenas a cumprir a Lei 8.213/91, que exige que em um quadro de cem funcionários, de 2% a 5% das vagas devem ser de pessoas com deficiência.

Segundo informações da Procuradoria Regional do Trabalho da Nona Região (Curitiba), em três anos, a empresa deverá atingir sua cota mínima de contratação de portadores de deficiência.

"Em 29 de maio de 2010, o HSBC deverá ter efetivado em seu quadro de funcionários 1.300 contratos de trabalhadores com deficiência para se ajustar à cota prevista pela Lei 8213/91", diz o procurador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca.

O banco compromete-se a investir, nos próximos três anos, em capacitação, material didático, remuneração de treinadores, adequação de acessibilidade arquitetônica de suas unidades, aquisição e adequação de mobiliários e equipamentos necessários às atividades das pessoas com deficiência etc.

Atualmente, a instituição conta com 485 trabalhadores com deficiência contratados pela empresa em todo o território nacional.

fonte: http://www.lerparaver.com/node/7184


postado por 35548 as 06:05:07 # 0 comentários
domingo, 01 julho, 2007
Cordel alagoano é publicado em braille

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O escritor maceioense Tchello d'Barros acaba de ter dois de seus cordéis com temática alagoana publicados na na cidade de Blumenau/SC na antológica "Blumenauaçu na Ponta dos Dedos", um projeto de Difusão de Literatura para Cegos do Centro Braille da Fundação Cultural de Blumenau.

O autor, cujo pai era deficiente visual, disponibilizou os direitos autorais de seus 5 livros publicados e também os cordéis escritos em Maceió, para que a editora escolhesse alguns textos. E foram os próprios deficientes visuais que escolheram os cordéis para inclusão no livro, cuja publicação contém os textos na versão convencional e também no sistema Braille.

Em 2003 Tchello publicou o livro de poemas "Amor à Flor da Pele" também na versão em Braille, onde alguns poemas foram lidos por uma personagem cega na novela "América", da Rede Globo. Também já fez gravação de poemas infantis para criaças cegas além de leitura e declamação de poemas em antidades afins.

Os cordéis são um tema de pesquisa do autor na literatura nordestina, atualmente com uma coleção de mais de 300 exemplares e também é uma das formas fixas de poema com a qual tem produzido sua literatura recente. Para a edição desta antologia foram escolhidos dois cordéis, "O Mistério De Blém-blém E Os Fantasmas de Jaraguá", que trata de um personagem popular que de fato existiu, conhecido por Blém-blém ou Bate-ferro, em função de sua mania de bater continuamente nos postes e outros suportes pelas ruas do portuário bairro histórico de Jaraguá, em Maceió. O outro cordel é "O Justo Destino Do Pistoleiro Justino", espécie de faroeste matuto inspirado na pistolagem alagoana contemporânea. O autor também já disponibilizou para aquela instituição o cordel "A Feira do Passarinho de Maceió" num projeto onde os poemas são impressos nos saquinhos de pão das padarias.

postado por 35548 as 02:32:18 # 0 comentários
site LER PARA VER

http://www.lerparaver.com/quemsomos

O portal LERPARAVER nasceu a 26 de Novembro de 1999 pelas ãos de dois amigos cegos portugueses, residentes no Porto, Daniel Serra e António Silva, sendo, actualmente, o maior portal em língua portuguesa dedicado a deficiência da visão.

continua no link http://www.lerparaver.com/quemsomos


postado por 35548 as 02:03:35 # 0 comentários
quarta, 13 junho, 2007
Equipamentos usados pelos portadores de deficiência ganham isenção de ICMS

Comprar equipamentos e aparelhos destinados aos deficientes físicos, auditivos e visuais ficou mais barato no Paraná. É que o governador Roberto Requião aderiu ao convênio proposto pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que estabelece isenção do ICMS de 18% na compra desses equipamentos.

“A isenção para equipamentos voltados à acessibilidade de deficientes físicos vai estimular a igualdade de condições entre pessoas portadoras de necessidades especiais e o restante da população”, disse o presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná, Mauro Nardini, ao comentar a decisão do governador.

O secretário estadual da Fazenda, Heron Arzua, informou que apenas cinco estados brasileiros adotam medida semelhante: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Pará e Bahia. “Esse incentivo é de fundamental importância por contribuir para a inserção sócioeconômica dos portadores de necessidades especiais”, disse.

Nardini concorda com o secretário e destaca que a falta desses equipamentos dificulta a inclusão social. “Hoje, no Paraná, existem pessoas aguardando oportunidades no mercado de trabalho que muitas vezes não surgem pela dificuldade que o portador de necessidades especiais encontra no seu dia-a-dia. Além disso, sem o imposto a pagar, os fabricantes de equipamentos poderão investir ainda mais em pesquisas e em novas soluções”.

A proposta para que o Paraná aderisse ao convênio foi apresentada pelo deputado federal Ângelo Vanhoni (PT), quando ocupava uma cadeira na Assembléia Legislativa do Paraná. O texto prevê que equipamentos de acesso ao deficiente físico, como veículos automotores adaptados e plataformas de elevação para cadeira de rodas, além daqueles destinados aos portadores de deficiência visual e auditiva, contem com a isenção do ICMS de 18%. Assim, a diferença é repassada ao preço final de venda, estimulando sua instalação nos equipamentos urbanos, escolas, órgãos públicos e empresas.

Agora, o deputado pretende tornar a isenção do ICMS para esse tipo de equipamento válida em todo o território nacional. O trabalho será levado para discussão em Brasília pelo próprio Vanhoni, com apoio das entidades locais. “O trabalho no Paraná é apenas um início para que todos os estados brasileiros também recebam o incentivo fiscal, melhorando a qualidade de vida dos portadores de necessidades especiais, sejam físicas, auditivas ou visuais”, finalizou.

fonte: http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=28992


postado por 35548 as 11:46:40 # 0 comentários
segunda, 11 junho, 2007
Prevenção evitaria cegueira de 51 milhões de pessoas até 2020, diz OMS

No Brasil, estima-se que haja 1,2 milhão de pessoas cegas e cerca de 4 milhões de deficientes visuais. Sem ações de prevenção, o número de cegos em todo o mundo deve chegar a 76 milhões em 2020, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Ainda de acordo com o órgão, 51 milhões dessas pessoas não ficarão cegas se tiverem acesso aos atuais recursos da medicina e a melhores condições de vida.

Atualmente, cerca de 36 milhões de cegos poderiam estar enxergando se tivessem sido tratados a tempo. São crianças e adultos que perderam a visão em razão de cataratas que poderiam ter sido operadas, de diabetes que poderiam ter sido controladas, ou de deficiências de vitaminas e outras doenças de fácil tratamento.

O problema tem a ver diretamente com a situação social e econômica: 90% dos cegos vivem em lugares sem serviços básicos de prevenção e tratamento. Também falta informação. Muita gente não tem conhecimento de que pode haver solução para o seu caso e várias pessoas ficam cegas porque não sabem cuidar dos olhos.

Outro fator importante é que, geralmente, as pessoas cegas são idosas e dependem de parentes que muitas vezes não podem ou não querem cuidar delas. Além disso, existe o agravante de que muitos hospitais que oferecem o tratamento ficam longe das comunidades onde vivem as pessoas com problema nos olhos.

postado por 35548 as 10:22:57 # 0 comentários
terça, 05 junho, 2007
Laramara abre inscrições para curso de inclusão social



 No próximo dia 14 junho, das 9h às 17h, na Rua Conselheiro Brotero, 353, a Laramara – Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual – promove Curso de Tecnologia Assistiva da Inclusão da Pessoa com Deficiência Visual. O objetivo do debate é informar e instrumentalizar aos interessados a respeito dos recursos que facilitam a inclusão dos deficientes em relação ao cotidiano, educação e trabalho.

Com coordenação de Robert Mortimer (coordenador de tecnologia assistiva), Beto Pereira (técnico em tecnologia assistiva) e Vanderlei Silvério (técnico em impressão braille), o encontro é destinado aos profissionais que realizam tecnologia da informação e da comunicação de escolas. O curso também é primordial para as instituições e estudantes do ensino superior, além de empresas e entidades voltadas à inclusão dos deficientes visuais.

fonte: http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=conteudo/materia_prima/ver_materia_prima.asp&p2=menu%3DMP%26id%5Fpost%3D75037%26id%5Ftipo%3D4%26Op2%3D3%26Op3%3D1%26pid%3D39258270769%26fnt%3Dfntnl


postado por 35548 as 10:21:58 # 1 comentários
sexta, 01 junho, 2007
Dorina Nowill, a mais importante representante da deficiência visual no Brasil, completa 88 anos

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Dorina de Gouvêa Nowill, criadora da Fundação Dorina Nowill para Cegos, completa 88 anos na próxima segunda-feira, dia 28 de maio. A presidente emérita e vitalícia ganhará uma festa na sede da fundação na terça-feira, dia 29. Nesta data estarão presentes presidente, conselheiros, colaboradores e voluntários, além das personagens de Mauricio de Sousa: Dorinha, inspirada em Dorina, e Mônica.

Nascida em São Paulo em 1919, ficou cega aos 17 anos devido a uma patologia ocular. Em 1946, junto com um grupo de amigas criou a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que depois mudou de nome para Fundação Dorina Nowill para Cegos. A entidade se consolidou como um dos principais empreendimentos sociais no Brasil ao favorecer a inclusão de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão por meio de ações educativas e culturais. Dorina é casada, mãe de 5 filhos e tem 12 netos

Por Ovadia Saadia


postado por 35548 as 07:12:50 # 0 comentários
quinta, 31 maio, 2007
Os cegos e a web - o que você tem a ver com isso

Bruno Rodrigues (*)

Se você fosse deficiente visual, seria um esforço ler esta coluna. Em tempo: é bom dizer que os cegos acessam a web, sim, através de softwares que lêem as telas. Mas, para visitar o Comunique-se e tantos outros sites de boa estirpe, isso surtiria pouco efeito, pois é preciso, antes, adaptar o conteúdo para que o site possa ser 'lido' corretamente.

Não, ninguém precisa se sentir culpado - nem o Comunique-se, nem você, possível blogueiro, nem muito menos os profissionais de Comunicação que lêem esta coluna e acabam de perceber que nas empresas aonde trabalham são poucos os que conhecem o assunto. Infelizmente, a falta de Acessibilidade em sites é bem mais comum do que se imagina.

O tema Acessibilidade Digital não diz respeito só a deficientes. Quem não consegue ler textos na tela que estejam em corpo muito pequeno (e quem consegue?) torce para que os sites se tornem acessíveis. Entender é simples, complicado é partir para a prática.

Embora a população com algum tipo de deficiência no Brasil (visual ou não) aproxime-se perigosamente da casa dos 30 milhões, a Acessibilidade Digital é um peixe difícil de se vender - a exceção são os órgãos da administração pública, que estão tendo que adaptar seus sites a toque de caixa, por conta de uma lei baixada no final de 2004 e cujo prazo vem sendo prorrogado há dois anos.

Mas vá dizer para uma empresa privada que 1) o site não é acessível 2) precisa investir uma quantia razoável para adaptá-lo. A primeira questão já causa um incômodo, porque dá a sensação de que tudo foi executado de uma maneira errada - o que é um engano. Aplicar a Acessibilidade Digital é uma evolução, é dar um passo adiante na tarefa de atingir um público mais amplo.

Quanto ao investimento, é um fato. A não ser que você esteja começando um projeto web agora - neste caso, por Deus, contrate logo um consultor no assunto, não é caro -, é preciso abrir a carteira para adaptar o site aos 'padrões web', que atendem às questões da Acessibilidade e, de lambuja, ainda tornam mais 'leves' e 'limpos' os códigos que constroem as páginas.

Para quem está do lado de cá, ou seja, faz parte do grupo que trabalha para divulgar a Acessibilidade Digital no país - é o meu caso -, lidar com este assunto em pleno ano de 2007 é uma vantagem e tanto. Tudo por conta da Responsabilidade Social.

Graças a este compromisso (qual empresa quer ficar de fora deste 'conceito'? hoje em dia, nem dá mais), muitos têm aderido ao movimento dos sites acessíveis. A bem da verdade, qualquer motivo que justificasse a 'compra' do conceito da Acessibilidade Digital pelas empresas já seria uma maravilha. Sendo, então, Responsabilidade Social, que ainda abarca centenas de outras boas intenções além de tornar sites acessíveis, muitíssimo melhor - agradeço de joelhos!

Na semana passada, participei do evento de lançamento de um vídeo lindamente produzido sobre Acessibilidade Digital, parte de um esforço conjunto do qual faço parte e que une empresas como o Serpro, consultorias como a Sirius, universidades como a UniRio e profissionais como o Professor Bechara, todos liderados pelo grupo da Acesso Digital. A idéia é usar o vídeo para divulgar a Acessibilidade Digital em empresas, faculdades e principalmente através da internet. Nem precisa dizer que ele já está, há dias, no YouTube. 

Se Acessibilidade Digital lhe parece um tema novo ou modismo, perceba que o assunto é apenas um desdobramento natural da Inclusão Digital, um tema que é popular no país há anos e pelo qual trabalham pessoas geniais como o carioca Rodrigo Baggio, do Comitê pela Democratização da Informática. Se tiver que explicar o assunto a um cliente ou ao chefe, comece por aí, então.

Para conhecer o trabalho da Acesso Digital, que produziu o vídeo, e assisti-lo em diversos formatos, visite o endereço http://acessodigital.net/video.html.

(*) É autor do primeiro livro em português e terceiro no mundo sobre conteúdo online, "Webwriting - Pensando o texto para mídia digital", e de sua continuação, "Webwriting - Redação e Informação para a web". Ministra treinamentos em Webwriting e Arquitetura da Informação no Brasil e no exterior. Em sete anos, seus cursos formaram 1.300 alunos. É Consultor de Informação para a Mídia Digital do website Petrobras, um dos maiores da internet brasileira, e é citado no verbete 'Webwriting' do 'Dicionário de Comunicação', há três décadas uma das principais referências na área de Comunicação Social no Brasil.


postado por 35548 as 10:32:20 # 0 comentários
quinta, 24 maio, 2007
A CEGUEIRA E O SABER

Jornal O GLOBO, 20 de novembro de 2004.

Afonso Romano de Sant'Anna. Primeiro esta lenda: "Era uma vez uma praga que atingiu os mongóis. Os saudáveis fugiram, deixando os doentes e dizendo: 'Que o Destino decida se eles vivem ou morrem'. Entre os doentes havia um jovem chamado Tarvaa. O seu espírito deixou o corpo e chegou ao lugar dos mortos. O governante daquele lugar disse a Tarvaa: 'Por que deixaste o teu corpo enquanto ainda estava vivo?'. 'Eu não esperei que tu me chamasses', respondeu Tarvaa, 'simplesmente vim'. Comovido com a presteza com que o jovem obedeceu, o Khan do Inferno disse: 'A tua hora ainda não chegou. Deves retornar. Mas podes levar daqui o que quiseres'. Tarvaa olhou em volta e viu todas as alegrias e todos os talentos terrenos: riqueza, felicidade, riso, sorte, música, dança. 'Dá-me a arte de contar histórias', disse ele, pois sabia que as histórias podem congregar as outras alegrias. E assim retornou ao seu corpo e constatou que os corvos já lhe haviam arrancado os olhos. Como não podia desobedecer ao Khan do Inferno, reentrou no próprio corpo e viveu cego, porém conhecendo todos os contos. Passou o resto da vida viajando pela Mongólia, contando contos e lendas e trazendo às pessoas alegria e saber".
Sintomaticamente essa lenda começa mencionando "uma praga que atingiu os mongóis" e termina revelando como o herói se tornou exemplar contador de histórias. A exemplo de "O Decamerão", de Bocaccio, várias narrativas se referem às pestes que antecederam o surgimento dos contadores de história. No caso da narrativa italiana, um grupo de jovens se refugia num determinado lugar por causa da peste e para passar o tempo eles começam a contar histórias. Narrar é uma forma de sobreviver e afastar a morte. Igualmente em "As mil e uma noites", as peripécias que Sherazade vai desfiando noite após noite é o seu estratagema para postergar a sua morte.
No caso da lenda mongol, além da peste como elemento disparador dos fatos, há um dado singular: como todo personagem mítico, o herói Tarvaa transita entre a vida e a morte, como se não houvesse separação entre elas. É o herói mágico que vive no limiar, na fronteira entre dois mundos. Adentrou-se na morte, mas estava vivo. Não esperou que o chamassem para o outro lado - "simplesmente vim", diz ele, como se isso lhe fosse natural. E como uma espécie de prêmio ou reconhecimento lhe é conferido o direito de escolher o que quiser do mundo sobrenatural. Mas à semelhança de outros heróis míticos, ele recusa as riquezas e opta por algo bem mais modesto, algo que aparentemente é nada: contar histórias.
Em dois outros extremos, um religioso e outro literário, poderíamos estabelecer um paralelo, com Cristo recusando tudo, toda a aparência de poder e brilho que o demônio lhe ofereceu do pináculo do templo ou, no episódio poético e metafísico da "Máquina do mundo" que apareceu ao poeta (Drummond) oferecendo-lhe também a solução de todos os enigmas. Nesses episódios, igualmente, há a recusa das aparências, do falso poder e do falso saber. E assim como na mítica biografia do Rei Salomão, que ao ser indagado, ainda jovem, o que mais queria, respondeu "sabedoria", o herói mongol optou também por um tipo de saber & poder imponderável: viver no fabuloso imaginário.
Mas nosso herói, como nos mitos, por ter se apressado, como se tivesse cometido uma infração, é também punido. Enquanto dialogava com o Khan do Inferno, do lado de cá onde havia largado seu corpo, os corvos comeram-lhe os olhos. Mesmo assim ele reassume sua forma e seu papel no drama, pois sendo cego ele conhecia já "todos os contos" e levava às pessoas "alegria e saber". Ele não necessitava mais ver o exterior, a sabedoria iluminava sua vida interior.
A cegueira e o conhecimento são dois termos que pontuam inúmeros mitos. Ao invés de se anularem, esses dois termos se potencializam. Édipo, por exemplo, na tragédia de Sófocles, nos dá dois elementos importantes para esta análise. Primeiro a peça se inicia descrevendo, a exemplo do mito mongol, o misterioso flagelo, "a pavorosa peste" que se abateu sobre a cidade. Em segundo lugar , um dos pontos altos da tragédia é quando ao "ver" que possuiu a própria mãe depois de ter matado o pai, Édipo cega-se assombrosamente. Dir-se-ia que cegou-se para não ver. Mas numa interpretação ultra-sofisticada de Heidegger, Édipo é aquele que se cegou para melhor ver a sua patética situação.
Cegueira e (pré)visão. Do Cego Aderaldo repentista no sertão nordestino à Grécia esses termos se complementam. "Furaram os óio do assum preto prá ele assim cantar melhor", diz Luiz Gonzaga. Homero, diz-se, era um bardo cego. E é comum aqui e ali encontrar o profeta, o sacerdote, o xamã ou o pajé, sempre cegos, que de dentro de sua cegueira enxergam melhor que a corte ou toda a tribo. É assim que Tirésias, o adivinho que aparece em várias peças de Sófocles, sendo cego é o que pode narrar e prever. É ele quem revela a Édipo o que, antes de cegar-se, Édipo ignorava.
Tome-se agora esse extraordinário livro "Meu nome é vermelho" (Companhia das Letras) do escritor turco Orhan Pamuk. A cegueira e a sabedoria são dois temas fortes dessa obra, que estabelece o confronto entre a maneira renascentista de pintar e o modo de conceber figuras e miniaturas nos impérios persa, mongol e turco. Aí, como se estivessem revivendo mitos, os pintores cultivavam a cegueira como forma de aperfeiçoar sua pintura. Assim, "a cegueira não era um mal, mas a graça suprema concedida por Alá ao pintor que dedicara a vida inteira a celebrá-lo; porque pintar era a maneira de o miniaturista buscar como Alá vê este mundo, e essa visão sem igual só pode ser alcançada por meio da memória, depois que o véu da cegueira cair sobre os olhos, ao fim de uma vida inteira de trabalho duro. Assim, a maneira como Alá vê o seu mundo só se manifesta por meio da memória dos velhos pintores cegos".
Por isto no Islã antigo pintores apressavam sua cegueira pintando sobre uma unha ou grão de arroz, ou fingiam-se de cegos, pois só os sem talento precisavam dos olhos.
Talvez, por aí, se possa começar a entender a opção que faz o artista entre o mundo imaginário, para ele mais real que o real, e o que os demais denominam como realidade.
É preciso depois de ver, desver para que o real se realize.

postado por 35548 as 10:44:44 # 0 comentários
quarta, 23 maio, 2007
Só enxerguei por 18 dias aos 37 anos

Nasci com uma doença nos olhos e via tudo turvo. Depois de uma cirurgia, vi o mundo com nitidez e conheci o rosto dos meus filhos
reportagem Karina Barbosa




 A DONA DA HISTÓRIA
 Silvânia Lucena, 40 anos, monitora de galeria, Brasília, DF

Abri os olhos e vi cores. Era de manhã, eu piscava sem acreditar que, sim, enxergava. Aos poucos descobri traços de que já tinha ouvido falar. Só me convenci quando li o nome do pintor no canto da pintura: Monet, um francês que fez quadros impressionistas há mais de um século. Alegria! Eu tinha 37 anos e o quadro foi a primeira coisa que vi com nitidez na vida.

Não nasci cega, mas só enxergava vultos e um pouco de luz. Era assim mesmo de óculos, que eu já usava aos 5 anos, quando ainda morava na Paraíba. Os médicos iam aumentando os graus e eu continuava sem enxergar. Eles achavam que eu mentia. Aos 20 anos eu usava lentes de 23 graus! E não adiantava.

 Descobri minha doença tarde demais

Estudei em escola pública para quem tem pouca visão. Quando só enxergava letras na fonte tamanho 35, enorme, passei a ouvir as aulas. Quem me ensinou a andar em linha reta foi meu pai. Se eu caía, tinha de me levantar até aprender a me virar sozinha.

Só descobri que meu problema não era miopia quando fui morar em Brasília, aos 22 anos. Mas aí era tarde. Mesmo com o dinheiro que juntei como diarista não dava para fazer milagres. Eu sofria de uma doença de nascença chamada coloboma de retina e íris. E tinha catarata. Irreversível.

Levei a vida, mas fui ficando pior. Aos 37 anos estava praticamente cega. Como não tenho os nervos ópticos normais, um médico recomendou implantar anéis de sustentação. Antes da operação ele avisou que seria uma última tentativa para melhorar minha visão. Se não desse certo, não tinha mais volta. Decidi fazer.

 Vi o mundo nítido!

Vinte e dois dias depois que me operei, estava me recuperando na casa de uma tia quando abri os olhos e vi o mundo perfeito. Primeiro foi o quadro, na parede em frente à cama. Depois, que emoção, vi tudo! Ninguém esperava por aquilo! Muito menos eu.

Nem liguei pras explicações.

Vi o rosto da minha mãe, dos meus três filhos e do meu primeiro neto! Foi fantástico! E o céu? O pôr-do-sol! A vida não é claro, escuro e vultos, mas cores, e tão fortes!

Que mudança radical! Enxergando me perdia na rua e me machucava porque não estava acostumada a usar a visão. Ao andar me desequilibrava. Esquecia de descer do ônibus porque ficava vidrada na janela. Tanta coisa pra olhar...

 O escuro voltou, mas valeu a pena!

No 18º dia sem cegueira, no mercado com minha mãe, vi um monte de pontos pretos. Parecia areia nos olhos. Minha mãe achou que era o calor. Em casa me deitei na rede, fechei os olhos. Quando acordei estava no escuro. Fiquei angustiada, rezei. Abria e fechava os olhos, sem entender. Rezava de novo. Ao me levantar da rede não achei a porta, dei de cara na parede. Virei e bati em outra parede. Minha mãe veio até mim, choramos juntas.

Fiquei triste, mas estava preparada pra isso. Os médicos explicaram que o que tive foi um descolamento de retina. Agora não tem mais solução.

 Não tenho do que reclamar!

Faz três anos que tudo isso aconteceu. Agora aprendi braile, uso bengala. Mas também danço forró, jogo dominó, faço remo e arco e flecha. Isso mesmo. O técnico direciona meu polegar para o alvo e eu me oriento assim.

Não tenho do que reclamar. Trabalho numa galeria de arte e uma das exposições que guio é de esculturas feitas por artistas cegos. Os que enxergam têm os olhos vendados e, no escuro, sentem as peças com as mãos e descobrem o meu jeito de "ver" as coisas. É emocionante. Para todos nós.

O que aconteceu com Silvânia

Segundo o oftalmologista Renato Braz, o mais provável é que o coloboma de Silvânia não seja tão grave a ponto de comprometer definitivamente sua visão. O maior problema dela, explica ele, era a catarata. Por isso, quando ela se operou, passou a enxergar porque os olhos estavam livres da catarata. Contudo, explica o dr. Renato, existem riscos para a operação de catarata, especialmenteem quem tem coloboma. "A cirurgia de catarata aumenta o risco do descolamento de retina, Que foi precisamente o que ocorreu com ela", esclarece.

Coloboma é uma doença que o feto desenvolve ainda na barriga da mãe. É uma má formação dos olhos. Antes de ganhar a forma definitiva, o olho tem uma cavidade por onde vão passar os vasos sanguíneos que irrigam a região. O coloboma acontece quando essa cavidade não se fecha com o desenvolvimento do bebê, deixando a pessoa com um "buraco" no olho. "No caso do coloboma de íris, pode haver um incômodo por causa da entrada de luz, mas a visão pode ser perfeita. Mas, se o dano for mais extenso, a pessoa pode ter visão muito baixa", explica o oftalmologista Renato Braz, do Instituto de Olhos e Microcirurgia de Brasília (Inob).

http://semanais.abril.uol.com.br/soumaiseu/edicoes/026/aberto/drama/conteudo_232987.shtml


postado por 35548 as 08:09:38 # 1 comentários
quarta, 16 maio, 2007
Brasil: Deficientes, culturalmente excluídos

   

Nas duas últimas décadas, algumas medidas para melhorar as condições de acesso dos deficientes a locais públicos, embora muito tímidas, foram tomadas. A falta de acessibilidade é algo pouco notado por quem não tem necessidades especiais. Embora a inclusão no mercado de trabalho tenha sido incentivada pela legislação, os meios para o desenvolvimento destas atividades foram, em boa parte, esquecidos.

O relato de um deficiente visual, pessoa ativa e trabalhadora, dá a medida dos obstáculos impostos pela falta de visão de empresários e governantes, que dão pouca atenção a esta parcela da população: “Comprei a apostila para o concurso do Tribunal de Justiça, que minha esposa, também deficiente visual, irá prestar.

A apostila, da Editora Solução, tem dois volumes enormes, e depois que eu comprei, percebi que não seria possível mandar digitalizá-los – para que ela possa ouvir o texto em áudio no computador e estudar em tempo hábil-, pelo que teria ainda de pagar uma quantia razoável, já tendo gasto R$ 55 na compra da apostila. Se vivêssemos numa sociedade onde os direitos e a diversidade fossem respeitados, eu poderia enviar um e-mail para a editora, e receberia a mesma apostila em Word. Desse modo, nós teríamos acesso ao conteúdo da apostila, sem ter de mandar digitalizá-la, gastando no mínimo 10 vezes mais”.

Livros em formato digital podem ser lidos não apenas por cegos, mas por portadores de outras necessidades, pessoas com dislexia, mal de Parkinson, amputadas, com paralisia de membros superiores, catarata. Para todos estes, há programas que convertem os textos em áudio, tanto para quem tem visão prejudicada quanto para os que não podem virar as páginas de um livro convencional. Tudo muito mais prático e barato do que edições em Braille que, evidentemente, não podem ser tão numerosas quanto as impressas.

Mesmo alguns aplicativos para computador são pouco acessíveis para os deficientes visuais, e não é algo tão difícil adaptá-los às suas necessidades.

Não se pode alegar a questão da pirataria e dos direitos autorais para perpetuar esta injusta exclusão; o risco de pirataria, da cópia de textos, CDs ou DVDs é o mesmo, veja-se, a propósito, a facilidade com que se encontram cópias piratas de programas, filmes ou músicas para não-deficientes. Além disso, se é prática corriqueira a compra de músicas online, o mesmo pode ser feito com livros, mantendo-se a proibição legal de venda não autorizada. Eventualmente, o leitor cederá uma cópia a um conhecido, da mesma forma que é hábito o empréstimo de livros.

Tudo conspira a favor da adoção desta facilidade, desde o fato de os originais das publicações atualmente já serem escritos em editores de texto até o baixíssimo custo da distribuição e venda pela internet, sem emprego de papel, transporte, etc.

É tempo de os legisladores cuidarem do problema, não se justifica a exclusão cultural dos deficientes. Seria ideal a propositura, ouvindo-se os representantes desta parcela da população, de um projeto de lei que torne obrigatória a publicação de livros e apostilas também em formato digital, que possibilita a conversão em áudio de qualquer texto.

Para que se veja a capacidade de adaptação humana, especialmente com o emprego da tecnologia, citamos aqui o caso do piloto cego que viajou cerca de 20.000 km no comando de um ultraleve: Charles Milton-Barber, cego aos 30 anos por uma doença degenerativa, após atravessar 21 países da Europa, pousou em Sydney, Austrália, em 1º de março de 2007, ao final de um vôo iniciado em sete de março, em Londres. Através de suas aventuras, Charles arrecada fundos para um projeto que busca devolver a visão a crianças cegas.

O que os deficientes pedem é pouco diante do que podem retribuir, basta que se lhes dêem os meios para tanto.

Luiz Leitão

luizleitao@ebb.com.br

http://port.pravda.ru/sociedade/incidentes/15-05-2007/17063-deficientesexcluidos-0

postado por 35548 as 10:18:27 # 0 comentários
Cegos também podem ser cientistas

G1
A observação é parte intrínseca do trabalho científico, mas na nanociência nossos olhos não servem para nada. É com isso em mente que um grupo de pesquisadores americanos quer estimular os cegos a se tornarem cientistas.

“Somos todos cegos na nanoescala”, diz Andrew Greenberg, do Centro de Engenharia e Ciência de Nanoescala, da Universidade de Winsconsin-Madison, e do Instituto de Educação Química, nos Estados Unidos. “A mensagem para os estudantes cegos é: ‘isso é algo que você pode fazer, esse é um campo em que você pode entrar. Você tem a mesma capacidade para entender o

que está acontecendo que qualquer outra pessoa’”, diz ele.

O menor objeto que conseguimos enxergar é milhares de vezes maior que uma nanoestrutura -- mesmo os melhores e mais avançados microscópios são cegos nessa escala. É com esse argumento que Greenberg e sua equipe estão tentando instigar o interesse pela ciência nos deficientes visuais. “A ciência deve estar aberta a todos que têm interesse”, afirma.

Da mesma maneira que alunos que enxergam estudam imagens aumentadas de uma nanoestrutura, os estudantes cegos vão analisar modelos aumentados que podem ser tocados por seus dedos. Isso graças ao trabalho de Greenberg e um de seus alunos, Mohammed Farhoud.

Para começar o trabalho, eles fizeram uma versão em nanoescala do mascote da universidade, Bucky Badger, com nanofibras de carbono. O NanoBucky é tão pequeno que seriam precisos 9 mil cópias dele para preencher uma cabeça de alfinete. Depois, os pesquisadores fizeram uma versão ampliada do NanoBucky, que os alunos cegos podem tocar para entender a estrutura das nanofibras.

O próximo passo da pesquisa será testar o aprendizado dos deficientes visuais para ver se eles realmente conseguiram absorver conhecimentos sobre nanociência. Se der certo, os modelos poderão ajudar até mesmo estudantes que enxergam.

O trabalho foi apresentado originalmente durante a reunião nacional da Sociedade Americana de Química.


postado por 35548 as 10:00:19 # 0 comentários
terça, 15 maio, 2007
Deficientes ocupam menos de 2% das vagas nas escolas do país


fonte: http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=216866

     No Brasil, 24,5 milhões de pessoas são portadoras de alguma deficiência, física ou mental, segundo dados do IBGE. No entanto, grande parte dessa população, que representam 14,5% dos brasileiros, não freqüenta as salas de aula. Dos mais de 56 milhões de alunos matriculados nas redes pública e privada do país, apenas 700 mil são deficientes, o equivalente a 1,25% do total. No intuito de melhorar as condições de acesso e permanência desses estudantes nos colégios, o Ministério da Educação (MEC) criou, em 2005, o Programa de Desenvolvimento da Educação Especial, que já gastou R$ 149,6 milhões desde o seu lançamento.
     
     Desde 2005, já foram destinados R$ 32,1 milhões (cerca de 21% dos gastos globais do programa) ao Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), Centro Nacional de Referência na Área da Surdez, localizado no Rio de Janeiro. O Instituto Benjamin Constant (IBC), fundação de ensino para deficientes visuais, também recebeu parcela significativa do orçamento da rubrica durante o período, R$ 23,2 milhões (cerca de 15% do total). Este ano, o programa do MEC já recebeu dos cofres públicos R$ 22,1 milhões.       
     A rubrica visa assegurar qualidade na educação brasileira aos alunos com necessidades especiais, na perspectiva de impulsionar e fortalecer o atendimento desses estudantes em classes comuns da Rede Regular de Ensino e de garantir a eles o atendimento educacional especializado.
     
     O programa ainda financia várias ações, como a distribuição de material didático e equipamentos para a educação especial, a formação e qualificação de profissionais, além de gastar com publicidade de utilidade pública. A última novela do horário nobre da TV Globo, Páginas da Vida, retratou a dificuldade de uma criança portadora da síndrome de Down de ingressar em uma escola tradicional. A personagem da trama Clarinha, interpretada por Joana Morcazel, foi rejeitada em diversos colégios particulares, que alegavam não ter professores capacitados e condições para manter uma criança portadora da deficiência.
     
     Um relatório sobre a Situação da Infância Brasileira, divulgado pelo Unicef em 2004, mostra que a taxa de analfabetismo entre crianças com deficiência é de 22,4% - percentual duas vezes maior que o de meninos e meninas não-deficientes e que freqüentam a escola regularmente. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% das pessoas deficientes vivem em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.
     
     A presidente da ONG Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, Claudia Werneck, diz que as políticas públicas do governo federal não atendem a todas as necessidades dos alunos portadores de deficiência no país. Para ela, os projetos não são formulados para atender crianças, adolescentes e jovens com deficiência em suas necessidades específicas. “Quando isso acontece, quase sempre é por acaso. Nas áreas de educação e juventude, por exemplo, há esforços significativos no sentido de reverter esse descaso, mas ainda é muito pouco”, critica.
     
     Claudia Werneck afirma que o fato das pessoas com deficiência estarem citadas em algumas políticas não garante que estejam contempladas. Segundo ela, é preciso previsão orçamentária, por exemplo, para a aquisição de ajudas técnicas. “O Brasil está para ratificar a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada por 192 países no ano passado, após longo trabalho de mobilização da ONU. A ratificação do documento dará ainda mais segurança na execução do que prevê a Constituição Brasileira: um sistema único de ensino, único e exclusivo”, acredita.
     
     De acordo com Claudia Werneck, o MEC vem caminhando bastante para promover uma educação inclusiva no Brasil. “O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em abril, defende expressamente o acesso e a permanência de alunos e alunas com necessidades educacionais especiais nas classes comuns do ensino regulamentar. Não há dúvidas”, diz. Porém, para ela, o que falta é que os princípios da educação inclusiva sejam percebidos por todas as secretarias do Ministério - e não somente pela que trata do assunto - como eixo fundamental para qualquer política em qualquer nível e modalidade de ensino.
     
     “Os problemas enfrentados pelo estudante brasileiro portador de deficiência são os mesmos que todas as crianças enfrentam: uma escola sem qualidade e discriminadora, que não gosta de diversidade humana, apenas a aceita ou a tolera. Enfim, uma escola que ainda hierarquiza condições humanas, atribuindo diferentes valores a alunos e alunas, como se fosse possível para uma nação se desenvolver atribuindo diferentes valores para suas crianças e adolescentes”, conclui.
     
     A Secretaria de Educação Especial (SEESP) do MEC informou que o Programa de Desenvolvimento da Educação Especial é uma rubrica de apoio complementar aos sistemas de ensino público e privado sem fins lucrativos que se destina a aquisição de equipamentos, material didático e pedagógico, adequação de escolas para acessibilidade física e formação continuada de professores. Segundo a secretaria, o objetivo é atender as necessidades educacionais especiais dos alunos, decorrentes de deficiência física, sensorial, mental, altas habilidades e superdotação, síndromes e transtornos invasivos do desenvolvimento.
     
     De acordo com o MEC, entre 1998 e 2006, houve um aumento de 640% das matrículas em escolas comuns e um crescimento de 28% em escolas e classes especiais. A SEESP disse também que o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), espécie de PAC da educação lançado em março pelo ministro Fernando Haddad, ainda possui três projetos para a educação especial. O Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais, o Programa de Formação Continuada de Professores na Educação Especial e o Programa Incluir – Acessibilidade da Educação Superior. 


postado por 35548 as 10:44:08 # 0 comentários
Mato Grosso vai ser beneficiada com projeto de "Inclusão sem Fronteiras"


fonte: http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=216900

     O Projeto Inclusão sem Fronteiras, patrocinado pela Petrobras, vai entregar 142 máquinas de escrever em Braille, 2104 livros didáticos, apostilas e manuais, e 852 bengalas para 84 instituições que atendem deficientes visuais nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Serão 18 estados beneficiados: Paraíba, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Tocantins e Roraima, totalizando cerca de 1300 crianças e jovens.
     
     As solenidades de entrega dos materiais serão realizadas nas cidades de Belo Horizonte (16/05), Recife (23/05) e Porto Alegre (30/05), representando algumas das regiões beneficiadas.
     
     "O projeto tem como principal objetivo investir em escolas das regiões mais carentes do País, possibilitando a alfabetização de crianças, jovens e adultos com deficiência visual, para viabilizar sua inclusão no mercado de trabalho, na família e na sociedade", explica Anamaria Miranda Rodrigues Ballard, gestora do projeto na Companhia.
     
     Critérios de distribuição - O projeto, que está na segunda edição patrocinada pela Petrobras, é coordenado pela Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual Laramara, localizada em São Paulo. Segundo o coordenador em Desenvolvimento e Produção da Laramara, Cristiano Gomes, a distribuição das máquinas e materiais pelas regiões e instituições escolhidas levou em conta informações como a faixa etária e número de deficientes atendidos em cada uma, a existência de programas de alfabetização e locomoção, o número de máquinas em funcionamento já existentes nas instituições e os funcionários capacitados para operá-las, além do cadastro do CAP (Centro de Apoio Pedagógico).
     
     Na Região Sul, serão atendidas 29 instituições, com 47 máquinas de escrever em Braille. No Sudeste, 20 instituições irão receber 36 máquinas. No Nordeste, 21 escolas do Nordeste vão receber 39 máquinas; 11 instituições da Região Norte vão receber 14 máquinas e, finalmente, a região Centro-Oeste irá receber seis máquinas, que serão divididas entre três instituições.
     
     Na primeira edição do projeto Inclusão sem Fronteiras, em 2004/2005, foram distribuídas 146 máquinas a 75 instituições e escolas no Norte e Nordeste.
     
     No Brasil, 80% das pessoas portadoras de deficiência visual possuem baixo poder aquisitivo. O projeto cria alternativas para que essa situação seja revertida por meio da transformação das condições dos institutos ou colégios já existentes, tornando-os equipados e aptos a admitir e capacitar deficientes visuais.
     
     O Projeto Inclusão sem Fronteiras é uma das ações do PATE (Programa Avançado de Assistência e Tratamento a Pessoas Especiais) da Petrobras, que atende pessoas com deficiência, contribuindo para uma sociedade inclusiva.

postado por 35548 as 10:38:50 # 0 comentários
segunda, 14 maio, 2007
Implantes cerebrais poderão restaurar visão


  Implantes cerebrais podem ser a solução para algumas doenças da visão, sugere estudo realizado na Escola de Medicina de Harvard (Estados Unidos) e publicado esta semana na revista PNAS .

 A pesquisa indica uma possível alternativa para restaurar a visão de quem sofre de doenças em que a atividade cerebral relacionada a esse sentido continua intacta, como o glaucoma e a degeneração macular. Em testes feitos com macacos, foram implantados eletrodos em uma região do tálamo responsável por transmitir informações da retina ao córtex visual.

No experimento, os pesquisadores analisaram o movimento dos olhos dos macacos em resposta a estímulos visuais e simulações elétricas no cérebro. Nos dois casos, os animais olhavam para o mesmo ponto. Ainda não se sabe se, ao receberem as simulações elétricas, os macacos de fato enxergaram. Mas os cientistas afirmam que alguma atividade análoga à visão foi registrada.

Apesar de ainda não ter sido testada em humanos, a técnica é um avanço no desenvolvimento de futuras próteses restauradoras da visão.

fonte: Boletim Ciência Hoje


postado por 35548 as 04:59:02 # 0 comentários
terça, 01 maio, 2007
Britânicos testam terapia genética para problemas de visão

Cirurgia
Especialistas inserem gene saudável junto às células da retina
Uma equipe de médicos do Moorfields Eye Hospital, uma clínica de olhos em Londres, na Grã-Bretanha, fez a primeira tentativa de tratar um problema de visão com terapia genética.

Caso seja bem-sucedida, a técnica pode revolucionar tratamentos futuros para problemas nos olhos.

As cirurgias estão sendo realizadas em adultos e crianças que sofrem de uma condição conhecida como Amaurose Congênita de Leber, um conjunto de distúrbios da retina, de caráter hereditário, que afetam severamente a visão dos pacientes já na infância.

A condição provoca uma deterioração progressiva na visão e está associada a uma disfunção em um gene chamado RPE65.

Sucesso em animais

O defeito impede o funcionamento normal da retina, a camada de células sensíveis à luz localizadas no fundo do olho, e não há um tratamento disponível.

Com a nova técnica, os especialistas inserem cópias saudáveis do gene junto às células da retina para ajudá-las a funcionar normalmente.

Devolver a atividade a estas células deveria restituir a visão, de acordo com os especialistas. A operação utiliza um vírus inofensivo como veículo, ou vetor, para os genes saudáveis.

Estudos anteriores feitos com animais demonstraram que este tratamento pode melhorar e preservar a visão.

Em testes feitos com cachorros, o defeito foi corrigido a ponto de eles serem capazes de caminhar por um labirinto sem dificuldade, algo que não poderiam ter feito antes do tratamento.

Exames

Como esta é a primeira tentativa de se tratar um problema de visão inserindo vetores de terapia genética na retina humana, a equipe teve de fazer uma ampla gama de exames preparatórios.

O objetivo desta nova fase de testes é descobrir quão segura e efetiva a terapia será em humanos.

A equipe do Moorfields Eye Hospital trabalha em parceria com especialistas do Instituto de Oftalmologia da University College de Londres.

"Nós estamos desenvolvendo a terapia genética para problemas nos olhos há 15 anos, mas até agora vínhamos avaliando a técnica apenas em laboratório", disse Robin Ali, coordenador do estudo.

"Testá-la pela primeira vez em pacientes é muito importante e representa um grande passo no estabelecimento da terapia genética para o tratamento de muitos problemas dos olhos", acrescentou.

Estágio inicial

As primeiras operações foram realizadas em pacientes jovens.

"É muito encorajador que sejamos capazes de inserir genes em uma região tão frágil do olho sem complicações", disse James Bainbridge, chefe da equipe de cirurgia.

Outro integrante da equipe, o especialista em retina Tony Moore, disse que alguns resultados dos testes podem estar disponíveis dentro de meses.

"Mas os pacientes terão de ser acompanhados para que possamos avaliar o efeito do tratamento a longo prazo. Serão necessários vários meses até que tenhamos um quadro mais completo", disse Moore.

"Esperamos que os melhores resultados aconteçam em pacientes jovens, já que estaríamos tratando a condição em seu estágio inicial", concluiu o médico.


postado por 35548 as 10:10:31 # 0 comentários
segunda, 30 abril, 2007
Física além da visão

Com simples materiais, professor e alunos da Unesp criam métodos diferentes de ensinar a disciplina a deficientes visuaisLuís Cardoso/Agência BOM DIA  Professor Paulo Maciel Filho mostra o prisma para ensinar ótica desenvolvido pelo seu grupo 


A lousa e o giz são meros coadjuvantes. Aliás, de nada servem quando quem está na carteira usa a imaginação como caderno. Foi para esse público que o ensino da física ganhou novas formas, sons e cheiros. Alunos portadores de deficiência visual podem, enfim, ver a física.

A união da pesquisa de pós-doutorado de um professor e com a participação de 20 alunos de física, ambos da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Bauru, resultou na criação de métodos diferentes para o ensino da disciplina. Papelão, barbantes ou qualquer coisa que se pudesse tocar ou ouvir foram usados para os alunos entenderem o que parecia impossível.

Durante a elaboração da pesquisa, o professor Eder Pires de Camargo desafiou os 20 universitários a encontrar maneiras de ensinar a matéria em uma sala com 35 alunos sem problemas visuais e dois cegos. “Meu grupo teria que ensinar ótica. Fiquei desesperado”, lembra-se Paulo Maciel Filho, 28 anos, hoje professor.

O desespero teve que dar lugar à criatividade. Ensinar o caminho das cores num prisma deveria ser realmente entendido, tocado. E foi. “Não era explicado só com palavras. Achei o máximo”, conta o estudante Rafael Aparecido da Silva, 17, um dos dois alunos cegos.

O prisma era de acrílico e as cores simbolizadas com barbantes. Para explicar a corrente elétrica, uma campainha soava quando a luz acendia – simples alternativas para se apresentar a complexidade de alguns conceitos. “Os objetos foram úteis também aos alunos que enxergavam”, completa Maciel Filho.

Durante os seis meses de aulas, não foram usados materiais em braile para descrever os fenômenos de óptica, eletromagnetismo, mecânica, termologia e física moderna. Apenas a voz e os materiais criados pelos futuros professores deveriam servir de guia. A musicista Mariana Basso, 38, era a segunda aluna portadora de deficiência. Igual a Rafael, nunca tinha estudado física. “Com o equipamento, imaginamos o que era explicado.”

Conclusões
Após as aulas, o professor Eder Pires de Camargo concluiu a importância de se criar meios e novas formas de comunicação para tornar o ensino mais eficaz quando se tem alunos portadores de deficiência visual. “São coisas simples de se fazer. A necessidade maior é o envolvimento do professor”, considera Camargo.

A criação de métodos alternativos de ensino é tema de pesquisas do professor há dez anos, desenvolvidas na Faculdade de Ciências da Unesp em Bauru, no programa de pós-graduação em educação para ciência. O principal desafio, explica ele, é esquecer a lousa e saber descrever mais. “Mas meu objetivo, agora, é formar professores”, diz.

Paulo Maciel promete ser um. “É possível usar esses recursos no ensino comum e para alunos de qualquer idade”, considera ele, atualmente professor em uma escola de ensino médio.

É possível, mas talvez ainda seja incomum. O estudante Rafael da Silva, por exemplo, vive em Lençóis Paulista e cursa o segundo ano do ensino médio numa escola regular – onde não tem barbantes, maquetes ou papelão, apenas a boa e velha lousa. “Espero que esse jeito diferente chegue um dia às escolas e também às faculdades. Ficaria muito mais simples de aprender”, lembra a colega Mariana.

Ainda assim, Rafael continua os estudos. “Seria bom se houvesse essa estrutura.” Mas não tem importância. Rafael quer ser professor.

Professor criador do método também é deficiente visual
Os dez anos de pesquisa sobre o ensino da física a portadores de deficiência visuais são o atual desfecho da história do professor Eder Pires de Camargo, 34 anos. Desfecho que começou a ser construído aos 14, quando um professor o orientou a parar de estudar já que não conseguiria aprender química, matemática e física.

“Saí de lá e me matriculei no ensino médio. Por que não aprenderia física?”, conta. Nascido em Lençóis Paulista, aos 9 anos sofreu perda acentuada de visão de forma repentina. Atualmente, ele tem apenas a visão periférica, mas não consegue ver detalhes ou ler livros –o suficiente para ser incentivado a parar.

Sem qualquer tipo de ensino especializado, Camargo concluiu o ensino médio. Se apaixonou por física. Passou no vestibular do curso de física da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Bauru. É professor. “Foi a realização de um sonho”, diz.

Camargo já teve 700 alunos de ensino médio. Quando precisa, usa suas invenções. Quando não, a lousa. “A utilizo bem. Mas não consigo ler o que escrevo.”

As dificuldades que teve serviram de estímulo para, no final da faculdade, dar início às pesquisas de como facilitar o ensino a pessoas como ele. Ainda em Bauru, fez mestrado e começou o pós-doutorado.

Além das pesquisas, dá aulas para cerca de 100 alunos, estudantes da Unesp de Ilha Solteira, onde trabalha há um ano. Dentre outras disciplinas, ministra didática.

De lá, dá continuidade aos estudos e à formação de futuros professores. Quer ainda criar uma oficina para produzir materiais de ensino para portadores de deficiência visual. “É um campo carente.”

No currículo, duas corridas São Silvestre
A vida do professor Eder Pires de Camargo não se resume às fórmulas da física. Sempre que pode, corre delas. Literalmente.

Camargo adora atletismo e, desde criança, aventurava-se em provas de 100, 200 e até 400 metros. Com o tempo, tomou gosto por corridas de longas distâncias. “Já corri duas São Silvestre”, diz. As corridas foram em 2000 e 2001. Entre os cerca de 15 mil participantes, chegou entre os 4 mil na primeira e entre os 1,8 mil na segunda. “Era só acompanhar o fluxo”, recorda-se.

Em Lençóis Paulista, onde vivia, corria freqüentemente. Hoje, ainda está se adaptando aos lugares de Ilha Solteira. “Apesar de estar meio barrigudinho, continuo fazendo corridas”, brinca.

Mesmo com o alto grau de dificuldade de enxergar, Camargo tem autonomia para viver hoje. Além de correr, viaja sozinho e usa o computador normalmente (com auxílio de programas próprios para portadores de deficiência visual). Mas não se esquece da ajuda da mãe para ler livros e da irmã para escrever os trabalhos da universidade enquanto ele ditava. “A deficiência não foi uma tragédia para mim. Representou um desafio.”

fonte: http://www.bomdiabauru.com.br/index.asp?jbd=3&id=81&mat=74886


postado por 35548 as 02:03:57 # 0 comentários
segunda, 23 abril, 2007
Piloto cego voa de Londres a Sydney para arrecadar fundos

Um piloto britânico que perdeu a visão há 25 anos por causa de uma doença genética pretende voar de ultraleve de Londres até Sydney com o objectivo de arrecadar fundos para a prevenção da cegueira.

Miles Hilton-Barber possui todas as qualificações da profissão, mas faz-se acompanhar por um co-piloto por motivos de segurança. A aventura, que começou no mês passado, deve durar 56 dias até chegar à Austrália.

Miles consegue pilotar graças a equipamentos de alta tecnologia que respondem a comandos da voz. Todos os instrumentos, como o navegador via satélite, o altímetro e o indicador de velocidade «ouvem» o piloto.

A aventura também deve merecer um lugar no livro dos recordes do Guiness.

fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=271554

postado por 35548 as 08:43:47 # 0 comentários
quarta, 18 abril, 2007
FUNDAÇÃO DORINA NOWIL LANÇA PROGRAMA INÉDITO NO MUNDO DE LEITURA DIGITAL PARA DEFICIENTES VISUAIS

SEGS.com.br Autor ou Fonte Redatora é: Daniela Sevilha

LIDA - Livro Digital Acessível - será lançado na Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, em São Paulo

O LIDA - Livro Digital Acessível - é o destaque da Fundação Dorina Nowill na VI Reatech - Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade - de 12 a 15 de abril, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Trata-se de uma ferramenta inédita no mundo, que permite estudantes e profissionais com deficiência visual navegar pelo livro digitalizado. Na feira, deficientes visuais poderão testar o lançamento e também se cadastrar para obter uma cópia gratuita.

De acordo com o idealizador do projeto e diretor de Tecnologia da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Edgar Pinto Ferreira Filho, o livro tem os textos criptografados para garantir acesso somente ao deficiente cadastrado. "O usuário recebe senha pessoal, como garantia ao autor que cedeu os direitos gratuitamente, e faz a leitura por meio de um sistema de voz digital que emite em áudio as palavras escritas", explica. Com o LIDA é possível escolher determinado capítulo, página ou mesmo parágrafo com um simples comando. Outro recurso do programa é o de anotações, que permite incluir registros no próprio CD.

O desenvolvimento do projeto, que obteve o apoio do , não foi tarefa fácil. Em pesquisa realizada junto a outras instituições de apoio a cegos em todo o mundo foi constatada a falta de ferramentas que atendessem às necessidades de profissionais e estudantes de curso superior. "Foi preciso compatibilizar vários programas, o de gravação, da leitura com voz, a ferramenta de busca e, mais importante, criptografar o texto", ressalta. A área de Direito foi escolhida para iniciar o projeto após levantamento realizado com as universidades mais importantes do país que apontou esse curso como o de maior procura pelos cegos. Em seguida, serão produzidas obras de Psicologia e Pedagogia, também muito requisitadas por universitários deficientes visuais.

As primeiras obras disponíveis no formato LIDA são Elementos de Teoria Geral do Estado, de Dalmo de Abreu Dallari; Manual de Direito Comercial, de Fábio Ulhoa Coelho; Lições Preliminares de Direito, de Miguel Reale; A Sedução no Discurso - O Poder da Linguagem nos Tribunais, de Gabriel Chalita; Direito Civil Brasileiro - Teoria Geral das Obrigações Vol. II e Direito Civil Brasileiro - Direito da Família, de Carlos Roberto Gonçalves; Manual de Direito Financeiro e Tributário, de Eduardo Marcial Ferreira; Curso de Direito Penal Vol. I, de Fernando Capez.[14]

Paralelamente às obras de Direito, foi preparado também no formato LIDA o Michaellis - Dicionário Prático da Língua Portuguesa - com 36 mil verbetes. Trata-se de uma publicação de grande interesse pelos cegos, que sempre quiseram ter acesso a um dicionário de consulta rápida, o que é inviável no sistema braile.

O LIDA - Livro Digital Acessível - é o destaque da Fundação Dorina Nowill na VI Reatech - Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade - de 12 a 15 de abril, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Trata-se de uma ferramenta inédita no mundo, que permite estudantes e profissionais com deficiência visual navegar pelo livro digitalizado. Na feira, deficientes visuais poderão testar o lançamento e também se cadastrar para obter uma cópia gratuita.

De acordo com o idealizador do projeto e diretor de Tecnologia da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Edgar Pinto Ferreira Filho, o livro tem os textos criptografados para garantir acesso somente ao deficiente cadastrado. "O usuário recebe senha pessoal, como garantia ao autor que cedeu os direitos gratuitamente, e faz a leitura por meio de um sistema de voz digital que emite em áudio as palavras escritas", explica. Com o LIDA é possível escolher determinado capítulo, página ou mesmo parágrafo com um simples comando. Outro recurso do programa é o de anotações, que permite incluir registros no próprio CD.

O desenvolvimento do projeto, que obteve o apoio do , não foi tarefa fácil. Em pesquisa realizada junto a outras instituições de apoio a cegos em todo o mundo foi constatada a falta de ferramentas que atendessem às necessidades de profissionais e estudantes de curso superior. "Foi preciso compatibilizar vários programas, o de gravação, da leitura com voz, a ferramenta de busca e, mais importante, criptografar o texto", ressalta. A área de Direito foi escolhida para iniciar o projeto após levantamento realizado com as universidades mais importantes do país que apontou esse curso como o de maior procura pelos cegos. Em seguida, serão produzidas obras de Psicologia e Pedagogia, também muito requisitadas por universitários deficientes visuais.

As primeiras obras disponíveis no formato LIDA são Elementos de Teoria Geral do Estado, de Dalmo de Abreu Dallari; Manual de Direito Comercial, de Fábio Ulhoa Coelho; Lições Preliminares de Direito, de Miguel Reale; A Sedução no Discurso - O Poder da Linguagem nos Tribunais, de Gabriel Chalita; Direito Civil Brasileiro - Teoria Geral das Obrigações Vol. II e Direito Civil Brasileiro - Direito da Família, de Carlos Roberto Gonçalves; Manual de Direito Financeiro e Tributário, de Eduardo Marcial Ferreira; Curso de Direito Penal Vol. I, de Fernando Capez.[14]

Paralelamente às obras de Direito, foi preparado também no formato LIDA o Michaellis - Dicionário Prático da Língua Portuguesa - com 36 mil verbetes. Trata-se de uma publicação de grande interesse pelos cegos, que sempre quiseram ter acesso a um dicionário de consulta rápida, o que é inviável no sistema braile.

fonte: http://www.segs.com.br/index.cfm?fuseaction=ver&cod=52004

postado por 35548 as 11:29:51 # 0 comentários
Livro digital para cegos será lançado em Florianópolis

Fundação de SP lança em Florianópolis, nos 30 anos da ACIC, livro digital acessível e conhece programa de acessibilidade da Unisul

A Associação Catarinense para Integração do Cego (ACIC) lança, no próximo dia 18, quarta-feira, em Florianópolis, o Livro Digital Acessível (LIDA). Produzido pela Fundação Dorina Nowill para Cegos, de São Paulo, o lançamento para a região sul do Brasil faz parte das comemorações dos 30 anos da Associação. O livro digital é uma tecnologia em CD para a comunidade de cegos ter acesso a livros e outros conteúdos. A Fundação já tem, nesse tipo de mídia, seus primeiros lançamentos, como um dicionário Michaelis da Língua Portuguesa e uma coleção jurídica com mais de 10 livros digitais da área.

Dia 18, quarta-feira, é o dia nacional do Livro. O evento no auditório da ACIC, no Monte Verde, será às 14 horas, com a participação do presidente da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Alfredo Weisflog. Ele vai apresentar o material e em seguida fazer a demonstração do livro digital.

Um dia antes, nesta terça 17, Alfredo e uma equipe da Fundação estarão visitando a Unisul na Pedra Branca. Eles vêm conhecer o PPA, Programa de Promoção à Acessibilidade que a universidade mantém. A Unisul tem nove alunos cegos no ensino presencial e oito no ensino a distância. “O LIDA vai atender a uma demanda do ensino superior”, explica a coordenadora da Biblioteca da Unisul na Grande Florianópolis, Salete Cecília de Souza.

O Livro Digital Acessível (LIDA) permite ao leitor cego ou com baixa visão um amplo acesso à literatura para estudo e pesquisa. No formato CD-ROM, é dirigido a estudantes, pesquisadores e profissionais. Oferece ao usuário amplas possibilidades e facilidades na exploração de textos, tanto em áudio como em letras ampliadas. Foi projetado para ser portátil e pode ser utilizado em qualquer computador.

Os recursos do livro digital incluem texto em áudio e com letras ampliadas, navegação livre, fácil localização de páginas, capítulos e parágrafos, busca de palavras, termos e expressões em todo o texto,
notas de rodapé com acionamento opcional, demarcação irrestrita de partes do texto, campo para anotações e comentários, exportável para um editor de texto, palavras e expressões estrangeiras com fonética no idioma original, símbolos, siglas e abreviaturas falados em seu significado integral.

A Fundação Dorina Nowill para Cegos foi criada em 1946 pela professora Dorina de Gouvêa Nowill. Nascida em 1919, ela ficou cega aos 17 anos e tinha muita dificuldade de encontrar livros em braile. Hoje, a Fundação trabalha com a reabilitação e dá acessibilidade à informação para cegos, por meio de produtos falados, em braile e em livro digital.

(Mauro Meurer)

FONTE: http://www.radiocriciuma.com.br/portal/vernoticia.php?id=4433

postado por 35548 as 11:23:40 # 0 comentários
sábado, 07 abril, 2007
Cegueira infantil pode reduzir até 30% em São Paulo

Obrigatoriedade do Teste do Olhinho vai permitir a prevenção. A catarata congênita é a maior causa da cegueira infantil tratável.

Lei sancionada em março pelo governador José Serra (PSDB) e que começa a vigorar em abril tornou o Teste do Olhinho, também conhecido como exame do Reflexo Vermelho, obrigatório em todo o estado de São Paulo. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, o Teste do Olhinho é feito nas primeiras horas de vida do bebê com um oftalmoscópio que emite luz sobre a pupila do recém-nascido. Nos olhos saudáveis esta luz é contínua e avermelhada. Nos casos em que o reflexo é ruim ou inexistente sinaliza alterações visuais.

O especialista afirma que os principais sinais de que algo está errado com a visão do bebê são: leucocoria (reflexo branco na pupila), aversão à luz, dificuldade de fixar ou seguir objetos, desvio ocular, lacrimejamento, olhos vermelhos ou com secreção.

O Teste do Olhinho previne a progressão de várias doenças que podem levar crianças à deficiência visual grave ou cegueira: glaucoma, retinoblastoma (tumor intra-ocular), retinopatia da prematuridade (degeneração não inflamatória da retina), catarata congênita (opacificação do cristalino) e má-formação dos olhos. Estas alterações atingem 3% dos bebês em todo o mundo. A catarata congênita é a principal causa da cegueira tratável entre crianças, responde por até 30% desses casos e acomete 1 em cada 100 recém-nascidos no Brasil. A segunda causa é a retinopatia que afeta 30% dos bebês nascidos com menos de 1500 gramas ou de 32 semanas.

PREVENÇÃO COMEÇA NA GRAVIDEZ

Os cuidados para garantir a saúde ocular devem começar na gestação. Queiroz Neto ressalta que no estado de São Paulo a estimativa é de que 20% das gestantes não fazem pré-natal ou têm acompanhamento médico incompleto. Por conta disso, 38% das cataratas congênitas são causadas por doenças infecciosas contraídas pela mãe durante a gravidez, destacando-se rubéola, sífilis e toxoplasmose, com maior incidência de rubéola. O médico diz que as infecções intra-uterinas contraídas na gestação, doenças sistêmicas e a hereditariedade geralmente respondem pela catarata bilateral. Já a unilateral é decorrente de traumas, descolamento de retina e tumores.

Entre prematuros 5% ficam cegos no país. O tratamento precoce pode reduzir este índice para 0,5%.

TRATAMENTO

Crianças com catarata total devem passar por cirurgia o mais cedo possível. Segundo Queiroz Neto os resultados são melhores quando o tratamento cirúrgico é feito antes dos três meses de vida.

Os altos erros de refração decorrentes da extração do cristalino, observa, podem ser corrigidos com implante de lentes intra-oculares, lentes de contato ou óculos. O implante de lente intra-ocular, explica, só é indicado após os doze meses devido ao rápido crescimento do globo ocular neste período. Já a adaptação da lentes de contato deve ser feita uma semana após a cirurgia, desde que as condições oculares permitam. O médico ressalta que atenção especial deve ser dada ao desenvolvimento dos dois olhos para evitar a ambliopia ou olho preguiçoso que responde por 60% dos casos de cegueira monocular entre crianças e pode ser evitada com a oclusão do olho de melhor visão.

Fonte: eutropia@uol.com.br


postado por 35548 as 02:22:25 # 0 comentários
Brasil - Fundação lança sistema de leitura para cegos

A Fundação Dorina Nowill apresentou, no dia 13, o LIDA – Livro Digital Acessível, ferramenta para estudantes e profissionais com deficiência visual que permite navegar pelo livro digitalizado. O lançamento ao grande público será realizado na VI Reatech – Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, de 12 a 15 de abril, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

O livro tem os textos criptografados para garantir acesso somente ao deficiente devidamente cadastrado. O usuário recebe senha pessoal, como garantia ao autor que cedeu os direitos gratuitamente, e faz a leitura através de um sistema de voz digital que emite em áudio as palavras escritas. Com a nova ferramenta é possível escolher determinado capítulo, página ou mesmo parágrafo por meio de um simples comando. Uma vez na tela, o trecho que interessa pode ser ouvido.

A área de Direito foi escolhida para iniciar o projeto após levantamento realizado junto às universidades mais importantes do país que apontou esse curso como o de maior procura pelos cegos. Em seguida, serão produzidas obras de Psicologia e Pedagogia, também muito requisitadas por universitários deficientes visuais.

Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos – Instituída em 1946, a Fundação Dorina Nowill tem o objetivo de favorecer a inclusão social de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão por meio de ações educativas e culturais. A iniciativa de criar a Fundação foi da professora Dorina de Gouvêa Nowill, cega desde os 17 anos. A Fundação atua na produção de livros em braille, falados e digitais. Oferece programas de atendimento especializado ao deficiente visual e sua família, que inclui programas de avaliação e diagnóstico, clínica de baixa visão, educação especial, reabilitação e orientação e colocação profissional do deficiente visual.

Fonte: http://www.expressodanoticia.com.br


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Adaptação de tecnologia leva web aos cegos

Leitores de telas e de livro ajudam na inclusão digital de deficientes visuais. Transformação de texto em voz é principal recurso utilizado.

Imagine não poder utilizar o mouse do computador para acessar a internet e realizar outras tarefas no PC. Tão comum para os usuários “convencionais”, esse dispositivo é simplesmente inútil para uma parcela da população que utiliza cada vez mais a web: os deficientes visuais. Na era da internet, essas pessoas tiveram de fazer adaptações para acessar os dados digitais, abandonando, por exemplo, o mouse para navegar apenas com o teclado.

Marco Antonio de Queiroz, consultor sobre acessibilidade a pessoas com deficiência e cego há 30 anos, criou seu próprio site e tem um acesso bastante convencional à web. Para isso, ele conta com o teclado e com softwares que lêem o que está escrito na tela. “Grande parte das tecnologias voltadas aos deficientes visuais consistem na transformação daquilo que está escrito em áudio”, afirmou ao G1.

Os leitores de tela, que possibilitam o acesso às páginas na internet, comunicação através de e-mails, envio de arquivos e o uso de outros programas, funcionam lendo o código HTML (linguagem de programação do site), indo da esquerda para a direita e de cima para baixo. “Para acessar o conteúdo de um site, a pessoa sem visão precisa navegar de link em link, com a tecla "tab", até chegar à informação que deseja. Existem recursos que permitem pular alguns links, tornando o processo mais rápido”, conta o consultor.

Como o software transforma em áudio o código da página, ele não descreve o que é exibido em uma imagem, apenas lê o que ela representa como código -- "foto" ou "gráfico", por exemplo. "Isso dificulta a compreensão. Em uma imagem com link, por exemplo, só é possível saber ao que ele leva se a página tiver acessibilidade, com um texto junto ao código que descreva seu conteúdo”, conta Queiroz. O programa avisa qual é o tipo de estrutura pela qual está passando, notificando, por exemplo, se há uma caixa de texto. Para fazer a seleção, o clique do mouse é substituído pelo "enter".

Alternativas

São quatro os principais softwares desse tipo utilizados no Brasil, sendo dois nacionais, um deles gratuito: o Dosvox, produzido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro e disponível no site da instituição ( http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/). “Ele é o que tem menos recursos, mas possui vários programas e é muito simples de manipular. A pessoa não precisa decorar muita coisa, por isso é fácil para quem está começando a utilizar o sistema”, conta.

Os outros leitores mais utilizados são o brasileiro Virtual Vision, além dos estrangeiros Windows Eyes e Jaws for Windows -- este último, o mais utilizado no mundo.

Uma novidade implementada pela Receita Federal neste ano mostra que a acessibilidade deve se tornar cada vez mais presente nos sites de serviço: pela primeira vez, o software para a declaração do Imposto de Renda trouxe uma adaptação para ser interpretado por leitores de tela. Já no mundo off-line, uma exposição de Portinari leva as obras de arte até os deficientes visuais (assista ao vídeo ao lado).

Para o consultor, a acessibilidade faz com que pessoas com deficiência visual se tornem "cidadãos mais comuns", podendo adquirir conteúdo via internet. Um exemplo dessas páginas é a Bengala Legal, de Queiroz, que tem diversos artigos, fotos, poesias, notícias, links e é totalmente acessível.

Leitura

Outros softwares para os deficientes visuais são os áudio-livros, que passam as histórias escritas para o som. Em destaque, há aqueles que utilizam a tecnologia Daisy(sigla em inglês para sistema digital de informação acessível), que transforma o livro em um arquivo de MP3, geralmente com uma interpretação de um artista. “Se for reproduzido em um computador, o texto do livro é exibido simultaneamenta na tela, em tamanho ampliado, para pessoas com visão prejudicada que gostam de ler”, explica Queiroz.

Segundo ele, também existem outros programas para transformar um texto em áudio, com tecnologia menos sofisticada que a do áudio-livro, mas com uma voz mais humanizada que a dos leitores de tela tradicional -- isso pode deixar a escuta mais confortável.

Outras coisas bastante simples também precisam ser transferidas para o sistema sonoro, quando o equipamento é utilizado por deficientes visuais. Existem relógios, por exemplo, que “falam” as horas. Além disso, apesar da internet, o sistema de leitura braile não foi substituído. “As impressoras em braile são úteis para a leitura de pequenos textos. Em grande quantidade, acabam saindo caros e vale mais a pena utilizar os leitores de tela”, conta Queiroz.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL11602-6174,00.html


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sexta, 23 março, 2007
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

Preâmbulo

Os Estados Partes da presente Convenção,

a. Relembrando os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, que reconhecem a dignidade e o valor inerentes e os direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana como o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;
b. Reconhecendo que as Nações Unidas, na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos Pactos Internacionais sobre Direitos Humanos, proclamou e concordou que toda pessoa faz jus a todos os direitos e liberdades ali estabelecidos, sem distinção de qualquer espécie;
c. Reafirmando a universalidade, a indivisibilidade, a interdependência e a inter-relação de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, bem como a necessidade de que todas as pessoas com deficiência tenham a garantia de poder desfrutá-los plenamente, sem discriminação;
d. Relembrando o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, a Convenção sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, a Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, a Convenção sobre os Direitos da Criança e a Convenção Internacional sobre a Proteção dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e Membros de suas Famílias;
e. Reconhecendo que a deficiência é um conceito em evolução e que a deficiência resulta da interação entre pessoas com deficiência e as barreiras atitudinais e ambientais que impedem sua plena e efetiva participação na sociedade em igualdade de oportunidades com as demais pessoas;
f. Reconhecendo a importância dos princípios e das diretrizes de política, contidos no Programa de Ação Mundial para as Pessoas Deficientes e nas Normas sobre a Equiparação de Oportunidades para Pessoas com Deficiência, para influenciar a promoção, a formulação e a avaliação de políticas, planos, programas e ações em níveis nacional, regional e internacional para equiparar mais as oportunidades para pessoas com deficiência;
g. Ressaltando a importância de dar principalidade às questões relativas à deficiência como parte integrante das relevantes estratégias de desenvolvimento sustentável;
h. Reconhecendo também que a discriminação contra qualquer pessoa, por motivo de deficiência, configura uma violação da dignidade e do valor inerentes ao ser humano;
i. Reconhecendo ainda a diversidade das pessoas com deficiência;
j. Reconhecendo a necessidade de promover e proteger os direitos humanos de todas as pessoas com deficiência, inclusive daquelas que requerem apoio mais intensivo;
k. Preocupados com o fato de que, não obstante esses diversos instrumentos e compromissos, as pessoas com deficiência continuam a enfrentar as barreiras contra sua participação como membros iguais da sociedade e as violações de seus direitos humanos em todas as partes do mundo;
l. Reconhecendo a importância da cooperação internacional para melhorar as condições de vida de pessoas com deficiência em todos os países, particularmente naqueles em desenvolvimento;
m. Reconhecendo as valiosas contribuições existentes e potenciais das pessoas com deficiência ao bem-estar comum e à diversidade de suas comunidades, e que a promoção do pleno desfrute, por pessoas com deficiência, de seus direitos humanos e liberdades fundamentais e sua plena participação na sociedade resultará na elevação do seu senso de fazerem parte da sociedade e no significativo avanço do desenvolvimento humano, social e econômico da sociedade, bem como na erradicação da pobreza;
n. Reconhecendo a importância, para as pessoas com deficiência, de sua autonomia e independência individuais, inclusive da liberdade para fazer as próprias escolhas;
o. Considerando que as pessoas com deficiência devem ter a oportunidade de participar ativamente das decisões relativas a programas e políticas, inclusive aos que lhes dizem respeito diretamente;
p. Preocupados com as difíceis situações enfrentadas por pessoas com deficiência que estão sujeitas a formas múltiplas ou agravadas de discriminação por causa de raça, cor, sexo, idioma, religião, opiniões políticas ou de outra natureza, origem nacional, étnica, nativa ou social, propriedade, nascimento, idade ou outra condição;
q. Reconhecendo que mulheres e meninas com deficiência estão freqüentemente expostas a maiores riscos, tanto no lar como fora dele, de sofrer violência, lesões ou abuso, descaso ou tratamento negligente, maus-tratos ou exploração;
r. Reconhecendo que as crianças com deficiência devem desfrutar plenamente todos os direitos humanos e liberdades fundamentais em igualdade de oportunidades com as outras crianças e relembrando as obrigações assumidas com esse fim pelos Estados Partes na Convenção sobre os Direitos da Criança;
s. Ressaltando a necessidade de incorporar a perspectiva de gênero aos esforços para promover o pleno desfrute dos direitos humanos e liberdades fundamentais por parte das pessoas com deficiência;
t. Salientando o fato de que a maioria das pessoas com deficiência vive em condições de pobreza e, neste sentido, reconhecendo a necessidade crítica de lidar com o impacto negativo da pobreza sobre pessoas com deficiência;
u. Tendo em mente que as condições de paz e segurança baseadas no pleno respeito aos propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e a observância dos instrumentos de direitos humanos são indispensáveis para a total proteção das pessoas com deficiência, particularmente durante conflitos armados e ocupação estrangeira;
v. Reconhecendo a importância da acessibilidade aos meios físico, social, econômico e cultural, à saúde, à educação e à informação e comunicação, para possibilitar às pessoas com deficiência o pleno desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais;
w. Conscientes de que a pessoa tem deveres para com outras pessoas e para com a comunidade a que pertence e que, portanto, tem a responsabilidade de esforçar-se para a promoção e a observância dos direitos reconhecidos na Carta Internacional dos Direitos Humanos;
x. Convencidos de que a família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem o direito de receber a proteção da sociedade e do Estado e de que as pessoas com deficiência e seus familiares devem receber a proteção e a assistência necessárias para que as famílias possam contribuir para o pleno e igual desfrute dos direitos das pessoas com deficiência;
y. Convencidos de que uma convenção internacional geral e integral para promover e proteger os direitos e a dignidade das pessoas com deficiência prestará uma significativa contribuição para corrigir as profundas desvantagens sociais das pessoas com deficiência e para promover sua participação na vida econômica, social e cultural, em igualdade de oportunidades, tanto nos países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento.

Acordaram o seguinte:

Artigo 1
Propósito

O propósito da presente Convenção é o de promover, proteger e assegurar o desfrute pleno e eqüitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por parte de todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua inerente dignidade.

Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas.


Artigo 2
Definições

Para os propósitos da presente Convenção:

* "Comunicação" abrange as línguas, a visualização de textos, o braile, a comunicação tátil, os caracteres ampliados, os dispositivos de multimídia acessível, assim como a linguagem simples, escrita e oral, os sistemas auditivos e os meios de voz digitalizada e os modos, meios e formatos aumentativos e alternativos de comunicação, inclusive a tecnologia da informação e comunicação;
* "Língua" abrange as línguas faladas e de sinais e outras formas de comunicação não-falada;
* "Discriminação por motivo de deficiência" significa qualquer diferenciação, exclusão ou restrição baseada em deficiência, com o propósito ou efeito de impedir ou impossibilitar o reconhecimento, o desfrute ou o exercício, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais nas esferas política, econômica, social, cultural, civil ou qualquer outra. Abrange todas as formas de discriminação, inclusive a recusa de adaptação razoável;
* "Ajustamento razoável" significa a modificação necessária e adequada e os ajustes que não acarretem um ônus desproporcional ou indevido, quando necessários em cada caso, a fim de assegurar que as pessoas com deficiência possam desfrutar ou exercitar, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, todos os direitos humanos e liberdades fundamentais;
* "Desenho universal" significa o projeto de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados, na maior medida possível, por todas as pessoas, sem que seja necessário um projeto especializado ou ajustamento. O "desenho universal" não deverá excluir as ajudas técnicas para grupos específicos de pessoas com deficiência, quando necessárias.

Artigo 3
Princípios gerais

Os princípios da presente Convenção são:
a. O respeito pela dignidade inerente, independência da pessoa, inclusive a liberdade de fazer as próprias escolhas, e autonomia individual.
b. A não-discriminação;
c. A plena e efetiva participação e inclusão na sociedade;
d. O respeito pela diferença e pela aceitação das pessoas com deficiência como parte da diversidade humana e da humanidade;
e. A igualdade de oportunidades;
f. A acessibilidade;
g. A igualdade entre o homem e a mulher; e
h. O respeito pelas capacidades em desenvolvimento de crianças com deficiência e respeito pelo seu direito a preservar sua identidade.

Artigo 4
Obrigações gerais

1. Os Estados Partes se comprometem a assegurar e promover a plena realização de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência, sem qualquer tipo de discriminação por causa de sua deficiência. Para tanto, os Estados Partes se comprometem a:

a. Adotar todas as medidas legislativas, administrativas e de qualquer outra natureza, necessárias para a realização dos direitos reconhecidos na presente Convenção;
b. Adotar todas as medidas necessárias, inclusive legislativas, para modificar ou revogar leis, regulamentos, costumes e práticas vigentes, que constituírem discriminação contra pessoas com deficiência;
c. Levar em conta, em todos os programas e políticas, a proteção e a promoção dos direitos humanos das pessoas com deficiência;
d. Abster-se de participar em qualquer ato ou prática incompatível com a presente Convenção e assegurar que as autoridades públicas e instituições atuem em conformidade com a presente Convenção;
e. Tomar todas as medidas apropriadas para eliminar a discriminação baseada em deficiência, por parte de qualquer pessoa, organização ou empresa privada;
f. Realizar ou promover a pesquisa e o desenvolvimento de produtos, serviços, equipamentos e instalações com desenho universal, conforme definidos no Artigo 2 da presente Convenção, que exijam o mínimo possível de adaptação e cujo custo seja o mínimo possível, destinados a atender às necessidades específicas de pessoas com deficiência, a promover sua disponibilidade e seu uso e a promover o desenho universal quando da elaboração de normas e diretrizes;
g. Realizar ou promover a pesquisa e o desenvolvimento, bem como a disponibilidade e o emprego de novas tecnologias, inclusive as tecnologias da informação e comunicação, ajudas técnicas para locomoção, dispositivos e tecnologias assistivas, adequados a pessoas com deficiência, dando prioridade a tecnologias de preço acessível;
h. Propiciar informação acessível para as pessoas com deficiência a respeito de ajudas técnicas para locomoção, dispositivos e tecnologias assistivas, incluindo novas tecnologias bem como outras formas de assistência, serviços de suporte e instalações;
i. Promover a capacitação de profissionais e de equipes que trabalham com pessoas com deficiência, em relação aos direitos reconhecidos na presente Convenção, para que possam prestar melhor assistência e serviços assegurados por tais direitos.
2. Em relação aos direitos econômicos, sociais e culturais, todo Estado Parte se compromete a tomar medidas, tanto quanto permitirem os recursos disponíveis e, quando  for necessário, no contexto da cooperação internacional, a fim de lograr progressivamente a plena realização destes direitos, sem prejuízo das obrigações contidas na presente Convenção que forem imediatamente aplicáveis em virtude do direito internacional.
3. Na elaboração e implementação de legislação e políticas para executar a presente Convenção e em outros processos de tomada de decisão relativos às pessoas com deficiência, os Estados Partes deverão estreitamente consultar e ativamente envolver pessoas com deficiência, inclusive crianças com deficiência, por intermédio de suas organizações representativas.
4. Nenhum dispositivo da presente Convenção deverá afetar quaisquer disposições mais propícias à realização dos direitos das pessoas com deficiência, os quais possam estar contidos na legislação do Estado Parte ou no direito internacional em vigor para esse Estado. Não deverá haver nenhuma restrição ou derrogação de qualquer dos direitos humanos e liberdades fundamentais reconhecidos ou vigentes em qualquer Estado Parte da presente Convenção, em conformidade com leis, convenções, regulamentos ou costumes, sob a alegação de que a presente Convenção não reconhece tais direitos e liberdades ou que os reconhece em menor grau.
5. As disposições da presente Convenção deverão estender-se a todas as unidades dos Estados federais, sem limitações ou exceções.

Artigo 5
Igualdade e não-discriminação

1. Os Estados Partes reconhecem que todas as pessoas são iguais perante e sob a lei e que fazem jus, sem qualquer discriminação, a igual proteção e igual benefício da lei.
2. Os Estados Partes deverão proibir qualquer discriminação por motivo de deficiência e garantir às pessoas com deficiência igual e efetiva proteção legal contra a discriminação por qualquer motivo.
3. A fim de promover a igualdade e eliminar a discriminação, os Estados Partes deverão adotar todos os passos necessários para assegurar que a adaptação razoável seja provida.
4. Nos termos da presente Convenção, as medidas específicas que forem necessárias para acelerar ou alcança a efetiva igualdade das pessoas com deficiência não deverão ser consideradas discriminatórias.

Artigo 6
Mulheres com deficiência

1. Os Estados Partes reconhecem que as mulheres e meninas com deficiência estão sujeitas à discriminação múltipla e, portanto, deverão tomar medidas para assegurar a elas o pleno e igual desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais.
2. Os Estados Partes deverão tomar todas as medidas apropriadas para assegurar o pleno desenvolvimento, o avanço e o empoderamento das mulheres, a fim de garantir-lhes o exercício e o desfrute dos direitos humanos e liberdades fundamentais estabelecidos na presente Convenção.

Artigo 7
Crianças com deficiência

1. Os Estados Partes deverão tomar todas as medidas necessárias para assegurar às crianças com deficiência o pleno desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, em igualdade de oportunidades com as demais crianças.
2. Em todas as ações relativas às crianças com deficiência, o que for melhor para elas deverá receber consideração primordial.
3. Os Estados Partes deverão assegurar que as crianças com deficiência tenham o direito de expressar livremente sua opinião sobre todos os assuntos que lhes disserem respeito, tenham a sua opinião devidamente valorizada de acordo com sua idade e maturidade, em igualdade de oportunidades com as demais crianças, e recebam atendimento adequado à sua deficiência e idade, para que possam realizar tal direito.

Artigo 8
Conscientização

1) Os Estados Partes se comprometem a adotar medidas imediatas, efetivas e apropriadas para:
a) Conscientizar toda a sociedade, inclusive as famílias, sobre as condições das pessoas com deficiência e fomentar o respeito pelos direitos e pela dignidade das pessoas com deficiência;
b) Combater estereótipos, preconceitos e práticas nocivas em relação a pessoas com deficiência, inclusive os baseados em sexo e idade, em todas as áreas da vida; e
c) Promover a consciência sobre as capacidades e contribuições das pessoas com deficiência.
2) As medidas para esse fim incluem:
a) Dar início e continuação a efetivas campanhas públicas de conscientização, destinadas a:
i) Cultivar a receptividade em relação aos direitos das pessoas com deficiência;
ii) Fomentar uma percepção positiva e maior consciência social em relação às pessoas com deficiência; e
iii) Promover o reconhecimento dos méritos, habilidades e capacidades das pessoas com deficiência e de sua contribuição ao local de trabalho e ao mercado laboral;
b) Fomentar em todos os níveis do sistema educacional, incluindo neles todas as crianças desde tenra idade, uma atitude de respeito para com os direitos das pessoas com deficiência;
c) Incentivar todos os órgãos da mídia a retratar as pessoas com deficiência de maneira compatível com o propósito da presente Convenção; e
d) Promover programas de conscientização a respeito das pessoas com deficiência e de seus direitos.

Artigo 9
Acessibilidade

1. A fim de possibilitar às pessoas com deficiência viver com autonomia e participar plenamente de todos os aspectos da vida, os Estados Partes deverão tomar as medidas apropriadas para assegurar-lhes o acesso, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, ao meio físico, ao transporte, à informação e comunicação, inclusive aos sistemas e tecnologias da informação e comunicação, bem como a outros serviços e instalações abertos ou propiciados ao público, tanto na zona urbana como na rural. Estas medidas, que deverão incluir a identificação e a eliminação de obstáculos e barreiras à acessibilidade, deverão ser aplicadas, entre outros, a:
a. Edifícios, rodovias, meios de transporte e outras instalações internas e externas, inclusive escolas, moradia, instalações médicas e local de trabalho; e
b. Informações, comunicações e outros serviços, inclusive serviços eletrônicos e serviços de emergência;
2. Os Estados Partes deverão também tomar medidas apropriadas para:
a. Desenvolver, promulgar e monitorar a implementação de padrões e diretrizes mínimos para a acessibilidade dos serviços e instalações abertos ou propiciados ao público;
b. Assegurar que as entidades privadas que oferecem instalações e serviços abertos ou propiciados ao público levem em consideração todos os aspectos relativos à acessibilidade para pessoas com deficiência;
c. Propiciar, a todas as pessoas envolvidas, uma capacitação sobre as questões de acessibilidade enfrentadas por pessoas com deficiência;
d. Dotar, os edifícios e outras instalações abertas ao público, de sinalização em braile e em formatos de fácil leitura e compreensão;
e. Oferecer formas de atendimento pessoal ou assistido por animal e formas intermediárias, incluindo guias, leitores e intérpretes profissionais da língua de sinais, para facilitar o acesso aos edifícios e outras instalações abertas ao público;
f. Promover outras formas apropriadas de atendimento e apoio a pessoas com deficiência, a fim de assegurar-lhes seu acesso a informações;
g. Promover o acesso de pessoas com deficiência a novos sistemas e tecnologias da informação e comunicação, inclusive à internet; e
h. Promover o desenho, o desenvolvimento, a produção e a disseminação de sistemas e tecnologias de informação e comunicação em fase inicial, a fim de que estes sistemas e tecnologias se tornem acessíveis a um custo mínimo.

Artigo 10
Direito à vida

Os Estados Partes reafirmam que todo ser humano tem o inerente direito à vida e deverão tomar todas as medidas necessárias para assegurar o efetivo desfrute desse direito pelas pessoas com deficiência, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.

Artigo 11
Situações de risco e emergências humanitárias

Em conformidade com suas obrigações decorrentes do direito internacional, inclusive do direito humanitário internacional e do direito internacional relativo aos direitos humanos, os Estados Partes deverão tomar todas as medidas necessárias para assegurar a proteção e a segurança das pessoas com deficiência que se encontrarem em situações de risco, inclusive situações de conflito armado, emergências humanitárias e ocorrência de desastres naturais.

Artigo 12
Reconhecimento igual perante a lei

1. Os Estados Partes reafirmam que as pessoas com deficiência têm o direito de serem reconhecidas em qualquer parte como pessoas perante a lei.
2. Os Estados Partes deverão reconhecer que as pessoas com deficiência têm capacidade legal em igualdade de condições com as demais pessoas em todos os aspectos da vida.
3. Os Estados Partes deverão tomar medidas apropriadas para prover o acesso de pessoas com deficiência ao apoio que necessitarem no exercício de sua capacidade legal.
4. Os Estados Partes deverão assegurar que todas as medidas relativas ao exercício da capacidade legal incluam salvaguardas apropriadas e efetivas para prevenir abusos, em conformidade com o direito internacional relativo aos direitos humanos. Estas salvaguardas deverão assegurar que as medidas relativas ao exercício da capacidade legal respeitem os direitos, a vontade e as preferências da pessoa, sejam isentas de conflito de interesses e de influência indevida, sejam proporcionais e apropriadas às circunstâncias da pessoa, se apliquem pelo período mais curto possível e sejam submetidas à revisão regular por uma autoridade ou órgão judiciário competente, independente e imparcial. As salvaguardas deverão ser proporcionais ao grau em que tais medidas afetarem os direitos e interesses da pessoa.
5. Os Estados Partes, sujeitos ao disposto neste Artigo, deverão tomar todas as medidas apropriadas e efetivas para assegurar às pessoas com deficiência o igual direito de possuir ou herdar bens, de controlar as próprias finanças e de ter igual acesso a empréstimos bancários, hipotecas e outras formas de crédito financeiro, e deverão assegurar que as pessoas com deficiência não sejam arbitrariamente destituídas de seus bens.

Artigo 13
Acesso à justiça

1. Os Estados Partes deverão assegurar o efetivo acesso das pessoas com deficiência à justiça, em igualdade de condições com as demais pessoas, inclusive mediante a provisão de adaptações processuais e conformes com a idade, a fim de facilitar seu efetivo papel como participantes diretos ou indiretos, inclusive como testemunhas, em todos os procedimentos jurídicos, tais como investigações e outras etapas preliminares.
2. A fim de assegurar às pessoas com deficiência o efetivo acesso à justiça, os Estados Partes deverão promover a capacitação apropriada daqueles que trabalham na área de administração da justiça, inclusive a polícia e o pessoal prisional.

Artigo 14
Liberdade e segurança da pessoa

1. Os Estados Partes deverão assegurar que as pessoas com deficiência, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas:
(a) Desfrutem o direito à liberdade e à segurança da pessoa; e
(b) Não sejam privadas ilegal ou arbitrariamente de sua liberdade e que toda privação de liberdade esteja em conformidade com a lei, e que a existência de uma deficiência não justifique a privação de liberdade;
2. Os Estados Partes deverão assegurar que, se pessoas com deficiência forem privadas de liberdade mediante algum processo, elas, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, façam jus a garantias de acordo com o direito internacional relativo aos direitos humanos e sejam tratadas em conformidade com os objetivos e princípios da presente Convenção, inclusive mediante a provisão de adaptação razoável.

Artigo 15
Prevenção contra a tortura ou os tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes

1. Nenhuma pessoa deverá ser submetida à tortura ou a tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes. Em especial, nenhuma pessoa deverá ser sujeita a experimentos médicos ou científicos sem seu livre consentimento.
2. Os Estados Partes deverão tomar todas as medidas efetivas de natureza legislativa, administrativa, judicial ou outra para evitar que pessoas com deficiência, do mesmo modo que as demais pessoas, sejam submetidas à tortura ou a tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes.

Artigo 16
Prevenção contra a exploração, a violência e o abuso

1. Os Estados Partes deverão tomar todas as medidas apropriadas de natureza legislativa, administrativa, social, educacional e outras para proteger as pessoas com deficiência, tanto dentro como fora do lar, contra todas as formas de exploração, violência e abuso, incluindo aspectos de gênero.
2. Os Estados Partes deverão também tomar todas as medidas apropriadas para prevenir todas as formas de exploração, violência e abuso, assegurando, entre outras coisas, formas apropriadas de atendimento e apoio que levem em conta o gênero e a idade das pessoas com deficiência e de seus familiares e atendentes, inclusive mediante a provisão de informação e educação sobre a maneira de evitar, reconhecer e denunciar casos de exploração, violência e abuso. Os Estados Partes deverão assegurar que os serviços de proteção levem em conta a idade, o gênero e a deficiência das pessoas.
3. A fim de prevenir a ocorrência de quaisquer formas de exploração, violência e abuso, os Estados Partes deverão assegurar que todos os programas e instalações destinados a atender pessoas com deficiência sejam efetivamente monitorados por autoridades independentes.
4. Os Estados Partes deverão tomar todas as medidas apropriadas para promover a recuperação física, cognitiva e psicológica, inclusive mediante a provisão de serviços de proteção, a reabilitação e a reinserção social de pessoas com deficiência que forem vítimas de qualquer forma de exploração, violência ou abuso. Tal recuperação e reinserção deverão ocorrer em ambientes que promovam a saúde, o bem-estar, o auto-respeito, a dignidade e a autonomia da pessoa e levem em consideração as necessidades de gênero e idade.
5. Os Estados Partes deverão adotar efetivas leis e políticas, inclusive legislação e políticas voltadas para mulheres e crianças, a fim de assegurar que os casos de exploração, violência e abuso contra pessoas com deficiência sejam identificados, investigados e, se couber, processados.

Artigo 17
Proteção da integridade da pessoa

Toda pessoa com deficiência tem o direito a que sua integridade física e mental seja respeitada, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.

Artigo 18
Liberdade de movimentação e nacionalidade

1. Os Estados Partes deverão reconhecer os direitos das pessoas com deficiência à liberdade de movimentação, à liberdade de escolher sua residência e à nacionalidade, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, inclusive assegurando que as pessoas com deficiência:
a. Tenham o direito de adquirir e mudar nacionalidade e não sejam privadas arbitrariamente de sua nacionalidade por causa de sua deficiência.
b. Não sejam privadas, por causa de sua deficiência, da competência de obter, possuir e utilizar documento comprovante de sua nacionalidade ou outro documento de identidade, ou de recorrer a processos relevantes, tais como procedimentos relativos à imigração, que forem necessários para facilitar o exercício de seu direito de movimentação.
c. Tenham liberdade de sair de qualquer país, inclusive do seu; e
d. Não sejam privadas, arbitrariamente ou por causa de sua deficiência, do direito de entrar no próprio país.
2. As crianças com deficiência deverão ser registradas imediatamente após o nascimento e deverão ter, desde o nascimento, o direito a um nome, o direito de adquirir nacionalidade e, tanto quanto possível, o direito de conhecerem seus pais e de serem cuidadas por eles.

Artigo 19
Vida independente e inclusão na comunidade

Os Estados Partes desta Convenção reconhecem o igual direito de todas as pessoas com deficiência de viver na comunidade como as demais e deverão tomar medidas efetivas e apropriadas para facilitar às pessoas com deficiência o pleno desfrute deste direito e sua plena inclusão e participação na comunidade, inclusive assegurando que:
a. As pessoas com deficiência possam escolher seu local de residência e onde e com quem morar, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, e que não sejam obrigadas a morar em determinada habitação;
b. As pessoas com deficiência tenham acesso a uma variedade de serviços de apoio em domicílio ou em instituições residenciais ou a outros serviços comunitários de apoio, inclusive os serviços de atendentes pessoais que forem necessários como apoio para viverem e serem incluídas na comunidade e para evitarem ficar isoladas ou segregadas da comunidade; e
c. Os serviços e instalações da comunidade para a população em geral estejam disponíveis às pessoas com deficiência, em igualdade de oportunidades, e atendam às suas necessidades.

Artigo 20
Mobilidade pessoal

Os Estados Partes deverão tomar medidas efetivas para assegurar às pessoas com deficiência sua mobilidade pessoal com a máxima autonomia possível:
a. Facilitando a mobilidade pessoal das pessoas com deficiência, na forma e no momento em que elas quiserem, a um custo acessível;
b. Facilitando às pessoas com deficiência o acesso a tecnologias assistivas, dispositivos e ajudas técnicas de qualidade, e formas de assistência direta e intermediária, tornando-os disponíveis a um custo acessível;
c. Propiciando às pessoas com deficiência e ao pessoal especializado uma capacitação sobre habilidades de mobilidade; e
d. Incentivando entidades que produzem ajudas técnicas de mobilidade, dispositivos e tecnologias assistivas a levarem em conta todos os aspectos relativos à mobilidade de pessoas com deficiência.

Artigo 21
Liberdade de expressão e de opinião e acesso à informação

Os Estados Partes deverão tomar todas as medidas apropriadas para assegurar que as pessoas com deficiência possam exercer seu direito à liberdade de expressão e opinião, inclusive à liberdade de buscar, receber e fornecer informações e idéias, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas e por intermédio de todas as formas de comunicação de sua escolha, conforme o disposto no Artigo 2 da presente Convenção, entre as quais:
a. Provisão, para pessoas com deficiência, de informações destinadas ao público em geral, em formatos acessíveis e tecnologias apropriadas a diferentes tipos de deficiência, em tempo oportuno e sem custo adicional;
b. Aceitação e facilitação, em trâmites oficiais, do uso de línguas de sinais, braile, comunicação aumentativa e alternativa, e de todos os demais meios, modos e formatos acessíveis de comunicação, escolhidos pelas pessoas com deficiência;
c. Instância junto a entidades privadas que oferecem serviços ao público em geral, inclusive por meio da internet, para que forneçam informações e serviços em formatos acessíveis, que possam ser usados por pessoas com deficiência;
d. Incentivo à mídia, inclusive aos provedores de informação pela internet, para tornarem seus serviços acessíveis a pessoas com deficiência; e
e. Reconhecimento e promoção do uso de línguas de sinais.

Artigo 22
Respeito à privacidade

1. Nenhuma pessoa com deficiência, qualquer que seja seu local de residência ou tipo de moradia, deverá ser sujeita a interferência arbitrária ou ilegal em sua privacidade, família, domicílio ou correspondência ou outros tipos de comunicação, nem a ataques ilícitos à sua honra e reputação. As pessoas com deficiência têm o direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.
2. Os Estados Partes deverão proteger a privacidade dos dados pessoais e dados relativos à saúde e à reabilitação de pessoas com deficiência, em bases iguais com as demais pessoas.

Artigo 23
Respeito pelo lar e pela família

1. Os Estados Partes deverão tomar medidas efetivas e apropriadas para eliminar a discriminação contra pessoas com deficiência, em todos os aspectos relativos a casamento, família, paternidade e relacionamentos, em igualdade de condições com as demais pessoas, de modo a assegurar que:
a. Seja reconhecido o direito das pessoas com deficiência, em idade de contrair matrimônio, de casar-se e estabelecer família, com base no livre e pleno consentimento dos pretendentes;
b. Sejam reconhecidos os direitos das pessoas com deficiência de decidir livre e responsavelmente sobre o número de filhos e o espaçamento entre eles e de ter acesso a informações adequadas à idade e a orientações sobre planejamento reprodutivo e familiar, bem como os meios necessários para exercer estes direitos; e
c. As pessoas com deficiência, inclusive crianças, conservem sua fertilidade, em igualdade de condições com as demais pessoas.
2. Os Estados Partes deverão assegurar os direitos e responsabilidades das pessoas com deficiência, relativos a guarda, custódia, curatela e adoção de crianças ou instituições semelhantes, caso estes conceitos constem na legislação nacional. Em todos os casos, será primordial o que for melhor para a criança. Os Estados Partes deverão prestar a devida assistência às pessoas com deficiência no exercício de suas responsabilidades na criação dos filhos.
3. Os Estados Partes deverão assegurar que as crianças com deficiência terão iguais direitos em relação à vida familiar. Para a realização destes direitos e para evitar ocultação, abandono, negligência e segregação de crianças com deficiência, os Estados Partes deverão fornecer informações rápidas e abrangentes sobre serviços e apoios a crianças com deficiência e suas famílias.
4. Os Estados Partes deverão assegurar que uma criança não poderá ser separada de seus pais contra a vontade deles, exceto quando autoridades competentes, sujeitas à revisão judicial, determinarem, em conformidade com as leis e procedimentos aplicáveis, que a separação é necessária, por ser melhor para a criança. Em nenhum caso, uma criança deverá ser separada dos pais sob alegação de deficiência dela ou de um ou ambos os pais.
5. Os Estados Partes deverão, caso a família imediata de uma criança com deficiência não tenha condições de cuidar dela, fazer todo esforço para que cuidados alternativos sejam oferecidos por outros parentes e, se isso não for possível, por uma família da comunidade.

Artigo 24
Educação

1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência à educação. Para realizar este direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes deverão assegurar um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida, com os seguintes objetivos:
a. O pleno desenvolvimento do potencial humano e do senso de dignidade e auto-estima, além do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais e pela diversidade humana;
b. O desenvolvimento máximo possível personalidade e dos talentos e criatividade das pessoas com deficiência, assim de suas habilidades físicas e intelectuais;
c. A participação efetiva das pessoas com deficiência em uma sociedade livre.
2. Para a realização deste direito, os Estados Partes deverão assegurar que:
a. As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e compulsório, sob a alegação de deficiência;
b. As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem;
c. Adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais sejam providenciadas;
d. As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação; e
e. Efetivas medidas individualizadas de apoio sejam adotadas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, compatível com a meta de inclusão plena.
3. Os Estados Partes deverão assegurar às pessoas com deficiência a possibilidade de aprender as habilidades necessárias à vida e ao desenvolvimento social, a fim de facilitar-lhes a plena e igual participação na educação e como membros da comunidade. Para tanto, os Estados Partes deverão tomar medidas apropriadas, incluindo:
a. Facilitação do aprendizado do braile, escrita alternativa, modos, meios e formatos de comunicação aumentativa e alternativa, e habilidades de orientação e mobilidade, além de facilitação do apoio e aconselhamento de pares;
b. Facilitação do aprendizado da língua de sinais e promoção da identidade lingüística da comunidade surda; e
c. Garantia de que a educação de pessoas, inclusive crianças cegas, surdocegas e surdas, seja ministrada nas línguas e nos modos e meios de comunicação mais adequados às pessoas e em ambientes que favoreçam ao máximo seu desenvolvimento acadêmico e social.
4. A fim de contribuir para a realização deste direito, os Estados Partes deverão tomar medidas apropriadas para empregar professores, inclusive professores com deficiência, habilitados para o ensino da língua de sinais e/ou do braile, e para capacitar profissionais e equipes atuantes em todos os níveis de ensino. Esta capacitação deverá incorporar a conscientização da deficiência e a utilização de apropriados modos, meios e formatos de comunicação aumentativa e alternativa, e técnicas e materiais pedagógicos, como apoios para pessoas com deficiência.
5. Os Estados Partes deverão assegurar que as pessoas com deficiência possam ter acesso à educação comum nas modalidades de: ensino superior, treinamento profissional, educação de jovens e adultos e aprendizado continuado, sem discriminação e em igualdade de condições com as demais pessoas. Para tanto, os Estados Partes deverão assegurar a provisão de adaptações razoáveis para pessoas com deficiência.

Artigo 25
Saúde

Os Estados Partes reconhecem que as pessoas com deficiência têm o direito de usufruir o padrão mais elevado possível de saúde, sem discriminação baseada na deficiência. Os Estados Partes deverão tomar todas as medidas apropriadas para assegurar o acesso de pessoas com deficiência a serviços de saúde sensíveis às questões de gênero, incluindo a reabilitação relacionada à saúde. Em especial, os Estados Partes deverão:
a. Estender a pessoas com deficiência a mesma amplitude, qualidade e padrão de programas e cuidados de saúde gratuitos ou acessíveis a que as demais pessoas têm acesso, inclusive na área de saúde sexual e reprodutiva e de programas de saúde pública destinados à população em geral;
b. Propiciar aqueles serviços de saúde que as pessoas com deficiência necessitam especificamente por causa de sua deficiência, inclusive identificação e intervenção precoces, bem como serviços projetados para minimizar e prevenir deficiências adicionais, inclusive entre crianças e idosos;
c. Propiciar estes serviços de saúde em locais o mais próximo possível de onde vivem tais pessoas, inclusive na zona rural;
d. Exigir dos profissionais de saúde o atendimento com a mesma qualidade para pessoas com deficiência que para outras pessoas, incluindo, com base no livre e informado consentimento, entre outros, a conscientização sobre direitos humanos, dignidade, autonomia e necessidades das pessoas com deficiência, através de capacitação e promulgação de padrões éticos para serviços de saúde públicos e privados;
e. Proibir a discriminação contra pessoas com deficiência na provisão de seguro de saúde e seguro de vida, caso tais seguros sejam permitidos pela legislação nacional, os quais deverão ser providos de maneira razoável e justa; e
f. Prevenir a recusa discriminatória de serviços de saúde ou de atenção à saúde ou de alimentos sólidos e líquidos por motivo de deficiência.

Artigo 26
Habilitação e reabilitação

1. Os Estados Partes deverão tomar medidas efetivas e apropriadas, inclusive mediante apoio dos pares, para possibilitar que as pessoas com deficiência conquistem e conservem o máximo de autonomia e plena capacidade física, intelectual, social e profissional, bem como plena inclusão e participação em todos os aspectos da vida. Para tanto, os Estados Partes deverão organizar, fortalecer e estender serviços e programas completos de habilitação e reabilitação, particularmente nas áreas de saúde, emprego, educação e serviços sociais, de modo que estes serviços e programas:
a. Comecem o mais cedo possível e sejam baseados numa avaliação multidisciplinar das necessidades e pontos fortes de cada pessoa; e
b. Apóiem a participação e a inclusão na comunidade e em todos os aspectos da sociedade, sejam oferecidos voluntariamente e estejam disponíveis às pessoas com deficiência o mais próximo possível de suas comunidades, inclusive na zona rural.
2. Os Estados Partes deverão promover o desenvolvimento da capacitação inicial e continuada de profissionais e de equipes que atuam nos serviços de habilitação e reabilitação.
3. Os Estados Partes deverão promover a disponibilidade, o conhecimento e o uso de dispositivos e tecnologias assistivas, projetados para pessoas com deficiência e relacionados com a habilitação e a reabilitação.

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Artigo 27
Trabalho e emprego

1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência de trabalhar, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas. Este direito abrange o direito à oportunidade de se manter com um trabalho de sua livre escolha ou aceito no mercado laboral em ambiente de trabalho que seja aberto, inclusivo e acessível a pessoas com deficiência. Os Estados Partes deverão salvaguardar e promover a realização do direito ao trabalho, inclusive daqueles que tiverem adquirido uma deficiência no emprego, adotando medidas apropriadas, incluídas na legislação, com o fim de, entre outros:
a. Proibir a discriminação, baseada na deficiência, com respeito a todas as questões relacionadas com as formas de emprego, inclusive condições de recrutamento, contratação e admissão, permanência no emprego, ascensão profissional e condições seguras e salubres de trabalho;
b. Proteger os direitos das pessoas com deficiência, em condições de igualdade com as demais pessoas, às condições justas e favoráveis de trabalho, incluindo iguais oportunidades e igual remuneração por trabalho de igual valor, condições seguras e salubres de trabalho, além de reparação de injustiças e proteção contra o assédio no trabalho;
c. Assegurar que as pessoas com deficiência possam exercer seus direitos trabalhistas e sindicais, em condições de igualdade com as demais pessoas;
d. Possibilitar às pessoas com deficiência o acesso efetivo a programas técnicos gerais e de orientação profissional e a serviços de colocação no trabalho e de treinamento profissional e continuado;
e. Promover oportunidades de emprego e ascensão profissional para pessoas com deficiência no mercado de trabalho, bem como atendimento na procura, obtenção e manutenção do emprego e no retorno a ele;
f. Promover oportunidades de trabalho autônomo, empreendedorismo, desenvolvimento de cooperativas e estabelecimento de negócio próprio;
g. Empregar pessoas com deficiência no setor público;
h. Promover o emprego de pessoas com deficiência no setor privado, mediante políticas e medidas apropriadas, que poderão incluir programas de ação afirmativa, incentivos e outras medidas;
i. Assegurar que adaptações razoáveis sejam feitas para pessoas com deficiência no local de trabalho;
j. Promover a aquisição de experiência de trabalho por pessoas com deficiência no mercado aberto de trabalho; e
k. Promover reabilitação profissional, retenção do emprego e programas de retorno ao trabalho para pessoas com deficiência.
2. Os Estados Partes deverão assegurar que as pessoas com deficiência não serão mantidas em escravidão ou servidão e que serão protegidas, em igualdade de condições com as demais pessoas, contra o trabalho forçado ou compulsório.

Artigo 28
Padrão de vida e proteção social adequados

1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência a um padrão adequado de vida para si e para suas famílias, inclusive alimentação, vestuário e moradia adequados, bem como à melhoria constante de suas condições de vida, e deverão tomar as providências necessárias para salvaguardar e promover a realização deste direito sem discriminação baseada na deficiência.
2. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência à proteção social e ao desfrute deste direito sem discriminação baseada na deficiência, e deverão tomar as medidas apropriadas para salvaguardar e promover a realização deste direito, tais como:
a. Assegurar igual acesso de pessoas com deficiência a serviços de água limpa e assegurar o acesso aos apropriados serviços, dispositivos e outros atendimentos para as necessidades relacionadas com a deficiência;
b. Assegurar o acesso de pessoas com deficiência, particularmente mulheres, crianças e idosos com deficiência, a programas de proteção social e de redução da pobreza;
c. Assegurar o acesso de pessoas com deficiência e suas famílias em situação de pobreza à assistência do Estado em relação a seus gastos ocasionados pela deficiência, inclusive treinamento adequado, aconselhamento, ajuda financeira e cuidados de repouso;
d. Assegurar o acesso de pessoas com deficiência a programas habitacionais públicos; e
e. Assegurar igual acesso de pessoas com deficiência a programas e benefícios de aposentadoria.

Artigo 29
Participação na vida política e pública

Os Estados Partes deverão garantir às pessoas com deficiência direitos políticos e oportunidade de desfrutá-los em condições de igualdade com as demais pessoas, e deverão comprometer-se a:
a. Assegurar que as pessoas com deficiência possam participar efetiva e plenamente na vida política e pública, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, diretamente ou por meio de representantes livremente escolhidos, incluindo o direito e a oportunidade de votarem e serem votadas, mediante, entre outros:
(i) Garantia de que os procedimentos, instalações e materiais para votação serão apropriados, acessíveis e de fácil compreensão e uso;
(ii) Proteção do direito das pessoas com deficiência ao voto secreto em eleições e plebiscitos, sem intimidação, e a candidatarem-se às eleições, efetivamente ocuparem cargos eletivos e desempenharem quaisquer funções públicas em todos os níveis de governo, usando novas tecnologias assistivas, se couber; e
(iii) Garantia da livre expressão de vontade das pessoas com deficiência como eleitores e, para tanto, sempre que necessário e a seu pedido, permissão para que elas sejam atendidas na votação por uma pessoa de sua escolha;
b. Promover ativamente um ambiente em que as pessoas com deficiência possam participar efetiva e plenamente na condução das questões públicas, sem discriminação e em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, e encorajar sua participação nas questões públicas, mediante:
i) Participação em organizações não-governamentais relacionadas com a vida pública e política do país, bem como nas atividades e na administração de partidos políticos; e
ii) Formação de organizações para representar pessoas com deficiência em níveis internacional, regional, nacional e local, e sua afiliação a tais organizações.

Artigo 30
Participação na vida cultural e em recreação, lazer e esporte

1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência de participar na vida cultural, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, e deverão tomar todas as medidas apropriadas para que as pessoas com deficiência possam:
a. Desfrutar o acesso a materiais culturais em formatos acessíveis;
b. Desfrutar o acesso a programas de televisão, cinema, teatro e outras atividades culturais, em formatos acessíveis; e
c. Desfrutar o acesso a locais ou serviços de eventos culturais, tais como teatros, museus, cinemas, bibliotecas e serviços turísticos, bem como, tanto quanto possível, desfrutar o acesso a monumentos e locais de importância cultural nacional.
2. Os Estados Partes deverão tomar medidas apropriadas para que as pessoas com deficiência tenham a oportunidade de desenvolver e utilizar seu potencial criativo, artístico e intelectual, não somente em benefício próprio, mas também para o enriquecimento da sociedade.
3. Os Estados Partes deverão tomar todas as providências, em conformidade com o direito internacional, para assegurar que a legislação de proteção dos direitos de propriedade intelectual não constitua uma barreira injustificável ou discriminatória ao acesso de pessoas com deficiência a materiais culturais.
4. As pessoas com deficiência deverão fazer jus, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, a que sua identidade cultural e lingüística específica seja reconhecida e apoiada, incluindo as línguas de sinais e a cultura surda.
5. Para que as pessoas com deficiência participem, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, de atividades recreativas, esportivas e de lazer, os Estados Partes deverão tomar medidas apropriadas para:
a. Incentivar e promover a máxima participação possível das pessoas com deficiência nas atividades esportivas comuns em todos os níveis;
b. Assegurar que as pessoas com deficiência tenham a oportunidade de organizar, desenvolver e participar em atividades esportivas e recreativas específicas às deficiências e, para tanto, incentivar a provisão de instrução, treinamento e recursos adequados, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas;
c. Assegurar que as pessoas com deficiência tenham acesso a locais de eventos esportivos, recreativos e turísticos;
d. Assegurar que as crianças com deficiência possam, em igualdade de condições com as demais crianças, participar de jogos e atividades recreativas, esportivas e de lazer, inclusive no sistema escolar; e
e. Assegurar que as pessoas com deficiência tenham acesso aos serviços prestados por pessoas envolvidas na organização de atividades recreativas, turísticas, esportivas e de lazer.

Artigo 31
Estatísticas e coleta de dados

1. Os Estados Partes se comprometem a coletar dados apropriados, inclusive estatísticos e de pesquisas, para que possam formular e implementar políticas destinadas a dar efeito à presente Convenção. O processo de coleta e manutenção de tais dados deverá:
a. Observar as salvaguardas estabelecidas por lei, inclusive pelas leis relativas à proteção de dados, a fim de assegurar a confidencialidade e o respeito pela privacidade das pessoas com deficiência; e
b. Observar as normas internacionalmente aceitas para proteger os direitos humanos, as liberdades fundamentais e os princípios éticos na compilação e utilização de estatísticas.
2. Os dados coletados de acordo com o disposto neste Artigo deverão ser desagregados, se apropriado, e utilizados para avaliar o cumprimento, por parte dos Estados Partes, de suas obrigações na presente Convenção e para identificar e eliminar as barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência no exercício de seus direitos.
3. Os Estados Partes deverão assumir responsabilidade pela divulgação das referidas estatísticas e assegurar que elas sejam acessíveis às pessoas com deficiência e a outros.

Artigo 32
Cooperação internacional

1. Os Estados Partes reconhecem a importância da cooperação internacional e de sua promoção, em apoio aos esforços nacionais para a consecução do propósito e dos objetivos da presente Convenção e, sob este aspecto, adotarão medidas apropriadas e efetivas entre os Estados e, se necessário, em parceria com relevantes organizações internacionais e regionais e com a sociedade civil e, em particular, com organizações de pessoas com deficiência. Estas medidas poderão incluir, entre outras:
a. Assegurar que a cooperação internacional e os programas internacionais de desenvolvimento sejam inclusivos e acessíveis para pessoas com deficiência;
b. Facilitar e apoiar a capacitação, inclusive por meio do intercâmbio e compartilhamento de informações, experiências, programas de treinamento e melhores práticas;
c. Facilitar a cooperação em pesquisa e o acesso a conhecimentos científicos e técnicos; e
d. Propiciar, se apropriado, assistência técnica e financeira, inclusive mediante facilitação do acesso a, e compartilhamento de, tecnologias assistivas e acessíveis, bem como por meio de transferência de tecnologias.
2. O disposto neste Artigo se aplica sem prejuízo das obrigações que cabem a cada Estado Parte em decorrência da presente Convenção.

Artigo 33
Implementação e monitoramento nacionais

1. Os Estados Partes, de acordo com seu sistema organizacional, deverão designar um ou mais de um ponto focal no âmbito do Governo para assuntos relacionados com a implementação da presente Convenção e deverão dar a devida consideração ao estabelecimento ou designação de um mecanismo de coordenação no âmbito do Governo, a fim de facilitar ações correlatas nos diferentes setores e níveis.
2. Os Estados Partes, em conformidade com seus sistemas jurídico e administrativo, deverão manter, fortalecer, designar ou estabelecer uma estrutura, inclusive um ou mais de um mecanismo independente, onde couber, para promover, proteger e monitorar a implementação da presente Convenção. Ao designar ou estabelecer tal mecanismo, os Estados Partes deverão levar em conta os princípios relativos ao status e funcionamento das instituições nacionais de proteção e promoção dos direitos humanos.
3. A sociedade civil e, particularmente, as pessoas com deficiência e suas organizações representativas deverão ser envolvidas e participar plenamente no processo de monitoramento.

Artigo 34
Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

1. Um Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (doravante denominado simplesmente "Comitê") deverá ser estabelecido, para desempenhar as funções aqui estabelecidas.
2. O Comitê deverá ser composto, quando da entrada em vigor da presente Convenção, por 12 peritos. Quando a presente Convenção alcançar 60 ratificações ou adesões, o Comitê será acrescido por seis membros, perfazendo um total de 18 membros.
3. Os membros do Comitê deverão atuar a título pessoal e deverão apresentar elevada postura moral e competência e experiência reconhecidas no campo abrangido pela presente Convenção. Ao designar seus candidatos, os Estados Partes são instados a dar a devida consideração ao disposto no Artigo 4.3 da presente Convenção.
4. Os membros do Comitê deverão ser eleitos pelos Estados Partes, observando-se uma distribuição geográfica eqüitativa, representação de diferentes formas de civilização e dos principais sistemas jurídicos, representação equilibrada de gênero e participação de peritos com deficiência.
5. Os membros do Comitê deverão ser eleitos por votação secreta em sessões da Conferência dos Estados Partes, a partir de uma lista de pessoas designadas pelos Estados Partes entre seus nacionais. Nestas sessões, cujo quorum deverá ser de dois terços dos Estados Partes, os candidatos eleitos para o Comitê deverão ser aqueles que obtiverem o maior número de votos e a maioria absoluta dos votos dos representantes dos Estados Partes presentes e votantes.
6. A primeira eleição deverá ser realizada, o mais tardar, até seis meses após a data de entrada em vigor da presente Convenção. Pelo menos quatro meses antes de cada eleição, o Secretário-Geral das Nações Unidas deverá dirigir uma carta aos Estados Partes, convidando-os a submeter os nomes de seus candidatos dentro de dois meses. O Secretário-Geral deverá, subseqüentemente, preparar uma lista em ordem alfabética de todos os candidatos apresentados, indicando que foram designados pelos Estados Partes, e deverá submeter essa lista aos Estados Partes da presente Convenção.
7. Os membros do Comitê deverão ser eleitos para um mandato de quatro anos. Eles deverão ser elegíveis para a reeleição uma única vez. Contudo, o mandato de seis dos membros eleitos na primeira eleição deverá expirar ao fim de dois anos; imediatamente após a primeira eleição, os nomes desses seis membros serão selecionados por sorteio pelo presidente da sessão a que se refere o parágrafo 5 deste Artigo.
8. A eleição dos seis membros adicionais do Comitê deverá ser realizada por ocasião das eleições regulares, de acordo com as disposições pertinentes deste Artigo.
9. Em caso de morte, demissão ou declaração de um membro de que, por algum motivo, não poderá continuar a exercer suas funções, o Estado Parte que o tiver indicado deverá designar um outro perito que tenha as qualificações e satisfaça aos requisitos estabelecidos pelos dispositivos pertinentes deste Artigo, para concluir o mandato em questão.
10. O Comitê deverá estabelecer as próprias normas de procedimento.
11. O Secretário-Geral das Nações Unidas deverá prover o pessoal e as instalações necessários para o efetivo desempenho das funções do Comitê ao amparo da presente Convenção e deverá convocar sua primeira reunião.
12. Com a aprovação da Assembléia Geral, os membros do Comitê estabelecidos sob a presente Convenção deverão receber emolumentos dos recursos das Nações Unidas sob termos e condições que a Assembléia possa decidir, tendo em vista a importância das responsabilidades do Comitê.
13. Os membros do Comitê deverão ter direito aos privilégios, facilidades e imunidades dos peritos em missões das Nações Unidas, em conformidade com as disposições pertinentes da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas.

Artigo 35
Relatórios dos Estados Partes

1. Cada Estado Parte deverá submeter, por intermédio do Secretário-Geral das Nações Unidas, um relatório abrangente sobre as medidas adotadas em cumprimento de suas obrigações ao amparo da presente Convenção e sobre o progresso alcançado neste aspecto, dentro de dois anos após a entrada em vigor da presente Convenção para o Estado Parte pertinente.
2. Depois disso, os Estados Partes deverão submeter relatórios subseqüentes pelo menos a cada quatro anos ou quando o Comitê o solicitar.
3. O Comitê deverá determinar as diretrizes aplicáveis ao teor dos relatórios.
4. Um Estado Parte que tiver submetido ao Comitê um relatório inicial abrangente, não precisará, em relatórios subseqüentes, repetir informações já apresentadas. Ao elaborar os relatórios ao Comitê, os Estados Partes são instados a fazê-lo de maneira franca e transparente e a levar em devida conta o disposto no Artigo 4.3 da presente Convenção.
5. Os relatórios poderão apontar os fatores e as dificuldades que tiverem afetado o cumprimento das obrigações decorrentes da presente Convenção.

Artigo 36
Consideração dos relatórios

1. Os relatórios deverão ser considerados pelo Comitê, que deverá fazer as sugestões e recomendações gerais que julgar pertinentes e deverá transmiti-las aos respectivos Estados Partes. O Estado Parte poderá responder, fornecendo ao Comitê as informações desejadas. O Comitê poderá pedir informações adicionais ao Estados Partes, concernentes à implementação da presente Convenção.
2. Caso um Estado Parte se atrase consideravelmente em submeter um relatório, o Comitê poderá notificá-lo sobre a necessidade de verificar a implementação da presente Convenção pelo Estado Parte, com base em informações disponíveis ao Comitê, se o relatório em questão não for submetido dentro de três meses após a notificação. O Comitê deverá convidar o Estado Parte a participar desta verificação. Se o Estado Parte responder, apresentando o relatório em questão, aplicar-se-á o disposto no parágrafo 1 deste Artigo.
3. O Secretário-Geral das Nações Unidas deverá disponibilizar os relatórios a todos os Estados Partes.
4. Os Estados Partes deverão tornar seus relatórios amplamente disponíveis ao público em seus países e facilitar o acesso às sugestões e recomendações gerais a respeito de tais relatórios.
5. O Comitê deverá transmitir os relatórios dos Estados Partes, caso julgue apropriado, às agências e aos fundos e programas especializados das Nações Unidas e a outros organismos competentes, para que possam considerar pedidos ou indicações da necessidade de consultoria ou assistência técnica, constantes nos relatórios, acompanhados de eventuais observações e recomendações do Comitê a respeito de tais pedidos ou indicações.

Artigo 37
Cooperação entre os Estados Partes e o Comitê

1. Cada Estado Parte deverá cooperar com o Comitê e auxiliar seus membros no desempenho de seu mandato.
2. Em suas relações com os Estados Partes, o Comitê deverá dar a devida consideração aos meios e modos de aprimorar as capacidades nacionais para a implementação da presente Convenção, inclusive mediante cooperação internacional.

Artigo 38
Relações do Comitê com outros órgãos

A fim de fomentar a efetiva implementação da presente Convenção e de incentivar a cooperação internacional na esfera abrangida pela presente Convenção:
a. As agências especializadas e outros órgãos das Nações Unidas deverão ter o direito de se fazer representar quando da consideração da implementação de disposições da presente Convenção que disserem respeito aos seus respectivos mandatos. O Comitê poderá convidar as agências especializadas e outros órgãos competentes, segundo julgar apropriado, a oferecer consultoria de peritos sobre a implementação da Convenção em áreas pertinentes a seus respectivos mandatos. O Comitê poderá convidar agências especializadas e outros órgãos das Nações Unidas a apresentar relatórios sobre a implementação da Convenção em áreas pertinentes às suas respectivas atividades;
b. No desempenho de seu mandato, o Comitê deverá consultar, se apropriado, outros órgãos pertinentes instituídos ao amparo de tratados internacionais de direitos humanos, a fim de assegurar a consistência de suas respectivas diretrizes para a elaboração de relatórios, sugestões e recomendações gerais e de evitar duplicação e superposição no desempenho de suas funções.

Artigo 39
Relatório do Comitê

A cada dois anos, o Comitê deverá submeter à Assembléia Geral e ao Conselho Econômico e Social um relatório de suas atividades e poderá fazer sugestões e recomendações gerais baseadas no exame dos relatórios e nas informações recebidas dos Estados Partes. Estas sugestões e recomendações gerais deverão ser incluídas no relatório do Comitê, acompanhadas, se houver, de comentários dos Estados Partes.

Artigo 40
Conferência dos Estados Partes

1. Os Estados Partes deverão reunir-se regularmente em uma Conferência dos Estados Partes a fim de considerar matérias relativas à implementação da presente Convenção.
2. No mais tardar, seis meses após a entrada em vigor da presente Convenção, a Conferência dos Estados Partes deverá ser convocada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas. As reuniões subseqüentes deverão ser convocadas pelo Secretário-Geral das Nações Unidas a cada dois anos ou conforme decisão da Conferência dos Estados Partes.

Artigo 41
Depositário

O Secretário-Geral das Nações Unidas deverá ser o depositário da presente Convenção.

Artigo 42
Assinatura

A presente Convenção deverá ser aberta à assinatura por todos os Estados e por organizações de integração regional na sede das Nações Unidas em Nova York a partir de 30 de março de 2007.

Artigo 43
Consentimento em comprometer-se

A presente Convenção deverá ser submetida à ratificação pelos Estados signatários e à confirmação formal por organizações de integração regional signatárias. Ela deverá ser aberta à adesão por qualquer Estado ou organização de integração regional que não a houver assinado.

Artigo 44
Organizações de integração regional

1. "Organização regional de integração" deverá ser entendida como uma organização constituída por Estados soberanos de uma determinada região, à qual seus Estados membros tenham delegado competência sobre matéria abrangida pela presente Convenção. Tais organizações deverão declarar, em seus documentos formais de confirmação ou adesão, o alcance de sua competência em relação à matéria abrangida pela presente Convenção. Subseqüentemente, elas deverão informar, ao depositário, qualquer alteração substancial no âmbito de sua competência.
2. As referências a "Estados Partes" na presente Convenção deverão ser aplicáveis a tais organizações, nos limites de sua competência.
3. Para os fins do parágrafo 1 do Artigo 45 e dos parágrafos 2 e 3 do Artigo 47, nenhum instrumento depositado por organização de integração regional deverá ser computado.
4. As organizações de integração regional poderão, em matérias de sua competência, exercer o direito de voto na Conferência dos Estados Partes, tendo direito ao mesmo número de votos quanto for o número de seus Estados membros que forem Partes da presente Convenção. Tal organização não deverá exercer seu direito de voto, se qualquer de seus Estados membros exercer seu direito, e vice-versa.

Artigo 45
Entrada em vigor

1. A presente Convenção deverá entrar em vigor no 30° dia após o depósito do 20° instrumento de ratificação ou adesão.
2. Para cada Estado ou organização de integração regional que formalmente ratificar a presente Convenção ou a ela aderir após o depósito do referido 20° instrumento, a Convenção deverá entrar em vigor no 30° dia após o depósito de seu respectivo instrumento de ratificação ou adesão.

Artigo 46
Restrições

1. As restrições incompatíveis com o objeto e o propósito da presente Convenção não deverão ser permitidas.
2. As restrições poderão ser retiradas a qualquer momento.

Artigo 47
Emendas

1. Qualquer Estado Parte poderá propor emendas à presente Convenção e submetê-las ao Secretário-Geral das Nações Unidas. O Secretário-Geral deverá comunicar, aos Estados Partes, quaisquer emendas propostas, solicitando-lhes que o notifiquem se estão a favor de uma Conferência dos Estados Partes para considerar as propostas e tomar uma decisão a respeito delas. Se, até quatro meses após a data da referida comunicação, pelo menos um terço dos Estados Partes se manifestar favorável a uma tal Conferência, o Secretário-Geral das Nações Unidas deverá convocar a Conferência, sob os auspícios das Nações Unidas. Qualquer emenda adotada por maioria de dois terços dos Estados Partes presentes e votantes deverá ser submetida pelo Secretário-Geral à aprovação da Assembléia Geral das Nações Unidas e, depois, à aceitação de todos os Estados Partes.
2. Uma emenda adotada e aprovada em conformidade com o parágrafo 1 deste Artigo deverá entrar em vigor no 30° dia depois que o número dos instrumentos de aceitação depositados pelos Estados Partes houver atingido dois terços do número de Estados Partes na data da adoção da emenda. Subseqüentemente, a emenda deverá entrar em vigor para qualquer Estado Parte no 30° dia após o depósito do respectivo instrumento de aceitação. Uma emenda deverá ser obrigatória somente naqueles Estados Partes que a aceitaram.
3. Se a Conferência dos Estados Partes assim o decidir por consenso, uma emenda adotada e aprovada em conformidade com o disposto no parágrafo 1 deste Artigo, relacionada exclusivamente com os artigos 34, 38, 39 e 40, deverá entrar em vigor para todos os Estados Partes no 30° dia após o número de instrumentos de aceitação depositados tiver atingido dois terços do número de Estados Partes na data de adoção da emenda.

Artigo 48
Denúncia

Um Estado Parte poderá denunciar a presente Convenção mediante notificação por escrito ao Secretário-Geral das Nações Unidas. A denúncia deverá tornar-se efetiva um ano após a data de recebimento da notificação pelo Secretário-Geral.

Artigo 49
Formatos acessíveis

O texto da presente Convenção deverá ser disponibilizado em formatos acessíveis.

Artigo 50
Textos autênticos

Os textos em árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol da presente Convenção deverão ser igualmente autênticos.
Em testemunho disto, os plenipotenciários abaixo assinados, sendo devidamente autorizados para isto por seus respectivos Governos, firmaram a presente Convenção.


Convenção aprovada,
juntamente com o Protocolo Facultativo
 à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência,
pela Assembléia Geral das Nações Unidas
no dia 6 de dezembro de 2006,
através da resolução A/61/611.


Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

 Os Estados Partes do presente Protocolo acordaram o seguinte:


ARTIGO 1

1. Um Estado Parte do presente Protocolo ("Estado Parte") reconhece a competência do Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência ("Comitê") para receber e considerar comunicações submetidas por pessoas ou grupos de pessoas, ou em nome deles, sujeitos à sua jurisdição, alegando serem vítimas de violação das disposições da Convenção pelo referido Estado Parte.
2. O Comitê não receberá comunicação referente a um Estado Parte que não for signatário do presente Protocolo.

ARTIGO 2

O Comitê deverá considerar inadmissível a comunicação quando:
a. A comunicação for anônima;
b. A comunicação constituir um abuso do direito de submeter tais comunicações ou for incompatível com as disposições da Convenção;
c. A mesma matéria já foi examinada pelo Comitê ou tem sido ou está sendo examinada sob um outro procedimento de investigação ou resolução internacional;
d. Não foram esgotados todos os recursos domésticos disponíveis. Esta não deve ser a regra se a aplicação dos recursos estiver demorando injustificadamente ou se ela provavelmente não trará solução efetiva;
e. A comunicação estiver precariamente fundamentada ou não for suficientemente substanciada; ou
f. Os fatos, objeto da comunicação, ocorreram antes da entrada em vigor do presente Protocolo para o Estado Parte em apreço, salvo se os fatos continuaram ocorrendo após aquela data.

ARTIGO 3

Sujeito ao disposto no Artigo 2 do presente Protocolo, o Comitê deverá levar ao conhecimento do Estado Parte pertinente toda comunicação confidencialmente submetida a ele. Dentro de seis meses, o Estado pertinente deverá submeter ao Comitê explicações ou declarações por escrito, esclarecendo a matéria e a eventual solução adotada pelo referido Estado.

ARTIGO 4

1. A qualquer momento após receber uma comunicação e antes de determinar seus méritos, o Comitê poderá transmitir ao Estado Parte pertinente, para sua urgente consideração, um pedido para que o Estado Parte tome as medidas provisórias que forem necessárias para evitar possíveis danos irreparáveis à vítima ou às vítimas da violação alegada.
2. Caso o Comitê exerça discrição ao amparo do parágrafo 1 deste Artigo, isso não implicará determinação sobre a admissibilidade ou sobre os méritos da comunicação.

ARTIGO 5

O Comitê deverá realizar sessões fechadas para examinar comunicações a ele submetidas em conformidade com o presente Protocolo. Depois de examinar uma comunicação, o Comitê deverá enviar suas sugestões e recomendações, se houver, ao Estado Parte pertinente e ao requerente.

ARTIGO 6

1. Caso receba informação confiável indicando que um Estado Parte está cometendo violação grave ou sistemática de direitos estabelecidos na Convenção, o Comitê deverá convidar o referido Estado Parte a colaborar com a verificação da informação e, para tanto, a submeter suas observações a respeito da informação em pauta.
2. Levando em conta as quaisquer observações submetidas pelo Estado Parte em questão, bem como quaisquer outras informações confiáveis em seu poder, o Comitê poderá designar um ou mais de um de seus membros para realizar uma investigação e submeter-lhe urgentemente um relatório. Caso se justifique e o Estado Parte consinta, a investigação poderá incluir uma visita a seu território.
3. Após examinar as conclusões de tal investigação, o Comitê deverá comunicar estas conclusões ao Estado Parte em questão, acompanhadas de comentários e recomendações.
4. Dentro de seis meses após o recebimento dos comentários, recomendações e conclusões transmitidas pelo Comitê, o Estado Parte em questão deverá submeter suas observações ao Comitê.
5. A referida investigação deverá ser realizada confidencialmente e a cooperação do Estado Parte deverá ser solicitada em todas as fases do processo.

ARTIGO 7

1. O Comitê poderá convidar o Estado Parte em questão a incluir em seu relatório, submetido em conformidade com o disposto no Artigo 35 da Convenção, pormenores a respeito das medidas tomadas em conseqüência da investigação realizada em conformidade com o Artigo 6 do presente Protocolo.
2. Caso necessário, o Comitê poderá, encerrado o período de seis meses a que se refere o parágrafo 4 do Artigo 6, convidar o Estado Parte em questão a informá-lo a respeito das medidas tomadas em conseqüência da referida investigação.

ARTIGO 8

Todo Estado Parte poderá, quando da assinatura ou ratificação do presente Protocolo ou de sua adesão a ele, declarar que não reconhece a competência do Comitê, a que se referem os Artigos 6 e 7.

ARTIGO 9

O Secretário-Geral das Nações Unidas deverá ser o depositário do presente Protocolo.

ARTIGO 10

O presente Protocolo deverá ser aberto à assinatura dos Estados e organizações de integração regional signatários da Convenção, na sede das Nações Unidas em Nova York, a partir de 30 de março de 2007.

ARTIGO 11

O presente Protocolo deverá estar sujeito à ratificação pelos Estados signatários do presente Protocolo que tiverem ratificado a Convenção ou aderido a ela. Ele deverá estar sujeito à confirmação formal por organizações de integração regional signatárias do presente Protocolo que tiverem formalmente confirmado a Convenção ou a ela aderido. Deverá ficar aberto à adesão de qualquer Estado ou organização de integração regional que tiver ratificado ou formalmente confirmado a Convenção ou a ela aderido e que não tiver assinado o Protocolo.

ARTIGO 12

1. "Organização regional de integração" deverá ser entendida como uma organização constituída por Estados soberanos de uma determinada região, à qual seus Estados membros tenham delegado competência sobre matéria abrangida pelo presente Protocolo. Tais organizações deverão declarar, em seus documentos de confirmação ou adesão formal, o alcance de sua competência em relação de matéria abrangida pela Convenção e pelo presente Protocolo. Subseqüentemente, elas deverão informar ao depositário qualquer alteração substancial no alcance de sua competência.
2. As referências a "Estados Partes" no presente Protocolo deverão aplicar-se a tais organizações, nos limites de sua competência.
3. Para os fins do parágrafo 1 do Artigo 13 e do parágrafo 2 do Artigo 15, nenhum instrumento depositado por organização de integração regional será computado.
4. As organizações de integração regional poderão, em matérias de sua competência, exercer o direito de voto na Conferência dos Estados Partes, tendo direito ao mesmo número de votos que seus Estados membros que forem Partes do presente Protocolo. Não poderão, porém, exercer seu direito de voto se qualquer de seus Estados membros exercer seu direito, e vice-versa.

ARTIGO 13

1. Sujeito à entrada em vigor da Convenção, o presente Protocolo deverá entrar em vigor no 30° dia após o depósito do 10° instrumento de ratificação ou adesão.
2. Para todo Estado ou organização de integração regional que ratificar e formalmente confirmar o presente Protocolo ou a ele aderir depois do depósito do 10° instrumento dessa natureza, o Protocolo deverá entrar em vigor no 30° dia após o depósito de seu respectivo instrumento.

ARTIGO 14

1. Restrições incompatíveis com o objeto e o propósito do presente Protocolo não deverão ser permitidas.
2. Restrições poderão ser retiradas a qualquer momento.

ARTIGO 15

1. Qualquer Estado Parte poderá propor emendas ao presente Protocolo e submetê-las ao Secretário-Geral das Nações Unidas, que as comunicará aos Estados Partes, solicitando-lhes que o notifiquem se estão a favor de uma Conferência dos Estados Partes para considerar as propostas e tomar uma decisão a respeito delas. Se, até quatro meses após a data da referida comunicação, pelo menos um terço dos Estados Partes se manifestar favorável a uma tal Conferência, o Secretário-Geral das Nações Unidas convocará a Conferência, sob os auspícios das Nações Unidas. Uma emenda adotada por maioria de dois terços dos Estados Partes presentes e votantes deverá ser submetida pelo Secretário-Geral à aprovação da Assembléia Geral das Nações Unidas e, depois, à aceitação de todos os Estados Partes.
2. Uma emenda adotada e aprovada em conformidade com o parágrafo 1 deste Artigo deverá entrar em vigor no 30° dia depois que os instrumentos de aceitação depositados pelos Estados Partes houver atingido dois terços do número de Estados Partes na data da adoção da emenda. Subseqüentemente, a emenda deverá entrar em vigor para um Estado Parte no 30° dia após o depósito do respectivo instrumento de aceitação. Uma emenda deverá ser obrigatória somente para os Estados Partes que a aceitara.

ARTIGO 16

Um Estado Parte poderá denunciar o presente Protocolo mediante notificação por escrito ao Secretário-Geral das Nações Unidas. A denúncia deverá tornar-se efetiva um ano após a data de recebimento da notificação pelo Secretário-Geral.

ARTIGO 17

O texto do presente Protocolo deverá ser disponibilizado em formatos acessíveis.

ARTIGO 18

Os textos em árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol do presente Protocolo deverão ser igualmente autênticos.
E por estarem assim acordados, os plenipotenciários abaixo-assinados, devidamente autorizados para tal fim pelos seus respectivos governos, assinaram o presente Protocolo.

Protocolo aprovado,
juntamente com a
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência,
pela Assembléia Geral das Nações Unidas
no dia 6 de dezembro de 2006,
através da resolução A/61/611.


postado por 35548 as 06:02:35 # 0 comentários
terça, 13 março, 2007
Governo compra notebooks para alunos com deficiência visual

O governo federal fará uma licitação para comprar 774 notebooks especiais para serem utilizados por alunos deficientes visuais.

Segundo aviso publicado nesta segunda-feira (12/03) no Diário Oficial da União, os equipamentos serão destinados a estudantes do ensino médio da rede pública de ensino ou de instituições não governamentais.

A entrega das propostas começou nesta segunda-feira e a abertura de propostas está prevista para o dia 22 de março.

No mês passado, o governo oficializou um programa que pretende ampliar o acesso dos deficientes auditivos aos serviços de telefonia fixa e móvel. Na primeira fase do projeto, foi autorizada a instalação de telefones especiais em mais de 1 mil instituições assistenciais em todo País.

De acordo com o Ministério das Comunicações, o projeto é um dos que se beneficiará dos recursos de 700 milhões de reais do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) que serão aplicados a partir deste ano em inclusão digital.


postado por 35548 as 03:55:52 # 0 comentários
domingo, 11 março, 2007
Má iluminação e PC comprometem visão, diz estudo

fonte: Estadão

Hoje, a população no Brasil com mais de 40 anos é de 50 milhões e com 60 anos são quase 17 milhões de brasileiros segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Também cresce no país o número de pessoas que na busca por um rendimento extra, permanece em atividade após a aposentadoria.

Se por um lado a crescente inclusão digital é salutar e até contribui no combate à depressão que cresce com o envelhecimento, por outro faz com que 90% dos micreiros com mais de 40 anos tenham fadiga visual ou CVS (Computer Vision Syndrome), contra 75% dos mais joven

s.

Este é o resultado de uma pesquisa inédita feita em Campinas pelo oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto. Enxergar bem não é só uma questão de saúde e correção visual. Inclui bem-estar que tem uma relação direta com a iluminação, afirma o medico.

Realizado durante os últimos doze meses com 620 micreiros na faixa etária acima de 40 anos, o estudo foi comparado com um levantamento anterior do especialista, realizado com 1,2 mil pacientes, dos quais 30% eram crianças, 80% adolescentes e adultos com idade até 40 anos.

Ele diz que as principais causas do aumento da síndrome após os 40 anos são as alterações visuais relacionadas à idade e o fato da iluminação da maioria das empresas e residências ser planejada para pessoas mais jovens. Resultado: A produtividade nas empresas cai em torno de 20% por falta de iluminação adequada e esta queda pode ser ainda maior justamente entre as pessoas que decidem o destino dos negócios.

Iluminação

A partir dos 40 anos, comenta o médico, nosso cristalino perde o poder de acomodação que é a capacidade de focar, o que reduz a visão de perto. É a presbiopia que faz com que 97% das pessoas necessitem de óculos para leitura. Na frente do monitor, explica, nossos olhos precisam se ajustar com maior freqüência às mudanças dos níveis de iluminação.

Isso faz com que os músculos ciliares que sustentam o cristalino, bem como a musculatura ao redor dos olhos se fadiguem mais em decorrência da perda de elasticidade desses músculos. Nem é preciso dizer, ressalta, que uma boa iluminação reduz o esforço visual.

Queiroz Neto afirma que este processo de enrijecimento do cristalino é progressivo. Quando uma pessoa atinge 50 anos, esta lente natural dos olhos começa a amarelar fazendo com que enxergue menos a luz azul e tenha redução da capacidade de discriminar cores. Por isso a navegação em sites concebidos em tom sobre tom, torna-se bastante difícil para este grupo, comenta.

Já aos 60 anos, ele diz que a pupila se torna menor. Isso faz com que chegue menos luz à retina onde se processam as imagens, a ponto de necessitarmos de três vezes mais iluminação que uma pessoa de 20 anos. A diminuição da pupila também dificulta a adaptação da visão entre ambientes claros e escuros. Para estas pessoas a luminosidade do monitor chega a causar pontos cegos de visão, principalmente se a cor de fundo for branca. O ideal, observa o médico, são sites e áreas de trabalho com fundo em cores pastéis, que são pouco reflexivas e garantem um bom recorte das letras. Por volta dos 65 anos o cristalino se torna opaco - É a catarata que diminui a visão de contraste, dificultando grande parte da navegação.

O especialista ressalta que a maioria dos problemas visuais decorrentes do envelhecimento tem soluções clínicas e cirúrgicas. Porém, a necessidade de maior iluminação permanece e sua adequação melhora a qualidade de vida.

As dicas de iluminação para reduzir a CVS e facilitar a navegação são:
-Combine iluminação direta e indireta
-Coloque um ponto de luz acima de seu ombro na mesa de trabalho
-Fixe a luminária ligeiramente inclinada para frente e do lado oposto à mão que trabalha para evitar sombras
-Evite colocar luminárias atrás de você
-Evite luzes brilhantes encima de textos
-Ilumine grandes ambientes com lâmpadas fluorescentes no teto
-Proteja as lâmpadas evitando a visão direta dos tubos de luz
-Use cortinas nas janelas durante o dia
-Evite colocar a tela do monitor de frente para a janela.

A síndrome do PC

A Síndrome da Visão no Computador atinge todas as faixas etárias. Os principais sintomas são: cefaléia, olho seco e visão embaçada que aparecem depois de duas horas ininterruptas usando o computador.

Muitas pessoas chegam ao consultório acreditando que as lentes dos óculos não estão corretas ou que têm vícios de refração (miopia, astigmatismo ou hipermetropia) inexistentes.

De acordo com Queiroz Neto a síndrome resulta do esforço que nossos olhos fazem para focalizar e desfocalizar as imagens em pixels, do pouco movimento que fazemos com o globo ocular e do fato de piscarmos só seis a sete vezes por minuto na frente do monitor contra 20 vezes normalmente. O tratamento varia conforme outros fatores da saúde ocular de cada um.

As principais recomendações para evitar a CVS são:
-O monitor deve ficar 10° a 20° abaixo do nível dos olhos
-A distância entre a tela do monitor e os olhos deve ser de 60 cm
-O monitor não deve ficar de frente para a janela pois a luminosidade causa ofuscamento, nem de costas porque forma sombras e reflexos que causam desconforto
-Evite excesso de luminosidade das lâmpadas e luz natural pois as pupilas se contraem e geram cansaço visual
-Regule sempre a tela com o máximo de contraste e não de luminosidade
-A cada hora, descanse de 5 a 10 minutos, saindo de frente do computado

postado por 35548 as 10:18:00 # 0 comentários
quarta, 28 fevereiro, 2007
Estudantes brasileiros conquistam prêmio por desenvolver projeto para ajudar deficientes visuais

fonte: http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_ultimas.php&intIdUltimaNoticia=41040 Um software que auxilia portadores de deficiência visual desenvolvido por estudantes brasileiros, o Virtual Eve (v-Eve), foi selecionado pela Microsoft como o projeto que mais se preocupou com o usuário. A seleção aconteceu durante o Imagine Cup Innovation Accelerator, programa acadêmico realizado em janeiro, em Londres, e que contou com a participação de estudantes do Brasil e outros cinco países: China, Noruega, Itália, Alemanha e Croácia.

O Virtual Eve foi desenvolvido pelo Trivial Team, equipe composta por Carlos Eduardo Rodrigues, Ivan Cordeiro Cardim e Madson Menezes Costa, todos estudantes da Universidade Federal de Pernambuco. O projeto conquistou o segundo lugar da categoria Software Design da edição 2006 da Imagine Cup, realizada na Índia. Como premiação, além de ter recebido US$ 15 mil, o grupo ganhou uma bolsa para participar do Accelerator.

O v-Eve consiste num sistema portátil de auxílio à navegação e identificação de objetos para deficientes visuais. Esse software interage com os usuários por meio de tato e voz e pode ser utilizado tanto em ambientes internos (casa, escritório e shopping centers), quanto externos (ruas e praças).

Durante o Innovation Accelerator, o v-Eve foi apresentado a investidores e analisado pelos professores de Cambridge. No final, foi selecionado como o que apresentou o melhor foco no usuário por atender a real necessidade dos deficientes visuais. Isso foi possível graças a pesquisas de casos reais. Agora, o projeto passará por aperfeiçoamentos e pela busca de parcerias e investidores para que possa ser comercializado e disponibilizado ao mercado futuramente.

As informações são da S2 Comunicação Integrada 

postado por 35548 as 04:14:01 # 0 comentários
sábado, 24 fevereiro, 2007
'Olho biônico´ dá esperança a cegos

BBC Brasil
Pesquisadores nos Estados Unidos receberam autorização para começar a testar em até 75 pessoas um implante "biônico" nos olhos, que pode estar disponível no mercado dentro de dois anos.

O sistema Argus 2 usa uma câmera montada em um óculos para enviar imagens a eletrodos implantados na retina do seu usuário.

Pacientes que testaram versões anteriores do produto disseram ter sido capazes de perceber luz, formas e m ovimento.

Acredita-se que o aparelho possa ajudar pessoas que tenham ficado cegas devido a certos tipos de doença, como a degeneração macular ou a retinite pigmentosa.

Ambas doenças fazem com que as células da retina responsáveis por interpretar a luz morram aos poucos.

Tempo real

No Argus 2, uma câmera é usada para capturar as imagens, e uma unidade de processamento – aproximadamente do tamanho de um pequeno computador de mão e acoplada a um cinto –, converte a informação visual em sinais elétricos.

Esses sinais são então enviados de volta aos óculos e também a um receptor embaixo da superfície da parte frontal do olho.

Esse receptor, por sua vez, envia os sinais aos eletrodos na parte posterior do olho.

"O que estamos tentando fazer é capturar imagens em tempo real por uma câmera e convertê-las em ínfimos sinais elétricos que ativariam o olho cego, permitindo ao paciente ver", disse o professor Mark Humayum, da Universidade do Sul da Califórnia, um dos responsáveis pelo aparelho.

Resolução

O novo "olho biônico" usa 60 eletrodos na retina e proporciona uma maior resolução do que aparelhos do tipo desenvolvidos até agora.

O implante colocado dentro do olho também é menor, de cerca de um milímetro quadrado, o que reduz a cirurgia necessária para instalar o aparelho.

Os testes autorizados nos Estados Unidos são necessários antes que a tecnologia seja patenteada.

Eles vão ocorrer em cinco diferentes localidades no país e envolver pacientes com mais de 50 anos.

O Argus 2 poderia ser comercializado logo depois de feitos os testes, com custo estimado em US$ 30 mil (cerca de R$ 62,8 mil)

postado por 35548 as 11:13:53 # 0 comentários
sábado, 17 fevereiro, 2007
Deficientes visuais têm acesso digital em Foz do Iguaçu

Os deficientes visuais que frequentam a Biblioteca Municipal de Foz do Iguaçu têm à disposição um terminal de computador equipado com um programa de acessibilidade para deficientes visuais.

A máquina instalada na sala de videoteca utiliza o sistema operacional DOSVOX , desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidadade Federal do Rio de Janeiro, que permite que pessoas cegas utilizem um microcomputador comum (PC) para desempenhar uma série de tarefas, adquirindo assim um nível alto de independência no estudo e no trabalho.

Segundo o bibliotecário, Ronaldo Ghellere, o programa DosVox, que é gratuito, está sendo disponibilizado pela Biblioteca Municipal de acordo com a Lei de Acessibilidade (nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000). O sistema constitue-se basicamente de leitores de tela que fazem uma síntese de voz do que está escrito, permitindo assim que o deficiente visual ouça aquilo que ele não pode ler.

É possível salvar arquivos, fazer cálculos, navegar na internet, mandar e receber e-mails, acessar sites especializados, salas de bate papo, serviços de multi-mídia e editar textos, nesses casos por exemplo uma ferramenta de síntese de voz diz, em alto e bom som, tudo o que está escrito na tela.

A estimativa é que no Brasil mais de 3,5 milhões de pessoas têm deficiência visual. Em 1829, o advento do sistema braille proporcionou grandes avanços e novas possibilidades de comunicação a essa parcela da população. Porém, evoluções foram ocorrendo com o passar dos anos, como o surgimento da internet, que foi crescendo cada vez mais, ocasionando uma exclusão ainda maior de uma imensa parte da sociedade. Preocupados com esse novo problema contemporâneo na era digital, programas de inclusão digital foram criados por grupos governamentais ou até mesmo por ONGs, visando à diminuição dessa barreira.

O download do DosVox atualmente conta com mais de 6 mil usuários em todo o país. Em relação à internet, o programa tem algumas limitações, devido ao alto número de páginas que contêm figuras, gráficos e frames (uma maneira de construção de sites em HTML), que não permitem a leitura da tela para a sintetização. O que dificulta o acesso de alguns sites para esses usuários especiais. Certas ferramentas de criação utilizadas por alguns deles não permitem que os leitores de tela façam a síntese de voz.

Em Foz do Iguaçu de acordo com o levantamento do Cadastro Social 7% da população, estimada, em 310 mil habitantes tem algum tipo de deficiência (física, mental, visual, audititiva), dessa porcentagem 14% tem algum comprometimento da visão, o que resulta em mais de 2.900 mil pessoas com deficiência visual.

Além da nova ferramenta, que é o computador, os deficientes visuais de Foz do Iguaçu contam na biblioteca com um acervo de livros em braile, entre eles a bíblia, com 23 volumes. A biblioteca funciona de segunda a sexta-feira das 8 às 19 horas.

Redação Bonde

http://www.bonde.com.br/bondenews/bondenewsd.php?id=243&dt=20070210


postado por 35548 as 11:34:55 # 0 comentários
Teste on-line pode melhorar aprendizado

Software gratuito disponível na Internet permite avaliar problemas de visão que interferem no aprendizado de 5 em cada 10 crianças segundo pesquisa.

No Brasil só 20% da população tem acesso aos planos de saúde. Uma criança pode ficar na fila do SUS mais de um ano para passar por um exame de vista.

Só para se ter uma idéia, enquanto no estado de São Paulo a rede pública de saúde tem 300 médicos para atender a população em Roraima só há 15 oftalmologistas para atender todo o estado. Resultado – A deficiência visual é a maior causa de evasão escolar entre alunos do ensino fundamental público. Afasta das escolas 22,9% das crianças, conforme levantamento do programa Alfabetização Solidária realizado em parceria com o MEC (Ministério da Educação e Cultura).

Segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, no Brasil 12% das crianças tem alguma dificuldade de enxergar. Ele afirma que 75% dos problemas visuais infantis são assintomáticos. Isso porque, na infância os grandes vilões são os vícios refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia) que causam mais de 50% das deficiências visuais graves devido à falta de correção, além do estrabismo (olho torto) e ambliopia (olho preguiçoso).

A recomendação médica é fazer um exame de vista no início de todo ano letivo. “Muitas crianças são taxadas como incapazes de compreender quando têm incapacidade de ver”, diz o médico. Ele ressalta que a avaliação visual pode ser feito através de uma ferramenta gratuita disponível na home page do site www.penidoburnier.com.br.

O teste de visão on line, ressalta, não substitui o exame oftalmológico. Isso significa que em caso de suspeita de problemas visuais é indispensável a consulta médica.

Para acessar o software basta clicar na frase “Para vocês: educadores e pais”. Queiroz Neto afirma que a ferramenta é auto-explicativa e contém três tipos diferentes de teste de Snellen para medir a acuidade visual: Gancho para não alfabetizados, letras para alfabetizados, figuras para pré-escolares. Permite também detectar através do teste de Ishihara o daltonismo, doença que acomete 8% da população na proporção de 7 homens para cada mulher.

Como nossa visão se desenvolve até a idade de 8 anos, observa, é importante que exames de vista sejam feitos a partir dos 3 anos para prevenir a progressão de doenças oculares.

Ele conta que o software foi lançado em 2006 pelo Penido Burnier no Mais Visão, projeto social anual que em três edições permitiu a 36 mil crianças passarem por triagem visual e consulta médica, para posteriormente receberem óculos doados pela Transitions, Tecnol e Instituto Varilux da Visão.

A iniciativa de tornar a triagem visual um processo eletivo em todo o país, destaca, se deu após uma pesquisa feita pela rede municipal de ensino de Campinas com os 118 alunos que receberam óculos na segunda edição do projeto.

O estudo demonstrou que na avaliação dos professores 50% das crianças que receberam correção visual tiveram melhora no rendimento escolar, 51% passaram a realizar tarefas que antes não conseguiam, 57% tiveram melhora na concentração e 36,2 ficaram menos agitadas.

Para os pais, 88% das crianças passaram a ter maior interesse pelos estudos e concentrar-se mais nas tarefas. Eles também afirmaram que as crianças que sentiam dor de cabeça pararam de se queixar, 68% afirmaram não se incomodar em usar óculos e que 91% passaram a realizar tarefas que antes não conseguiam.

DICAS PARA OS PAIS

Os sinais de que uma criança tem dificuldade de enxergar podem variar conforme a idade, mas alguns são comuns a todas as fases da infância.

As dicas de Queiroz Neto para os pais são:

Até 2 anos de idade

A partir dos 3 anos • Falta de reação ou aversão à luz • Cair com freqüência • Lacrimejamento excessivo • Dor de cabeça após leitura ou aulas • Desinteresse pelo ambiente e pessoas • Assistir TV ou ler aproximando-se muito do aparelho ou livro • Pupila dilatada, opaca ou com reflexo luminoso • Lentidão e desinteresse na sala de aula • Dificuldade de engatinhar ou andar • Franzir a testa para enxergar • Olho torto • Evitar brincadeiras ao ar livre • Manter os olhos fechados por muito tempo • Queixar-se de visão dupla ou embaralhada • Tremor ocular • Enjôos em viagens • Olhos vermelhos e com secreção • Dificuldade em distinguir cores

fonte: http://www.lerparaver.com/node/4808


postado por 35548 as 11:15:20 # 0 comentários
ABIH-RJ inicia projeto voltado para portadores de deficiência visual

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ) e a Faculdade Pestalozzi iniciam nesta semana nas Redes Luxor e Othon o projeto "Acessibilidade para Portadores de Deficiência Visual". A pesquisa tem como objetivo criar soluções que facilitem o atendimento e a hospedagem de pessoas portadoras de deficiência visual. A perspectiva da entidade é que os hotéis estejam aptos a receberem hóspedes especiais antes da realização dos Jogos Para-Panamericano do Rio, que serão disputados em seguida ao Pan 2007.

O programa será realizado em três etapas com dois meses de duração cada uma. Na primeira fase, sete duplas formadas por um deficiente visual e um pesquisador se hospedarão nos hotéis por um período de dois dias para avaliarem as instalações, recepção e acessibilidade de cada unidade pesquisada. Em seguida, os dados serão tabulados para que na última etapa os resultados sejam apresentados a todos os associados da ABIH-RJ.

Segundo dados do censo de 2000 do IBGE, o Brasil tem atualmente 24,6 milhões de pessoas portadoras de deficiência. Deste grupo, cerca de 16,6 milhões são deficientes visuais, o que representa 67% do total de deficientes no país.


fonte: http://www.lerparaver.com/node/4874

postado por 35548 as 11:11:17 # 0 comentários
Verão aumenta automedicação com colírios

No verão quatro em cada 10 pessoas usam colírio sem receita médica. O mais usado é o vasoconstritor que predispõe à catarata precoce.

O Brasil está entre os cinco maiores consumidores de medicamento do mundo. A OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta a automedicação como uma grave questão de saúde pública no país pela falta de informação da população para usar o medicamento correto. Segundo levantamento da ABIFARMA (Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas) 80 milhões de brasileiros se automedicam. O uso incorreto de medicamentos responde por 30% das intoxicações que acontecem no Brasil, mascara doenças e possibilita o sério comprometimento da saúde.

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, no verão 4 em cada 10 pacientes que sentem desconforto visual já chegam à consulta médica usando colírio por conta própria, contra uma incidência de 30% no restante do ano. Os dados constam em um estudo inédito feito pelo especialista com 369 pacientes a partir do início de novembro de 2006. O brasileiro comenta, não vê colírio como remédio porque qualquer que seja a fórmula, provoca uma sensação de alívio imediato, por aumentar a lubrificação da superfície ocular. Porém, adverte, usar colírio inadequado pode prejudicar a visão.

Dos 369 pacientes examinados, 147 (40%) usaram colírio sem prescrição médica e o vasoconstritor respondeu por 56% da automedicação. De acordo com Queiroz Neto, usar este tipo de colírio por tempo prolongado predispõe à catarata precoce, além de poder mascarar doenças, levando a complicações visuais.

Outro erro cometido por 7 em cada 10 pacientes, destaca, é o compartilhamento do mesmo frasco de medicamento entre várias pessoas da família. Colírio não deve ser compartilhado, adverte, porque possibilita a contaminação cruzada.

Crianças e adolescentes com idade entre 9 e 17 anos responderam por 60% dos casos de automedicação do estudo, totalizando 88 pacientes. Desses, 25% estavam com conjuntivite, 30% tinham alergia ocular e 45% irritação nos olhos pelo contato com a água das piscinas ou mar sem proteção. Entre os 59 adultos, 12% apresentaram olho seco, 25% estavam com conjuntivite. Os demais tinham ceratite (inflamação da córnea) e outras doenças oculares comuns na idade adulta.

SINTOMAS, DICAS DE PREVENÇÃO E APLICAÇÃO

O especialista explica que a conjuntivite viral, ceratite, alergia e olho seco têm os mesmo sintomas: - coceira, ardência, olhos vermelhos, aversão à luz e visão borrada – mas os tratamentos são diferentes. A conjuntivite viral resulta de uma queda no campo imunológico e pode desaparecer em três dias, afirma. Por isso, o tratamento inicial pode ser feito apenas com compressas geladas, Nos casos mais persistentes, comenta, é indicado colírio antiinflamatório por até sete dias. O uso indiscriminado ou prolongado de antiinflamatório que geralmente contém corticóide aumenta o risco de surgir catarata e glaucoma, observa.

A ceratite (inflamação da córnea) e o olho seco são decorrentes da redução do filme lacrimal devido a flutuações hormonais entre mulheres na menopausa, excesso de ar condicionado, longas viagens aéreas e uso prolongado de lentes de contato. Na inflamação da córnea a recomendação é interromper o uso das lentes de contato e usar colírio antiinflamatório. Já o olho seco, ressalta, requer apenas a aplicação de lágrima artificial acompanhada de alimentação rica em vitaminas A e E, além da suplementação com Òmega 3.

A conjuntivite bacteriana, mais comum no verão, tem uma secreção amarelada além dos outros sintomas da viral e o tratamento é feito com colírio antibiótico. Adultos que apresentam olhos vermelhos sem qualquer causa aparente podem ser portadores de glaucoma. No início a doença não altera a acuidade visual, mas se não for controlada a tempo com colírios adequados leva à cegueira, destaca. Para evitar a contaminação dos olhos no verão, Queiroz Neto afirma que é necessário manter as mãos limpas, não coçar os olhos, evitar aglomerações, compartilhamento de colírio, toalha, fronha e maquiagem.

As recomendações do médico na aplicação de colírio são:
  • Lave as mãos antes da aplicação.
  • Verifique no frasco se é recomendado agitar o produto antes de usar.
  • Incline a cabeça para trás.
  • Flexione a pálpebra inferior com o indicador.
  • Com a outra mão segure o dosador.
  • Coloque o medicamento sem relar no bico dosado, evitando a contaminação.
  • Feche os olhos por 3 minutos para garantir o efeito.
  • Pressione com o polegar o canto interno do olho para reduzir efeitos colaterais.
  • Se usar lentes de contato retire-as antes da aplicação.
  • Recoloque as lentes de contato depois de 10 minutos da aplicação.
  • Em caso de prescrição de mais de um colírio aguarde 15 minutos entre um e outro.
  • Só aplicar medicação dentro do prazo de validade estipulado na embalagem.

    FONTE: http://www.lerparaver.com/node/4357


  • postado por 35548 as 11:07:16 # 0 comentários
    quinta, 15 fevereiro, 2007
    Deficientes visuais podem receber livros

    Comissão de Educação do Senado aprovou projeto que beneficia deficientes visuais.
    5% dos alunos de escolas públicas são deficientes visuais.
    fonte: G1

    A Comissão de Educação (CE) do Senado aprovou nesta terça-feira (13) um projeto que obriga o governo a oferecer livros didáticos impressos em braile, gratuitamente ou a preço de custo, para as pessoas com deficiência visual.

    Os estudantes universitários também são beneficiados pelo projeto. A proposta ainda garante aos deficientes visuais o acesso a obras literárias, técnicas e acadêmicas em braile. A relatora do projeto, senadora Fátima Cleide (PT-RO), argumenta que já é dever do estado garantir aos deficientes visuais o acesso à educação e à cultura.

    Em seu relatório, Fátima Cleide justifica a importância da aprovação da proposta, ao lembrar que 5% dos alunos matriculados em todos os níveis de educação pública, de acordo com dados do Censo Escolar de 1999, eram deficientes visuais.

     Mudança no projeto

    O projeto original era da senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) e previa que 0,5% das edições de livros e revistas de grande circulação fossem feitas, obrigatoriamente, em braile. Mas, as a relatora mudou a proposta com a justificativa de que aumentaria os custos das editoras e colocou a responsabilidade para o Poder Público. Agora, o projeto depende de votação na Câmara dos Deputados.


    postado por 35548 as 12:20:23 # 0 comentários
    quinta, 18 janeiro, 2007
    Um olhar diferente

    "Janela da Alma"
    João Jardim (diretor) e Walter Carvalho (co-diretor)
    Documentário, Brasil, 73 min., 2002

    Filme sobre o olhar de artistas com problemas de visão, sobre como enxergam o mundo, no sentido filosófico e orgânico. João Jardim tem oito e Walter Carvalho, sete graus de miopia. Após cinco anos de pesquisas, eles escolheram 19 personagens - entre eles o cineasta Wim Wenders, o neurologista Oliver Sachs, o músico Hermeto Paschoal e o escritor José Saramago -, para relatar suas vivências com óculos, lentes, luzes e sombras. Note como alguns falam como se estivessem cegos diante do circo cinematográfico inevitavelmente montado nessas ocasiões; e como as disfunções mais agudas parecem insinuar a primazia da "visão interior" sobre a nitidez. O principal mérito deste documentário está exatamente em cristalizar algo que sabemos intimamente, mas não praticamos: ver não é enxergar. Para um cego ou para um visionário, a dificuldade de enxergar é a mesma, porque extrapola a matéria em (ou fora de) foco. Disponível em videolocadoras.

    fonte: http://www.textovivo.com.br/olhovivo.htm


    postado por 35548 as 12:27:25 # 0 comentários
    sexta, 12 janeiro, 2007
    Nova reglete braille

     ARede - Tecnologia para a inclusão social

    Pesquisadores da Unesp-Rio Claro aperfeiçoaram ferramentas do tradicional método e criam novo produto, que pode trazer vantagens na alfabetização de crianças,
    diz educadora.

    Comentário SACI: Notícia publicada na revista ARede - Edição nº18 - setembro/2006 Heitor Augusto

    Em 1827, o francês Louis Braille, cego desde os três anos, aprimorou códigos desenvolvidos por um capitão de artilharia e os publicou, criando o sistema de leitura para deficientes visuais que se tornaria padrão de alfatetização. No Método Braille, cada caracter é constituído por até seis saliências que o cego detecta através do tato.

    Para a escrita manual, são utilizados três instrumentos: prende-se a folha em uma prancheta e os espaços dos furos feitos por uma agulha são definidos pela reglete - uma espécie de régua com buracos pelos quais o papel é demarcado, formando as letras. O problema está na ordem da escrita: as marcações têm de ser feitas no verso da folha e da esquerda para direita, para que o texto seja lido na ordem tradicional, da esquerda para direita.

    Esse esquema pode ser profundamente alterado com um projeto desenvolvido na Unesp de Rio Claro, interior de São Paulo. A TECE (Tecnologia e Ciência Educacional, gerada na Incubadora de Base Tecnológica de Rio Claro) criou o protótipo de uma caneta e uma reglete que subverteriam as ferramentas tradicionais. Com o novo projeto, a reglete não teria espaços, mas relevos. A agulha seria substituída por uma punção semelhante a uma caneta com ponta vazada. Assim, a folha seria posicionada por cima da reglete e os relevos seriam demarcados com a pressão exercida pela punção sobre as "bolinhas" da régua. A mudança? Inversão no processo de escrita, que não mais seria feita no verso da folha. As frases se construiriam na mesma ordem que a de leitura - da esquerda para a direita.

    A educadora Marly Milanese, deficiente visual que alfabetiza, em braille, pessoas que perderam a visão na idade adulta, afirma que quem está acostumado com a reglete tradicional vai conseguir se adaptar. "É possível que se confunda um pouco, mas só no início". Ainda mais porque existem as máquinas de escrever adaptadas, nas quais a ordem de escrita e leitura é a mesma para o cego. "Com o novo método, o cego já pensa na leitura, faz a letra na posição que vai ler. A maior vantagem vai ser para quem está se iniciando na alfabetização", completa Marly.

    O protótipo feito pela TECE é fruto das discussões de um grupo que trabalhava com formação de professores para cegos. A partir de então, algumas pessoas se reuniram para pensar produtos que atendessem às demandas de deficientes visuais.

    Dois projetos se concretizaram: um conta-gotas sonoro, desenvolvido por Deyse Piedade Munhoz Lopes, do departamento de Física da universidade, e o protótipo da reglete. A TECE aguarda financiamentos para conceber uma versão final que possa ser testada por voluntários e, depois, oferecida a empresas interessadas na sua produção.

    www.rc.unesp.br/incunesp/ - Incubadora da Unesp

    Contribuição, via e-mail, por Antonio Gilberto Kornalewski.


    postado por 35548 as 03:20:33 # 0 comentários
    quinta, 04 janeiro, 2007
    Projeto de Lei prevê facilidade para deficientes visuais votarem

    Um projeto de lei de autoria do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) pretende facilitar a vida dos deficientes visuais no momento do voto. A proposta é para que as seções destinadas a eleitores cegos instalem equipamentos que permitam a conferência de seu voto por meio de fone de ouvido, com possibilidade de cancelamento e repetição do ato de votar quando verificada a ocorrência de erro pelo eleitor.

    Segundo a assessoria da Câmara, o projeto, que altera a Lei Eleitoral (9504/97), será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família e pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), antes de ser votado pelo Plenário.

    O autor da proposta afirma que sua intenção é solucionar uma falha do atual sistema eletrônico de votação, que impossibilita ao deficiente visual conferir se o voto digitado é efetivamente o que desejava proferir. Mendes Thame afirma que o sistema eletrônico representou um avanço em termos de praticidade e segurança do ato de votar para a maior parte dos eleitores. "Em relação aos portadores de deficiência visual, entretanto, o sistema revela-se ainda imperfeito, merecendo um tratamento normativo mais adequado", afirmou.

    fonte: http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/34253.shtml

    postado por 35548 as 08:55:46 # 0 comentários
    terça, 26 dezembro, 2006
    Dia Mundial do Braille

    4 de Janeiro: dia Mundial do Braille

    Parabéns a todos os professores e usuários deste sistema que libertou os deficientes visuais para a visão pelo tato!


    postado por 35548 as 01:39:36 # 0 comentários
    sexta, 15 dezembro, 2006
    Deficiente visual participa de Rally

    Ocorreu neste fim de semana o rally universitário comemorativo ao aniversario de BH, e o grande destaque do Rally foi o Jovem Rafael Breno. universitário, aos 19 anos resolveu ingressar na carreira de navegador de Rally.
    Rafael é deficiente visual e conseguiu contar com o apoio da PUC Minas para fazer sua planilha em braile. " Sempre fui apaixonado por carros desde criança, mesmo não podendo ver eu gostava de ouvir o barulho, tocar os carros e sentir a emoção de estar dentro de um deles" comenta o navegador.
    Sua equipe terminou o rally em 10º lugar com uma brilhante prova realizada. " Ainda estou aprendendo muito, mas foi uma excelente prova. "Só errei uma vez a navegação, mas logo recuperamos o tempo. O trabalho em equipe foi muito importante, o piloto canta o hodômetro, eu navego e o Zequinha ficou por conta do cronômetro. Vou continuar participando e pretendo realizar um sonho de navegar no Rally dos Sertões e continuar na carreira profissional de navegador". fecha Rafael.
    O competidor recebeu homenagem pela participação e brindes Sannsbrasil, Oi e Diamond House.
    O Rally universitário foi organizado pela FMA, Rallyclube e BH 360º graus.

    postado por 35548 as 03:49:48 # 0 comentários
    quarta, 13 dezembro, 2006
    CONSCIENTIZAÇÃO

     

    No dia do cego, luta ainda é pela inclusão social

    Data: 13/12/2006

    A luta pela inclusão social dos deficientes visuais teve início em 1994, após o Encontro Mundial de Educadores na Espanha. Hoje, Dia Nacional do Cego, a batalha ainda continua e muito dos obstáculos precisam ser vencidos, desde um passeio pelo centro até a busca pelo emprego.

    A informação é da assessora técnica do Centro Educacional João Fischer da área visual e auditiva, Regina Célia Pereira, que declara que um dos maiores desafios encontrados pelas pessoas cegas ou portadoras de visão subnormal é a inclusão no mercado de trabalho. De acordo com ela, muitos empresários não contratam profissionais portadores de deficiência porque acreditam que eles não estarão aptos a receber as instruções necessárias para desenvolver as atividades exigidas. “A falta de esclarecimento faz com que muitos empresários tenham medo na hora da contratação. Isso dificulta os deficientes que querem e precisam traballhar”, disse. Ainda de acordo com Regina, o crescimento do deficiente tanto emocional quanto profissional depende fundamentalmente da família que deve construir no portador um espírito de independência. “A família do deficiente não pode ser superprotetora porque ele precisa caminhar com as próprias pernas, enfrentando os obstáculos que o mundo proporciona para todos”, enfatizou.

    fonte: http://www.gazetadelimeira.com.br/site/index.php?mod=noticias%2Fexibe_noticia.php%3Fcodigo%3D31006


    postado por 35548 as 10:53:23 # 0 comentários
    domingo, 10 dezembro, 2006
    Brasil sediará jogos mundiais para atletas cegos e com baixa visão

    Está aberta a temporada brasileira de preparação para as Paraolimpíadas de Benjing, em 2008, na China. A terceira edição dos Jogos Mundiais da IBSA (International Blind Sports Federation) para atletas paraolímpicos cegos e com baixa visão acontece, pela primeira vez, em território brasileiro.

    Depois da Espanha em 1998 e do Canadá em 2003, as cidades de São Caetano do Sul e São Paulo serão as anfitriãs dos Jogos Mundiais de Cegos - Brasil 2007. As disputas - organizadas pela Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC) acontecem de 28 de julho a 8 de agosto de 2007 e contarão com a participação de 2 mil atletas, representantes de 60 países filiados a IBSA.

    O evento reunirá os melhores esportistas cegos e com baixa visão de todo o mundo para avaliar seu potencial esportivo. Os atletas que obtiverem os melhores índices em sete modalidades paraolímpicas.

    A IBSA possui 108 países filiados. Integrante do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), a entidade tem como objetivo dirigir, normatizar e incentivar a prática de esportes de cegos e deficientes visuais. Os jogos mundiais da IBSA foram criados para promover a integração entre atletas deficientes visuais do mundo inteiro.

    fonte: http://www.correiodeuberlandia.com.br/v2/noticia_ver.aspx?id=20306&data=

    postado por 35548 as 12:17:44 # 0 comentários
    sábado, 09 dezembro, 2006
    Exemplo a ser imitado: nova audioteca

    ISMAC inaugura Audioteca na Capital

    No próximo sábado (9 de dezembro), será realizada em Campo Grande a inauguração da Audioteca do Instituto sul-mato-grossense para Cegos Florivaldo Vargas (ISMAC). Durante o evento haverá o lançamento dos três primeiros exemplares do projeto “Livros que Falam - Educação, Modernidade e Cidadania”, idealizado por Telma Nantes de Matos, Iara Vieira, Celito Espíndola, Heloísa Mesquita e Gladis Linhares e desenvolvido pelo ISMAC, com o patrocínio do Programa Petrobras Fome Zero e apoio da Fundação Manoel de Barros (FMB).

    Os livros gravados são do poeta Manoel de Barros. O projeto tem como objetivo facilitar o acesso de deficientes visuais aos livros do acervo bibliotecário, diversificando o acervo existente em Braille e disponibilizando “Livros Falados” gravados em CDs. Os idealizadores acreditam que a ação garante a democratização do acesso à cultura, a educação, a informação e a qualificação profissional para os deficientes visuais.

    Para realizar o projeto o Instituto reorganizou o espaço físico de sua sede, implementando a Audioteca e um moderno estúdio, onde já estão sendo realizadas as gravações. A edição dos livros está sendo realizada pelo editor de áudio e músico Orlando Brito. Outro ponto importante foi a capacitação técnica de 10 deficientes visuais, que estão aptos a operacionalizarem o sistema de gravação implantado. O curso foi ministrado pelo radialista e músico Gilson Espíndola. Os capacitados farão o papel de agentes multiplicadores, repassando os conhecimentos adquiridos para outros deficientes visuais.

    Os livros serão distribuídos gratuitamente para instituições cadastradas na Federação Brasileira de Entidades de e para Cegos (FEBEC) em todo o território nacional e para deficientes visuais do Estado.


    postado por 35548 as 05:29:24 # 0 comentários
    sábado, 02 dezembro, 2006
    Câmara lançará Constituição Federal em áudio

    A Câmara dos Deputados lança na próxima terça-feira (5) a Constituição Federal em áudio para facilitar a consulta do texto por deficientes visuais. O lançamento faz parte das comemorações do Dia da Acessibilidade, cuja agenda ainda incluirá debates, apresentações artísticas e exposições.

    O CD com a Constituição foi produzido pela Rádio Câmara com sugestões dos professores e dos alunos do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais, em Brasília, sobre o formato do produto.
    Cada artigo da Constituição foi separado em uma faixa diferente, o que gerou 17 horas de gravação, em formato MP3. A gravação estará disponível no portal da Câmara (www.camara.gov.br) e qualquer interessado poderá baixar e gravar o arquivo.

    O presidente da Casa, Aldo Rebelo, deve participar do lançamento junto com o deputado Leonardo Mattos (PV-MG), que é cadeirante, e representantes de associações ligadas a pessoas com deficiências.

    A Constituição em áudio será atualizada sempre que houver alteração legal - o que pode acontecer até o fim do ano, por exemplo, com a emenda constitucional do Fundeb. A Câmara também pretende elaborar versões em áudio de outras leis.

    Apresentações e exposições – Durante todo o dia, o público poderá conferir, no hall de Taquigrafia, apresentações de dança de deficientes visuais e de cadeirantes, performance teatral com o uso de linguagem de sinais (Libras), uma demonstração de pintura com a boca pelo artista Clênio Ventura, que é tetraplégico. Além disso, estarão expostas pinturas e esculturas feitas por artistas com Síndrome de Down e com deficiências visuais.

    Agência Câmara


    postado por 35548 as 03:41:47 # 0 comentários
    sábado, 18 novembro, 2006
    Livro digital para deficientes visuais poderá ser incorporado a política nacional



    Ir até uma biblioteca e ler um livro parece uma tarefa fácil de ser exercida no dia-a-dia. Para os portadores de deficiência visual, no entanto, as dificuldades de acesso aos livros ainda é grande.

    Para mudar a situação e incluir essas pessoas no mundo da cultura, membros da Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde) querem trazer ao país o protocolo Daisy (Digital Acessible Information System), por meio da Política do Livro e Leitura do Ministério da Cultura.

    Atualmente, os deficientes visuais têm acesso à leitura pelo método braile e por um sistema de computador que faz a leitura digital de textos.

    Com o protocolo Daisy, um aparelho um pouco maior que um CD e com botões em braile é acoplado nos livros. Assim, não é preciso que o deficiente visual dirija-se até um computador para poder ler. Ele poderá estudar nas bibliotecas como qualquer pessoa que não tenha a visão comprometida.

    De acordo com a coordenadora Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, Izabel Maior, o sistema do protocolo Daisy funciona como um CD normal, mas com algumas vantagens.

    “Você pode, por exemplo, marcar a página que achar interessante. Se uma pessoa quer ir da página um para a dois e depois voltar para a página um, ela pode. Também é possível mudar para o capítulo seguinte ou selecionar um parágrafo importante", diz. "Então, a leitura através da audição passa a ser tal como a que a gente está vendo, só que com rendimento, rapidez e eficiência de aprendizagem muito maiores”.

    Martinha Clarete Dutra é deficiente visual e trabalha no Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência. Ela conta que teve de enfrentar muitas dificuldades durante todo o processo de aprendizado, pois as escolas públicas não tinham didática para ensiná-la e os livros em braile demoravam muito para serem confeccionados. Com o protocolo de Daizy, afirma Dutra, será possível garantir acesso à leitura para quem é cego ou tem outro tipo de deficiência visual.

    “O braile é uma ferramenta importante, mas pouco funcional, pois os livros são muito pesados e a leitura, muito demorada. O protocolo Daisy é algo que pode trazer para nós uma funcionalidade muito grande, pois poderemos escutar o livro em qualquer lugar”, disse. “Uma medida como essa é fundamental porque vamos ter direito a escolher um livro ou trocar experiências de leitura com qualquer usuário. Poderemos, inclusive, entrar em uma livraria e comprar um livro, coisa que hoje não é realidade no Brasil”.

    O protocolo foi implementado em 32 países e teve a experiência pioneira em bibliotecas públicas. Segundo a coordenadora Izabel Maior, no Brasil não deve ser diferente. As bibliotecas públicas devem ser as primeiras a terem o sistema que pode beneficiar deficientes visuais.



    Fonte : Agência Brasil


    postado por 35548 as 11:47:51 # 0 comentários
    quinta, 16 novembro, 2006
    cidadania


    Movimento SuperAção  
    Algumas centenas de pessoas compareceram na Avenida Paulista no dia 04 de dezembro de 2004, dando o "start" inicial na luta pelos direitos das pessoas portadoras de necessidades especiais da cidade de São Paulo, a quarta maior cidade de todo o mundo, com 1.525 quilômetros quadrados e quase 10,5 milhões de habitantes.
    Link: http://www.movimentosuperacao.com.br/               

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    Para aprender Braille na Internet  
    Uma das dificuldades do deficiente visual é que os demais à sua volta não conhecem o Sistema Braille de leitura para cegos. O Braille Virtual é um curso on-line baseado em animações gráficas e destinado à difusão e ensino do sistema Braille a pessoas que vêem.
    Para quebrar os mitos e preconceitos
    Veja como relacionar-se com uma pessoa deficiente visual e ajude a desfazer os mitos e preconceitos que envolvem a figura do indivíduo cego.
    Link: http://www.braillevirtual.fe.usp.br/pt/index.html

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    Deficiente visual usa tecnologia para superar limites no dia-a-dia
    Deficiente visual usa tecnologia para superar limites no dia-a-dia
    Webmaster por acaso ouve as horas pelo seu relógio digital e monta telemensagens no microcomputador

    Silvia Campos

    Aparecido Alves Izidoro, 46 anos, dividia o seu tempo entre o emprego de auxiliar de enfermagem e o bico como motorista de táxi.. Até sofrer um descolamento de retina e perder a visão totalmente, há oito anos. Impossibilitado de exercer a profissão, encontrou na tecnologia uma maneira de reconquistar a independência. Ele trabalha no computador montando kits de telemensagens, aqueles recados que podem ser enviados para parentes e amigos em ocasiões especiais. Assim, complementa a renda da aposentadoria.

    A influência do mundo digital na vida de Izidoro, no entanto, vai muito além do seu negócio. Interessado, pesquisa sobre novidades tecnológicas na internet e adquire o que o seu orçamento apertado permite. Um software especial “lê” em voz alta os conteúdos dos sites para ele. Entre seus tesouros, inclui o celular, um aparelho de som que toca músicas gravadas em formato digital e o microondas, que ele mesmo adaptou para conseguir usar sozinho. Agora, sonha com um software para o celular que faz com que ele “fale” os números discados.

    A idéia dos kits de telemensagem foi do amigo e sócio Francisco Rocha, que também é deficiente visual, e já trabalhava com isso. As mensagens de voz com música de fundo são gravadas em CDs e vendidas para outros deficientes começarem o seu próprio serviço de telemensagens. Os kits vêm com 3.500 mensagens, em 10 CDs. Custam R$ 200. O material permite trabalhar de casa, passando recados pelo telefone ou por e-mail.


    LEITOR DE TELA
    O trabalho de Izidoro é possível graças ao Virtual Vision, programa que lê os textos que aparecem na tela do micro e dita os comandos que são acionados, como “abrir janela” no Windows. O ex-auxiliar de enfermagem descobriu o software graças a um curso feito na Fundação Bradesco, um ano depois de ter perdido a visão.

    Para montar as telemensagens, ele baixa as músicas de fundo pela web e, com a ajuda de um programa de mixagem no computador, grava voz por cima. A locução é tirada de um CD com mensagens, ou então feita no estúdio de um amigo.

    De vez em quando, Izidoro aproveita para vender suas mensagens a amigos em datas especiais. “Natal, Dia das Mães e Dia dos Pais fico o dia todo passando mensagem.” Os recados para telefone fixo custam R$ 7, para celular R$ 9, e enviados por e-mail, em formato digital, R$ 10. “No dia de Natal dá para ganhar uns R$ 200 ou R$ 300.”

    Nas tarefas do dia-a-dia, ele conta com o auxílio do micro, além da bengala, para se guiar. “Se preciso ir para algum lugar, tenho como puxar o endereço pela internet, entro em um site de guia da cidade e procuro o melhor caminho. Tudo isso são coisas que ajudam a pessoa com deficiência e qualquer outra pessoa.”
    Izidoro é também um ávido internauta e usa a web para fazer download de livros, que escuta no próprio computador. “O que eu mais gostei de ‘ler’ foi Operação Cavalo de Tróia.” Os seus endereços preferidos na rede são os das páginas Ler para Ver (www.lerparaver.com), de Portugal, e Saci (www.saci.org.br), da Universidade de São Paulo.
    Uma das vantagens da internet para o aposentado é que nela pode ser apenas Izidoro, e não Izidoro o deficiente visual. “O braile é uma linguagem de cego para cego. Com a informática você consegue interagir com as pessoas de igual para igual.”

    A rede mundial é um dos meios preferidos pelo auxiliar de enfermagem para se comunicar, principalmente depois que instalou acesso à internet em banda larga. Ele usa o programa de mensagens instantâneas MSN Messenger para trocar informações com o colega Francisco Rocha sobre os kits de telemensagens..

    Recentemente, descobriu a voz sobre IP, tecnologia que permite fazer ligações telefônicas pela conexão da internet. “Uso com os meus amigos deficientes visuais.” Para Izidoro e outras pessoas cegas, o sistema, além de economizar pulsos de telefone, torna as ligações mais fáceis. Basta dar o comando e o computador disca sozinho.


    WEBMASTER
    As habilidades de Izidoro na internet, porém, vão além daquelas do internauta comum. Um ano após ficar cego, quando começou a se interessar pela informática, fez um curso de linguagem HTML, usada para desenvolver sites, na Associação de Deficientes Visuais e Amigos (Adeva), no centro de São Paulo. Passou a pesquisar mais sobre o assunto por conta própria e desenvolveu dois sites, dos quais é webmaster: o Visão Brasil (www.visaobr.hpgvip.ig.com.br) e o Renal Crônico (www.renalcronico.com).

    O primeiro endereço é da página oficial da ONG, fundada por Izidoro, para defender os direitos e a integração dos deficientes visuais.

    No site é possível pedir uma versão do programa Virtual Vision e ler notícias sobre programas e cursos para cegos. O segundo explica o que é insuficiência renal e oferece dicas para pessoas que sofrem dessa doença, da qual ele também é portador.

    A tecnologia, amiga do dia-a-dia, é também uma fonte de esperança para o deficiente em relação ao futuro. “Eu acredito que, daqui a alguns anos, uma pessoa que tem o mesmo problema que eu, que é descolamento de retina, vai poder enxergar por meio de um chip de computador. Já tem alguma coisa assim sendo desenvolvida.”

    Fonte: www.link.estadao.com.br


    postado por 35548 as 10:45:50 # 0 comentários
    quarta, 15 novembro, 2006
    Colaboração do professor Alvaro, da Advir

    Alvaro da Silva   
           LUZES DO ARREBOL

                  Waldin de Lima

    Quando as luzes dos olhos se apagam
    e o mundo fica plácido e cinzento,
    busca-se n'alma a força e o alimento
    e as sutilezas que o viver consagram.

    Há homens que na vida, tontos, vagam,
    sem saberem onde mora seu talento;
    e se perdem a visão n'almgum momento
    num oceano de tristeza já naufragam.

    O homem tem talentos superiores
    além da vista e dos demais sentidos,
    fontes de vida, luminoso sol!

    Os olhos são apenas refletores
    e uma vez falhos, uma vez perdidos,
    acendem-se outras luzes no arrebol!

    postado por 35548 as 10:39:01 # 0 comentários
    Flávio Arns elogia realização da 2ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência

    [Foto: senador Flávio Arns (PT-PR)]

    O senador Flávio Arns (PT-PR) comemorou e elogiou nesta segunda-feira (13), em Plenário, a decisão do Senado Federal de promover a 2ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência. O evento, programado para a próxima semana, tem como objetivo discutir propostas para aumentar a inclusão social das pessoas portadoras de deficiências físicas.

    Durante o evento, informou Flávio Arns, será realizado seminário para discutir o Estatuto da Pessoa com Deficiência, projeto de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), do qual ele é relator.

    O parlamentar lembrou que o Senado tem duas comissões que tratam do tema: a Comissão Especial de Acessibilidade, que já realizou obras para facilitar a vida dos deficientes na Casa, incluindo reforma em banheiros, rebaixamento de meios-fios e construção de rampas; e a Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência (dentro da Comissão de Assuntos Sociais - CAS), da qual ele é vice-presidente.

    Flávio Arns salientou que o Senado deve ser a primeira instituição brasileira a cumprir na totalidade a legislação referente ao tema: as Leis 10.048 e 10.098. A primeira dá prioridade de atendimento às pessoas com deficiência; e a segunda estabelece normas gerais e critérios básicos para promoção da acessibilidade para as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. A acessibilidade, explicou o senador, não trata apenas das barreiras físicas e arquitetônicas que dificultam a locomoção destas pessoas, mas também trata do uso da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e outros dispositivos que auxiliem deficientes visuais e auditivos, por exemplo.

    - Queremos que a sociedade brasileira seja inclusiva - desejou Arns.

    O senador também elogiou a realização, na semana passada, de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) acerca das investigações sobre a queda do vôo 1907 da Gol. O acidente aéreo com o Boeing 737-800 da Gol e o jato Legacy ocorreu no dia 29 de setembro, resultando na morte de 154 pessoas.

    O parlamentar também elogiou a homenagem prestada pelo Senado, em Plenário, ao Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento comemorado em 10 de novembro).

    Augusto Castro / Repórter da Agência Senado
    (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

    postado por 35548 as 09:46:32 # 0 comentários
    Sight First

    Os Lions são a maior associação mundial de solidariedade e serviço, nascida nos Estados Unidos em 1917. A internacionalização começou com a criação de clubes na Europa, Ásia e África, nas décadas de 1950 e 1960. Em 1925, Helen Keller desafiou os Lions a ajudarem cegos e deficientes visuais, actividade que desenvolveram desde então. Em 1990, os Lions lançaram um programa para a conservação da visão, o SightFirst, que reuniu quase 1,5 milhões de dólares. Os Lions trabalham ainda em programas ambientais, apoio a deficientes, construção de infraestruturas, rastreios auditivos e de visão, diabetes, auxílio a vítimas de catástrofes e actuam nas necessidades das comunidades onde estão inseridos.

    Actualmente, mais de 1 350 000 pessoas são Lions, agrupadas em cerca de 45 000 clubes localizados em 200 países e regiões, trabalhando de forma voluntária sob o lema We Serve (Nós Servimos). A associação tem uma posição de carácter consultivo na ONU desde 1945. O site www.lionsclubs.org permite saber mais sobre a história e actividades dos Lions no Mundo.
    fonte:

    http://www.rostos.pt/paginas/inicio2.asp?jornal=18&revista=5&cronica=120504&mostra=2


    postado por 35548 as 09:44:10 # 0 comentários
    segunda, 13 novembro, 2006
    CPB convoca atletas de classe funcional limítrofe para nova avaliação

    fonte: http://www.finalsports.com.br/03/comando/headline.php?n_id=36606&u=0%5C
    06/11/2006 - 13:37:25 - por FS - AI CPB


    O Comitê Paraolímpico Brasileiro, por meio do seu Departamento Técnico, vem comunicar que, por orientação do Comitê Paraolímpico Internacional aos classificadores funcionais brasileiros que participaram do Curso Internacional de Classificação Funcional durante o Campeonato Mundial de Atletismo IPC 2006, realizado em Assen/Holanda no mês de setembro, todos os atletas com classificação funcional limítrofe deverão ser reavaliados.

    Portanto, os atletas abaixo relacionados devem passar por uma reclassificação funcional durante a 4ª Etapa do Circuito Loterias Caixa Brasil Paraolímpico de Atletismo e Natação 2006, a ser realizada em Uberlândia – MG, no período de 10 a 12 de novembro de 2006, ou na primeira competição oficial realizada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro após o dia 12 de novembro de 2006.

    No momento da reclassificação, os atletas deverão apresentar radiografia do membro no qual possuem a deficiência.

    Vale frisar que, de acordo com o artigo 6º, parágrafo 1º do Regulamento Geral do Circuito Loterias Caixa Brasil Paraolímpico de Atletismo e Natação, as classificações funcionais oferecidas no circuito serão em caráter provisório podendo o atleta ser convocado para uma reclassificação a qualquer momento.

    § 1º - O CPB disponibilizará, em cada etapa, classificadores funcionais para atender aos atletas que ainda não a possuam. A classificação será feita em caráter provisório. Os atletas com deficiência visual deverão apresentar laudo oftalmológico de acordo com as regras da IBSA (Federação Internacional de Desporto para Cegos). Não será disponibilizado nenhum médico classificador durante o circuito para tal procedimento.


    postado por 35548 as 10:36:48 # 0 comentários
    domingo, 12 novembro, 2006
    Atleta de Itajaí se prepara para o “Desafio das Estrelas”

    Edição n.º 1141 de 11/11/2006
    fonte: Tribuna  Catarinense
    Desde a segunda etapa do circuito, disputada em Belém (PA), Indayana foi medalha de ouro em todas as provas que disputou

    A atleta Indayana Martins,19 anos, viajou nesta semana para Uberlândia, em Minas Gerais, onde terá pela frente mais uma grande desafio em sua carreira como velocista. Cega e membro da Associação dos Deficientes Visuais de Itajaí e Região (Advir), Indayana, além de participar da última etapa do circuito Caixa de Atletismo, que começa neste sábado, foi convidada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro para participar do “Desafio das Estrelas”. Nas provas de 100 e 200 metros, a itajaiense irá competir contra atletas para-olímpicas, deficientes visuais e físicas, como Adria dos Santos.
    Desde a segunda etapa do circuito, disputada em Belém (PA), Indayana foi medalha de ouro em todas as provas que disputou. Trouxe do Pará o título nos 100, 200 e 400 metros e repetiu o desempenho na terceira etapa, em Porto Alegre (RS). Ainda em 2006, a atleta foi ouro nas mesmas três provas nos Jogos Abertos da Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC). Faturou também o título da etapa de Lages da Copa Catarinense, tanto nos 100 quanto nos 200 e nos 400 metros.
    Só não disputou os Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), porque, durante o período, participava do campeonato Mundial de atletismo, na Holanda. Em pleno continente europeu, Indayana foi 7º lugar nos 100 e 400 metros, e terminou em 9º nos 200 metros.
    Grande nome do atletismo e uma esperança itajaiense, Indayana Martins é também um dos orgulhos da Advir, não apenas pelos resultados conquistados nas competições que disputa, mas por sua determinação e persistência no esporte. “Ela (Indayana) é muito talentosa e está sempre em ação, o que é muito importante”, destaca o coordenador de esporte da associação, Marcos José Tomaz, o Marcão.

    postado por 35548 as 05:39:01 # 0 comentários
    Atleta de Itajaí se prepara para o “Desafio das Estrelas”

    Edição n.º 1141 de 11/11/2006
    fonte: Tribuna  Catarinense
    Desde a segunda etapa do circuito, disputada em Belém (PA), Indayana foi medalha de ouro em todas as provas que disputou

    A atleta Indayana Martins,19 anos, viajou nesta semana para Uberlândia, em Minas Gerais, onde terá pela frente mais uma grande desafio em sua carreira como velocista. Cega e membro da Associação dos Deficientes Visuais de Itajaí e Região (Advir), Indayana, além de participar da última etapa do circuito Caixa de Atletismo, que começa neste sábado, foi convidada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro para participar do “Desafio das Estrelas”. Nas provas de 100 e 200 metros, a itajaiense irá competir contra atletas para-olímpicas, deficientes visuais e físicas, como Adria dos Santos.
    Desde a segunda etapa do circuito, disputada em Belém (PA), Indayana foi medalha de ouro em todas as provas que disputou. Trouxe do Pará o título nos 100, 200 e 400 metros e repetiu o desempenho na terceira etapa, em Porto Alegre (RS). Ainda em 2006, a atleta foi ouro nas mesmas três provas nos Jogos Abertos da Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC). Faturou também o título da etapa de Lages da Copa Catarinense, tanto nos 100 quanto nos 200 e nos 400 metros.
    Só não disputou os Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), porque, durante o período, participava do campeonato Mundial de atletismo, na Holanda. Em pleno continente europeu, Indayana foi 7º lugar nos 100 e 400 metros, e terminou em 9º nos 200 metros.
    Grande nome do atletismo e uma esperança itajaiense, Indayana Martins é também um dos orgulhos da Advir, não apenas pelos resultados conquistados nas competições que disputa, mas por sua determinação e persistência no esporte. “Ela (Indayana) é muito talentosa e está sempre em ação, o que é muito importante”, destaca o coordenador de esporte da associação, Marcos José Tomaz, o Marcão.

    postado por 35548 as 05:39:01 # 0 comentários
    domingo, 05 novembro, 2006
    Na Rússia foi inventada uma bengala ultrasônica para cegos

       

    A Universidade Técnica Estatal de São Petersburgo elaborou e produziu uma bengala ultrasônica para deficientes visuais. A nova bengala permite aos cegos contornar não só buracos e bordas de passeio mas também os obstáculos que não tocam na terra.

    A bengala foi inventada pelo cientista e colaborador da Universidade Técnica Estatal, Serguei Ierchov.

    A bengala tem um pequeno radar no punho. O aparelho emite um som agudo demais para ser ouvido por humanos e capta as reflexões dessas ondas. O signal que significa que um obstâculo está perto pode ser ouvido através de auscultadores. O ultra-som é o meio mais seguro para determinar a distância porque funciona até quando chove e neva. Pode determinar a distância com exatidão de 15 centímetros.

    Infelizmente agora todos os deficientes visuais não podem receber esta bengala porque ainda produz-se uma pequena quantidade de bengalas novas. A fábrica da Universidade Técnica Estatal consegue produzir só 50-100 bengalas por mês o que é obviamente insuficiente.

    Actualmente Serguei Ierchov está a construir óculos ultrasônicos.


    postado por 35548 as 01:59:48 # 0 comentários
    sexta, 03 novembro, 2006
    Site da Nova Escola estréia versão para cegos

    O site da revista Nova Escola, da Fundação Victor Civita, estreou este mês uma versão especial para portadores de deficiência visual.

    O acesso ao conteúdo para cegos no site é baseado numa versão otimizada dos arquivos de texto para leitura pelo software Dos-Vox.

    A tecnologia Dos-Vox permite, em tese, que qualquer site da internet seja acessado por cegos. O software transforma em arquivos de som os textos exibidos nos sites que o usuário acessa. Um sintetizador transforma em voz o que é texto.

    A limitação mais sensível do Dos-Vox é o fato de o aplicativo ler todos os elementos disponíveis na página, o que inclui menus e banners, tornando lento o acesso do deficiente visual ao conteúdo desejado.

    A versão desenvolvida pelo Nova Escola, no entanto, é otimizada para o uso da tecnologia Dos-Vox. Ao digitar a URL do Nova Escola no navegador, a home page do site exibe dois links: ir direto ao site em html ou acessar a versão para Dos-Vox.

    A versão otimizada não possui banners e o acesso ao conteúdo é simplificado e objetivo. O texto publicado também não possui efeitos ou formatações que prejudiquem seu processamento pelo Dos-Vox.

    A versão otimizada permite que o conteúdo seja transformado em voz num período de 4 a 5 segundos depois da página carregada, em comparação com até 40 segundos em sites não otimizados.

    Felipe Zmoginski, do Plantão INFO


    postado por 35548 as 12:12:26 # 0 comentários
    quinta, 02 novembro, 2006
    Procempa oferece internet para cegos e impressão em Braile

    Pela primeira vez, pessoas com deficiência visual têm acesso gratuito à internet, com a possibilidade de imprimir material em Braile, durante a Feira do Livro de Porto Alegre. O serviço é oferecido pela Procempa, no cyber instalado no Armazém A do Cais do Porto, com funcionamento das 10h às 21h. Em parceria com a Fundação Bradesco, são disponibilizados dois computadores, licenciados com o software Virtual Vision, que lê a tela para o usuário. Além disso, a companhia oferece internet livre e de alta velocidade em 10 computadores: seis no cyber e outros quatro no estande da Procempa, em frente ao Banrisul da Praça da Alfândega, das 13h às 22h.


    Para os jornalistas responsáveis pela cobertura do evento, a Procempa levou tecnologia à Casa de Imprensa, onde foram disponibilizados mais 10 computadores com livre acesso à web banda larga e conexão sem fio à internet (conexão wireless). O sistema sem fio ainda foi implantado gratuitamente na Área Internacional e nos Armazéns A e B do Cais. Podem se conectar à rede os participantes que possuem um equipamento portátil com dispositivo wireless.


    O pacote tecnológico inclui também a transmissão ao vivo da programação que está ocorrendo no Memorial do Rio Grande do Sul pelas TVs Câmara e Assembléia. As imagens são enviadas para as emissoras através da Infovia, rede de fibras ópticas da cidade. Os livreiros, mesmo estando distantes de suas empresas, ganharam acesso aos seus bancos de dados por meio da conexão da banca à Infovia. Os interessados em usufruir o serviço devem procurar a Área Comercial da Empresa, no telefone (51) 3289-6161 ou pelo endereço eletrônico callcenter@procempa.com.br.


    postado por 35548 as 02:18:29 # 0 comentários
    sexta, 20 outubro, 2006
    TODOS PODEM VER...


    Desde que nasci
    O mundo eu construí
    De um jeito pessoal
    Eu não sei como aprendi
    Cores, formas expressões,
    Porque eu pude sentir.
    Sou diferente?
    Pode ser...
    Você me vê,
    Eu não vejo você.
    Este é o meu jeito especial de ser
    Mas afinal me digam o que é ver?
    Claro é leve?
    Escuro é pesado?
    Verde é fresquinho?
    Vermelho assanhado?
    Isto eu não sei,
    Só sei que o mundo tem formas.
    Tudo tem um significado
    Pra você é de um jeito,
    Mas pra mim tudo é imaginado
    Eu queria ver muita coisa...
    O sorriso da minha mãe,
    O trabalho do meu pai,
    A cara do meu irmão,
    Mas como não é possível
    Fico só com a emoção
    Para quem de mim sente pena
    Sinto decepcionar
    Meu olhar é pleno,
    É tato, é cheiro,
    Pura sensação.
    Vejo com os olhos da alma.
    Sentido humano,
    Dom divino
    Vem tudo do coração

    Renato Alexandre Tenca
    1º Concurso Literário promovido pela
    ADVIR - Associação dos Deficientes Visuais de Itajaí e Região
    28/08/2001


    postado por 35548 as 11:16:55 # 0 comentários
    quinta, 19 outubro, 2006
    SERPRO lança software para ler com os ouvidos

    SERPRO lança software para ler com os ouvidos
    Programa de leitura de textos desenvolvido pelo Serpro abre o acesso de obras literárias a deficientes visuais. Acessibilidade. Essa vem sendo a palavra-chave para a criação de softwares no Brasil. Prova maior é o programa que acabou de ser desenvolvido pelo Serpro para que deficientes visuais consigam desfrutar dos livros como todo mundo. Chamado de Letra, esse programa faz a leitura do texto e transforma um documento escrito em documento de áudio.

    Um sintetizador de voz identifica os fonemas e as pontuações, falando as frases como se fosse uma pessoa lendo em voz alta. Além disso, ele interpreta figuras e verbaliza ilustrações. Tudo para deixar a informação mais acessível.

    A primeira demonstração aberta do Letra ocorreu na Mostra de Soluções em Tecnologia da Informação e Comunicações Aplicadas ao Setor Público, realizada em março no Centro de Convenções do Hotel Blue Tree. O projeto do Serpro é apoiado pelo Ministério da Educação (MEC). Seu coordenador, Marcos Kinsky, diz que uma das idéias é que os órgãos públicos negociem com as editoras uma forma de disponibilizar os livros também na forma digital. Isso feito, os livros didáticos, lidos pelo Letra e gravados em forma de CD, serão distribuídos aos alunos com deficiência visual por meio de suas escolas.

    A médio prazo, esse processo estará ao alcance não só de estudantes, mas de todos os interessados. A premissa do projeto é que o Letra seja disponibilizado até o segundo semestre deste ano, de forma gratuita. “Não faz sentido se não for assim”, afirma Kinsky, defensor do processo de inclusão digital e do softer livre (aquele não-pago). Logo, quem quiser desfrutar dessa ferramenta tecnológica poderá baixá-la pelo site do Serpro e usá-la em arquivos de texto.

    Por causa de questões como direitos autorais, não é possível prever em quanto tempo as editoras irão viabilizar seus livros em formato digital. De acordo com a Secretaria Executiva do MEC , nos próximos meses o governo vai iniciar uma fase de negociações sobre a nova versão digital dos livros. Marcos Kinsky adianta que o presidente Lula já assinou um decreto (5.296) que inclui o acesso à informação e à lei de acessibilidade (10.098 - é essa lei que torna obrigatória a presença de rampas para cadeira de rodas nas vias públicas). Felizmente, hoje existem muitas obras liberadas dos direitos autorais. São aproximadamente 4 mil títulos de domínio público, que incluem, por exemplo, os trabalhos de Machado de Assis.

    Para desenvolver o Letra, o Serpro selecionou funcionários especializados em áreas bastante diversificadas. A equipe final foi formada com quatro analistas de sistemas. Marcos Kinsky é o coordenador e idealizador do projeto de acessibilidade digital do Serpro. Eduardo Oliveira é o especialista em Dosvox, sistema de síntese de voz pioneiro nos países de língua portuguesa. Marcelo Lima domina o software livre Linux e Mauro Cabral é engenheiro eletrônico com mestrado em síntese de som.

    Deficiente visual desde os 9 anos, e funcionário do Serpro há 29, Kinsky explica que a idéia de acessibilidade digital abrange um universo muito maior do que o lançamento do projeto Letra. “Há mais coisas a fazer” ,afirma o coordenador. “Mas isso é o começo. É um bom começo”, conclui.

    SERVIÇO Para baixar obras de domínio público: http://www.mec.gov.br/


    postado por 35548 as 07:12:47 # 0 comentários
    domingo, 15 outubro, 2006
    Benefícios fiscais para empresas

      Você sabia que sua empresa pode deduzir até 2% do lucro operacional nas doações feitas para projetos inscritos no Portal Social? Para fazer jus a este benefício fiscal, basta que sua empresa adote o regime do lucro real. Dependendo do montante do Imposto de Renda que sua empresa tiver a pagar (consulte seu contador), a dedução do valor doado poderá alcançar até 34%.

    Participe agora mesmo dessa rede de cooperação que está mudando a vida de muita gente. Escolha uma ou várias das iniciativas cadastradas, efetue a doação via pagamento do respectivo boleto bancário, e depois entre em contato conosco. Basta informar-nos o nome da empresa, endereço, CNPJ e o total do valor doado.

    A Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, entidade sem fins lucrativos e declarada de utilidade pública federal, encaminhará pelo correio o comprovante de sua doação, seguindo o Modelo de Declaração instituído pela Instrução Normativa 87/96.

    Se precisar de maiores esclarecimentos ou em caso de dúvida, entre em contato pelo Fale conosco . Responderemos prontamente.

    fonte: http://www.portalsocial.org.br/RBSFundacao/frmBeneficioEmpresas.aspx


    postado por 35548 as 12:22:54 # 0 comentários
    domingo, 08 outubro, 2006
    Douglas Martins, um campeão no xadrez e na perseverança

    Diário da Cidade – ESPORTE - quinta-feira, 21 de setembro de 2006 pág. 12

    Enxadrista de Penha, nascido em Florianópolis, Douglas Martins é o atual bicampeão Brasileiro Juvenil entre cegos. Foi um dos oito enxadristas brasileiros classificados para o campeonato absoluto. E quer o mundo.

     

    Itajaí - A deficiência visual é apenas mais um dos desafios na vida do enxadrista Douglas André Martins, 20 anos. Mais novo campeão Brasileiro Juvenil da modalidade para cegos, título conquistado no último dia 10 de setembro, em Minas Gerais, o jovem talento dedica horas de treinos na sede da Associação dos Deficientes Visuais de itajaí e Região (ADVIR), onde também estuda e compartilha experiências. As fronteiras que o separam do maior sonho, reconhece apenas no tempo: ainda quer um título catarinense de expressão.

     

    Foram dois primeiros lugares nas duas etapas do campeonato Brasileiro Juvenil para atletas com idade máxima de 20 anos. Tanto na primeira, disputada em São Paulo, quanto na segunda, em São Sebastião (MG), levou ainda a medalha de bronze, ao lado de Luciano Michels e Álvaro da Silva, por equipes. O trio conquistou ainda, recentemente, o troféu de campeão da segunda edição dos Parajasc, em Joaçaba.

     

    Mas as duas etapas do campeonato Brasileiro já fazem parte do passado para o garoto-prodígio. Além de premiar os melhores colocados em cada categoria, as duas competições classificaram os oito enxadristas mais bem colocados do ranking na categoria Principal. Além do título juvenil, Douglas Martins fez um quinto e um sexto lugares, respectivamente, nas primeira e segunda etapas na categoria principal, e se garantiu no “G8”, o grupo que irá disputar o Campeonato Absoluto, em Lages.

     

    “Meu segundo título foi o melhor de todos. Fiquei em sexto lugar na Absoluta porque perdi para o Roberto Carlos Engles, que é hoje o melhor do Brasil”, salientou Martins, que competiu entre cerca de 50 enxadristas de vários Estados brasileiros.

     

    A surpresa maior ficou para a derrota do atual campeão Brasileiro, José Luceno Vaz, de Minas Gerais, antes das finais. “Ele (Luceno) era o favorito, mas não se pode cometer um erro sequer neste esporte”, comentou o atleta da ADVIR.

     

    O mesmo trio que subiu no lugar mais alto do podium em Joaçaba também surpreendeu os mineiros na segunda etapa do Brasileiro. Atrás de São Paulo (SP) e Guarulhos (SP), quem dominou o terceiro palanque foram os representantes de Itajaí.

     

    Rotina

     

    O xadrez entrou na vida de Douglas Martins há cinco meses, mais ou menos o tempo em que passou a freqüentar a Associação dos Deficientes Visuais de Itajaí e Região. Nascido em Florianópolis e residente em Penha, admite não carregar do berço a fixação pelo esporte. Na ADVIR, desenvolveu o gosto pelos duelos contra o computador; recebeu convite do fundador, Álvaro da Silva, para integrar a equipe nos torneios interestaduais e, de lá para cá, não pensa em outra coisa senão superar limites.

     

    Nos dias em que visita a associação, às terças e quintas-feiras, Douglas aprende braile, tem aulas de comportamento, toma café com colegas da instituição e se diverte com o jogo adaptado. “Venço o computador no nível fácil e à medida que encontro facilidade, deixo mais difícil, apesar de que é sempre muito disputado”, explicou, durante uma das partidas.

     

    Ansiedade

    Adversários à parte, o maior desafio é ainda emocional. Com problemas freqüentes de ansiedade, antes, durante e depois das partidas, Douglas desistiu de muitos torneios nos quais tinha possibilidade de conquistar medalhas. O exemplo mais atual foi de sua participação nos últimos Parajasc. Incapaz de jogar devido à alteração, de atleta principal passou a reserva.

     

    Ironicamente, a preocupação com o tempo é um desafio ainda maior do que a própria cegueira. “Se perco uma peça importante, como uma torre, por exemplo, às vezes fico muito nervoso, porque o tempo também é curto”, salientou, se referindo aos torneios nos quais o limite máximo para a execução da jogada chega a ser de um minuto.

     

    Teoria

    O xadrez é uma das poucas modalidades que depende quase que exclusivamente dos fundamentos teóricos para um bom desempenho. No esporte adaptado, a necessidade de se estudar regras e métodos de jogo chega a ser imprescindível. “Digamos que a teoria representa 80% do aprendizado no xadrez. Você precisa conhecer três pontos fundamentais: conceito, tática e estratégia, disse.

     

    Como quase todo material destinado aos deficientes visuais, o objeto de estudos aos enxadristas cegos também é quase sempre escasso e conquistado no “improviso”. “É muito difícil encontrar material adaptado, ultimamente. O que faço é pegar os comentários das partidas via internet, ou tirar cópias de alguns livros”, revelou.

     

    Sonho

     

    Num gesto instintivo, Martins não tem dúvida do que mais deseja para si, no xadrez. “Ser campeão mundial”. Quem vive o dia-a-dia dos deficientes visuais da ADVIR não se espanta com a objetividade da resposta, tão pouco com a ambição. Se a deficiência pode se suprir de uma carga extra de confiança e perseverança, o melhor exemplo de luta está em Douglas Martins. “O que eu quero é ser reconhecido pelo que faço; ganhar algo realmente de expressão. Depois disso, quem sabe, ser o melhor do mundo”‘JP

     


    postado por 35548 as 09:48:26 # 0 comentários
    Deficientes visuais poderão usar cão-guia em espaços públicos

     

    Tiago Medeiros

    O decreto n° 5.094 regulamenta a lei de 2005, que trata sobre o uso de cão-guia por pessoas com deficiência visual. Segundo a nova lei, do fim do mês passado, a exigência de focinheira para os animais em locais públicos foi abolida. O primeiro artigo ressalta: "A pessoa com deficiência visual usuária de cão-guia tem o  direito de ingressar e permanecer com o animal em todos os locais  públicos ou privados de uso coletivo."

    A abrangência da lei é grande. Fica permitido o uso dos cães, tanto no transporte público quanto em casa, sem qualquer restrição de condomínio. A facilidade prevista nos meios de transporte é um assento mais amplo, com acesso facilitado às saídasdo veículo.

    Ainda é proibido o uso do cão-guia em estabelecimentos de saúde em setores de isolamento, como quimioterapia, transplante e centro cirúrgico. Para que o portador de deficiência visual possa se beneficiar da lei, é necessário que o cão não seja agressivo, e seja treinado e orientado para ficar junto ao dono.

    fonte: http://www.rdcdn.com.br/cdn/noticia.php?cod=7104&inicio=0


    postado por 35548 as 04:57:42 # 0 comentários
    sábado, 30 setembro, 2006
    SISTEMA BRAILLE

    SISTEMA BRAILLE
    O prazer da leitura em nossas mãos

    O Braille é um dos códigos de apoio da língua, e sua importância está no fato de habilitar o ser humano a compreender o mundo através de um sistema organizado de símbolos, substituindo o alfabeto convencional por um alfabeto de pontos em relevo, o que possibilita ao deficiente visual a escrita e a leitura.

    As primeiras tentativas de criar um método de acesso à linguagem escrita aos cegos datam do século XVI e XVII. Entre eles estavam a gravação de letras e caracteres em madeira ou metal (usando parte da idéia da imprensa de Gutenberg), sistemas de nós em cordas, caracteres recortados em papel e até mesmo alfinetes de diversos tamanhos pregados em almofadas.

    Até 1829, os portadores de deficiência visual aprendiam a ler através desses e de outros complicados métodos de leitura. Naquele ano um jovem francês de 15 anos cego desde os 3 anos de idade, chamado Luis Braille, desenvolve o sistema que é até hoje o mais efetivo recurso para a educação de cegos. Braille era aluno da escola Haüy, a primeira escola para cegos do mundo e foi influenciado por um método de transmissões de mensagens sigilosas criadas pelo oficial de exército francês Charles Barbier, que consistia na combinação de 12 pontos em relevo com valor fonético.

    O Braille é composto por 6 pontos, que são agrupados em duas filas verticais com três pontos em cada fila (cela Braille). A combinação desses pontos forma 63 caracteres que simbolizam as letras do alfabeto convencional e suas variações como os acentos, a pontuação, os números, os símbolos matemáticos e químicos e até as notas musicais. Para os cegos poderem ler números ou partituras musicais, por exemplo, basta que se acrescente antes do sinal de 6 pontos um sinal de número ou de música.

    imagem do alfabeto braille

    Antes do invento da máquina Braille, e ainda no Brasil por razões econômicas, o Braille era escrito com reglete e punção. Hoje em dia, além da máquina Braille, que é produzida no Brasil na Laramara, já existem impressoras de Braille ligadas ao computador. Alguns programas podem "traduzir" as letras digitadas e marcar em relevo o papel.

    Assim como a escrita convencional abriu um novo mundo para o homem comum, o Braille fez o mesmo para os portadores de deficiência visual. E mais, o Sistema Braille impulsionou uma revolução para os deficientes visuais, através dele as pessoas cegas podem resgatar sua cidadania. Alfabetizando-se elas tem condições de estudar e estudando tem mais chances de conseguir emprego e ter um emprego significa estar socialmente incluído e ser independente.

    O mercado editorial aceitou rapidamente este novo método e hoje existem milhares de livros e material em Braille na maioria dos países. Mas será que são suficientes?Hoje em dia são mais de 1,5 milhões de deficientes visuais, só no Brasil, beneficiados pela existência do Sistema Braille, imagine quantos não o serão pelo mundo inteiro?!

    Este texto, de autoria de Claudia Boacnin, foi retirado e adaptado do site do Jornal Viva


    postado por 35548 as 10:36:07 # 0 comentários
    quarta, 27 setembro, 2006
    Semáforo para deficientes visuais dá prêmio a universitária mineira


    Yara Aquino
    Repórter da Agência Brasil

     




    Brasília - Como deficientes visuais podem saber quando atravessar a rua com segurança? Pensando na dificuldade enfrentada por eles, a  estudante de engenharia química da Universidade Federal de Minas Gerais Camila Andreva desenvolveu um protótipo de semáforo tátil. Com o trabalho, venceu o 6º Prêmio Denatran de Educação, na categoria estudante universitário.

    Pelo projeto, quando o semáforo está aberto para os pedestres, uma caixinha instalada na calçada recebe uma corrente elétrica, vibra, e o deficiente, ao tocá-la, sabe que pode atravessar a rua. O projeto prevê ainda mecanismos de segurança, como piso ao redor do semáforo para o deficiente perceber que ali tem um semáforo.

    O semáforo tátil de Camila Andreva, além de ter rendido um prêmio, pode se tornar uma realidade. “Apresentamos para vários órgãos públicos, e já houve vereadores de Belo Horizonte que ficaram interessados”. A estudante já comemora os resultados do concurso. “Achei muito legal a idéia do concurso. É um estímulo. Aí, me interessei e começamos a trabalhar, escrever para mandar para o prêmio, e deu certo”.

    Enquanto alguns premiados no concurso estão terminando os estudos, outros estão apenas começando. Thalia Chiamulera, de 6 anos, que mora no município de Lacerdópolis, em Santa Catarina, fez um desenho e venceu na categoria educação infantil. No desenho, estão retratados elementos como os diversos meios de transporte e a sinalização.

    A professora que orientou o trabalho, Marizane dall’Orsoletta, constata que trabalhar com educação para o trânsito junto às crianças já traz resultados. “É gratificante ela ter ganhado, porque tem seis anos, e ver a consciência que eles têm sobre os meios de transporte, porque hoje escutamos que os jovens com 18 anos não têm limites no trânsito, e ver que uma criança está tendo consciência de como atravessar uma rua, de que é preciso usar cintos de segurança”. Dos 60 alunos de educação infantil da escola de Lacerdópolis, 22 se inscreveram para concorrer ao prêmio.

    Os prêmios foram entregues hoje (27) pelo ministro das Cidades, Márcio Fortes, e pelo presidente do Denatran, Alfredo Peres, aos 52 vencedores da etapa final. Os premiados e as escolas que têm alunos vencedores recebem entre R$ 1 mil e R$ 4 mil.



    fonte: Agência Brasil

    postado por 35548 as 10:46:33 # 0 comentários
    Oportunidades de trabalho a um clique das pessoas com deficiência


    A Rede Catarinense de Empregabilidade Especial (RCEE) lança portal na internet para aproximar as oportunidades de trabalho e capacitação das pessoas com deficiência. A iniciativa catarinense é pioneira no País.
    Com apenas um clique, os catarinenses portadores de deficiência terão acesso a diversas oportunidades de trabalho, renda e capacitação. A boa notícia é da Rede de Empregabilidade Especial (RCEE) que acaba de lançar um portal na internet com a proposta de facilitar a comunicação com empresas e instituições. O Portal de Oportunidades permite que qualquer instituição, de forma simples e sem custo, publique uma oportunidade de trabalho voltada para as pessoas com deficiência. Qualquer pessoa com deficiência também pode publicar seu currículo para disponibilizá-lo a possíveis empresas interessadas.
    Através do portal, a RCEE pretende montar um banco de dados qualificado de currículos e oportunidades. “Será uma mão de via dupla: as pessoas podem ir atrás das empresas e as empresas podem vir atrás da mão-de-obra”, explica o coordenador da RCEE, José Itajara Leão de Souza. De acordo com Souza, apesar de nem todas as pessoas terem acesso à internet, a RCEE viu na internet uma maneira eficaz de permitir esse intercâmbio de informações. “Sabemos que muitas pessoas não são incluídas digitalmente ou até mesmo não possuem acesso à internet, mas não podemos desconsiderar o enorme poder de comunicação que a internet possui”, destaca o coordenador.
    Para participar do Portal de Oportunidades, a pessoa ou a instituição só precisa acessar o site
    www.rcee.org.br e se cadastrar. A RCEE é organização sem fins lucrativos que reúne várias entidades da sociedade civil, poder público, empresas e universidades. O objetivo da rede é construir e compartilhar conhecimento em prol da inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A iniciativa catarinense é pioneira no País. “Santa Catarina dá um exemplo de que comprometimento e união podem mudar qualquer realidade, por pior que ela seja”, destaca o idealizador da RCEE, Gualtiero Schlichting Piccoli.

    fonte: http://www.folhablu.com.br/ler.noticia.asp?noticia=15868&menu=51


    postado por 35548 as 09:52:39 # 0 comentários
    domingo, 24 setembro, 2006
    Deficiente visual é homenageado

    Pela primeira vez, a Câmara Legislativa do Distrito Federal concede o título de Cidadão Honorário de Brasília a um deficiente visual. Na noite desta terça-feira (19/9), o cantor Valter Júnior foi homenageado no plenário da Casa.

    `Esse título é uma honra para muitas pessoas, mas, nesse caso, o título é que se engrandece em ter entre seus homenageados a pessoa de Valter Junior`, declarou o deputado Peniel Pacheco (PDT), autor da iniciativa. Além de familiares e amigos, a cerimônia teve a participação de deficientes visuais alunos de Valter nas aulas de informática que ele ministra.

    Entre os participantes da solenidade estão o professor Alberto Borges de Araújo, Gerente Executivo da Unidade de Educação Profissional - UNIEP; a doutora Lúcia Maria Alvim Souza Bittar, presidente do Integra (Instituto de Integração Social e Promoção da Cidadania); o reverendo Adail Carvalho Sandoval, Pastor Efetivo da Igreja Presbiteriana de Brasília e Vice-presidente da Sociedade Bíblica do Brasil; César Ackar, presidente da ABDV (Associação Brasiliense de Deficientes Visuais); e Jane Cristina Costa Melo, esposa do homenageado.

    Veja as fotos do evento

    Conheça o mais novo Cidadão Honorário de Brasília

    Valter Júnior é natural de Santo Antonio do Monte (MG), filho de Auta Rodrigues Couto e Valter Antônio de Melo, tendo nascido em 1º de julho de 1968. Já adolescente veio com a família para Brasília em 1982. Casado com Jane Cristina Costa, tem dois filhos: Vitor Costa Melo e Gláucia Cristina Costa Melo.

    Entre 1982 e 1990, Valter trabalhou na Telebrás, inicialmente como contínuo, passando depois a secretário do Chefe de Gabinete da Presidência. Formou-se bacharel em Direito pela AEUDF, em 1993.

    Em 1990 Valter Júnior foi acometido de uma doença. Num dia de julho, em que realizava trabalho voluntário numa creche, sentiu uma forte dor e foi levado às pressas para o hospital. Tempos depois era diagnosticado o mal, `hipertensão intracraniana`. A doença trouxe-lhe a perda total da visão em função da atrofia do nervo ótico. O jovem Valter que havia escapado, quando criança, da paralisia infantil que lhe marca até hoje, e na adolescência, da meningite que quase lhe tirou a vida, teve então que se readaptar para conviver com uma realidade mais difícil ainda.

    Em meio a esse processo de readaptação, que ficou conhecendo um software que lhe possibilitaria voltar a usar o computador. Trata-se do Dosvox, software desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com o Dosvox e a ajuda de Jane, com quem está casado desde janeiro de 93, aprendeu a digitar sem precisar olhar para o teclado, o que já não podia mais fazer. Algum tempo depois, fez o curso do software Virtual Vision na Fundação Bradesco de Ceilândia.

    A intenção inicial que o motivou a aprender a utilização desses softwares foi a de auxiliá-lo no trabalho de cantor e compositor, mas em 2004 foi convidado pelo Integra (Instituto de Integração Social e Promoção da Cidadania) para ser o professor do curso de Introdução a Informática, Digitação e Outlook Express que seriam implantados com o projeto Visão Virtual. Desde então, tem se dedicado às aulas e à produção de material didático que possibilitem a inclusão digital para outros deficientes visuais em vários recantos do país. No curso que ministra há dois anos e meio, mais de duas centenas de alunos já puderam ter acesso ao universo digital, passando assim a dispor de cultura, ensino, trabalho e muito mais via informática.

    Superando todas as dificuldades, atualmente Valter também dedica-se, junto com Jane ao trabalho musical levando fé, amor e esperança por todo o Brasil. Além de Brasília, Valter tem se apresentado em Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, São Paulo e Espírito Santo.

    A carreira artística começou em abril de 92, quando Valter lançou seu primeiro trabalho como cantor e compositor. `Momentos e canções` foi um disco marcadamente inovador, trazendo `Pedro`, como carro-chefe, `Bill Bíblia` e `Eita Coração`. Começam aí suas primeiras incursões no meio musical passando a percorrer escolas, associações profissionais, igrejas e outros locais divulgando seu trabalho.

    Depois vieram outros lançamentos: Canto Livre (1993); Essência (1995); Bálsamo (1997); Criança Não É Brincadeira (1998); Equilíbrio (2000); Dez Anos (2002); e Grata Memória (2004). E de tanto cantar e falar em música, Valter buscou trazer uma contribuição mais objetiva às igrejas. Surgiu assim o livro `A música no dia-a-dia da igreja: identificando problemas e propondo soluções` - fruto de suas peregrinações por igrejas de todas as perspectivas doutrinárias e ênfases litúrgicas.

    Valter já apresentou e produziu programas de rádio em emissoras AM e FM e hoje divulga seu trabalho através do site que ele mesmo construiu. A vida de Valter Júnior de Melo por si só já o qualifica para receber esta tão honrosa homenagem da Câmara Legislativa do Distrito Federal. É nos dada à oportunidade de reconhecer a dedicação deste homem e o amor demonstrado por Brasília, cidade que se tornou seu orgulho. Valter é um homem que perdeu a visão, mas não à vontade de viver, de sonhar, de fazer planos de ser útil. Reconhecê-lo como legítimo Cidadão do Distrito Federal é reconhecer a sua atuação benéfica em favor da inclusão de pessoas com deficiência visual.


    postado por 35548 as 02:55:09 # 0 comentários
    quarta, 20 setembro, 2006
    E-learning para ensino de deficientes visuais

    Em média 10% da população mundial é constituída por pessoas com algum tipo de deficiência. Em nosso país, milhões de brasileiros compõem um contingente de excluídos.

    As pesquisas realizadas chamam a atenção para a parcela da sociedade formada por pessoas com necessidades especiais, o equivalente a 24,6 milhões de pessoas, 14% da população (Censo 2000).

    De acordo com IBGE, constata-se que desse universo, mais de 170.000 são pessoas cegas, 2 milhões apresentam deficiências graves de visão e 14 milhões acusam problemas visuais.

    A Internet vem despontando como um importante recurso para os diferentes setores da sociedade, uma vez que, as limitações de tempo e espaço são facilmente contornadas pelos diferentes meios de comunicação e por possibilitar a troca de informações em tempo real.

    Dado o potencial da Internet e os benefícios de sua utilização é necessário que as pessoas com necessidades especiais sejam incluídas e, para tanto, as barreiras que ainda existem devem ser superadas. É preciso, de uma maneira geral, que os estabelecimentos de ensino revejam suas práticas e desenvolvam novas competências condizentes com as reais necessidades de seu público-alvo.

    A partir desse contexto, o Instituto Benjamin Constant do Rio de Janeiro, sentiu-se desafiado a criar um Laboratório de Educação a Distância (IBC-LED) que tem como objetivo: contribuir para diminuir as desigualdades sociais no Brasil, ser um modelo de excelência e uma referencia em EAD na área de deficiência visual.

    No intuito de fortalecer a pesquisa e o desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação – TICs - associadas à utilização da internet, o IBC-LED vem estabelecendo parcerias com órgãos públicos e privados e expandindo significativamente a sua atuação nacional e internacional.

    Imbuído de visão inovadora e empreendedora, o Instituto Benjamin Constant, vem trabalhando em conjunto com a empresa EduWeb para integrar a plataforma de e-learning, AulaNet, a realidade do seu laboratório. O AulaNet é o software nacional de Educação a Distância mais antigo (primeira versão 1996) e pertence a categoria globalmente denominada de LMS - Learning Management System.

    O sistema foi desenvolvido inicialmente na PUC-Rio e hoje encontra-se disponível em vários idiomas, com mais de 10.000 cópias distribuídas no Brasil e em vários outros países da América Latina, Europa, África e Estados Unidos. O projeto conta com o apoio financeiro da FAPERJ - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro, para a adequação da solução e demais customizações funcionais necessárias.

    O IBC oferecerá a sociedade, através desta iniciativa, um espaço para o desenvolvimento de projetos utilizando tecnologias avançadas em um ambiente virtual de aprendizagem.

    Os Sites que atenderem às recomendações de acessibilidade podão ser apresentados, sem prejuízo de perda de informação, tanto para usuários em geral, como àqueles que estejam interagindo a partir do uso de uma tecnologia assistiva.

    O site do IBC (www.ibc.gov.br) possibilitará que pessoas com os mais variados tipos de deficiência possam ter acesso a um ambiente tecnológico na internet diminuindo as barreiras de acesso ao universo digital.

    Sabemos que o sistema educacional brasileiro é desigual e certamente ainda longe daquele que todos gostaríamos que fosse, mas com iniciativa de órgãos públicos e privados podemos chegar a um país com a dita "educação para todos", onde pessoas, independentemente de suas diferenças possam conseguir acesso ao que lhes é de direito: uma educação de qualidade. E não resta dúvida que o projeto de Educação a Distância do Instituto Benjamin Constant tem muito a contribuir nesse sentido.

    * Artigo escrito por Alex Lucena, sócio e diretor da EduWeb, baseado no trabalho de pesquisa de Fátima Melca Coordenadora do Laboratório de Educação a Distância do Instituto Benjamin Constant.


    postado por 35548 as 09:46:54 # 0 comentários
    Empresa desenvolve caneta para deficientes visuais

    A TECE ouviu especialistas no assunto e criou produto que pode substituir as regletes atuais; a empresa nasceu na Incubadora de Base Tecnológica de Rio Claro.

    A TECE (Tecnologia e Ciência Educacional) está desenvolvendo uma caneta especial para deficientes visuais que pretende facilitar a escrita em braille por crianças e adultos. “É um produto útil, mas que ainda não existe no mercado”, explica a bióloga Aline Piccoli Otalara, coordenadora da TECE, empresa que nasceu na Incubadora de Base Tecnológica da Unesp de Rio Claro (Incunesp).

    O equipamento pode substituir o uso da reglete, que é uma prancheta e uma régua, acompanhadas de um punção utilizado para a escrita do código braille na folha de papel. Os primeiros modelos chegaram ao Brasil na década de 40 e sofreram poucas modificações. “Precisamos melhorar o design da caneta e arrumar um parceiro para produção em escala industrial”, diz Aline.

    Segundo ela, o produto será importante para a inserção social de crianças em idade escolar e de adultos que perderam a visão. Atualmente, o uso da reglete obriga que a escrita seja feita no sentido inverso, ou seja, da direita para a esquerda, e o código escrito ao contrário, como se estivesse em frente a um espelho. O equipamento desenvolvido na Incunesp oferece a possibilidade de escrever da esquerda para a direita e com o código da maneira correta, facilitando a leitura simultânea.

    Para desenvolver o modelo, a empresa incubada TECE fez pesquisas com profissionais e entidades especializadas no atendimento aos deficientes visuais. Entre os principais consultores, destacam-se o ex-professor da Unesp Manuel Costa Carnahyba, doutor em Educação, e que possui deficiência visual desde os quatro anos de idade, e a professora Deisy Piedade Munhoz Lopes, do departamento de Física da Unesp.

    A TECE também fez uma parceria com o Instituto ParqTec de Design, de São Carlos, e enviou o projeto ao programa Pipe-Fapesp, que fornece recursos para pesquisas inovadoras nas áreas de ciência e tecnologia, desde que sejam executadas por pequenas empresas com alto potencial de retorno comercial ou social.

    A intenção é que a resina e o acrílico utilizados na confecção dos protótipos sejam trocados por material de custo baixo e mais confortável aos deficientes visuais. “Nossa preocupação foi a de fazer um produto que atendesse perfeitamente às necessidades do usuário”, explica Aline. “Esperamos que o equipamento chegue ao mercado pela metade do preço de uma reglete tradicional”.

    Mais informações:

    Assessoria de Imprensa da Incunesp

    fonte: http://www.lerparaver.com/node/383


    postado por 35548 as 09:41:20 # 0 comentários
    Novo aparelho por tátil escreve em braile

    Novo aparelho por tátil escreve em braile

    Jonathan Pereira

    Um grupo de alunos da Universidade Johns Hopkins <http://www.jhu.edu/>, nos
    Estados Unidos, acaba de desenvolver o protótipo de uma máquina portátil
    para escrever em Braille. O aparelho, que dispensa componentes eletrônicos,
    foi criado por estudantes de engenharia da universidade norte-americana. O
    objetivo era criar um dispositivo de pequeno tamanho e custo muito inferior
    ao das máquinas de escrever comuns em Braille.

    Os inventores estimam que o aparelho, caso seja produzido em série, custaria
    cerca de US$ 10 a unidade, o que o tornaria bastante acessível. O protótipo
    foi testado por representantes da Federação Nacional do Cego, dos Estados
    Unidos.

    "Estávamos procurando um dispositivo de escrita que fosse portátil e não
    precisasse de um computador. Queremos parabenizar os autores, que fizeram um
    trabalho excelente", disse Marc Maurer, presidente da federação, em
    comunicado da Universidade Johns Hopkins.

    Segundo Maurer, apesar de o protótipo ter algumas falhas, ele apresenta
    muitas novidades, como um mecanismo para criar múltiplas impressões. O
    objetivo da federação, que tem 50 mil associados no país, é que o protótipo
    sirva de ponto de partida para um projeto de difusão da escrita Braille,
    tanto nos Estados Unidos como em outros países.

    O dispositivo é mecânico e simples de usar. Conta com seis botões, que podem
    ser pressionados para produzir qualquer um dos padrões que compõem as
    letras, números e sinais do sistema Braille. O aparelho tem pontas metálicas
    que permitem fazer seis marcas de uma vez, aumentando a velocidade da
    escrita.


    Fonte: http://www.estadao.com.br/tecnologia/noticias/2006/ago/14/92.htm



    postado por 35548 as 09:35:12 # 0 comentários
    sábado, 16 setembro, 2006
    Sonetos sobre a cegueira

       

    Por Glauco Mattoso


     

    - Que trazes nesse envelope, Glauco?

    - Sonetos. Imprimi pra lermos hoje.

    - Ué, voltaste a escrever sonetos? Tinhas dito que, depois de chegares aos mil, darias um tempo...

    - Não são meus. Veja que estão assinados por nomes bem consagrados na nossa poesia.

    - Deixa ver... Tem gente aqui que não conheço...

    - Mas estão no nível. Lendo você vai sentir. Todos falam da cegueira, escolhi de propósito.

    - Mas antes de lermos poesia tem uma coisa que quero te perguntar sobre isso. Já falaste bastante do cego na ficção, mas nunca incluíste entre teus exemplos aquele conto do Alcântara Machado...

    - Ah, o "Apólogo brasileiro sem véu de alegoria"?

    - Exato. Não achas que esse seria o caso mais antológico do conflito entre o personagem cego e a sociedade, inclusive no plano político?

    - Não tenha dúvida. Também gosto desse conto, até porque tem a virtude de ser anedótico e sintético. Mas ele não é pra mim o mais emblemático por uma razão muito simples: o cego foi heróico demais, fez o papel de vencedor moral. E não é assim que vejo a tragédia do cego, ou de qualquer deficiente, carente, excluído, como queiram chamar. Prefiro me identificar com quem se sente tão por baixo quanto eu. Sou solidário com os fracassados e derrotados.

    - Claro, sendo o masoquista que tu és...

    - Mas que tal ir lendo? Assim aproveito pra ir esvaziando este prato de bolinhos.

    - Tudo bem. Logo de cara achei dois com o mesmo título: "Cega". Um da Francisca Júlia, outro do Cruz e Souza. Resolveram cutucar mesmo, hem? Vai ver que, além de cega, a mulher é pobre e negra...

    - Calma, Bia. É mais ou menos por aí que a questão é tratada por alguns: uma somatória de desgraças e desvantagens sociais. Mas vamos por partes. Leia primeiro o da Francisca, que era parnasiana.

    - Então vamos lá:

    Trôpega, os braços nus, a fronte pensa, várias

    Vezes, quando no céu o louro sol desponta,

    Vejo-a, no seu andar de sonâmbula tonta,

    Despertando a mudez das vielas solitárias.

    Arrimada ao bordão, lá vai... Imaginárias

    Cousas pensa... Verões e invernos maus afronta...

    Dores que tem sofrido a todo mundo conta

    Na linguagem senil das suas velhas árias.

    Cega! que negra mão, entre os negros escolhos

    Do caos, foi procurar a treva, que enegrece,

    Para cegar-te a vista e escurecer-te os olhos?

    Cega! quanta poesia existe, amargurada,

    Nesses olhos que estão sempre abertos e nesse

    Olhar, que se abre para o céu, e não vê nada!...

    - Viu só? A tia Chica só enxergou a poesia, não achou heroísmo nenhum, nem compensação moral. Até escrevi um artigo a respeito disso, onde tinha um trecho mais ou menos assim: "Já brinquei que o cúmulo da discriminação seria uma pobre lésbica cafuza, quer dizer, além de mulher e `socialmente excluída`, mestiça de negra e índia e, como se não bastasse, homossexual. Mas fora da literatura a coisa não é brincadeira, e, depois de sentir na pele a desgraça da cegueira, tive de admitir que a soma de inferioridades nunca tem cúmulo: é apenas cumulativa, pois sempre se pode adicionar mais um estigma à condição dum indivíduo segregado."

    - Caramba! Como diz o ditado, "além de queda, coice"! Agora vamos pegar o Cruz e Souza. Ele não era negro? Quero só ver como um simbolista trata do tema:

    Parece-me que a luz imaculada

    que vem do teu olhar, todo doçuras,

    não verte no meu ser aquelas puras

    delícias de outra era já passada.

    Eu creio que essa pálpebra adorada

    não mais um flóreo empíreo de venturas

    descobre-me -- na noite de amarguras,

    de dúvidas intérminas cortada.

    Não olhas como olhavas, rindo, outrora,

    não abres a pupila, como a aurora

    nascendo, abre, feliz, radiosa e calma.

    A sombra, nos teus olhos, funda, existe!...

    Tu`alma deve ser bem negra e triste

    se os olhos são, decerto, o espelho d`alma.

    - Aí você percebe que a desgraça é mais completa, porque a cega não era cega antes.

    - E se ele não falasse da alma não seria o Cruz e Souza. Será que ele se acharia um "preto de alma branca"?

    - Não, Bia, na questão racial o Cruz foi bem consciente e até rancoroso. Tem um soneto dele, acho que o "Escravocratas", onde o ódio aos brancos fica bem claro, descontado o trocadilho. Mas já que falamos nos negros, leia o soneto "O africano", do Mário de Alencar.

    - Tá na mão. Vamos lá:

    Costuma estar ao sol, de pé, junto à porteira

    Da fazenda, onde, escravo, arrastou toda a vida.

    De um dos olhos é cego, e já do outro a cegueira

    Lhe vai grudando à face a pálpebra caída.

    Do corpo seminu, sob a pele entanguida

    Se esboça a secular ossada quase inteira.

    E a aparência ele tem, esguia e denegrida,

    De um tronco solitário em queimada clareira.

    Dizem que ensandeceu de dor no mesmo dia

    Em que morreu seu dono; outros, de nostalgia;

    Outros, que é feiticeiro e simula mudez,

    Porque, às vezes, lhe vem súbita vida estranha,

    E ele pula e descanta e risos arreganha,

    E ágil ginga no jogo ao batuque dos pés.

    - Reparou, Bia, como esse soneto equivale a um conto? Toda uma vida vai resumida ali, juntando os cacos da tragédia pessoal e social. Note que a cegueira progressiva se confunde com a loucura e com a bruxaria, sem falar no amor ao dono perdido...

    - Até parece alguém que eu conheço e que adora bolinhos! Mas quem é esse Mário de Alencar?

    - Ninguém menos que o filho do José de Alencar.

    - Taí: quem sai aos seus não degenera.

    - O cara foi muito amigo do Machado de Assis. Não sei se por causa disso, ou porque tinha mesmo talento, acabou entrando pra Academia.

    - Mas vem cá: tu não estás exatamente na situação do negro cego ou da mulher cega. Tem algum poeta que esteja mais próximo de ti?

    - Em termos de boca suja e de franqueza masoquista, acho que não há ninguém. Mas em termos de clarividência intelectual, sim. Acho que, dos poetas que enxergam, entre os atuais, ninguém definiu melhor o sentimento da perda da visão que o Alexei Bueno.

    - Ele também é simbolista, não?

    - Um simbolista moderno, ou até eterno, se considerarmos que a postura dos poetas diante das palavras e dos sentidos sempre foi simbolista. Mas leia o soneto e me diga se não tenho razão.

    - Então vamos lá:

    Se nunca a um cego nato alguém falasse

    As palavras cegueira, ou vista, ou cor,

    E do mundo a feição falsificasse

    De um modo em que normal fosse o negror,

    E das artes do ser só lhe ensinasse

    As que as trevas têm forças de compor,

    De forma que o universo aparentasse

    Ser lógico no escuro esmagador,

    Este cego, educado em outra História

    Sem pintores, sem astros e sem glória,

    Forjada em mãos e sons, mesquinha, aqui,

    Um dia, a colher ervas, preso à estrada,

    Sentiria em seus olhos mais que o nada,

    E o horror de algo que falta. Igual a ti.

    - Então, Bia? Que me diz?

    - Aqui a questão já nem é racial, nem social: é filosófica. Empirismo e racionalismo, a percepção da realidade dependendo dos sentidos ou do raciocínio. Não é isso?

    - Pois é. A melhor abordagem é mesmo essa do Alexei, que só reforça minha posição de que o cego de nascença está mais perto do conformismo que o cego que já viu, além do fato de ser a hipótese do Alexei um retrato daquilo que a sociedade não permite ao cego, de forma que o coitado é condenado à inferioridade justamente porque tudo em volta é feito por e para quem pode ver...

    - Depois disso, só falta ler um soneto teu, né, Glauco?

    - Não. Desta vez nem precisa. Os outros poetas já falaram por mim.


    postado por 35548 as 09:11:53 # 0 comentários
    Começam testes em humanos com chip que restaura visão


    Inovação Tecnológica - Cientistas australianos anunciaram o início de testes em humanos de um chip que poderá ajudar a restaurar a visão de pessoas que ficaram cegas em razão de alguns tipos específicos de doenças.

    O implante é feito inserindo-se minúsculos eletrodos na superfície posterior do olho. Uma corrente elétrica fluindo por meio desses eletrodos estimula as células da retina, uma finíssima e delicada camada de células responsáveis por nossa visão. A corrente elétrica é na verdade um sinal de vídeo captado por uma câmera de vídeo, instalada em óculos especiais.

    Cientistas avançam na produção de olho biônico

    Mas o aparelho ainda está muito distante de restabelecer a visão real de uma pessoa. Segundo o coordenador da pesquisa, Dr. Minas Coroneo, o implante é capaz de dar ao paciente uma "visão funcional", suficiente para que ele ande por uma sala sem bater nos objetos pelo caminho.

    A equipe do Dr. Coroneo também está desenvolvendo um segundo tipo de aparelho, que poderá ser implantado diretamente na área do córtex cerebral responsável pela visão. Este implante visa atender aos pacientes que apresentam danos no nervo óptico ou na retina. Este equipamento, por enquanto, só está sendo testado em animais.

    O anúncio acontece na mesma semana em que o órgão de saúde dos Estados Unidos (FDA) proibiu os testes em pacientes humanos com um dispositivo semelhante. Segundo as autoridades norte-americanas, os implantes ainda não oferecem segurança suficiente para os pacientes.

    fonte: Tecnocientista

    postado por 35548 as 08:47:42 # 0 comentários
    segunda, 04 setembro, 2006
    AMIGOS

    "Eu escolho os meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
    A mim não interessam os bons de espírito, nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
    Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
    Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
    Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou!
    Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, eu nunca esquecerei que
    'a normalidade'é uma ilusão imbecil e estéril." (Oscar Wilde)


    postado por 35548 as 11:18:50 # 0 comentários
    domingo, 03 setembro, 2006
    Objetivo do blog

    A idéia é ter um espaço próprio para divulgar as informações de interesse das pessoas que participam da ADVIR - Associação dos Deficientes visuais de Itajaí e região.

    Notícias, histórias, curiosidades, enfim, o cotidiano de quem não vê, ou tem dificuldade de visão, porém é uma pessoa tão normal quanto qualquer outra.


    postado por 35548 as 07:39:57 # 2 comentários
    Prá começar, as definições:

    Pupila

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Em nosso olho encontra-se a pupila, que é a porta de entrada e que admite e regula o fluxo de luz para a retina. Somente com está passagem é possível uma imagem ser percebida.

    Com a retina, nossa consciência está intimamente em contato com a realidade física, as células do cérebro fluem até a retina para captar a informação através da iluminação modulada pela pupila, mas tem que se ter cuidado com a intensidade da luminosidade pois pode destruir as estruturas do olho.

    Quando o olho é exposto a níveis de iluminação muito elevados, a retina se contrai. A visão é a mais preciosa habilidade sensorial e a pupila é quem ajuda a proteger nosso olho. Quando existe pouca luz a pupila age de maneira contrária, admitindo mais luz e fazendo a própria dilatação, desta forma permite a visão em lugares escucaptar a informação através da iluminação modulada pela pupila, mas tem que se ter cuidado com a intensidade da luminosidade pois pode destruir as estruturas do olho.

    Quando o olho é exposto a níveis de iluminação muito elevados, a retina se contrai. A visão é a mais preciosa habilidade sensorial e a pupila é quem ajuda a proteger nosso olho. Quando existe pouca luz a pupila age de maneira contrária, admitindo mais luz e fazendo a própria dilatação, desta forma permite a visão em lugares escuros.

    Virtual

    Algo que existe, mas não pode ser percebido pelos cindo sentidos. Um bom exemplo são as chamadas virtudes humanas que vêm, assim como virtual, da mesma palavra latina, virtus, valor. Em computação, virtual é qualquer coisa que não é real, mas que nossa imaginação transforma em algo que nos parece familiar, para nosso melhor entendimento.


    postado por 35548 as 07:30:52 # 0 comentários
     
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