Romulo Textos
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domingo, 01 abril, 2007
Soneto da Amizade

Aquele que chega sem graça
na mesa desconhecida
que com nossa missão traça.
Vais conhecer "a pessoa" da minha vida.

Não eis de sentirtes sozinho
não eis de procurartes lugares altos
se bem aqui no baixinho
possuis algo imensurável.

Um sentimento profundo
que nos faz perceber
a graça do mundo,
que o melhor é viver

E compartilhar com você a vida
grande pessoa de cabeça embutida
com olhos pra cima
achando sempre outra saída

Pros meus problemas insolucionáveis
para as tragédias encapsuladas
das dividas não pagas
além da ida de nossas amadas.

Não sendo capaz de andar sozinho
procuro sempre meio apoio
direcionando meu caminho
levo a vida como mais que um sonho

De tertes como auxílio
já dissestes jamais parar
mas que isso tens sabido
que esse pentagrama há de funcionar

e toda selva toda relva
toda "cerva" toda peleja
há de manter o que nunca se foi
e para sempre vivermos em nossa "igreja".

Que pregamos todo dia
nas nossas testas e palmas
de mãos apertadas, fazia
transparecer nossas lágrimas

escondidas em nossas almas
agora livres e cobiçadas
uma pelo outro acalmadas
em nossas preces reveladas

sem nunca ter obrigado
resolveu meus problemas num estalo
com mágica presença e equilibrado
num muro tão longo e alto

Que nos leva sempre a crer
na verdade pura e divina
que nunca vamos ter
algo tão puro e correto na vida

Pois eis de saber
que todo o passo se combina
numa fúria jamais patente
algo sem dono, sem rotina

simplesmente aleatório
e descombinado. preenchido com passos largos
numa caminhada jamais quebrada
de duas pessoas de comportamento honrado

Não somos irmãos, nem parentesco
não temos tias em comum
mas temos algo num contexto
jamais conhecido por nenhum

e há de pensar em redimirtes
em outrora suforcartes
mas há de confirmar que não existe
algo tão certo como dartes,
a amizade que conquiste,
um coração já revelado
dum amor que sempre eternize
o amigo que fostes alcançado.

E nunca será bastante
ver-te nobre amigo
sem hora, nem limite
Sempre aí meu ombro abrigo.

colhido fruto, e liste
todos os problemas calculados
os sem resolução a gente desiste
e bebemos para refugá-los

Na consciência que ainda existe
um herói maior que todos
capaz de nos livrar do fetiche,
e do garçom que sempre tenta nos desanimar.

Mandando-nos embora
que seu bar não há mais lugar
para um dupla sempre fiel
ao seu boêmio modo de conversar

e compartilhar as indigências
de uma vida singular
tão única, tão impar
que não da para esperar
o dia que irdes de voltar.

Vou logo a estação,
um trem pegar
e parto com o coração
para o lugar onde hei de encontrar
meu amigo meu irmão
capaz de a paz novamente mostrar
a um ser inacabado
que o mundo não cansa de acabar.

Com toda a fé e toda crença
num amanha incerto que há
de mostrar a essa criança
que tudo há de melhorar

e comigo não se cansa
de ouvir e cantarolar
os costumes de nossa infância
até hoje rituais de luxúria

com poderes condizentes
há uma amizade inconseqüente
que transforma em parentes
a equação tão longa
já incoerente
e difusa, trazendo sempre o mesmo
sentimento de culpa

Dois humanos separados
dois amigos condicionados
a uma distancia filha-da-puta
que me leva pro meu quarto

e faz me olhar fotos antigas
quando tudo era mais fácil
quando fazias aquelas comidas
e não vivias ocupado

jamais terás que suplicar
por amizade já perdida
pois saibas que essa
nunca será partida

intacta, e completamente estarrecida
prossegue com toda a bateria
competente e sabida
daqueles momentos, como valia!

E um dia, quem sabe um dia
nos encontramos outra vez
noutra vida, outro plano
conseguiremos nota dez

Num relacionamento suburbano
de dois homens, dois amigos
considerado meio malandro
nosso estilo de vida no perigo.

Sem se importar com o chefe
com a segunda feira
continua a festa, a greve
e quase ninguém se atreve

a dizer que não é real
esse sentimento composto
de cabeça, pensamento e corpo
montado num meio disposto
A conseguir com muito gosto
a amizade perfeita aqui conosco.

Amigo obrigado por novamente ver teu rosto.
Vamos a um bar beber, só por desgosto?


Por Romulo Petri Birschner,
01 de Abril de 2007

postado por 27098 as 11:22:03 #
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