SBT ESPECIAL
SBT ESPECIAL
terça, 22 julho, 2008
Entrevista com Daniela Beyruti

NOS BASTIDORES

Estou na diretoriada geradora. Na verdade, o que eu estou fazendo aqui é aprender tudoque tem a ver com o negócio de televisão. A geradora está com a áreacomercial, marketing, assessoria de imprensa e o que envolve o showbusiness da televisão. Eu conhecia e gosto bastante da área artística,mas é fundamental ver o lado do business da televisão. Estou nocomando, mas, ao mesmo tempo, estou aprendendo. É muita coisa nova.Estou nos bastidores dos bastidores...


JOGADA ESTRATÉGICA
Essamudança foi uma estratégia da empresa. O lado artístico já está dentrode mim. Eu gosto de televisão por natureza... é muito feeling. Agora,estou aprendendo a parte técnica. Só feeling não é suficiente. O ladoartístico era o mais fácil, agora vim aprender o mais difícil.


TELEVISÃO: PAIXÃO E MISSÃO
Gostode tudo. Amo televisão. Gosto de assistir, de fazer... Gosto dacomunicação de massa. De saber que o que estamos fazendo aqui estáafetando gente em todas as partes do país. Amo saber que a gente faztelevisão para o Terceiro Mundo. A gente tem um canal de comunicaçãomuito forte com o povo. A gente tem o poder, não sei se é a palavracerta, mas um canal de influência tanto para o bem quanto para o mal.Eu gostaria muito, do fundo do coração, de usar a televisão paraalcançar coisas sociais que talvez a gente não consiga por meio dogoverno ou de outros segmentos. Dentro de uma novela, dentro de umasérie, dentro de um programa podemos transmitir coisas básicas para opovo, que são fundamentais. Sou humanista. E isso me fascina natelevisão.


COMO AJUDAR
Para isso, épreciso preparar o terreno. Não é algo que venha naturalmente. É umaquestão de mudança de mentalidade. Não vai partir só de mim. Se todomundo não abraçar essa idéia, fica uma coisa vazia, fica uma coisaaparente, mas não sincera. Tem de ter um querer geral. A satisfação devocê fazer uma coisa que vai causar um efeito positivo é muito maior doque você fazer uma coisa vaga.


ÍDOLOS
A gente tinha 100jovens na equipe do programa, tinha de viajar o Brasil inteiro pordois, três meses. Olhei e pensei: “Estou com um problema”. Eu sou nova,sou considerada a filha do dono, uma coisa que é chata e podeatrapalhar. Falei: “Vamos fazer com que o nosso ambiente de trabalhoseja o mais profissional possível. Vamos entender que teremos de lidarcom milhares de jovens em cada cidade que passarmos. Seremos areferência do programa para essas pessoas”. E pedi que as pessoasfocassem, se comportassem, falei para as meninas que não podiam usarsaia curta, mas no joelho. Pareceu uma coisa careta, a ditadura. Masera uma questão profissional, não uma questão moral. Dia de folga, saide biquíni na rua, não estou nem aí. Isso teve um efeito muito bom. Épreciso, primeiro, ter uma consciência de onde você quer chegar, paradepois alcançar o seu objetivo.


FORMAÇÃO
Crescendo, eu sempredizia: “Não quero ser influenciada pelo trabalho do meu pai”. Entrei naLynn University, em Boca Raton (Flórida), como indecisa, sem definir oque eu queria estudar. Fui estudar fora mais pela experiência, saberquem eu era. Fiz um ano do curso básico. Aí, fui assistir a uma aula decomunicação. E amei. Tinha algo dentro de mim que dizia: “Se euconfessar que gostei desse negócio, acabou! Não tem volta!”. Tenteioutros cursos, mas não me encaixava. Aí, pensei: “Vou assumir que gostodisso – e paciência”. Vai ser difícil até confessar para o meu pai: “Eugosto do que você gosta”. Era uma coisa esquisita. E sem a influênciadele. Fui pra lá para saber “quem eu sou”, “o que eu quero” e medescobri. Passei os três anos, então, me especializando. Gostei muito.De tanto prazer que eu tive no curso de comunicação, nem digo queestudei.


O CHOQUE CULTURAL
Voltei parao Brasil em 2000, um pouco imatura, eu acho. Comecei a trabalhar aqui etive um choque cultural. Porque, nos Estados Unidos, o câmera estudoupara ser câmera, todo mundo tem uma carreira valorizada. Um editor podeganhar US$ 200 por hora de trabalho. Não é a nossa realidade. Quando osmundos se encontraram dentro de mim, eu pensei: “Não sei se vouconseguir conviver com isso”.


A CONVERSÃO
Aí resolvi dar umtempo. Fui ser monitora voluntária numa escola, fui estudar numseminário, porque tinha acabado de me converter. Não gosto de falar quetenho alguma religião. Prefiro dizer que me converti àquilo que estáescrito na Bíblia. Nesse meio tempo ganhei uma bolsa para estudarcinema e televisão na Virginia, nos Estados Unidos. Meu marido foiestudar business e eu fui pra lá de novo. E eu já sabia que era umtempo que eu estava dando antes de encarar o negócio.


DESAFIOS DO TRABALHO
Além deencarar a televisão, é encarar a empresa familiar, é encarar um mundode emoção muito maior que uma simples escolha de profissão. Essesegundo período de estudos me deu um preparo ainda maior, porque foimais focado. Foi nessa temporada que fiz um programa de TV para umaprodutora independente, CBN, um programa de música cristã, que euapresentava, e foi exibido em Moçambique. Chama-se One Cubed. Ninguémme conhecia, ninguém conhecia meu pai... A liberdade que tive deaprender foi maior. Fui testada de verdade. Isso me fez bem. Porqueaqui, querendo ou não, eu tenho uma bagagem, carrego uma referênciamuito forte.


O PESO DA COMPARAÇÃO
Aspessoas sempre vão me comparar com algo que é incomparável. Eu nãoqueria ficar na sombra e acabar me comparando com o meu pai, com aforma de ele agir, pensar, criar, que é uma coisa única dele. Nas duasfaculdades, tive a oportunidade de ver se gostava disso mesmo ou seestava sendo influenciada, se eu era boa ou não. Americano não temdisso. É preto no branco. Se você é boa, você é boa, se não, você não éboa, arruma outra carreira. Não ligam para quem seu pai é. E o jeitoque os americanos fazem televisão... Eu acho incrível. Eles pegam aidéia de um inglês, dão um tapa no visual e transformam aquilo em algoincrível, bonito. Veja a Supernanny (seriado exibido no SBT). Nasceu naInglaterra, mas os americanos o deixam mais bonito e agradável. No PopIdol inglês, deram um tapa no visual e virou American Idol. Eu tenhorespeito pela televisão americana.


VIDA DE ESTAGIÁRIA
Eucarregava fita pra cima e pra baixo no meu estágio nessa produtora(CBN), que faz um mesmo programa para o mundo todo. Ela pega os clipesmusicais e grava cabeças em diferentes línguas. Eu estava num grupo debrasileiros, um dia, vestindo um cachecol colorido, e fui chamada parafazer um teste como apresentadora em língua portuguesa. Eu fiz. Nãotenho muita vergonha. E o cara gostou. Eu avisei que se fosse passar noBrasil eu achava que não ia ter muito futuro, porque o chefe teria dedeixar. Chamo o meu pai de chefe. É familiar demais chamá-lo de pai.Com o pessoal que eu trabalho eu falo “chefe”. Numa das minhas férias,trouxe umas fitas para o chefe ver. E ele gostou. Perguntei: “Você achaque devo continuar fazendo?”. E ele: “Acho que sim. É muito legal teremsido os americanos que te escolheram”. Mas, quando voltei a morar noBrasil, eu sabia que não iria continuar.

AUTOCRÍTICA
Hoje estou à frentede 200 pessoas na geradora, mais a rede (de emissoras afiliadas), queeu também cuido. No ano passado, a gente perdeu algumas afiliadas paraoutra emissora. A gente decidiu cuidar melhor... É muito uma questão derelacionamento. Casa de ferreiro, espeto de pau. A gente trabalha comcomunicação e, às vezes, a gente falha na nossa comunicação. Foi umcabo-de-guerra, uma batalha. E dá um frio na barriga saber que vocêestá perdendo, às vezes, por falta de comunicação... Quando você estásatisfeito, você não vai buscar outra coisa. Ouvi isso a respeito darelação marido-mulher. Se o marido está satisfeito, não fica olhandopara outra mulher. Mas, quando está insatisfeito, tudo pode acontecer.Se você está ocupando aquele espaço que tem de ocupar, é difícil ficarolhando ao redor. A gente falhou um pouco nesse nosso relacionamento.


SBT X RECORD
Prefiro falar doSBT. Acho que o SBT tem uma coisa muito especial. Querendo ou não, eleé popular. E tenho orgulho de falar que ele é popular. Enquanto tantosquerem atingir o público A e o B, a nossa realidade é o C e o D. Agente é C e D naturalmente. Tem uma identificação natural com a massa.Isso vai passando de cima para baixo, e implanta no coração essavontade de ser um canal popular. É óbvio que perder a segunda posição,para quem quer que seja, não é agradável. A gente, por muito tempo,correu sozinho no segundo lugar. Tinha orgulho, fazia até campanhas(“vice-liderança absoluta” “na nossa frente, só você”...). A gentebrincava com isso. A gente nunca quis tirar o lugar da Globo.


REDE GLOBO
No ano passado,fiz um estudo da grade da Globo. Aprendi a ter um respeito e umaadmiração muito particular. É tão bem programado com o hábito dobrasileiro. É muito legal. Eles têm uma programação direcionada. Agente era a segunda opção. Quando você perde isso, você se pergunta:“Onde eu me perdi? O que aconteceu?”. Só quando você perde, você sedepara com essa qu


CHIQUE E BREGA
Não estou embusca da resposta a essa questão. O ponto é: voltar a ser o que uma vezfoi a nossa identidade. O SBT tem a sua personalidade, tem uma marca...É voltar a isso, a focar naquilo que a gente foi feito para fazer. Nãoadianta querer ser chique, que a gente vai ser brega. É bom a gentecontinuar a fazer a nossa programação popular, falando do jeito que agente sabe falar com o povo. Fazer aquilo que nasceu para fazer. Quandoa gente se perdeu aí, num tempo, a gente deixou de ser quem era, defazer aquilo que sabia fazer. Hoje, a gente está voltando, eu acho. Émuito mais fácil bagunçar essa sala inteira do que a colocar no lugar.Vai levar um tempo até colocar a nossa casa em ordem.

O MEU PAPEL NA HISTÓRIA
O meu paié único aqui. A questão é eu ajudar a motivar o pessoal a voltar paraesse trilho. Cheguei quando a gente estava perdendo a batalha. É maisuma questão de colocar o ânimo de volta, motivar, sacudir a poeira, evoltar ao caminho que ele está direcionando a gente. De uns tempos paracá houve muita crítica. Quando ficamos um tempo sem falar (com aimprensa), acabou sendo ruim. Deixamos que os ruídos ficassem maisaltos do que aquilo que estava realmente acontecendo. Esse é o meupapel.

EMPRESA FAMILIAR
O racional e oemocional se misturam o tempo inteiro numa empresa familiar. Não apenasnessa. Em qualquer uma. É preciso aprender a saber lidar com o papel decada um. No meu caso: quando eu sou filha, quando eu sou funcionária?Saber que ele como chefe é diferente de como pai... Isso também é umdesafio muito grande.


PAI E FILHA, DIFERENÇAS
Elenão tem medo; eu luto com o medo. Ele é um desbravador. Ele nem vê odesafio, ele vai. Eu, antes de enfrentar o desafio, penso: “Nossa, é umdesafio”. Ele me empurra. E acho isso ótimo. Ele me joga e fala: “Sevira”. Porque, se não for assim, eu sambo, sapateio, até conseguirentrar no desafio. Tenho aprendido muito com ele. Tenho uma irmã,Rebeca, que puxou muito esse lado dele. Não importa o que as pessoasvão falar de você. Eu tiro o chapéu. Eu luto com medo, às vezes ficoenvergonhada, inadequada... Ele, como a minha irmã, não está nem aí.Entra numa reunião, já vai comendo um biscoito, a pessoa nemconvidou... A Rebeca é igualzinha: cara-de-pau, não liga. Quando vocêvê, ela está indo ao supermercado de pantufas. É uma coisa muitoespontânea.


Pai e filha, semelhanças
Emalgumas coisas, sou parecida. Sou ansiosa, como ele. Quero veracontecer... Sabe aquelas mudanças que ele faz? Se eu não tomarcuidado, vou acabar fazendo igualzinho. Critico, mas vou fazer igual.Eu aposto muito num programa X... Acho que não vou ter a paciência deesperar um ano para ver o programa X acontecer. Acho que no mês que vemvou chegar e querer mudar. Eu acho. É muito difícil confessar isso queestou dizendo. Porque tenho de falar para ele o contrário. Tenho defalar para mim também. Até fico com vergonha.


O JEITO SBT DE SER
Estouaqui, quero aprender tudo que tiver de aprender. Não vou dizer que eusei tudo, porque não sei. Não vou dizer que estou preparada para estaronde estou, porque não estou. Quero me informar, conhecer mais ahistória e o futuro, quem está hoje na linha de frente da empresa e oque estão pensando. Pelo que o pessoal fala, ele sempre foi assim(ansioso). E isso sempre deu certo. A Record fez uma coisa muitoparecida com a Globo e estabilizou ali. O SBT sempre foi desse jeitoespontâneo. Fizemos uma pesquisa, perguntando: se a Globo fosse umafesta, que festa seria? E as pessoas responderam que seria uma festaglamourosa, chique, em que as pessoas ficam na porta, mas não podementrar. Se a Record fosse uma festa, as pessoas responderam que seriauma festa muito chique, boa... E se SBT fosse uma festa, seria aquelaque todo mundo gosta de ir, com cerveja no copo de plástico, coxinha,uma festa que a pessoa se sente em casa. É aí que está a nossa marca,que a gente perdeu. A gente errou a mão em algum lugar ou a Recordacertou muito em outro. Não é uma coisa só. Isso faz com que aansiedade seja maior. “Vamos colocar um Show do Milhão domingo quevem.” E vinha o domingo, e ficava, dava resultado instantâneo. Hoje nãoé assim.


PEN DRIVE
O mundo mudou, e agente vai ter de mudar junto. Todo mundo tem acesso à informação. Agente fez uma pesquisa com a classe C e D. O melhor presente que vocêpode dar para eles, hoje, é um pen drive. O momento é agora. A gentevai ter de buscar muito mais multimídias do que temos buscado. Vamosdiversificar mais as mídias, estamos melhorando o nosso site, queremoster uma interatividade maior.


VENDA DO SBT
Falou-se muito.Era boato. Nunca foi nossa intenção vender. É a nossa menina dos olhos.Uma paixão. Poder se comunicar, entrar na casa das pessoas, estar juntocom elas – deixar que o povo faça parte da nossa história, mas tambémfazer parte da história do povo. Precisamos resgatar mais essaidentificação.

O PAPEL DA TV
Passar mensagem semser sensacionalista demais. Tem hora para tudo. Ter programas em queocorre uma forte identificação, com boa qualidade e que possa ajudar nodia-a-dia das pessoas: esse é o melhor dos mundos, entretenimento comcultura, sem ser chato. Porque o nosso povo é influenciado pelatelevisão.


A VOLTA DO PANTANAL
Foi umaidéia conjunta, de muito tempo. É uma novela incrível. Como foi bemfeita... Vale a pena ver de novo. As novelas da Globo a gente vê denovo. Por que não reexibir uma obra da Manchete?


NA FRENTE DA TV
Amo a LucianaGimenez. Eu me divirto muito com o jeito dela. Também gosto do CQC – noinício fiquei de birra, porque achei que seria uma cópia do Pânico...Gosto do Pânico, gosto de novela... Não tenho tanta paciência, masgosto... Prefiro série. Desperate Housewives, Lost (embora a últimatemporada tenha me irritado), 24 Horas... Sex and the City eu nãogosto. Acho que é muito sexo e pouca cidade... Nada contra, mas tem umahora que cansa. Grey’s Anatomy eu também gosto.


LEITURA
Leio pouco. Estoulendo um livro sobre a história dos quatro irmãos Warner. Mas não leiona seqüência. Amanhã tenho vontade de ler outra coisa, paro esse ecomeço o outro...


ROTINA
Este ano eu fiz umcurso de gestão de empresa familiar e vi que estava no mesmo saco quetodo mundo que tem empresa familiar. Foi uma terapia em grupo para mim.“Você leva os problemas pra casa?”, “Você recebeu um monte de ‘nãos’ doseu pai?”. Os argumentos dos pais com os filhos são idênticos. Isso meconsolou. Daí comecei a me divertir. O primeiro semestre passei muitobem. Tem tempo para tudo. Durante a semana, saio pouco, volto para casado trabalho, como alguma coisa, vejo televisão, acabou. Nos fins desemana, saio para jantar com casais de amigos, com meu cunhado e aesposa dele, com as minhas irmãs, quando estão aqui.


VIAGEM
Gosto médio de viajar.Amei a África do Sul e Fernando de Noronha. Acho que Fernando deNoronha é o lugar mais bonito que já fui na minha vida. Amo Orlando. AFlórida, para mim, é os Estados Unidos abrasileirados.


AS IRMÃS
Duas outrastrabalham aqui. Renata, a mais nova, está fazendo um treinamento naárea comercial e depois vai para a área administrativa, e a Silvia, doprimeiro casamento do meu pai, está no Programa Silvio Santos. Patriciatrabalhou no banco por muito tempo, depois no hotel. Agora, estáestudando fora, deve ficar mais um ou dois anos. E Rebeca estáestudando cinema e televisão no exterior.


GESTÃO
Sou muito mais dedesenvolvimento e estratégia do que operacional. Sei onde quero chegar,sei falar para todo mundo onde a gente quer chegar. Onde a gente querchegar? Recuperar a identidade do SBT e conseguir fazer com que seja umcanal de entretenimento, com muita qualidade, com conteúdo de verdade eque volte a ser uma referência, que a marca volte a ser valorizada.Temos de reposicionar o SBT.


SUCESSÃO
Não consigo pensarnessa idéia. Consigo pensar que vou cuidar para que isso dure bastantetempo, se perpetue. Se Deus quiser, a gente vai conseguir manter aquiloque o meu pai começou para que não dure apenas por duas gerações, maspor muito tempo.


TAL PAI, TAL FILHA
DanielaBeyruti é o sangue novo do SBT. E bota sangue novo nisso. Ela amatelevisão desde criança. Mas nunca quis ser somente a filha de SilvioSantos, essa coisa de herdeira nata, sem conquista, nem investimento.Tem uma admiração explícita pelo pai, que agora também chama de chefe.
Danielaé uma mulher diferente, de personalidade forte, cheia de foco, jeito dequem sabe o que quer e a certeza de que vai, sim, chegar lá, talvezmais rápido do que ela própria imagina. Mas sabe também que tem aindamuitos desafios pela frente e muito o que aprender.
Está, porenquanto, transitando, mergulhando nos bastidores dos bastidores de umaempresa familiar, quer conhecer de tudo um pouco – a cabeça não pára.Tem planos, muitos. Diz o que pensa, é espontânea, sabe se colocar,articula bem, sente um orgulho incrível da emissora, de tudo o que opai construiu ao longo dos últimos 50 anos, do complexo na Anhanguera,onde estão os estúdios e os cenários dos programas. “Aqui não é lindo?”
Osseus olhos, redondos e castanho-escuros, têm a mesma expressão dos deSilvio. São instigantes, firmes, diretos. Olhos que prendem a gentequando ela fala e defende, com veemência, seus pontos de vista.
Éarticulada. Dá vontade de ficar ali ouvindo, perguntando um monte decoisas, querendo entender mais como anda a sua vida, a sua cabeça e atémesmo o coração, que ela define como humanista.
Dani – como échamada pelos amigos – leva uma vida simples. Passa o dia inteiro naemissora e uma vez por semana tem almoços de negócio com profissionaisda área. “Quero entender cada vez mais como funciona tudo isso.” Ela eo marido, Marcelo Beyruti, são um casal tranqüilo – estão juntos háquatro anos –, de bem com a vida. Não fala muito em religião, mas éevangélica, como suas irmãs, e costumava reunir jovens em sua casa paraestudos da Bíblia. Hoje o grupo se dispersou, mas se fala por e-mail.
Nãoanda em carro do ano, é despojada para se vestir e impressionantementesimples. Quando voltou dos Estados Unidos, onde morou e estudou, quisse repaginar – sentia-se, digamos assim, meio conservadora. Contratouuma personal stylist. Hoje adora usar roupas estampadas, floridas,despretenciosas.
Embora tenha muito carisma e seja uma comunicóloganata, Daniela costuma passar longe dos holofotes. Chega meio ansiosapara a sua primeira grande entrevista. Pensa em desistir. Mas fala coma mãe, Íris, respira fundo e acaba aceitando o desafio. Sorte nossa.Sorte de Silvio Santos. E sorte do SBT: a emissora está em boas mãos.


postado por 78332 as 12:30:19 # 0 comentários
domingo, 13 julho, 2008
Hebe fala sobre o assédio da Record

Hebe faz revelações inéditas sobre o assédio da Record aqui no SBT Especial

Hebe Camargo, pioneira na televisão brasileira.

ATÉ QUANDO VAI SEU CONTRATO COM O SBT?
Hebe:Até dezembro.
SBT Especial:VOCÊ JÁ FOI CHAMADA PARA CONVERSAR SOBRE RENOVAÇÃO?
Hebe:Já fui sim.
SBT Especial:O QUE ACHA DO ASSÉDIO DA RECORD?
Hebe:Muito bom.Também gosto muito deles.
SBT Especial:WALTER ZAGARI (VICE-PRESIDENTE COMERCIAL DA RECORD) DIZ QUE VOCÊ É O SONHO DA RECORD,QUE INICIOU SUA CARREIRA LÁ E PODERIA ENCERRAR,CLARO,DAQUI A MUITOS ANOS,LÁ TAMBÉM…
Hebe:Acho a idéia maravilhosa.
SBT Especial:O QUE ACHA DAS CONSTANTES MUDANÇAS DE HORÁRIO DE SEU PROGRAMA NO SBT?
Hebe:Lamentável.
SBT Especial:SENTE QUE O SBT PODE ACABAR PERDENDO TAMBÉM OUTRAS ESTRELAS COMO GALISTEU,RATINHO E GUGU?
Hebe:Sinto que sim.Acho que são artistas maravilhosos e que admiro muito,e que seria uma grande perda para o SBT.


postado por 78332 as 06:45:00 # 0 comentários
RATINHO FALA SOBRE NOVO PROGRAMA

”Tenho certeza que vai dar audiência,se não formos primeiro lugar vamos pelo menos incomodar”.
Ele vai falar tudo para nós do SBT especial

SBT Especial:VOCÊ JÁ FOI CHAMADO PARA CONVERSAR SOBRE RENOVAÇÃO?
Ratinho:Não fui chamado,mas pretendo renovar sim,desde que tenha espaço na grade de programação do SBT.
SBT Especial:O QUE ACHA DO ASSÉDIO DE OUTRAS EMISSORAS COMO A BAND?
Ratinho:Se não houver renovação no SBT,a Band seria uma opção interessante.
SBT Especial:O FATO DE VOCÊ TER AFILIADAS DO SBT NO SUL NÃO COMPLICA SUA IDA PARA CONCORRÊNCIA?
Ratinho:Não.Sei muito bem separar o empresário Carlos Massa do apresentador Ratinho.
SBT Especial:O QUE ACHA DAS MUDANÇAS DE SEU PROGRAMA NO SBT E DE FICAR TANTO TEMPO FORA DO AR?
Ratinho:As mudanças frequentes são opções que a emissora encontrou para melhorar.Umas dão certo,outras não.Ninguém pode duvidar da capacidade intuitiva do Silvio.
SBT Especial:JÁ TEVE OUTROS CONVITES PARA DEIXAR O SBT.POR QUÊ NÃO FOI?
Ratinho:Porque sempre fui bem tratado lá.
SBT Especial:SENTE QUE O SBT PODE PERDER ESTRELAS COMO VOCÊ,GALISTEU E HEBE?
Ratinho:Acho que não vai perder.O SBT está crescendo rápido com a volta do Programa Silvio Santos aos domingos,Pantanal…Existe a possibilidade de que eu apresente um programa aos sábados das 14 ás 18 horas.E tenho certeza que vai dar audiência,se não formos primeiro lugar vamos pelo menos incomodar.

postado por 78332 as 06:32:28 # 0 comentários
 
Perfil
78332
Meu Perfil

Links
Blog Grátis

Palavras-Chave
VIDA
DE
ARTISTA

Favoritos
Não há favoritos.

adicionar aos meus favoritos


Colaboradores do Blog


Comunidades
Não há comunidades.

Posts Anteriores
Entrevista com Daniela Beyruti
Hebe fala sobre o assédio da Record
RATINHO FALA SOBRE NOVO PROGRAMA
VIDA DE ARTISTA
Especial SBT

Arquivos
2008, 01 julho
2007, 01 dezembro

2615 acessos
CRIAR BLOG GRATIS   
..