seixos da poesia
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terça, 15 janeiro, 2008
NILO NORDESTINO

                                                 NILO NORDESTINO

Água límpida, límpida, límpida, límpida, límpida...

Água assoreada, ada, ada, ada, ada, ada, ada...

Sobre o curso de um fluido rico outrora;

E pobre agora,

                               Vejo:

Vejo navegar um barco sob a direção de seu navegador

                               Sereno.

Pescador lança a isca para a pesca:

Pescador quando recolhe o anzol,

Quase nada ele tem, pega.

Ah, nas águas de sua lembrança,

O homem viaja num lugre-cardume de fartura,

                      Profusão,

                                               Sustança!

Na nascente mineira:

Exuberância, enlevo;

Tropegar norteia os retirantes

Nos sertanejos âmbitos da seca,

Ainda que no Vale dos Privilegiados

O desvio agradeça á Parreira.

Desvio sagrado que, grelando,

Faz prosperar a colheita.

Ó facínoras legais, emires cretinos...

Ó homens vilões,

Não basta meu congênito mal?

Espoliais-me com contumazes progressos infrenes?

Não vedes que se expiro,

Vossos hermanos sertanejos

Fenecem comigo, SÃO FRANCISCO?!                

Jessé barbosa de oliveira    



postado por 86135 as 11:11:09 #
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