A deputada Janete Capiberibe (PSB/AP) tem se desdobrado para não deixar esmorecer o combate à corrupção no estado do Amapá. Como a Polícia Federal, que a cada dia desmantela uma quadrilha diferente, a parlamentar socialista age em diferentes frentes para incentivar e apoiar os órgãos que trabalham no combate ao crime organizado naquele estado.
Aliás, a PF tem tido um bom material de trabalho no Amapá. Desde o tráfico de drogas ao roubo de dinheiro público, passando por prostituição e contrabando. Não falta quase nada.
A parlamentar já esteve com o diretor da Polícia Federal Paulo Lacerda e com o ministro da Justiça Tarso Genro manifestando seu apreço à Operação Antídoto que está desbarantando uma quadrilha instalada na secretaria de saúde do estado do Amapá. Envolvendo o alto escalão do governo e políticos com foro privilegiado, desviou só no ano passado cerca de R$ 15 milhões. Também por isso, a saúde publica dos amapaenses está um caos.
Nesta sexta-feira, 27, Janete encontrou-se com o procurador geral da República, Antônio Fernando Santos. O pôs a par da situação da saúde no Amapá, reforçando os impactos da corrupção no governo do estado sobre o setor. "Tem muita gente morrendo por causa da roubalheira", lamentou. "O Amapá, que é o começo do Brasil, pode ser também o lugar onde começa a erradicação da corrupção no serviço público", desejou a socialista.
Com o mesmo fim, o ex-governador João Alberto Capiberibe apresentou o projeto transparência - PL 217/2004 - que visa tornar públicas, pela Internet, todas as contas em todas as instâncias e esferas do poder público. A proposta já foi aprovada no Senado Federal e está pronta para a pauta da Câmara. Quando governador do Amapá, entre 1995 e 2002, Capiberibe escancarou as contas do estado, mantidas assim até hoje por força de lei. A consulta aos dados ajuda a descobrir o superfaturamento nas compras da secretaria de saúde daquele estado, por exemplo. O procurador geral (ao centro na foto, junto com o ex-governador do Amapá e a deputada Janete Capiberibe) gostou da idéia.
Se tem coisa que corrupto não gosta é de publicidade.













