Lugar ao Sol
Lugar ao Sol
sexta, 13 abril, 2007
e o que acontece?


Há momentos como este, em que eu queria um canto só meu, em que eu pudesse ficar só, com meus pensamentos ou mesmo, não pensar em nada, apenas respirar e adormecer...
Nada nasce sem um motivo, nada acontece sem uma razão. Gostaria de saber um dia o por quê de estar assim hoje. Não é inalcansável esta vontade, mas sei que não será agora que irei entender.
Sem vontade de viver, sem energia para conviver. Hoje nada é especial, nad aé empolgante.
Tédio!
Como uma daquelas pistas de corrida automobilística, são lindas, programadas, mas não levam a lugar nenhum. Muitos kilômetros percorridos mas não alcamçam um lugar, giram, aceleram, freiam e são observados. Alguém de fora entende o que acontece mas, quem dirige apenas corre.
Quero entender o que a humanidade ganha em esses meus dias de corredora, sou mais uma prova, um teste, uma cobaia? Que me observa ? Será que eu também apendo algo?
Otimismo hojé, definitivamente não é o meu forte ...
Não preciso ir tão longe, em outro mundo, para saber e ver que anjos existem, e que eles se mostram de várias maneiras. Às vezes são demônios, mas são anjos-demoníacos que nos "sacodem"nos "acodem".
Certos ou errados eles existem!

postado por 5895 as 11:00:36 # 1 comentários
quinta, 18 janeiro, 2007
sofrer é natural e é humano!

Quando você não dramatiza

Ninguém dá valor ao seu sofrimento

Acham que não é digno de lamentos

Ou mesmo de uma merecida ajuda

Ou que está forte, curado!

Afinal, vc sai, curte, está sempre sorrindo

Consegue se distrair...

Os tormentos são silenciosos

E a ninguém nada importa

São todos parte da mesmice!

Aquela que consome nossos mais puros sentimentos

Nos cega a alma

E faz nosso irmão sofrer!

Deveríamos nos saudar:

“Irmãos de sofrimento!”

Dizia S.


postado por 5895 as 04:44:49 # 1 comentários
terça, 02 janeiro, 2007
silêncio


FALAR

(Texto de Martha Medeiros - Colunista da Revista do Jornal O Globo)

JÁ FUI DE ESCONDER O QUE SENTIA, E sofri com isso. Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com  isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o  silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento. 

Assisti ao filme "Mentiras sinceras" com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção  inglesa do filme me irritou um pouco - mas, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: como é fácil libertar uma pessoa de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira.


Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai.

Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente se sabe. Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados. Tão banal, não? E no entanto esta banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ele é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.

A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - ampara-se em mentiras parciais e verdades pela metade. Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade. Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.

Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somos sádicos e avaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo"  - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica,  por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".

Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.


postado por 5895 as 09:45:00 # 2 comentários
 
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