Sobreviventes do massacre de Eldorado do Carajás
Sobreviventes do massacre de Eldorado do Carajás
sexta, 14 dezembro, 2007
A história continua ...

Sobreviventes de Eldorado dos Carajás cobram atendimento médico

Massacre
Justiça obriga, mas o Estado não cumpre ordens, denunciam vítimas

Os sobreviventes do massacre de Eldorado dos Carajás, que ficaram com seqüelas, continuam sem tratamento de saúde, onze anos após o confronto onde morreram 19 agricultores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e 69 ficaram feridos. As mortes ocorreram dia 17 de abril de 1996, na Curva do S, no sudeste do Estado. Uma sentença judicial obriga o governo estadual a oferecer uma equipe multidisciplinar para dar atendimento aos sobreviventes, mas a ordem não é cumprida.

Uma das mutiladas, Rubenita Justiniano da Silva, que levou um tiro no rosto, continua com uma bala alojada entre a artéria carótida e a jugular (que levam sangue do coração para o cérebro), impedindo-a que de comer normalmente. A bala destruiu parte da dentição superior e inferior de Rubenita e provoca muitas dores em sua mandíbula direita. O mais grave, diz a mulher, é que cada vez mais sua boca está entortando por falta de uma prótese especial que a sobrevivente necessita usar para conseguir mastigar.

A operação para retirar a bala de seu rosto poderia causar a morte de Rubenita, já que o projétil está entre as duas artérias vitais. 'O SUS não dispõe deste tipo de prótese. Eu dependo do atendimento da administração estadual. O governo tem encomendar a prótese a um dentista particular', apela Rubenita.

A peregrinação dos sobreviventes em busca de tratamento médico se arrasta há dez anos. No ano seguinte ao massacre, foi ajuizada ação para obrigar o Estado a disponibilizar uma equipe multidisciplinar para fazer a avaliação e ofertar atendimento médico, odontológico e psicológico ao grupo. Em outubro de 1999, a justiça concedeu uma liminar acatando o pedido. Em 2005, novamente o Tribunal de Justiça reafirmou a sentença, mas tudo que os sobreviventes conseguem são consultas ou tratamento paliativo, conforme denuncia Rubenita. A sentença judicial também garante o pagamento de pensão e indenização aos sobreviventes.

 

Jornal O Liberal, 14.12.2007



postado por 12282 as 03:49




2 comentários:
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